Descendants 2
50 Good and Evil ... The Perfect Wedding

O bem e o mal, enfim unidos lutando para sobreviver. Quem diria que esse dia chegaria, não é mesmo?
Cherry Cat
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—E foi isso que a Lagarta me contou — Carmim concluiu.
Ela e Chris estavam andando entre a grama alta, tentando não se perder um do outro.
—Então, você é filha do Valette? – perguntou Chris – E Victor é filho do Valette?
—É isso ai – ela concordou.
— E Ally é filha do Valette? – ele perguntou.
—É! – ela esbarrou contra ele, em meio à grama – Ai está você!
—Isso meio que não torna vocês irmãs? – perguntou ele, encarando ela.
—É claro que... Oh, Copas, eu não tinha pensado nisso – ela falou, olhando para o nada – Pelo baralho, quando eu acho que as coisas estão prestes a melhorar... Eu? Irmã daquela mosca morta oxigenada!
—Bem, não me surpreenderia se ela acabasse morta com tudo que está acontecendo em Auradon – ele murmurou.
—O que está acontecendo em Auradon? – perguntou ela, confusa.
—Ah, é que... Está... Estranho – ele falou, franzindo a testa – Eu não lembro!
—Ah, é a magia daqui – falou Carmim, revirando os olhos – Demora um pouco até aprender a lutar com isso, espero que Lyla possa nos ajudar!
—Quem? – perguntou ele, confuso.
—Uma amiga – falou Carmim – Acho que vai gostar de conhecer elas...
—Elas? – perguntou ele confuso – Carmim, para onde está me levando?
—É uma surpresa – ela sorriu – Já foi ao lago?
—Não – falou ele, confuso – Por quê? O que tem no lago?
—Você vai ver – eles passaram mais um monte de grama e chegaram ao lado – Lagarta?
—Quem és tu? – perguntou ela, em uma grande árvore.
—A rainha – ela grunhiu – Suas amigas estão na água?
—Aproveitando a boa vida, sim – falou a lagarta – Por que diz isso?
—Chame-as – falou Carmim, uma frutinha voou até o lago. As três ninfas de lá saíram. – Christian, quero que conheça minhas salvadoras. Essas são as três musas do lago das Maravilhas: Nyra, Lyla, e Myrtha.
—Myrtha? – ele franziu a testa, olhando para Carmim – Estranho... Sabia que esse era o nome da minha...
—Christian? – perguntou a Ninfa mais ao fundo, de tom lilás, sorrindo para ele – Oh, pelo baralho, é você mesmo? – perguntou ela, se aproximando da margem e virando uma mulher comum, em terra firme.
—Mãe? – perguntou ele, maravilhado – Você... Não, não pode ser...
—É sim – falou Carmim, apertando o braço dele.
—Mas minha mãe morreu – falou ele, confuso.
—Não, não morri – ela falou, dando mais um passo para frente – Eu tive de voltar para cá. Não foi minha escolha, se eu pudesse, teria ficado com você e seu pai... Mas eu acompanhei tudo daqui, meu filho... Orgulha-me ver o homem que se tornou!
—Vai lá – Carmim o empurrou, e depois se recolheu embaixo de uma árvore. De repente podia ser assim. Podia ser assim para sempre. Sem precisar voltar.
—Queria ter mais tempo para conversarmos, mas teremos muito tempo depois – falou a mãe de Christian, depois de algum tempo fascinada olhando para ele – Vocês tem que correr!
—Por quê? – perguntou ele, confuso.
—Por que veio até aqui, garoto? – grunhiu a ninfa vermelha. Carmim revirou os olhos, ela só podia mesmo ser mãe de Victor – Tem uma guerra acontecendo! Você precisava da garota aqui para lutar contra a bruxa!
—O que? – Carmim piscou – Foi por isso que veio atrás de mim?
—Não... Sim... Também... Está tudo confuso – ele falou, olhando em volta – Mãe...
—Vocês não tem tempo para isso – falou Nyra, impaciente – Poderão conversar depois! Lyla abra o portal!
—Ah, sim, certo... Aqui, aqui – ela falou, abrindo um reflexo na água – Não vou mantê-lo aberto muito tempo. Pulem!
—Mas... – Chris olhou para a mãe.
—Nos vemos depois querido – ela beijou a testa dele.
Carmim parou a beira da água.
—Eu deveria? – perguntou ela, para o próprio reflexo.
—Nem todas as pessoas foram más com você, Carmim – Chris falou, segurando o braço dela – Sabe por que eu vim até aqui? Por que eu sabia que você nunca deixaria as pessoas que ama morrerem se for à única que pode salva-los! Eu acreditava que mesmo depois de tudo você lutaria por ele.
—É... Você até que me conhece bem... – ela fez uma careta – Mas nós vamos ter uma conversa série se eu sair viva dessa, Christian!
—Eu te amo – ele segurou a mão dela.
—Eu te amo – ela grunhiu, de má vontade, e o beijou, enquanto os dois caiam na escuridão.
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Mal encarou seu reflexo no espelho. Estava mais linda do que nunca esteve antes. Como uma princesa.
Evie havia feito seu cabelo e maquiagem. Uma criada havia lhe ajudado com as camadas do vestido. Ela não comerá nada a manhã inteira, e até passará perfume.
E ela nunca esteve tão infeliz.
Durante os anos na Ilha dos Perdidos, Mal nunca imaginou que um dia fosse se casar. E se tivesse imaginado, provavelmente não usaria um vestido tão caro, ou sapatos tão altos. Mas estaria feliz. Por que mesmo no fundo do coração da garota da Ilha, se Mal imaginasse algo assim, ela esperaria estar feliz quando dissesse o aceito.
—Mas, afinal... – ela falou, para a garota que ela não conhecida dentro do espelho – Não haverá nenhum aceito, não é mesmo?
—Srta. Seu carro está esperando – uma empregada bateu na porta, e Mal secou a lágrima solitária que correu de seus olhos.
Era hora de fazer o que tinha de ser feito. Sua mãe havia vencido, e nada que ela fizesse poderia mudar isso agora. Pelo menos seria derrotada com dignidade, pensou Mal, encarando seus olhos verdes brilhantes no espelho, a única coisa que ainda tinha de si mesma.
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“Você e sua família estão convidados (as) para o casamento de Benjamin Florian & Maleficent Bertha.
Usem sua melhor roupa. Saberemos se não usar.
Att. Vossa Majestade; Rainha Suprema de toda Auradon; Imperatriz do mal e da escuridão; Maléficent. ”
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Cherry olhou para a igreja dividida entre heróis e vilões, se segurando para não rir. Era totalmente hilário ver todos desconfortavelmente sentados ai, sem nenhuma defesa, fora de suas zonas de conforto.
Ela queria estar lá dentro, sentada ao lado de Mandy fofocando, ou caçando fofocas para o blog, mas seu pai acordará com uma enxaqueca das piores e não queria ficar lá no meio de todo aquele “carma ruim”.
—Pai, nós temos que entrar – falou Cherry, mas ele parecia nem ouvir encostado em uma daquelas enormes pilastras gregas olhando para o nada – Pai! Eu não quero dar uma de noiva, será que nós podemos...
Ela parou. Sua cabeça doeu e por um minuto ela sentiu todo vibrar. E então era como se nada tivesse acontecido.
—Tudo bem. O que foi isso? – perguntou ela, confusa – Papai...
—Carmim está vindo – foi o que ele falou, olhando fixamente para ela – Cherry, esse casamento não pode acontecer! Malévola não pode ter acesso aos poderes de Mal... Tenho trabalho a fazer Cherry. Carmim está chegando. Impeça esse casamento!
E ai ele sumiu.
—Espera ai, o que? – ela perguntou para o nada, olhando em volta. Estava sozinha. – Isso ai, Cherry. Impeça o casamento. Agora eu vou sumir sem falar nada. De novo!
Ela marchou para dentro da igreja, passando por Bia White perto da porta, que parecia ter ignorado totalmente o convite, pois usava um vestido de piquenique da estação passada. Charlotte Red e Queenie Queen estavam com ela. Ela uma péssima ideia. Uma ideia realmente ruim. Ela tinha que tentar.
—Meninas, prestem atenção – ela falou, vendo Queenie e as duas que nem a conheciam encarando ela – Não façam perguntas, isso é importante. Avisem a todos de confiança. Ao meu sinal, vamos acabar com esse casamento!
—Espera... Como assim? – Queenie perguntou – Cherry!
—Rápido – ela gritou, correndo até o lugar vazio entre Victor e Mandy, e se sentando.
—O que você está aprontando? – perguntou Victor, olhando para ela desconfiado.
—Ainda não sei – ela suspirou – Mas nós vamos acabar com essa festa. E não estou falando no sentido figurado.
—Cherry... – Mandy a olhou, alarmada, e Luan do lado dela também.
—Acabei de ter uma ideia! – Cherry sorriu de orelha a orelha, olhando para o inconfundível cabelo oxigenado de Alison Kingsley no banco da frente.
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Hannah e Will se entreolharam, confusos, quando entraram na igreja e viram Gancho conversando com a família de Will como se fossem velhos e bons amigos.
—Agora sim, eu já vi tudo nessa vida – Hannah suspirou, escondendo a cabeça no ombro de Will – Podemos ir embora, por favor?
—Claro, se você quiser ser caçada pela rainha das trevas – ele tentou rir, mas soou tenso, ele pegaram o lugar vazio logo atrás de Gart e Becky, que parecia o suficientemente distante de suas famílias.
—E ai – sorriu Gart para eles, sobre o encosto do banco.
—Oi – sorriu Hannah— Recebi a mensagem de vocês. Por que não vieram com a gente?
—Meus pais foram nos buscar – falou Becky, corando envergonhada – Eles estão falando com a Cinderella ou algo do tipo, e nós tivemos que ficar aqui guardando o lugar deles.
—Não que eu me sinta muito motivado a caminhar por ai – falou Gart, olhando em volta. Hannah entendeu. Tinham rostos conhecidos com quais ela preferia não cruzar de novo por ali.
—Então, certo... – Falou Bia White, aparecendo do nada atrás de Hannah e Will – Não tem jeito fácil de dizer isso, mas... Este casamento vai cair pessoas!
Os quatro a encararam.
—O que? – perguntou Will, por fim – Bia, você pode falar coisa com coisa? Você e Bruno não estão aprontando nada, estão? Malévola pode...
—Dessa vez o plano não foi nosso, acreditem ou não, estamos seguindo ordens – ela sorriu – Tenho que ir, esperem o sinal. Amei o vestido Becky!
—Sinal? – perguntou Gart, confuso.
—Do meu vestido ninguém fala – reclamou Hannah.
—Talvez por que ele seja preto? Quem vai de preto a um casamento? – perguntou Will, e ela deu um peteleco no terno dele – Isso é diferente.
—Deixaria eu ir vestida assim em um velório?
—Er...
—Então para de reclamar!
...
Ben olhou para os convidados. Evie e sua mãe tentavam acalma-lo, mas ele só se sentia cada vez pior. Sabe-se lá o que Malévola faria com todo esse show que havia planejado!
—Alguma coisa está errada – falou Evie, parando no meio do ato de arrumar a gravata dele pela milésima vez – Por que estão todos tão agitados de repente?
Ele seguiu os olhos dela. Sim, Bia e Bruno estavam andando de um lado para o outro entre os convidados do bem, falando com o grupo mais jovem. Ele estremeceu. Eles estavam aprontando algo.
—Evie, vá falar com eles – pediu Ben – Esses dois não sabem no que vão se meter caso desafiem Malévola no meio dessa palhaçada!
—Eu não vou me meter com aqueles pestinhas, eles me odeiam – Evie grunhiu.
—Eu vou – falou Bela, se afastando do altar, segurando a enorme barriga de oito meses.
—Então, o noivo parece um pouco nervoso – Malévola saiu de uma das laterais, olhando para Ben de cima a baixo, e depois para Evie – Tire as mãos do noivo da minha filha, coisinha sem graça!
—Evie, venha! – gritou a Rainha á, dentre a plateia. Jay e Carlos também estavam ali perto dela, com Jafar entre eles. A magia de Malévola os deixando imóveis nas cadeiras. Evie se afastou de Ben com um olhar de desculpas e se sentou ao lado da mãe.
A marcha nupcial tocou. A noiva estava vindo.
...
Carmim procurou no escuro enquanto caia por Chris, mas tateou o escuro sozinha. Não havia nada para encontrar.
—CHRIS!?– ela gritou.
—Estou aqui – ele se chocou contra as costas dele – Está tudo bem, acho que estamos quase lá agora.
—E se for tarde demais? – ela perguntou. Era tão fácil falar agora, diferente da outra vez.
—Vamos torcer para que não seja. – ele suspirou, e seguiram caindo.
...
Mal passou o braço pelo de Adam e respirou fundo, dando os primeiros passos para dento da igreja. Todos se levantaram para vê-la, mas ela só conseguia ver Ben, tão maravilhado e assustado sobre o altar. Ela queria correr até ele e dizer que ficaria tudo bem. Mas não ficaria.
—DEVOLVE! – gritou uma voz reconhecível no meio do silêncio e da música – DEVOLVE AGORA!
—O que significa isso? – perguntou Malévola. A música parou.
—Essa garota! – gritou Cherry – Ela roubou meus óculos!
—Ora, ora, ora... – Falou Jafar, do outro lado do corredor – Uma cria de Auradon, achando que pode pegar algo de uma filha da Ilha? É muita petulância.
—Faça o que você faz de melhor – falou Gart, no ouvido de Becky. Ela sabia o que ele queria dizer. Seja a princesinha que todos esperam.
—Alison, não aceitamos roubos em Auradon – falou Becky, tentando parecer ultrajada. – Não acredito que tenha sido capaz disso!
—Mas eu não...
—Isso é m absurdo – falou Bruno, se levantando – ela deveria estar sentada do outro lado!
—Concordo! – gritou Bia, ao lado de irmão.
—Ela desafiou uma das nossas, não queremos essa criatura aqui – falou Úrsula.
—Ela deve morrer! – gritou Gaston, e foi apoiado por vários.
—Não vamos revolver nada com isso – Cinderella anunciou, se levantando e então vilões e heróis discutiam freneticamente sem ousarem atravessar o corredor que os dividia.
—Quietos, tolos e miseráveis! – gritava Malévola, em fúria.
—Quem você acha que é para mandar em nós? – grunhiu Morgana.
—É, quem foi que decretou você a mais poderosa? – Úrsula concordou.
—Como se vocês tivessem feito melhor – gritou Charlotte Red do lado dos mocinhos para as duas bruxas do mar.
Mal assistiu tudo aquilo, em choque. Ela olhou para Evie ao lado da mãe e para Ben no altar, sem entender o que estava acontecendo, até que ela viu uma figura longe das multidões. Em um canto, encostada na parede, sorrindo, estava Cherry Cat.
Estava explicado.
—QUEITOS! – gritou Malévola como um rojão – Música. Continue o casamento! Mal, caminhe!
Mal seguiu, ao som da música, enquanto todos esperavam em silêncio. Ela segurou a mão de Ben e parou em frente a ele, enquanto a Fada Madrinha recitava os versos do casamento.
—Mal? Mal? – perguntou a Fada, e ela se virou para ela – Aceita Ben como seu marido?
Havia chegado a hora. Ela engoliu em seco e olhou para o sorriso terrível de sua mãe.
—Eu... Eu n... Ben, me desculpe – ela sentiu os olhos enchendo de lágrimas.
—Está tudo bem, faça o que tem que fazer – ele falou, apertando a mão dela.
—Nã...
—Com licença – falou Cheshire, aparecendo entre os dois e pegando a mãe de Mal – Senhorita, hora de partir.
Mal piscou, e quando percebeu estava no segundo andar a igreja, olhando pela varanda todos confusos lá embaixo. A confusão e a gritaria recomeçaram, e ambos os lados se acusavam.
—Se baixe – comandou Cheshire, abaixado assistindo entre as pilastras – Minha filha tinha razão, é muito mais divertidos interferir na história.
—O que vocês pensam que es... – as ela perdeu a voz.
—Silêncio... – Foi uma ordem calma, confiante, um sussurro que se estendeu por todo o salão e calou a todos. Mal olhou para baixo, vendo Carmim parada na porta com o maior vestido que ela já vira. Aquilo deveria pinicar tanto... – Ora, ora, ora... Uma festa? E não me convidaram? Ops... Fala errada!
—O que está fazendo aqui? – grunhiu Malévola.
—Ah, desculpe ter chegado atrasada – Carmim falou docemente – Mas a viagem de casa até aqui é muito, muito longa... Phoe sabe bem disso!
Mal não sabia do que Carmim falava, mas viu os olhos de sua mãe queimarem de raiva.
—Cale a boca, fedelha idiota – grunhiu Malévola – Mal, eu sei que você ainda está aqui! Volte e faça o que estava prestes a fazer.
—Nem mais um passo, Berthinha – falou Carmim, olhando para ela já de pé novamente – Isso é entre nós duas. O que você acha Malévola? Rainha do Mal contra Rainha do Mal?
—Isso só pode ser uma piada – grunhiu Malévola – Não vou batalha contra voc...
Mas ela parou, pois um raio vermelho atingiu-a nas costelas. Os olhos de Malévola brilharam verdes e ela jogou Carmim longe com um raio verde, ela bateu contra as portas da igreja, imóvel.
—Carmim! – gritou Hannah, da multidão.
—Agora – Carmim levantou a cabeça – estamos entrando no espírito! Que tal tornar as coisas mais interessantes?
—POR TER-ME DESSAFIADO, VOCÊ MORRERÁ! – gritou Malévola, atirando um raio verde nela, ela girou no chão, desviando – Não é páreo para mim, coisinha!
—Vamos ver, tia – Carmim desafiou, se botando em pé – COPAS!
O tapete vermelho do corredor voou, enrolando nos pés de Malévola. Ela tropeçou, mas o tapete queimou em volta das pernas dela.
—Você me paga – Malévola grunhiu – TODOS ME PAGÃO!
O exército de soldados negros adentrou a igreja, cercando ambos os lados, vilões ou mocinhos.
Alguém gritou. Mal correu para as escadas, não deixaria eles lutando lá em baixo sem ela.
—Não senhorita – falou Christian Hatter, parado nas escadas pacientemente – Você fica, ordens da rainha!
—Essa guerra é nossa, Malévola – grunhiu Carmim – Desde o início, foi a mim que você odiou! A pequena princesinha do mal que tinha dois pais enquanto sua filha não tinha nenhum! Por culpa de minha mãe!
—CALADA – gritou Malévola, atirando outro raio nela.
—Então por que não voltarmos onde tudo começou? – Sorriu Carmim – COPAS!
Mal viu sua mãe e Carmim sumirem, enquanto todos gritavam e os guardas atacavam. A guerra havia começado.
—O que ela fez? – Mal grunhiu, arregalando os olhos – O QUE CARMIM FEZ?
—Ela levou sua mãe para o único lugar onde pode vence-la – falou Cheshire, a segurando pelo pulso – O País das Maravilhas.
—Me deixe descer – falou Mal – Me deixe lutar!
—Não pode usar sua magia – falou Cheshire – E duvido que saiba usar uma espada... Como pretende lutar? Usando um vestido de noiva?
—Eu...
—Papai, você é mesmo muito bom em interferir – falou Cherry, aparecendo ao lado de Christian. – Leve ela para fora, eles estão subindo! Hatter, você ao menos sabe usar uma espada?
—Fiz esgrima no segundo ano – ele deu os ombros, e ela deu uma espada para ele.
—Estão vindo! – ela anunciou, enquanto seu pai e Mal sumiam, e olhou para baixo na varanda, sorrindo – O bem e o mal, enfim unidos lutando para sobreviver. Quem diria que esse dia chegaria, não é mesmo?
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