Descendants 2
51 The Long-Awaited Yes!
Notas iniciais

Eu só tinha medo... Dela encontrar um bom caminho... E ir embora... Como você!
Maleficent
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Carmim resolveu que era inútil tentar entender a lógica do vazio. Quando precisava salvar o mundo demorava um século caindo, em comparação quando estava prestes a ter uma luta morta, puf, era rapidinho.
Ela caiu e rolou bruscamente pela grama, batendo contra um muro verde do labirinto do jardim. Onde estava Malévola? Ela preferia ter ficado sem saber, assim que viu a mulher parada em frente a ela, a observando como se fosse patética.
—Acha mesmo que esse lugar a ajudará a me vencer? – perguntou Malévola, rindo – Você é só uma garotinha assustada, exatamente como sua mãe quando a conheci... Pensa que basta ter uma coroa e um vestido bonito é o suficiente para vencer a rainha das trevas?
Malévola gargalhou, se transformando em um enorme dragão sobre a cabeça dela. Carmim suspirou. Se quisesse vencer, teria que faze-lo do jeito certo. Ela estremeceu ao olhar para o dragão. Não podia ter medo. Tinha de lembrar quem era.
Uma Copas. Filha de uma Rainha. Da Rainha de... Copas.
Mas nada do que havia ganhado de sua mãe ao longo do tempo poderia ajuda-la agora. Ela tinha que sentir como nunca sentira antes. Ela não era apenas a filha da Rainha de Copas, afinal, era filha do Valette... E seu pai foi um guerreiro!
Se tinha algo dele nela, por favor, que demonstrasse agora.
—BARALHO FORMAÇÃO! – gritou ela a plenos pulmões – Acabem com a fera!
O baralho, Carmim percebeu, não era nada mal... Ele tinha lanças, e correntes, e escudos resistentes ao fogo de Malévola, mas não era o suficiente para vencê-la. Carmim não sabia o que fazer, como poia lutar contra tal fera?
Malévola soprou fogo nos roseirais. Carmim ferveu. Ninguém queimava suas rosas.
—COPAS! – ela gritou, e um maço de escuridão voou em volta dela. O enorme vestido que até agora ela ainda se perguntava de onde viera sumiu e no lugar estava outra roupa. Não uma roupa qualquer. Uma armadura. Carmim Valette. Não soava tão ruim.
A poeira negra formou ao lado dela um enorme corcel de sombras. Ela não pedirá por aquilo, mas ela como a Lagarta falará. O País das Maravilhas lhe dava o que achava que precisava... Ela montou em direção aos céus.
Carmim olhou para os olhos verdes do monstro, e então ela soube. Malévola se achava tão invencível. Tão melhor do que ela. Tão melhor do que Mal. Achava que se preenchesse toda a dor que sentiu com maldade e crueldade, ninguém saberia que já ouve amo dentro dela. Mas hoje Carmim sabia. Toda a rainha má já tinha amado algum dia.
Mesmo Malévola. Mesmo a mãe de Evie. Mesmo sua própria mãe. Mesmo ela.
E ela queria acreditar que para todas elas havia um final feliz, mas ela conhecia a verdade do mundo melhor do que queria. Alguns cortes são profundos demais. Alguns venenos traçam caminhos rápidos para o coração. Alguns de nós vivem, mesmo depois do coração parar.
E qual o maior presente que se poderia dar a esse tipo de pessoa do que a morte?
Ela avançou entre as chamas do dragão, sem se preocupar com as prováveis queimaduras, o País das Maravilhas a protegeria, e voando entre as chamas ela acertou o estomago do dragão com uma espada que ela nem vira substituir seu cetro. A espada brilhou dentro do monstro, e Malévola caiu, de volta a fora humana, por metros, até que uma figura brilhante a pegou no ar.
Phoe, com um terno preto incrível, camisa dourada e assas da mesma cor, pegará a bruxa e aterrissará no terraço do castelo. Carmim desceu até eles e desmontou do cavalo, olhando a cena de longe.
—Você me abandonou – falou Malévola, fraca.
—Fui forçado a isso – falou ele, lamentosamente – Você estava enlouquecendo... Achei que talvez fosse melhor... E então ela me prendeu, e eu soube que você estava grávida...
—Ela... Ela é tão parecida com você... Tão boa... –sorriu Malévola. Carmim nunca pensou que ela de fato pudesse apenas sorrir – Talvez você possa encontra-la, agora.
—Eu vou – ele sorriu – Sou que ela vai se casar. Qual seu nome mesmo?
—Mal... Maleficent... Mas ela gosta de ser chamada de Bertha – riu Malévola, e Carmim não pode deixar de sorrir. — Diga a ela... Quando a vir... Que eu a amor...
—Tenho certeza que ela sabe disso – falou Phoe.
—Eu só tinha medo... Dela encontrar um bom caminho... E ir embora... Como você – falou Malévola, e pegou as mãos de Phoe, segurando junto com as suas na espada, e a girando. O brilho de seus olhos se apagou.
Phoe olhou para cima, para Carmim.
—Está morta – ele falou.
—Hora de conhecer sua filha – Carmim sorriu gentilmente, estendendo a mão para ele. Ela deu um último vislumbre no corpo de Malévola, imaginando no último segundo a fagulha que o queimaria. Phoe não precisava ver aquilo. Nem Mal. Nem ela – Copas...
...
Cherry Cat não ligava para a briga. Seu alvo era outro. Ela puxou uma das cortinas amarelas, cortando-a e descendo por ela até o térreo, parando ao lado de Victor.
—Onde ela está?- perguntou ele, lutando contra aqueles guardas.
—Perto da porta – falou ela, sorrindo – Cuide deles por mim, eu pego ela.
Cherry o beijou, que lhe olhou repreensor, mas o que ela podia fazer? No calor da batalha um beijo sempre se tornava mais excitante.
Ela desapareceu, aparecendo no ar sobre Ally, e caindo sobre ela, colocando uma algema no pulso da loira e outra no banco da igreja.
—Fique aqui, certo? – sorriu Cherry – Se você sobreviver a essa confusão, a gente se fala depois!
...
Cinderella jogou seu sapato de Cristal, que acertou a nuca de um dos guardas de malévola que estavam prestes de atacarem Drisella, quando todos os guardas negros caíram ao chão, as roupas mudando de volta para as cores de Auradon.
Lottie sorriu. Talvez ela fosse dramática, mas ela imaginará que eles se dissolveriam, ou morreriam quando tudo acabasse. Ela bom saber que tantas famílias não seriam destruídas.
Depois, a ficha caiu. Os guardas haviam cedido. Malévola fora derrotada.
E uivos de alegria preencheram toda a igreja, os vilões estavam mais felizes do que se podia imaginar possível, e os Auradorianos não podiam estar mais bagunçados e sem classe gritando como animais. Ela riu. Ela incrível.
No meio da multidão, Ben procurava por Mal, mas foi detido por uma Evie muito animada. Até a Rainha Má, que todos diziam ser a melhor amiga de Malévola, parecia iluminada.
Era um belo dia. Uma coisa peluda pulou nela.
—Ah, Lúcifer, Charlotte desculpe – Carlos apareceu correndo atrás de Dude. Pelo visto a maldição das cadeiras havia se quebrado também – Ele está eufórico com tudo isso, e desculpe mas, você cheira a cachorro.
—É eu sei – ela o entregou para Carlos – Bom garoto...
—Charlotte – gritou Luan, atrás dela, com a namorada pendurada no braço dele.
—Ai, o que foi garoto? – ela gemeu. Ter um gêmeo era mesmo um saco, agora ela entendia Bia.
—Nossos pais estão dizendo para a gente ir se sentar – ele falou, olhando feio para Carlos. Lottie se lembrou de Queenie ter falado sobre um desentendimento entre os dois.
—To indo – ela revirou os olhos, e bateu na cabeça de Dude – Tchau Garoto!
...
Mal respirou fundo. Ela havia sentido a morte da mãe no peito como um golpe só. Uma facada no fundo do coração por um segundo. Mas não havia sangue nem dor, só aquela sensação e depois era como se uma corda houvesse se cortado.
—Mal! – gritou Evie, correndo para perto dela com a Rainha Rapunzel ao seu lado – Finalmente! Eu fiquei tão preocupada...
—Eu to bem – sorriu Mal, e depois abraçou a amiga – E agora?
—Agora você entra lá e casa, gênio – Carmim falou, aparecendo atrás dela.
—Você pode parar de fazer isso? – pediu Evie.
—Não – Carmim estalou a língua – Agora, voltando ao que eu estava falando... Evie, pode mandar todos para seus lugares pro favor? Eu e a Bertha aqui precisamos conversar.
—Carmim, você não pode... – Evie começou a contrariar.
—Evie, por favor – pediu Mal, mesmo contra a própria vontade – Carmim salvou todo mundo. Acho que eu sou obrigada a ouvir ela.
—É mesmo... – Carmim murmurou.
—Tudo bem – Evie falou, dando os ombros, e entrando na igreja de novo. Rapunzel demorou mais. Ela pegou as mãos de Mal e olhou fundo nos olhos dela.
—Eu sei que pode parecer confuso, e que as coisas não estão sendo perfeitas – falou ela – Eu também sofri com a minha mãe. Mesmo ela não sendo a minha mãe, era como se fosse... Mas você e Ben sofreram tanto pra chegar até aqui. Pense nisso quando fizer sua decisão!
E assim ela foi.
—É, isso, ai, legal, muito bonitinho... Vou lhe dar três opções Bertha – Carmim falou – Você entra naquela igreja e se casa! Você entra naquela igreja e não se casa! Você sai da minha frente, faz suas malas e volta para aquela ilha!
—Direta você, não? – Mal sorriu – Deve estar realizada.
—Se quer mesmo saber, ela mesma deu o golpe final – Carmim confessou – E mandou uma coisa pra você... Phoe!
Mal olhou para o homem de seu sonho.
—Bertha, de olá ao seu pai... Acho que vocês tem muito que conversar – falou Carmim – Depois do casamento...
—Você é igualzinha a ela – falou ele, tocando o rosto de Mal — Sei, que nunca nos vimos minha filha, mas me daria a esse pai a honra de levar você até o altar?
—Eu... O que... Não. Sim. Quer dizer, meu pai? É sério? – Ela parecia tão confusa e maravilhada – O que ouve com você durante todo esse tempo?
—Ele estava preso. Na minha casa. – falou Carmim – Então, você vai entrar naquela igreja?
—Vou – falou Mal, sorrindo – Eu vou.
—Maravilha – Carmim sorriu – Copas!
—O que... – Mal começou a perguntar, mas tudo estava mudando. Seu vestido, seu cabelo, tudo.
—De todas as pessoas que eu nunca imaginei casar, Bertha, você é a última que deveria usar um vestido branco – anunciou Carmim, com um vestido de festa longo – Vamos. Acho que eu mereço a honra de ser a dama de honra.
—Adianta discutir? – perguntou Mal.
—Não – Carmim falou, rindo. Mal não discutiria. Carmim lhe havia dado demais por um dia só.
Sim, ela havia perdido a mãe. Mas garantirá a segurança de seus amigos, seu futuro com Ben e receberá um pai que nunca imaginou que um dia fosse de fato conhecer. Era bom demais para começar a reclamar, principalmente quando vinha justamente de quem ela menos esperava.
...
“A noiva entrou no salão de braços com um homem misterioso, que dizem que era seu pai!
A dama que espalhava rosas brancas pelo tapete vermelho era a Rainha de Copas, vestida suntuosamente para a ocasião, e que parece ter gerado descontentamento em Evie, melhor amiga da princesa. Mas fazer o que? Heroínas tem suas vantagens!
O noivo estava realmente muito sexy naquele terno, todo nervoso e suado, mas não deixem meu namorado saber disso por que se não eu perco a cabeça, hein?
Aqui: As dez mais bem vestidas do casamento real
Ela deslizou pelo salão ao lado do misterioso pai, enquanto vilões e heróis – e até os quadiuvantes, por que nossa falecida rainha do mal não discriminava – estavam sentados lado a lado, chorando nos ombros um dos outros. Sim Cinderella, isso é com você!
O pai entregou a noiva de cabelos roxos para seu príncipe encantando – me desculpe, rei – e aquele momento enquanto os dois se olhavam durante os votos foi realmente lindo. O nosso amado Rei se enrolou durante seus votos, como era de se esperar, enquanto a noiva se permitiu apenas duas frases:
Você me mostrou o quão bom o amor é.
E hoje eu, Mal Bertha, juro sob os olhos de toda Auradon, a cada dia lembrar a você da força desse amor.
O grande aceito enfim foi dito, sobre grande comoção, e o beijo foi dado sem nenhuma piada de Chad Charming – Será que enfim ele está deixando de ser tão infantil? Ora, não custa ter esperanças...
Vida longa a Rainha Mal, e vãos começar a festa pessoal!
Juízo Auradon, tem alguém espiando... Mas não hoje!
Lady C”
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