Notas iniciais
Oi, gente! Não deu pra postar ontem, me desculpem de verdade! Eu faço de tudo pra conseguir postar todos os dias, mas as vezes ocorrem imprevistos :$ Bem, espero que vocês gostem ♥ Beijos :*

– Se você perder serão dois dias de estalagem num quarto com colchões, comida e água a vontade, três banhos e roupas limpas. E se ganhar... Meu colar comigo dentro por uma semana! – Os olhos do comerciante brilharam de excitação e ficaram negros de fome.

– Podemos começar agora? – Riu sem deixar de me olhar. A aposta estava selada.

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– Tá louca, Mô?! Não que o colar não seja importante, mas se apostar é de mais, não acha não? – Magali me puxou pelo braço e sussurrou sua preocupação no meu ouvido, mas agora era muito tarde.

Cascão puxou a nós duas pelos braços e nos afastou do cara que observava calmo.

– Mônica, tá maluca? E se eu perder? A gente tem uma semana de comida e água na mochila! O que você tá pensando?

– Você não vai perder, além disso, tem que admitir que faz muito tempo que não temos um banho e roupas limpas, fora o fato de que comida e água nunca é de mais! – Respondi dando de ombros, desde que o conheci sabia que confiaria minha vida a ele e, caso perdesse, bem, ele não perderia de maneira alguma, eu apenas sabia disso. – Droga! Façam o trabalho de vocês direito e eu farei o melhor que posso.

– Então, qual vai ser o jogo? – Perguntou o brutamonte dono do bar.

– A escolha fica a seu encargo: cartas, dardos, sinuca... O que quiser! Eu apenas tratarei de vencer. – Cas respondeu sorrindo, tomava novamente as rédeas da situação e era muito importante mostrar confiança para o oponente, deu certo, pude ver quando vacilou, mas logo se recompôs.

– Sinuca! Ninguém me ganha desde... Hum... Desde sempre! – Minha vez de vacilar, mas aquilo poderia ser blefe, assim como o Cascão fazia sempre. Daria certo, tinha que dar!

Eles foram para a mesa, rodeados por outros comerciantes da área, o jogo começou e o dono do bar deu a primeira tacada, perfeita! Ele encaçapou duas bolas de primeira! Tremi na base, que droga! O velho era bom mesmo. O idiota riu com aqueles dentes podres pro meu lado, um arrepio de nojo passou por mim vendo aquela sujeira e toda a pança gingando pra perto de mim; mas não adiantava só ficar olhando, Magali já fazia a parte dela e tentava chamar atenção para si, entretanto, era a mim que ele queria, então ou rebolava minha bunda por ali ou teria que rebolar em um lugar nada legal. Deu certo, o nojento errou a próxima tacada e o Cas entrou no jogo, meu amigo é muito bom, mas uma hora errou e era novamente a vez do outro; no fim, restava apenas uma bola do Cascão para o gordo encaçapar, morri de nervoso, se ele acertasse estava acabada! Já começava a me arrepender... Porque eu fiz isso? Por quê?!

Tentei distraí-lo o máximo possível... Ele não tirou os olhos de mim na última tacada e só com uma mão colocou a última bola no buraco, sorriu e comemorou vitorioso com os amigos. Baixei a cabeça, o Cascão ficou sério e sem expressão, conhecia aquilo, estava formando um plano rápido; Magali veio pra perto de mim sem dizer nada, não dava pra correr, a perna machucada do Cas iria cobrar, eu pagaria a dívida.

– Como estou feliz, muito, muito feliz, darei o quarto até amanhã para seus amigos com tudo o que me pediu... Agora você siga aquela moça até meus aposentos e se prepare, a noite lhe tomarei.

Já ia me dirigir à moça quando senti um puxão.

– Isso fica comigo, dentuça! – A última lembrança dos meus pais, eu perdi a última lembrança dos meus pais!

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POV CASCÃO

Vei, a Mônica não devia ter feito isso! Não tinha necessidade... Banho? Quem se importa com banho? Tá, a Magali e ela só falavam disso, mas quem se importa? Isso que dá querer banho. HUNPF! Agora eu preciso encontrar uma saída imediatamente.

– Cas? E agora? – Magali me olhava com cara de desespero abraçando a si mesma.

– Calma, linda, eu vou pensar numa saída... – Entramos no quarto e vimos os colchões, deveríamos estar os três ali se eu não tivesse dado mancadas na sinuca. Passei a mão no rosto e o desespero começou a me abater, não vinha ideia alguma.

– Como a Mônica foi ser impulsiva assim? Ela e essa mania de querer fazer alguma coisa pelo grupo, querer se provar... Agora se meteu nessa! Cas, a gente precisa fazer alguma coisa logo.

– Eu sei, vamos ter que adiantar o plano para essa noite... O caso é, como vamos pegar ela?

Maga ficou pensativa, não sabíamos nem onde a Mô estava. Decidimos que era melhor ir à sala principal para comer e tentar encontrar uma forma de achar o quarto onde nossa amiga estava encerrada. Peguei a mão dela na minha e levei aos lábios, prometi que tudo ficaria bem, entramos num corredor e tudo era muito sujo, as tábuas do assoalho estavam apodrecidas, assim como as da parede, cobertas de substâncias suspeitas; o teto tinha buracos aqui e ali, quando descemos as escadas, rugiram sob nossos pés, tive a impressão que iriam ceder e segurei a Maga mais perto do meu corpo.

Quando chegamos no balcão pedimos a comida, uma mulher que aparentava uns cinquenta anos, mas sabíamos que não tinha se quer trinta, nos atendeu e nos deu nossa mistura. Começamos a comer, até Magali me cutucar com o cotovelo.

– O que foi? – Perguntei voltando minha atenção pra ela, que só olhava fixo pra frente, olhei também. A mulher nos encarava em silêncio, era assustador! Seus olhos azuis não tinham nenhum brilho, a pele era repuxada nos olhos e perto da boca, os lábios eram secos, aparentavam estar a ponto de quebrar em mil pedaços e desaparecer a deixando um buraco onde a cavidade bucal deveria se encontrar, os cabelos eram cortados em estilo militar negros, sem vida, tão secos e quebradiços quanto a vassoura que jazia jogada ali atrás. A voz da Maga me despertou novamente.

– A senhora deseja alguma coisa? Um pouco de comida? – Meu reflexo foi puxar o prato pra mais perto de mim, comida era algo que não podíamos nos dar ao luxo sempre, mas minha linda era sempre tão bondosa, com um olhar lembrou-me da necessidade que passávamos, empurrei o alimento para a mulher que para nossa surpresa recusou balançando a cabeça negativamente.

– Então, diga-nos logo o que quer. – Falei um pouco sem paciência querendo poder entrar nos meus pensamentos de novo e encontrar uma maneira de livrar a Mônica daquilo tudo. Ela levou a mão à garganta, como se indicasse que estava sufocando e apontou para a boca em seguida, ah sim! Era muda.

– Você não pode falar, certo? – Magali perguntou e ela acenou a cabeça afirmativamente, em seguida olhou para o dono do bar, levou a mão aos lábios os entreabrindo e fez um movimento como se estivesse puxando algo. – Oh meu Deus! Arrancou sua língua? – mais confirmações. Dessa vez vi brilho nos seus olhos e conhecia-o, era um brilho de vingança.

Notas finais
E aí? Estão gostando? Sim? Não? Deixem comentários pra eu saber no que preciso melhorar ou se sentem falta de algo, ou apenas pra dizer que me curtem mesmo! kk- Obrigada pelos comentários, visualizações, favoritos, por tudo! Se acharem bom o suficiente, recomendem para os amigos, ficarei muito agradecida e feliz. Beijos :3