Depois do Fim

13 Caindo em si


Notas iniciais
Fala, galera! Primeiro eu gostaria de agradecer por todas as mensagens de carinhos e ansiosas para o próximo capítulo, vocês são uns amores ♥ Segundo, queria que vocês me perdoassem pela demora do capítulo, está cada vez mais difícil de escrever, mas estou fazendo o possível para não atrasar muito! Aproveitem o capítulo, beijos :3

POV MÔNICA

E só num único dia lá estava eu tendo quase beijado os dois irmãos. Mônica onde você está com a cabeça? Deve ser um belo de um castigo por tantas vezes ter desejado ter o que a Maga e o Cas tinham... Agora simplesmente ganhei o dobro do que pedi!

Os dois têm um jeito totalmente diferente, características que me chamaram atenção desde o primeiro momento que os vi. O Do Contra é atencioso, prestativo, cativante, sorridente, além de lindo, muito, muito lindo, se importa comigo, com o que como, visto e me sinto. Já o Cebola tem esse lado mais misterioso, fechado, um verdadeiro enigma com todos a sua volta, com exceção da família, mas de vez em quando consigo enxergar quem ele é realmente, carinhoso, mas dá pra ver que tem uma pegada mais forte, atencioso, embora tente fingir que não se importa; além disso, como não se sentir atraída por ele?

Meu Kaphi rolou da cama pros meus pés, o que me fez lembrar de duas coisas: a primeira foi que tinha esquecido completamente dele durante os minutos em que o Príncipe esteve aqui. E a segunda foi a pessoa que me presenteou com ele. O peguei do chão e acariciei seus pelos de um rosa bebê clarinho e ele ronronou tremendo todinho seu pequeno corpo, sorri e o deixei na cama novamente, fui até o armário e peguei roupas limpas, troquei-me e entrei de baixo das cobertas dando atenção pro meu mais novo companheiro.

– Você precisa de um nome, não é? – Ele obviamente apenas piscou seus grandes olhos para mim. – Huuum, o que acha de Doce? Você tem cara de um, sabia? – Rolou pela cama, acredito que aprovou o nome. Foi quando me dei conta que aquela palavra era simplesmente as sílabas iniciais da maior confusão da minha mente “Do Contra” e “Cebola”, estava claramente me auto avacalhando.

Quando meu Doce aquietou-se nas cobertas pude finalmente relaxar e colocar os pensamentos guardados em uma parte da minha cabeça, havia sido uma longa manhã, que por sinal sabe-se lá qual explicação havia para ser interminável! Os devaneios foram lentamente abandonando minha mente e a última coisa que vi foi meu Kaphi fechando os olhos.

==

POV DO CONTRA

Estava no hospital atendendo um caso de urgência que havia chegado nas nossas mãos, uma fêmea já idosa se acidentara dentro de casa e machucou sua cabeça, agora estava em coma em uma das unidades de terapia intensiva.

Meus pensamentos estavam nela durante todos os procedimentos, como sempre fazia quando estava com um paciente, mas assim que deixei a sala e despi meu jaleco lembrei de quem estava em casa e, desde que aquela pessoa deixara o hospital, minha atenção divagava junto dela. Entrei em minha sala e joguei-me na cadeira, apoiando os pés na mesa, ao olhar para frente observei o pequeno calendário com as datas de consultas de pacientes, foi aí que me dei conta de que dia era o de hoje.

==

Escancarei a porta sem ao menos bater, larguei toda a polidez e deparei-me com meu irmão me encarando.

“– Pois não, queira entrar!” – Falou meu irmão em nosso dialeto, estava concentrado num mapa aberto sobre o piso.

“– Preciso que me escute. Por acaso sabe que dia é hoje?” – Ele ergueu a cabeça em minha direção concentrado.

“- E por acaso acha que esqueço de meu compromisso algum dia da minha vida?”

“- Apenas estou preocupado com relação aos humanos, ninguém pode descobri-los por enquanto!”

“- Não tente me fazer de idiota, apenas quer que eu lembre que não posso me envolver com a fêmea por causa de minha eminente união.” – Falou se aproximando de mim e apontando o dedo em meu peito, mas não recuei, nunca o fazia.

“- Isso é um bônus! Assuma, irmão, você a quer... Tanto quanto eu.”

O silêncio que seguiu nos congelou em nossas posições, por um instante achei que estávamos brincando de quem piscava primeiro, ele perdeu e isso confirmou o que já tinha certeza, nos apaixonamos pela mesma pessoa.

“- Você não pode dar nada a ela, irmão, e sabe disso, tem seus compromissos com o reino. Não pode oferecer o que posso!” – Ele virou-se como se procurasse algo para me contestar... Espera, eu conhecia esse jeito do meu irmão, ele tinha uma maneira de conseguir a Mônica e salvar o reino. “- Não! Você prefere colocá-la em risco?”

“- Ela não é a liadhere! Eu sinto que não é!” – Ele rosnou.

“- E se for?”

“- Se for eu abro mão dela...”

“- Hoje temos um jantar com os Lethus, o que pensa em fazer?” – Perguntei ficando um pouco preocupado.

“- Vou manter tudo como está, eles não podem saber da presença de humanos.”

“- Nosso informante nunca mais deu notícias... Será que ele tá bem?”

“- Relaxa, Contrasthi, ele é bom, sei que pode se cuidar sozinho, mas é difícil fazer contato.” – Falou andando de um lado para o outro.

Acredito que na nossa cabeça fechamos um contrato implícito sobre a Mônica, levaríamos o lance da profecia a frente, mas nenhum dos dois deixaria de proteger a humana, caso ela fosse a liadhere sabia que meu irmão honraria seu compromisso e casaria com a Princesa.

==

POV CEBOLA

Não tinha outro jeito, sabia que se a Mônica fosse a escolhida teria que casar com a Princesa, nunca deixaria que nada de mal acontecesse com ela, mesmo que isso implicasse ter que vê-la dia após dia com meu irmão, sei que ele cuidaria dela muito bem.

Pedi para que avisassem aos humanos que permanecessem no seu quarto essa noite, às sete em ponto a comitiva dos Lethus chegaria e, como esperado, o Rei, a Rainha, a Princesa e toda a guarda real chegaram com toda a pompa em nossa residência.

“- Rei Cebolácio! Ainda não compreendo porque não viver num castelo, mas realmente acho sua casa aconchegante.” – Disse o Rei Frufru puxando o Rei Cebolácio para um abraço.

“- Olá, Cebola, como está?”

“- Estou bem, Princesa. E a senhorita?” – Perguntei me curvando para beijar sua mão.

“- Organizando todos os preparativos para nossa união, estou encantada em poder desposá-lo, meu Príncipe.” – Falou reverenciando-me.

Eu e minha família os levamos para nossa sala de jantar, a comida foi servida para as duas famílias reais, enquanto a guarda real e as damas de companhia da Princesa foram juntar-se aos outros na sala posterior.

“- Então, quando poderemos marcar a data?” – O Rei perguntou ansioso.

“- Prefiro deixar essa decisão nas mãos de meu filho, afinal, ele é quem decide a maior parte das coisas aqui.” – Afirmou meu pai.

==

Enquanto isso em outra parte da casa

POV ???

“- E então... Descobriu alguma coisa?” – Perguntei à informante, como sempre fazia, mas a resposta era negativa todas as vezes.

“- Sim! Há humanos, humanos nessa casa!” – Congelei. Aquela resposta era diferente e o que estávamos esperando ouvir há décadas.

“- Não pode ser! Desde quando? Eles vão pirar quando souberem.”

“- Eu juro! Os ouvi conversando, andando pela casa, são três. Usam orelhas falsas e lentes de contato.”

“- Você precisa descobrir mais... Qual é o liadhere? Já sabem?”

“- Não, mas irei descobrir.”

“- Ela ficará feliz em saber...” – Conclui sorrindo e já imaginando tudo se colocando em seu lugar, como eles gostariam.

==

POV MÔNICA

Não nos explicaram o porquê de ficarmos nos quartos, mas ouvi vozes em uma das salas próximas ao quarto, não pude entender muito do que falavam, mas eram da família do Do Contra e do Cebola e outras que não conhecia, inclusive havia uma voz feminina irritante por ali, decidi dar só uma espiadinha.

Coloquei minhas orelhas e lentes, peguei o Doce e saí silenciosamente do quarto, me dirigi para o quarto da Maga e bati, ela abriu e já estava pronta como eu, parece até que lia meus pensamentos, levou o dedo aos lábios, dizendo para fazer silêncio e fomos ao quarto do Cas, não chegamos a bater na porta, ele já estava saindo.

Seguimos as vozes e fomos parar na sala de jantar, pessoas com coroas e vestes extravagantes comiam na mesa e conversavam por pura conveniência, dava pra perceber pelas expressões de seu rosto, sorrisos e palavras falsas sendo jogadas no meio de tanta gente, que embora educados, estavam claramente sendo falsos uns com os outros.

Já estávamos quase desistindo de espiar aquela cena quando o Cebola levantou-se da mesa e se dirigiu a loira que tinha a voz falsa que escutei do quarto, ele ajoelhou-se e puxou uma caixinha das vestes, abrindo-a na frente da moça. Em qualquer lugar do mundo, ou de mundos, reconheceria aquele gesto, ele estava lhe fazendo um pedido de casamento. Dei as costas e saí dali tão silenciosa quanto cheguei.

Notas finais
E foi isso aí *-* Espero que tenham gostado, comentem aí em baixo se possível rs' Muitos beijos e até capítulo que vem