Notas iniciais
Oi, oi! Como estão? Será que é um bom domingo pra ler? hehe Espero que sim! Capítulo cheio de emoções pra vocês ♥ Beijos :*

POV CEBOLA

Era quase impossível lutarmos contra todos aqueles Viskhas, nossa única salvação era que os demais soldados Syatis se reunissem conosco o mais rápido possível. Virei para os humanos que continuavam disfarçados de Katharsianos, meu irmão encontrou meu olhar e pude ver que também estava assustado; recordei que não tinha jeito do capitão inimigo saber quem daqueles eram os humanos, entre os nossos soldados que já estavam lá misturados com os três, assim foi que a ideia me surgiu.

— Cascão, Magali e Mônica, tentem se esconder assim que a batalha começar. Humano, não deixe que nada ocorra a nenhuma das duas, certo? – Dei a ordem na língua deles, pois, sabia que ninguém mais além de mim e meu irmão entenderia.

Assim que virei-me pro capitão Viskha ele deu a ordem de ataque, meus homens se colocaram em posição de luta e tudo começou a acontecer muito rápido, estávamos em menor número, mas os Syatis nasciam preparados para essa guerra.

Eu gostaria muito de ficar e ajudar, mas o meu lance é profecia e não combate. Boa sorte. — O maldito oráculo desapareceu, não havia jeito de completar a cerimônia e dar poder aos humanos, mas eu previa isso.

Dei-me conta de que os três também não entendiam uma palavra dada em Katharsiano, assim que a batalha começou me aproximei antes que sumissem e passei nossa língua a cada um deles.

Conseguem me compreender? — Certifiquei-me. Eles acenaram com a cabeça rapidamente. – Agora vão! Rápido, escondam-se.

— Mas e você? – Mônica decidiu falar em sua própria língua. Fechei meus olhos e suspirei, não podia perder muito tempo, pois, a dois metros a batalha continuava.

Peguei seu rosto em minhas mãos e fiz o que finalmente estava liberado para fazer. Não foi um beijo do jeito que esperava dar, mas foi o suficiente pra sentir a quentura dos seus lábios no meu, uma sensação que nunca iria esquecer, parece que aqueles poucos segundos fizeram com que o tempo parasse, a luta congelou-se, os homens ficaram com suas espadas erguidas e o grito de guerra que não saiu do fundo da garganta.

Assim que nossas bocas se desgrudaram tudo voltou a acontecer e eu apenas voltei a repetir que ela se fosse. Uma dor no meu peito incomodou de uma maneira chata, tive uma sensação péssima, mas devia me concentrar no que acontecia no templo se quisesse ter a sensação daquela boca na minha novamente. De repente pensei que poderia tê-los levado antes ao oráculo, pelo menos desse jeito estariam melhor protegidos com os poderes, sejam lá quais fossem.

Logo eles sumiram da minha vista e do meu pensamento, devia prestar atenção unicamente nas espadas e adagas que cortavam sem saber quem era soldado ou Príncipe. Desviei de um machado pequeno no exato momento que cortaria minha cabeça fora, voltei com minha adaga na garganta de quem me atacou, vi o sangue jorrar e o cara levar a mão ao pescoço para tentar conter o sangramento, em vão, pois, aquele já estava morto.

Mesmo com poucos homens éramos superiores, demos conta de muitos, mas cada vez apareciam mais soldados inimigos, meu irmão era um médico, não um lutador, por isso tomei um cuidado maior para que não fosse machucado, afinal, agora ele estava ligado a Mônica de uma maneira especial, ainda assim ele se saía muito bem com a espada que pegara emprestada. Lutei ao seu lado com um sorriso no rosto, se caíssemos seria lutando. Quando achei que finalmente nosso exército ficava para trás na luta, o resto de meus homens começaram a aparecer por todos os lugares e, ainda bem, já estava ficando cansado.

Tudo ainda continuou por alguns poucos minutos, entretanto, logo os Viskhas perceberam que não conseguiriam dar conta de todos nós e já começavam a recuar, os poucos que ficaram fugiram, mandei alguns homens atrás deles, mas os bárbaros estavam preparados com carruagens puxadas por montarias rápidas e logo os que sobraram se afastaram deixando a mim e meus homens com brados de vitória e logo ergui meu punho para o alto junto com meu irmão.

POV CASCÃO

Não sei o que o Príncipe fez conosco, mas de um segundo para outro conseguíamos compreender a língua deles e, provavelmente, falar também; o que era ótimo, afinal, era meio complicado fingir-se de mudo perto de outros habitantes que não sabiam de nossa existência ou ficar sem entender nada na maior parte do tempo.

A batalha começou a rolar e minha vontade era contribuir com os Syatis, porém, sabia que não estava preparado como soldado, além de ter que proteger minhas garotas. O Príncipe aproximou-se e do nada deu um beijo na Mô, olhei pra Maga e ela estava sorrindo, quando se desgrudaram ele apontou um caminho para seguirmos e nos escondermos.

Seguimos rapidamente por um corredor estreito, deixei que as duas fossem na frente, logo encontramos uma sala mal iluminada, mas consegui ver que não tinha saída. Fala sério! O Cebola nos mandou pra um lugar onde não tinha como sair... Não, Cascão, calma aí, o Príncipe não faria isso.

— Procurem alguma coisa nas paredes, depressa! – Falei para as garotas.

— Mas não tem nada nessa sala, Cas! – Maga falou perdendo a calma e olhando para todos os lados.

— Só procura, Maga! – Mônica respondeu impaciente. Tive a impressão que a cabeça dela tinha ficado no templo lá na frente.

Começamos a caminhar bem próximos a parede, o barulho da luta ainda era bem alto, mas parecia se aproximar cada vez mais.

— Aqui! Achei! – Mônica gritou do outro lado da sala e corremos até ela. – Sintam isso aqui, é uma corrente de ar, não é?

Comecei a passar a mão onde ela indicava, tinha razão, um ar gelado saia de trás da parede, mas havia algo errado, não tinha nenhuma brecha. Olhei para o chão e encontrei o que queria, um pedaço de papel solto bem perto da base, abaixei e comecei a puxar. Bingo! Depois de arrancar a fita a brecha apareceu, coloquei meus dedos e tentei puxar.

— Me ajudem aqui, vamos! – Pedi às garotas e rapidamente elas se puseram a tentar abrir a porta também.

Finalmente conseguimos a entreabrir, mas confesso que tive receio de entrar naquele novo corredor, ao contrário do outro não havia uma só luz, a porta era muito pesada e tivemos que continuar nosso esforço até conseguirmos abertura suficiente para um corpo passar.

O desespero bateu forte quando ouvi passos vindo pelo corredor, nos apressamos e então entrei na total escuridão.

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POV CEBOLA

Assim que tudo terminou voltei-me para meus soldados restantes e pedi para que mantivessem guarda do lado de fora do templo. Infelizmente tivemos muitas perdas, havia sangue de aliados e inimigos misturados no chão e paredes, minha maior tristeza foi quando vi meu irmão debruçado sobre um corpo que tinha cabelos loiros e enrolados... Droga!

— Como ele está? – Perguntei vendo o Xaveco bem machucado, com olhos fechados e imóvel.

— Nada bem... Mas ainda respirando. Precisamos levá-lo ao hospital imediatamente. – Contrasthi respondeu.

— Eu preciso buscar os humanos, peça aos soldados que lhe ajude a transportar o garoto. Cuide dele, irmão. – Disse com a mão em seu ombro.

— Traga minha naem inteira. – Pediu com voz baixa sem deixar de examinar os sinais vitais de nosso corajoso espião, eu acenei em concordância.

Sai disparado pelo corredor e rezando para que tivessem encontrado o outro corredor que era secreto, que estivessem seguros ali dentro, algo martelava em minha cabeça, mas preferi ignorar, estava mais perto de descobrir como estava minha yala. Entrei na sala sem objetos e congelei assim que vi a cena na minha frente: o humano no chão desacordado e uma fêmea virada de lado com sangue ao redor. Me aproximei sem querer saber qual das duas jazia ali no chão frio, abaixei-me do seu lado e o perfume foi suficiente para saber que aquela não era a Mônica.

O nervosismo deixava meu corpo inteiro tremendo, queria procurar a yala, mas a Magali precisava de ajuda, meu lado racional venceu minha batalha interna e coloquei o dedo em seu pescoço para checar sua pulsação, estava normal, ainda bem. Ela abriu os olhos e falou alguma coisa em voz baixa, encostei o ouvido perto da sua boca e meu mundo caiu.

— Eles a levaram, Príncipe. Eles levaram a Mônica. – E desmaiou novamente.

Notas finais
Geeeeeente, preciso muito que vocês deixem a opinião de vocês, okay? Pra saber como estou escrevendo, se vocês esperavam algo mais, coisas assim! Até o próximo, beijos