Depois do Fim

19 Sequestrada


Notas iniciais
Ai que saudade d'ocê (88' Siiiiiim, estava morrendo saudade de você, leitor lindo, que me acompanha, favorita, comenta minha história... Feliz de mais até pelos views que me dá*o* Obrigadaaaaa! Gostaria de pedir desculpas por não ter postado antes, nas verdade, a semana foi super corrida, vida de concluinte de curso (TCC) e concurseiro não é fácil! Mas você é um lindo, então sei que vão me perdoar, né? Sem mais delongas... Capítulo novo :3

POV CEBOLA

Eu não sei como explicar o que aconteceu comigo, nunca havia sentido nada comparado a isso, meu corpo inteiro tremeu e um rugido saiu do fundo da minha garganta, ainda bem que já estava abaixado, pois, meu joelho bateu forte no chão, o grito foi um misto de desespero, raiva e dor, em nenhum momento da minha vida havia chorado, no entanto, aqueles sentimentos saíram também pelos meus olhos.

Contrasthi deve ter me ouvido, talvez ainda não tivesse saído do templo quando descobri que levaram minha fêmea bem debaixo dos meus olhos, chegou com uma expressão assustada no rosto e olhou ao redor, quando percebeu que sua naem não estava ali o vi indo ao chão e rapidamente cheguei a ele.

— Irmão, fica comigo, Do Contra, ela vai precisar de você quando voltar... – Falei, porém, já não acreditava em mim, quais as chances de a recuperarmos? Afastei esses pensamentos com a mesma velocidade que vieram. Eles não a matariam, ela valia mais estando viva do que morta, só a matariam se conseguissem eliminar os outros dois humanos e nem ferrando que fariam isso.

— Cebola... Se ela morre, e-eu... – Falou com as mãos na cabeça.

— Não vou deixar que isso aconteça, nós iremos entrar e tirá-la de lá! – Não existia muita convicção na minha voz, mas eu precisava acreditar que seríamos capazes. – Agora eu preciso de você, os dois estão caídos e não pode acontecer NADA com eles, por favor, irmão, preciso da sua ajuda!

Devagar se recuperou e levantou, acredito que seu lado de curador falou mais alto e quis fazer seu dever como médico. Se arrastou primeiro até a Magali, que parecia estar mais machucada, verificou seus sinais vitais e fez um sinal dizendo que estavam ok, o problema era um corte na cabeça, provavelmente fruto de algo que bateu contra ela, ele estancou o sangue com a camisa que usava e foi até o Cascão, não havia ferimento, apenas um galo enorme.

Enquanto o DC assistia os humanos, fui cambaleando em direção ao corredor para pedir ajuda com a remoção deles, voltamos em silêncio, ninguém tinha mais vontade de comemorar.

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POV MÔNICA

Tudo aconteceu muito rápido, num momento estávamos quase abrindo a porta para a segurança do esconderijo, no segundo seguinte tudo virou de cabeça para baixo e a confusão se instalou naquela sala sem móveis. O Cascão não deve ter tido nem tempo de saber o que o atingiu, quando me dei conta ele já havia caído, restava apenas eu e a Maga.

— Quietinhas, garotas... Vocês devem ser bem preciosas pro Príncipe, do contrário ele não teria mandado se esconderem... Agora qual das duas vem comigo? — O idiota falou, só podia ser Viskha pela cara horrorosa.

— Nem tenta! O QUE VOCÊ FEZ COM O MEU NAMORADO, IDOTA? — A Maga falou quase soltando fogo pelo nariz, mas nem virou pra ver o Cas caído, afinal, ela entendia que era mais importante que nos mantivéssemos bem para poder ajudá-lo.

Me mantive em posição de luta, embora não soubesse muito bem o que iria fazer, mas com certeza ajudaria a Maga. O soldado percebeu quem de nós era a mais forte e se concentrou na sua adversária. A Magali sempre se saiu muito bem nas brigas, entretanto, aquele cara era treinado pra fazer isso, nascia com o propósito de lutar e se eu tentasse interferir no meio de tantos golpes e chutes acabaria atrapalhando minha amiga. Soube que a briga acabou no momento em que ele a atingiu na cabeça, gritei levando a mão à boca, pois, vi sangue ao redor da Maga quando ela caiu no chão.

Poderia ter corrido para fora assim que a briga começou, mas não podia deixar meus amigos ali. Não preciso dizer que quando o soldado se concentrou em mim a briga não durou muito, só lembro de apagar.

Quando acordei estava sobre algo que movimentava muito e parecia estar bem rápido, fiquei quieta e atenta, esperando o menor sinal de distração para tentar fugir, mas percebi minhas mãos amarradas nas costas e meus olhos vendados, não seria nem um pouco fácil.

Ela é gostosa, cara... Será que o Rei vai deixar a gente tirar uma casquinha? – Um dos Viskhas falou passando um dedo sujo na minha perna, um nojo profundo surgiu de dentro de mim.

— Eu a peguei, então sou eu quem merece o prêmio! – Reconheci a voz do soldado que apagou meus amigos.

— Corta essa, Fábio, tem que dividir! — Um grunhido saiu do fundo da garganta do meu sequestrador e apenas ouvi o som de um metal cortando e um ofego final.

— Alguém mais quer se meter com a “gostosa” aqui? E eu tô falando da minha espada! — Nenhuma resposta, mas o transporte parou e ouvi algo ser despejado fora, provavelmente o corpo.

Não sei quanto tempo se passou até que me carregaram e o resto do caminho foi feito a pé, através da venda pude perceber que o lugar era bem escuro, mas logo depois ouvi vozes e fui jogada meio deitada e meio sentada no piso duro. Tudo ficou em silêncio, me deixaram sozinha e fiquei imaginando onde poderia estar e, o principal, como sairia dali. Comecei a torcer minhas mãos, tentando afrouxar a corda que a prendia, sem sucesso, porém, não desisti e logo o suor começou a descer pelo meu rosto, o cansaço me venceu e adormeci.

— Acorda! Acorda, vadia! — Uma mão puxara a venda dos meus olhos e dava tapas no meu rosto. Minha visão demorou um pouco para se acostumar, mas logo vi um Viskha bonito, mas de porte arrogante e com uma coroa na cabeça... Fui recebida pelo Rei! — Quem é você? Vamos, fale! — Pensa em uma mentira rápido, pensa... pensa...

— Sou uma prima distante do Príncipe, e-eu... — O tapa que estalou no meu rosto deve ter feito um estrago, senti o lado direito da minha bochecha queimar.

— Não venha com essa de prima distante... Quem. É. Você?

— E-eu já disse... — Eu não conseguia pensar em nada. Outro tapa estalou alto, dessa vez no lado esquerdo da minha cabeça.

— Vamos ver por quanto tempo você sustenta essa mentira, sua Syati imunda! — Dessa vez cuspiu na minha cara, mas pelo menos não sabia que eu era humana. — Levem-na para nossa sala especial, cuidarei dela eu mesmo.

Percebi que não era mais meu sequestrador que me conduzia, não se deram ao trabalho de me vendar novamente, acho que tinham certeza que dali não sairia mais. Fui levada a uma sala estranha, com uma maca parecida com a do meu... Engoli em seco... Meu DC... Como será que ele estaria agora?

Prenderam minhas mãos e pés em correias fixas à maca, não tentei escapar, estava me preparando psicologicamente pro que viria a seguir. Vi o Rei colocar luvas e observar com um brilho nos olhos uns instrumentos que estavam em cima da mesa.

— Última chance: quem é você? – Me perguntou batendo um alicate na mão, apenas fiquei muda e olhei para o lado, não demorou muito para os meus gritos começarem.

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POV MAGALI

Acordei no hospital e fiquei um pouco perdida, mas logo cenas do que aconteceu naquele templo invadiram minha mente e fiquei alerta procurando meu Cas, suspirei aliviada quando o vi do meu lado, dormia profundamente com um galo na cabeça; a minha mesmo latejava agora e a dor só piorou quando lembrei dela... Mônica!

Uma lágrima escapou dos meus olhos antes que eu pudesse contê-la e bem nessa hora o Príncipe e o doutor entraram na sala, tratei de limpar o sinal da minha fraqueza e acomodei-me para recebê-los. Me fizeram um monte de perguntas e ao ponto que lembrava dos detalhes contava-os a eles, no meio do relatório o Cascão acordou e apenas fitava o nada.

— E-eu sinto muito... – Ele falou a ninguém específico quando fiquei calada. – Não consegui protegê-la. – Se entregou ao desespero com as mãos no rosto, queria poder abraçá-lo e dizer que não tinha culpa de nada, que resolveríamos a situação como sempre fizemos, mas as palavras me faltaram e me vi brincando com meus dedos, olhando o lençol branco da cama.

— Não foi sua culpa, humano, e sim, nós a recuperaremos. – O Príncipe falou num tom de quem gostaria de mostrar indiferença, mas falhou miseravelmente.

— Não precisa fingir que não se preocupa com ela. – Soltei sem pensar duas vezes. – Nós estávamos lá quando a beijou.- Ele ficou com uma expressão grave no rosto.

— Se alguém teve culpa nessa história fui eu! Já devia tê-los levado para o Oráculo...

— Não é assim, irmão... Não poderíamos imaginar que havia um espião entre nós. – O doutor estava com muitas olheiras e parecia que a vida havia o abandonado pela metade, acho que o lance de irmãos de alma era sério mesmo.

— E o rapaz que nos alertou? Está bem? – Perguntei lembrando-me do garoto loiro que chegou com a notícia.

— O quadro dele é estável, porém, está em coma induzido para se recuperar mais rápido. Esperamos que ele acorde logo, já que tem muitas informações importantes. – DC me respondeu.

— E como vamos tirá-la de lá? – O Cas perguntou com uma voz receosa, como se esperasse que lhe dissessem que não poderia participar da missão porque não era apito para realizá-la.

— Temos que cuidar de umas coisas primeiro... Acredito que seria bom verificar se o Oráculo pode abençoá-los com seus dons antes de irmos atrás da Yala. – O Príncipe não precisou falar duas vezes, em menos de cinco segundos nos levantamos da cama e já nos preparávamos. Iríamos até o fim do mundo para resgatar nossa amiga.

Notas finais
E chegamos ao final de mais um capítulo que, por sinal, eu amei escrever! Espero que tenham gostado, se sim, comentem, favoritem, indiquem para seus amigos... Amo meus leitores, mas quanto mais melhor HAHA' Tentar deixar uns cinco capítulos prontos nesse feriado, para soltá-los com mais frequência por aqui! Beeeeeeeijos, goxtosos :3