Notas iniciais
Foi mal a demora, ando meio sem tempo, espero que gostem bjbjbj

– Isaac?

– Oi, Haz.

– Oi. Por que estamos num hospital? — perguntei.

– Mais especificamente porque você está num hospital. Não sei direito, parece que você andou passando mal.

Nossa, realmente, fazia muito tempo que eu não passava mal. Bem, a última vez foi quando havia muita água em meus pulmões, na mesma época em que Augustus também passou mal e sua tomografia acendeu, como ele mesmo disse, "como uma árvore de Natal".

Augustus, nem consegui ler seu bilhete no livro que a Sra. Waters me deu. Só de imaginar isso, me sentia tão feliz, parecia que eu o tinha de volta. Eu precisava ler o que estava escrito.

– Haz? Terra chamando Haz. — chamou Isaac e nós começamos a rir, mas parei por que minhas costas começaram a doer. — Tudo bem?

– Sim, só fiquei com dor nas costas. — Cheguei a conclusão que devia ser sério isso que aconteceu comigo. — Onde estão as enfermeiras? — perguntei.

– Não sei, ouvi sua médica, sua médica né? Nossa, você tem uma médica particular, que chique! — e começamos a rir de novo, mas parei. — Desculpe, esqueci que você está com dor.

– Não, tudo bem, é só uma dorzinha. — menti.

– Bom, sua médica, quis falar com seus pais e os levou lá para fora. Já faz algum tempo na verdade. — ele se deu conta que eu fiquei um pouco assustada e acrescentou: — Talvez ela tenha dado alta a você e seus pais foram buscar suas roupas.

– Pois é. — falei, tentando me convencer disso.

Lembrei da carta de Augustus para Van Houten. Ele disse que iria morrer, e que eu morreria provavelmente. Eu aceitava essa condição, não queria viver num mundo sem Augustus Waters. Mas agora, eu sentia que era diferente.

– Isaac... — falei. — E se eu morrer? — Era diferente. Logo que o Gus morreu eu era sozinha, mas agora eu tinha amigos, eu tinha me tornado uma granada prestes a explodir e afetar todos a quem eu amo. Comecei a chorar.

– Não, Haz. — Eu gostava quando ele me chamava de Haz. — Você não vai morrer. — Ele chegou mais perto — Você vai ver, a sua doutora particular vai chegar e vai dizer que está tudo bem, e que foi uma coisa bem boba. Você apenas se cansou bastante ontem no restaurante e com toda aquela comemoração, só isso.

– Mas e se não for?

Ele tateou o ar com a mão, e eu a peguei, mas ele chegou mais perto e colocou a mão no meu rosto e disse: — Não posso te prometer nada, Haz. Mas vamos fingir que seja isso, até que nos provem o contrário.

– Obrigado Isaac, você tem sido um grande amigo. — De repente me lembrei do sonho, eu e Isaac abraçados, chorando pela perda do Gus.

Percebi que eu me inclinava inconscientemente para beijar o Isaac. Eu queria beija-lo, mas não queria ser uma granada para ele. Toda a dor que a morte do Augustus me causou, eu não queria causar a Isaac, eu só estava frágil e ele tinha sido um ótimo amigo pra mim.

– Haz? — e eu parei de me aproximar e ficamos cara a cara.

– Que? — perguntei.

– Você ia me beijar? — por essa eu não esperava.

– Não. — menti.

– Você ia, sim. — confirmou.

– Não, não ia.

Então ele encurtou a distância entre nós e me beijou e eu beijei ele de volta

Nisso alguém abriu a porta, soltou uma exclamação de surpresa e fechou a porta. Me afastei de Isaac e olhei ao redor, não tinha ninguém no quarto.

Ele me puxou de volta, mas eu recuei.

– A porta... — falei.

– Foda-se a porta, Hazel. — ele respondeu e me beijou de volta.

Notas finais
Aeeee finalmente não? Depois disso acho que mereço algumas recomendações não? Por favooooor genteeeeee!