Depois da Guerra do Inverno

7 Renji e Rukia – Parte 1


Notas iniciais
Bem: agora vou começar a desenvolver as relações de alguns dos meus casais preferidos de bleach; cada casal tera um ou dois capitulos dedicado a si; e nos capitulos a história e outros personagens continuaram a se desenvolver. Foi um romance cuidadosamente planejado. Espero que gostem ♥

Um dia chegou um comunicado ao Comandante que reportava problemas frequentes com holows em um distrito da Rugonkai – este era o 78º distrito ao norte: Inudzuri. Como a descrição dos holows o levou a deduzir que eram muito fortes e perigosos e o distrito era o 78º, ele destacou Ukitake, Byakuya, Rukia e Renji para o trabalho.

Renji e Rukia jamais acharam que retornariam a Inudzuri para algo como aquilo – e ainda mais acompanhados de seus capitães. Os dois haviam se afastado quando Rukia foi adotada na família Kuchiki como a irmã de Byakuya – Renji nunca havia sido egoísta e não pensou em como tudo seria quando ela partisse para ele, apenas no bem que aquela adoção faria para ela.

Renji e Rukia guiariam a missão – já que pertenciam ao distrito – e Byakuya e Ukitake ficariam responsáveis por resolver o problema com os holows – se estes fossem tão fortes quanto a descrição que receberam contava.

[78º distrito: Inudzuri]

Byakuya ficou surpreso ao perceber que Hisana não havia exagerado em nada na descrição de como o distrito era – pelo contrário, ela pegou leve com os detalhes; Ukitake havia vivido em um distrito também, mas o seu era um dos que possuía uma ordem melhor – ele ficou um pouco espantado em como funcionava a vida lá; Renji e Rukia estavam paralisados frente ao seu antigo lar que tantas lembranças guardava – enquanto isso Renji queria saber como Rukia agiria se encontrassem algum rosto conhecido e Rukia pensava como seria introduzir antigos companheiros a seu irmão e seu capitão.

Eles precisavam ir a um local onde informações se reunião, e sabiam o ponto certo para ir: uma casa de chá de uma senhora que conheceram quando jovens, Ori-obachan. Antes de informar seus superiores do lugar, notaram pessoas reunindo membros do distrito para algum tipo de reunião e reconheceram uma pessoa.

— Kiano!? – Renji deu um grito que chamou a atenção de todos e começou a acenar.

— Renji!? – ele respondeu surpreso e colocou seus olhos sobre a mulher ao seu lado – Rukia!? – acrescentou ele surpreso.

— Fala seu maluco! – Rukia começou a acenar e rir tirando expressões de susto de Byakuya e Ukitake e uma expressão surpresa e feliz de Renji – Tudo beleza? – ela terminou estendo a mão para cumprimentar seu amigo.

— Mais do que beleza! – Kiano se animou completamente – Galera! Saca só quem tá aqui! – ele gritou e um enorme grupo de pessoas se juntou e começou a cumprimentar Renji e Rukia.

Aquele grupo parecia ser composto de amigos da época em que Renji e Rukia viviam em Inudzuri – foi o que os capitães supuseram em meio a surpresa de quantas pessoas felizes em vê-los deveriam ter ali (eles acharam que deviam ser umas 50).

Depois de algumas gracinhas entre si, o grupo mostrou o caminho até a casa de chá de Ori. Lá foram recebidos por uma senhora (Ori) que correu para abraçar Renji e Rukia e os chamava de “Re-chan” e “Ru-chan” – ela começou a chamar os capitães de “Bya-chan” e “Uki-chan” quando descobriu seus nomes (mesmo incomodados com aquilo, tiveram que aceitar; era o jeito dela).

Ori parecia ter o absoluto controle da situação. Ela avisou todos que os shinigamis vieram ajudar, repassou tudo que sabiam sobre os problemas com holows e destacou um grupo de membros do distrito para ajudar no trabalho – estes foram os amigos de Renji e Rukia que faziam serviços para Ori como forma de ganhar a vida.

Os amigos guiaram os quatro até a área onde os holows eram vistos. A busca durou cinco dias. Eles mataram incontáveis holows e não conseguiam encontrar o original que manipulava os outros. Ele apenas foi achado no quarto dia e batia com as descrições: um holow alto, com um buraco pequeno e algo que se assemelhava a uma espada – era um arrancar. Haribell havia reportado o desaparecimento de um arrancar muito perigoso e violento a Gotei, mas eles não achavam que o mesmo pudesse estar lá.

O arrancar apenas foi derrotado no quinto dia. Renji, Rukia, Byakuya e Ukitake estavam exaustos e recebiam toda ajuda que o grupo de acompanhantes podia prestar. No sexto dia eles voltaram ao distrito e receberam um tratamento mais adequado de um casal muito habilidoso que vivia por lá – eles descansariam até poderem retornar a Gotei e passar no 4º esquadrão.

Ao final do sexto dia, Byakuya e Ukitake procuravam incessantemente por Renji e Rukia – os dois haviam sumido sem dar notícias. Os dois haviam falado com Ori e descoberto algo que seus tenentes nunca haviam contato antes: eles pertenciam à mesma família de distrito e, se os dois sumiram, o local mais provável onde seriam encontrados seria no topo na montanha que havia no final da rua – o local onde os três integrantes da família deles haviam sido enterrados.

Byakuya e Ukitake ficaram surpresos com a notícia, agradeceram Ori e foram em direção ao local indicado. No topo do morro, eles se depararam com os dois perdidos em pensamentos. Haviam flores em torno dos três pedaços de madeira e o silêncio que prevalecia foi cortado quando os dois perceberam que eram observados.

— Kuchiki taichou! Ukitake taichou! – Renji disse surpreso ao reparar nos capitães atrás de si.

— Ukitake taichou! Nii-sama! – Rukia estava surpresa ao virar-se e se deparar com seu capitão e seu irmão.

— O que vocês dois pensaram que estavam fazendo? – Byakuya iniciou a bronca.

— Deveriam ter nos avisado aonde iriam! Ficamos o dia inteiro procurando por vocês. – complementou Ukitake bastante incomodado com aquilo.

— Nós apenas viemos ver alguns amigos. Não foi nada demais. Sentimos muito por tê-los preocupado. – Rukia se desculpou e tirou uma discreta expressão de tristeza de Renji.

— Sentimos muitos. – ele se desculpou também com o pensamento inconformado “Amigos!? Nada de mais!? Do que ela acha que está falando!?”.

Depois de se desculparem, Byakuya e Ukitake os chamaram para irem embora; precisavam voltar para Gotei e entregar um relatório sobre a missão. No sétimo dia, bem cedo, o caminho de volta foi silencioso e tenso – Renji sequer era capaz de olhar para Rukia e estava perdido em pensamentos durante o percurso. Eles entregaram seu relatório e retornaram as atividades de suas divisões – sete dias depois de saírem naquela missão.

Na semana seguinte, Ichigo teve uma conversa muito séria com Renji. Ele não se concentrava em outra coisa que não fosse seu trabalho, parecia sempre perdido em pensamentos e não conseguia sequer pensar no nome da baixinha de olhos viletas.

Ichigo ficou furioso quando Renji lhe contou sobre a história dele com Rukia e o que ela havia dito no distrito deles para Byakuya e Ukitake. Ele sabia que Renji amava Rukia e que ele jamais seria egoísta aponto de contar a ela e ariscar faze-la perder tudo que tinha; mas jamais lhe ocorreu que ela fosse ser tão fria em relação as preciosas memórias de ambos.

Notas finais
Então, amaram tanto quanto eu? A conclusão no próximo vai abalar estruturas.