Já estava anoitecendo quando Britt entrou na casa dos pais. Ela queria que Santana tivesse vindo com ela, desde que ainda não tinham visitado sua família, mas a morena parecia um pouco agustiada para voltar ao hospital e a bailarina não insistiu.

Susan a recebeu com um abraço apertado e perguntou baixinho como elas estavam fazendo recebendo uma resposta resumida de como tinham sido os últimos dias. Peter ainda estava no trabalho e Hanna tinha saído com alguns amigos, mas não demoraria a chegar então as duas caminharam até a cozinha onde a mãe iria começar a preparar o jantar.

- Eu pensei que Santana viria com você... (a mãe observou sabendo que o casal era, na medida do possível, inseparável).

- Eu sei, mas nós passamos metade do dia longe do hospital, e ela até se distraiu um pouco com um DVD que Maribel mandou fazer, mas depois de um tempo ficou toda nervosa andando de um lado para o outro e quando eu sujeri vir aqui, ela perguntou se eu não me importava de vir sozinha... Ela está tentando ser forte com todos os acontecimentos, mas eu sei que ela está sofrendo... (Britt explicou apoiando os braços sobre a mesa e a cabeça sobre as mãos). Eu só não sei o que fazer para ficar melhor... (terminou deixando que as lágrimas fluíssem).

- Shiuuu amor... (a mãe falou acalentando-a). Vai ficar tudo bem... Vocês estão sobrecarregadas agora, mas Alma vai melhorar e vocês vão ficar bem...

- Eu estou com minha menstruação atrazada e esta manhã fiquei realmente enjada, mas nem tive coragem de dizer a ela porque não quero criar esperanças, só para ver seu coração despedaçado novamente... (continuou em meio ao choro, abraçando-se a mãe). Eu nunca escondi nada dela...

- Hei... Está tudo bem, você pode falar mais tarde e eu tenho certeza que ela vai entender... (a mãe sussurrou em um tom calmo).

- Então se for apenas alarme falso?

- Então vocês vão passar por isso juntas... (a mãe respondeu no mesmo tom tranquilo).

Santana tnha ficado de buscar a esposa mais tarde, e se tivesse tempo ficaria para o jantar.

Na casa dos Pierce a família tinha jantado e Britt estava com Hanna no sofá, mas nada da morena chegar ou dar notícias.

- Filha, se você quiser seu pai pode levá-la, ou você fica para dormir aqui... (A mãe falou vendo que a menina já estava bastante cansada).

- Mas ela prometeu quer viria e eu preciso falar... (Britt respondeu de maneira triste). Vocês podem ir para a cama, eu sei que precisam levantar cedo amanhã e Hanna tem escola... Eu vou apenas esperar aqui e fecho a casa quando ela chegar...

- Você tem certeza filha? (o pai perguntou já se levantando, ele tinha tido algumas reuniões e trabalhado até mais tarde e estava visivelmente cansado).

- Sim. Ela deve vir ou ligar em algum momento e eu prometo subir para o quarto se eu estiver muito cansada...

- Tudo bem, sinta-se convidada a assaltar a geladeira... (a mãe brincou tentando colocar um pouco de alegria nos olhos da filha).

Brittany ligou a televisão, mas não estava prestando atenção ao que estava passando, ela já tinha ligado duas vezes, mas a ligação tinha caído na caixa postal e agora ela só sentia preocupada demais para tentar dormir em sua cama. Deitada no sofá de seus pais ela aguardou ansiosa pelo barulho do motor do carro de Maribel, mas acabou pegando no sono antes de ouvir qualquer coisa.

Hanna foi a primeira a ver a irmã no sofá pela manhã e lhe deu um beijinho no rosto antes de chamá-la acordada.

- Você vai ter uma terrível dor nas costas... (ela avisou massageando de leve as costas da irmã mais velha enquanto Britt abria os olhos devagar). Santana não apareceu?

A pergunta de Hanna desencadeou o medo que Britt estava guardando e ela não sabia de onde estava vindo, mas fez uma corrida em direção ao banheiro, sendo rapidamente seguida pela irmã mais nova que segurou seus cabelos e massageou suas costas.

- Ok, ok... (ela falou devagar quando Britt se afastou para enxaguar a boca). Você está melhor?

- Sim, eu acho que não deveria ter aceitado o convite para assaltar a geladeira... (Britt respondeu olhando seu reflexo cansado no espelho).

- Santana não chegou?

- Não. Eu tentei falar com ela, mas o telefone só cai na caixa postal...

- Ela deve ter ficado presa com alguma coisa... Você acha que pode ter acontecido alguma coisa com a avó dela?

- Eu acho que alguém ligaria para mim... (Britt respondeu sentindo-se pela primeira vez de fora da família de sua esposa).

Seus olhos se enxeram de lágrimas rapidamente e ela se apressou em lavá-los novamente esperando que Hanna não percebesse. Ela não podia acreditar que Santana tinha lhe deixado esperando sem ao menos uma ligação. Seu arrependimento por não ter conversado com a esposa foi rapidament substituído por mágoa e ela sentiu o nó apertar em sua garganta. A bailarina esteva prestes a desabar em frente a sua irmã quando Susan chamou Hanna na cozinha e pediu que a menina se apressasse para não perder a carona com seu pai.

- Estou indo... (a menina gritou dando um beijinho no rosto da irmã antes de se afastar). Se cuide Britt, eu espero vê-la novamente antes que vocês voltem a L.A.... Mãe a senhora pode ver Britt no banheiro social? (continuou chamando sua mãe para substituí-la). Ela acabou de despejar todo o conteúdo da nossa geladeira no vaso sanitário...

O anúncio pegou Susan de surpresa. Quando não viu a filha pela manhã ela tinha imaginado que Santana tinha vindo para pegá-la, mas agora ela sabia que além de além de se sentir sozinha, sua filha provavelmente estava sentindo também o tão esperado enjôo matinal. Ela caminhou rapidamente até o banheiro e ficou chocada ao ver a sempre alegre Brittany sentada no chão do banheiro chorando.

- Hei amor... (ela falou abraçando a filha com carinho). Está tudo bem...

Brittany não respondeu, mas aconchegou-se mais ao abraço de sua mãe, fechando os dedos com força em sua blusa e enterrando o rosto em seu peito. Susan ainda um pouco chocada, segurou a filha com carinho e rezou internamente para que Santana tivesse uma boa desculpa para fazer a sua menina sofrer.