Depois Do Dia Dos Namorados - Parte 3
119 Capítulo 119
Quando Santana chegou a casa dos Pierce já tinha passado da hora do almoço. Ela tinha saído do hospital há apenas uma hora e passado em casa esperando que sua esposa estivesse lá, mas seu coração pegou quando percebeu que Britt não tinha voltado. Ela sabia que tinh prometido buscar a mulher na casa dos pais, mas em algum lugar no seu peito tinha a esperança que um dos pais a tivesse levado de volta, então ela não precisaria enfrentar outros membros da família agora.
Suas mãos estavam tão úmidas quanto o dia em que Brittany contou aos seus pais sobre seu relacionamento, mas agora tudo parecia muito mais pesado. Ela tinha visto as duas ligações de Britt quando encontrou o celular no carro mais cedo e não pode deixar de se sentir culpada. Nunca, desde que iniciou seus plantões no hospital u tinha que ficar até altas horas estudando Britt tinha ido dormir sem lhe desejar boa noite, mas, mesmo que sem querer, ela tinha ignorado a chamada da loira.
Ela sabia que não era totalmente sua culpa, abuela tinha sido tirada dos remédios pouco antes dela chegar ao hospital e poderia acordar a qualquer momento. Como médica ela sabia que isso não aconteceria mediatamente, mas havia uma espécie de paz no quarto e ela acabou ficando ao lado da cama por toda a noite e mais cedo, quando seus pais chegaram, ela apenas se envolveu em uma conversa com os médicos que a estavam tratando e buscou todas as informações necessárias para lhe deixar mais tranquila. Ela não tinha visto o tempo passar e tinha esquecido completamente de ligar para a esposa.
A batida tímida na porta alertou Susan e ela caminhou rapidamente, antes que e filha pudesse acordar. Ela não estava surpresa em ver Santana em sua porta, e por um instante sua aparência abatida tocou seu coração, mas então ela lembrou de sua menina chorando quase toda a manhã até pegar no sono e sua expressão se fechou.
- Bom dia Santana (a mãe falou em um tom protetor, um pouco cortante, sem realmente abrir a porta).
- Bom dia Susan, Britt está aí? (Santana falou timidamente, ela não esperava encontrar a sogra tão brava).
- Bem foi aonde você a deixou ontem, não foi? (o tom continuava áspero e ela não tinha feito nenhum movimento para deixar a nora entrar).
- E-Eu posso vê-la?
- Ela está dormindo Santana. Aparentemente minha filha passou a noite acordada esperando por uma mensagem ou ligação que dissesse que sua esposa estava bem, mas isso não ocorreu...
- Eu... (Santana suspirou triste, seus ombros caindo mais alguns centímetros). Foi apenas muita coisa... (tento explicar sentindo-se uma esposa péssima por ter esquecido de fazer contato).
- Britt está em seu quarto San... (a mulher finalmente deu espaço a menina, sentindo que Santana estava relmente arrependida). Mas eu sugiro que você espere até ela acordar, ela passou por alguns momentos difíceis...
- O-Ok... (Santana gaguejou deixando seus sapatos ao lado da porta, como fazia quando ainda era uma criança).
A morena subiu sentindo-se nervosa e abriu a porta do quarto devagar, com medo do que poderia encontrar. A visão de sua esposa, vestindo pijamas emprestados e enrolada em uma bola, parecendo muito pequena sobre a cama fez seu estômago virar com a culpa. Caminhando mais perto ela viu as bolsas escuras abaixo dos olhos de Britt e foi como um soco na boca do estômago. Tinha sido sua culpa.
Sem ter certeza se teria permissão para tal movimento, ela nunca tinha passado por algo parecido, ela deixou o casaco no chão e subiu na cama tomando o cuidado para não alertar a esposa sobre sua chegada. Ela ficou o mais próxima possível de Britt e sua mão fez um movimento timido buscando a mão da sua esposa, que agiitou um pouco em seu sono, mais voltou a dormir. Ela suspirou profundamente, observando com tristeza a bailarina dormindo.
- San? (o tom de Britt era dolorido, mas a loira não chegou a abrir os olhos, apenas mecheu em seu lugar jogando um dos braços sobre Santana e abraçando-a de forma urgente e desesperada).
Santana queria chorar. Ela jamais teria imaginado encontrar Britt daquela maneira e queria abraçar a mulher até afastar todo o seu sofrimento, mas sabia que não seria possível. Britt era uma pessoa que se dava bem com toques e palavras e ela teia que ser forte para escutar da loira tudo que ela passou, porque nada poderia ser mais doloroso para Santana do que ouvir o sofrimento de Britt, sofrimento causado por ela mesma.
Alguns minutos passaram e o aperto relaxou um pouco, mas não o suficiente para que Santana pudesse se afastar. A cabeça de Britt veio repousar mais perto de Santana e a morena sentiu a mudança na respiração da esposa.
- San? (Britt voltu a perguntar e sentiu o corpo perto do seu endurecer com suas palavras). San... (repetiu levantando para olhar a morena que parecia cansada e triste). Aconteceu alguma coisa? (ela perguntou, a preocupação lhe deixando mais desperta). Alma está bem?
- Sim bebê... (Santana engoliu em seco para o quanto sua esposa era especial). Me desculpe, eu não liguei mais cedo...
- Você me deixou esperando San... (o tom de Britt tinha passado de preocupado para amargo). E eu passei a noite no meu sofá com o celular na mão esperando alguma explicação...
- Eu sei... Quero dizer, eu esqueci meu telefone no carro e vi suas chamadas pela manhã, então eu achei que você estaria na casa dos meus pais...
- Você me deixou aqui Santana, com a promessa de vir me pegar, então porque eu sairia com meus pais, quando não tive nem mesmo um texto seu dizendo que não viria?
- Eu sei, foi um pensamento estúpido...
- Sim, exatamente (a loira concordou surpreendendo a morena).
-Foi apenas minha abuela... Eles tiraram ela do coma e eu pensei em ficar alguns minutos para o caso dela acordar e não via o tempo passar...
- Ok.
- Ok?
- Sim Santana, ok (ela respondeu em um tom muito parecido com o de sua mãe). Eu ainda estou puta da cara com você, mas não acho que seria justo fazer o teste de farmácia sozinha, então ok.
- O teste? (Santana perguntou cheia de esperança).
- Sim San, hoje foi meu segundo dia com enjôo matinal, e eu gostaria de ter te falado antes, mas você parecia muito cheia de preocupações... (Britt falou de maneira triste e a morena levou sua outra mão para segurar a da esposa). Mas eu não acho que seja justo ficar segurando a dúvida então minha mãe buscou alguns testes... Você vai ficar ao meu lado?
- Você não precisa pedir bebê... (Santana respondeu docemente, levando a mão da esposa para seus lábios e depositando um pequeno beijinho. Ela adoraria beijá-la nos lábios, mas ela não sabia se deveria afinal Britt ainda estava brava com ela).
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