Como prometido, Santana cozinhou uma café da manhã leve, cuidando para caminhar lentamente pela cozinha, abusando dos alongamentos, esticando-se em cada oportunidade para pegar algo no armário ou abaixando-se de maneira sexy para pegar algo baixo. Britt assistiu a tudo com admiração, observando cada movimento da esposa como um novo passo em uma dança sensual.

A loira estava sentada próxima ao balcão e quando Santana deixou dois copos de suco em frente a ela, sentiu os dois braços puxá-la para o colo de Britt sorrindo abertamente para a falta de controle da esposa.

Britt a beijou com paixão, as mãos rapidamente deslizando para baixo da camiseta para tocar a pele nua de Santana enquanto beijavam.

- Hummm... Um pouco quente amor? (Santana provocou com um sorriso nos lábios).

- Você estava provocando... (Britt afirmou sem segurar o próprio riso).

- Desculpe, eu achei que tinha que fazer juz a sua fantasia... (Santana respondeu bicando-lhe os lábios antes de se mover para pegar no balcão uma das torradas já preparadas).

Ela deu uma mordida no alimento e depois ofereceu a esposa que mordeu com vontade. As duas tomaram o café da manhã desta forma, Santana sobre o colo da esposa, servindo-as enquanto Britt continuava a acariciar sua pele com dedos longos, beijando-lhe o ombro sempre que a esposa se virava para buscar algo sobre o balcão.

Quando terminaram as duas tomaram um banho rápido e vestiram-se com roupas confortáveis para visitar Alma no hospital. Santana estava muito mais tranquila depois de ter conversado com a avó, mas Britt sentia os nervos levando a melhor. Fazia muito tempo que ela tinha trocado sua última palavra com a mulher, que nem ao menos lhe comprimentava quando se viam por acidente em algum evento de família.

Santana percebeu o nervosismo na esposa e passou a mão sobre o console do carro, buscando a da loira que não demorou a lhe atender.

- Não importa o que aconteça, nada vai mudar o que sentimos uma pela outra... (Santana garantiu assim que estacionou. Ela olhou nos olhos da esposa antes de continuar). Eu te amo, você é a minha vida e a minha família. Ela parecia sincera quando pediu desculpas, mas se você sentir que ela está sendo rude nós vamos sair ok? (Santana concordou com um movimento de cabeça e Santana continuou). Eu sei que você me aconselhou a perdoá-la, mas isso é sobre você também Britt e você não precisa fazer isso por mim, eu te amo e vou entender se você não estiver segura perto dela...

- Está tudo bem San... (Britt respondeu baixinho). Eu tenho você e é tudo que eu preciso para me sentir segura...

- Eu te amo, e não vou sair do seu lado... (Santana assegurou dando um beijinho na mão da bailarina antes de sair do carro, dando a volta para abrir a porta do passageiro. Com um gesto pomposo ela ofereceu a mão a esposa que tomou-a sorrindo).

Elas caminharam juntas para dentro do hospital e Santana não demorou a identificar a mãe entre os ocupantes da sala de espera.

- Está tudo bem? (ela perguntou se aproximando da mulher que parecia nervosa).

- Eu não tenho certeza, seu pai disse que encontraram alguma coisa nos exames de ontem e ela foi levada para uma nova bateria de testes...

- Papai está com ela?

- Sim, ele disse que virá assim que tiver outras notícias...

- Acho que eu deveria ir até lá... (Santana falou tentando se afastar um pouco nervosa e Britt a puxou de volta para perto de si).

- Amor... (ela chamou baixinho e Santana sentiu-se um pouco mais calma). Vai ficar tudo bem, não existe nada que você possa fazer agora...

- Eu sou uma médica Britt... (a morena tentou, mesmo sabendo que não seria um argumento válido).

- Você é, mas isso é em L.A. amor, não há nada que você possa fazer além de importunar os médicos que estão cuidando dela... Você precisa deixar que eles façam o trabalho agora...

- Ok... (Santana concordou deixando-se abraçar pela loira). Eu estou com medo... (ela sussurrou sabendo que Britt era a única pessoa com quem poderia ser completamente sincera).

- Eu sei amor, mas nós temos que confiar em Deus e confiar que eles estão fazendo o melhor lá dentro... (Britt respondeu apertando-a em seus braços para lhe dar conforto). Por que não vamos até a cantina e pegamos um café? Sua mãe parece estar precisando... (continuou tentando desviar um pouco a atenção da esposa).

- Ok... (Santana concordou afastando algumas lágrimas rapidamente, esperando que Britt não visse).

- Hei... (a loira falou afastando as mãos da morena de seu rosto para substituí-las pelas suas). Não existe nada de errado em chorar... (continuou em um tom calmo). Eu estou aqui para você... (Britt puxou a esposa para as cadeiras, abandonando completamente a ideia dos cafés para cuidar de Santana e deixá-la chorar seus medos em seu abraço).

Antônio chegou com notícias quase uma hora depois. Seu semblante era cansado mas ele parecia um pouco aliviado quando abraçou a esposa e sentou-se em uma das cadeiras para explicar com calma o acontecido.

- Fizemos uma série de exames ontem, para garantir que ela estava bem e que a fonte de todo o problema tinha sido eliminada, mas nossa equipe identificou algo que não tinha sido visto nos primeiros exames... (ele explicou com calma tentando evitar os termos médicos e não se aprofundar em detalhes mesmo sabendo que a filha poderia pedir por eles). Novos exames foram feitos e confirmamos a presença de um pequeno tumor em um dos pulmões... Nós ponderamos qual seria a melhor alternativa em equipe e ela está sendo operada agora para dentificar a natureza do tumor antes que novas medidas sejam tomadas. O cirurgião responsável pelo caso é um dos melhores médicos do hospital então eu posso assegurar que ela está em boas mãos... (ele terminou olhando cansado e Santana segurou suas perguntas, ela sabia que estava sendo mais difícil para ele, era a sua mãe que estava sendo operada e ela não queria importuná-lo ainda mais).

- Ok... (a morena falou com calma). Eu acho que deveríamos ir à capela? (ela perguntou a esposa que concordou já se levantando). Papi, vai ficar tudo bem... (Santana tentou tranquilizá-lo abraçando-o com carinho). Nós estaremos rezando por ela...

O pai acenou agradecido e assistiu as duas meninas caminhando de mãos dadas, afastando-se em direção à capela.

- Nós fizemos um grande trabalho não é? (o homem perguntou a esposa enquanto observavam as meninas a distância).

- Sim, nós fizemos... (Maribel concordou deitando a cabeça no ombro do marido).