Fazia quase uma hora que as duas meninas estavam na capela. Foi difícil no princípio, Santana não estava totalmente certa sobre pedir ajuda a um Deus que reprovava seu sentimento, mas Britt a convenceu que isso não era Deus, mas as pessoas, não havia nada de errado em pedir por abuela e ela garantiu que Deus jamais reprovaria o amor.

Então Santana rezou.

E em meio a sua oração ela lembrou da última vez que tinha pedido algo a Deus, quando ela implorou para estar apenas confusa e não apaixonada por sua melhor amiga, segurando na mão da esposa ela agradeceu em silêncio por ele não tê-la ouvido.

Britt acompanhou-a o tempo todo, segurando sua mão e rezando em silêncio, pedindo pela saúde de Alma, para que Deus não deixasse sua esposa quebrar novamente, para que permitisse que Santana tivesse mais um tempo com sua avó.

- Você quer voltar agora? (Britt perguntou ao perceber que Santana tinha parado de rezar e apenas olhava ao redor).

- Podemos ficar aqui mais um pouco? (a morena respondeu baixinho).

- Oque você quiser amor.

Ficaram sentadas po mais um tempo em silêncio até que Santana levantou levando sua esposa consigo.

Sair da capela era como entrar em um mundo paralelo e a paz e silêncio foram substituidos pelo movimento apressado de médicos e expressões preocupadas de parentes que aguardavam por notícias.

Elas caminharam de volta a sala de espera onde Maribel ainda aguardava e Santana sentou-se ao lado da mãe, tomando uma da suas mãos com a mão livre.

- Seu pai acabou de sair... (ela avisou acariciando a mão da filha). Ele disse que poderíamos ficar em sua sala se vocês quiserem.

- Eu não sei mami, acho que podemos ficar em qualquer lugar em que a notícia chegue logo.

- Eu gostaria de sair um pouco aqui... (a mãe falou com sinceridade).

- Tudo bem mami... (Santana concordou levantando).

Caminharam as três mulheres até o escritório de seu pai e assim que chegaram Maribel sentou-se em silêncio em uma das cadeiras enquanto Britt e Santana tomaram o sofá.

A loira sentou-se primeiro, abraçando a morena que encostou seu corpo contra o dela, ficando o mais próxima possível e deixando-se abraçar. Britt segurava uma das mãos da esposa, fazendo movimentos circulares com o polegar para acalmá-la e Santana fechou os olhos eixando-se levar pela paz oferecida pela esposa.

Demorou mais duas horas para que o pai retornasse avisando que Alma já estava no quarto, mas ainda não tinha acordado. Seu corpo estava muito fraco e o médico responsável decidiu deixá-la em coma induzido para que ela pudesse se recuperar um pouco.

- Nós já podemos vê-la? (Santana perguntou se levantando).

- Eu vim aqui para buscá-las (ele respondeu com um sorriso pequeno, mas cheio de esperança).

Antônio usou de seu poder cmo chefe para fazer os quatro entrar juntos no quarto e depois de um tempo em silêncio sem muito para fazer ele pediu que as meninas saissem um pouco do hospital. Ela iria demorar a acordar e não existia nada que pudessem fazer enquanto ela estivesse dormindo.

- Você não acha que seria bom se uma de nós ficasse? (Santana perguntou quando voltaram ao corredor).

- Ela vai demorar a acordar hija, ainda nem foi tirado sua medicação e nós sabemos que mesmo depois disso ainda levará um tempo... Vocês devem levar sua mãe para casa e descansar um pouco...

Elas concordaram e Santana dirigiu o grupo de volta a casa. Ela estava preocupada em deixar sua mãe sozinha e Britt concordou que poderiam apenas sentar na sala e quem sabe assistir um filme com Maribel.

- Eu realmente separei algo para mostrar a vocês... (Maribel falou com um sorriso animado).

Ela caminhou até a estante e tirou um DVD simples pedindo que as duas meninas se sentassem e aguardassem que ela iria fazer um pouco de pipoca. Quando a mãe saiu Santana foi ver que filme era, mas não existia nenhum identificação na capa ou no disco, então ela voltou a se unir com a esposa deitando a cabeça em seu colo.

Maribel voltou pouco depois colocando uma tigela de pipoca sobre a barriga a filha para depois sentar colocando os pés de Santana em su colo.

- Isso é o que chamam de vida de rainha... (Santana brincou esticando-se no sofá e levando um punhado de pipoca a boca). Comidinha na mão, uma mãe que me ama e uma esposa linda para me fazer carinho...

- Ou nós também podemos chamar apenas de abuso ou falta de educação... (Maribel riu batendo de leve na perna da filhaque falava de boca cheia, antes de pegar o controle remoto e colocar o DVD para rodar). Eu e seu pai mandamos fazer isso para vocês... (explicou quando as primeiras cenas começaram a rodar).

As meninas assistiram com um pequeno sorriso o primeiro aniversário de Santana em que Britt participou. A pequena morena tinha um sorriso enorme nos lábios e uma loirinha estava ao seu lado, ajudando-lhe com as outras crianças a apagar a velinha, para depois passar o dedo por um dos lados do bolo roubando um pouco de glacê e oferecendo a Santana que sorriu um sorriso de um dente faltando e tomou o que lhe era oferecido sem hesitação antes de dar um grande abraço em sua amiguinha.

- Deus, ela faz isso até hoje... (Santana comentou tentando disfarçar a adoração em seu tom de voz).

- É a tradição... (Britt respondeu dando de ombros com um pequeno sorriso para a esposa, então voltou a prestar atenção no filme).