Depois Do Dia Dos Namorados - Parte 3
130 Capítulo 130
Britt tinha terminado de ajustar o vestido preto justo e curto com mangas compridas e arrumar seu cabelo ondulado e solto quando ouviu a mãe abrir a porta no andar de baixo. Seu coração ficou um pouco fora de ritmo ao pensar em Santana e ela nã evitou o sorriso que se desenhou em seus lábios. Elas estavam casadas, elas tinham seus empregos e sua vida juntas em L.A. e elas estavam iniciando uma família, mas era como se jamais tivessem deixado de ser as duas meninas entusiasmadas com o primeiro amor. Elas continuavam entusiasmadas e Santana seria para sempre seu único amor.
- Britt, Santana está aqui... (a mãe chamou no momento em que a bailarina abria a porta do quarto).
Ela caminhou com cuidado até as escadas e seus olhos não demoraram a cair sobre os saltos altos do Sapato de Santana, subindo por suas pernas a medida em que a loira descia os degraus. Ela amava como as pernas de Santana ficavam ainda mais perfeitas de salto e foi preciso engolir em seco ao ver o comprimento do vestido que era apenas comprido suficiente para não se tornar obsceno, Britt amava o gosto de sua esposa para roupas e sorriu pensando no quanto Santana estava linda e em como tinha se passado o tempo desde a última vez que tinham feito algo assim.
- Deus B, você está linda! (Santana falou um pouco sem fôlego, observando a esposa do pé da escada).
Britt sorriu olhando nos olhos da morena e esperou até chegar mais perto para responder.
- O mesmo sobre você... (ela deu um selinho nos lábios de Santana que não demorou a oferecer um pequeno buquê de flores que ela havia trazido). Sanny são lindas! (Britt falou levando o buquê perto do rosto para inalar o perfume). Eu vou colocá-las na água e então podemos ir...
Brittany saiu em direção à cozinha e Santana continuou na sala com Susan.
- Santana cuide bem da minha menina e não esqueça de trazê-la grávida... (a mãe brincou fazendo Santana sorrir um pouco sem graça).
- Mamãe! (Britt chamou a atenção da mãe sem deixar de sorrir). Você está pronta amor? (perguntou se aproximando da morena que sorriu timidamente).
- Sim... Você?
- Sim!
As duas se despediram de Susan e a mãe acompanhou com os olhos, sua caminhada, mão na mão, até o carro. Ela tinha um sorriso orgulhoso nos lábios e agitou um pouco a cabeça quando se lembrou das vezes em que Santana tinha vindo buscar sua filha em casa. No início, quando Britt ainda era muito pequena, Maribel ligava algumas horas antes, dizendo como Santana estava implorando pela presença da amiguinha e se Susan não se importaria se ela viesse buscar a menina para passar a tarde. Com a resposta positiva, geramente Britt estava gemendo, odiando sentir saudade de sua amiga, Maribel não demorava a estacionar o carro em frente a casa, então Santana desceria do carro já vestindo suas roupas confortáveis de brincar, e tocaria a campainha fazendo Britt gritar de alegria e correr para a porta. Elas abraçavam como se não tivessem se visto por anos e Santana convidaria Britt para o carro lhe oferecendo a mão e deixando que as mães cuidassem dos assuntos chatos como por exemplo, quanto tempo Britt poderia ficar fora.
Não demorou muito e Santana passou a vir sozinha. De bicicleta ou de patins a morena chegava com um sorriso brilhante, deixando seu meio de locomoção jogado na grama da frente antes de correr para dentro passando direto para o quarto de Britt enqunto gritava um “bom dia senhora Pierce” já das escadas.
Ela tentou lembrar quando foi que Santana ficou mais silenciosa em suas chegadas, caminhando para dentro e cumprimentando a todos educadamente antes de subir fechando a porta do quarto às suas costas. Brittany deveria ter por volta de seus quatorze quinze anos e Susan não ficaria chocada se descobrisse que Britt já sabia estar apaixonada pela melhor amiga nesta época. Britt sempre lhe contava tudo, mas Santana era um assunto privado e, aos olhos de sua filha, deveria ficar apenas entre elas. Ela ainda lembrava da noite em que Brittany entrou correndo em casa, depois de passar um bom tempo com Santana dentro do carro, com um sorriso brilhante, anunciando que ela e Santana tinham ido a um encontro. Peter não pareceu nem um pouco surpreso em sua poltrona, mas Susan por pouco não perdeu o copo de suco que estava segurando.
O sorriso de Britt naquele dia, tinha o mesmo tom brilhante do sorriso que a mãe observou minutos antes, quando Brittany e Santana se viram na sala. Ela deu um beijinho no rosto do pai e outro no da mãe então subiu cantarolando para o quarto.
Susan não segurou o sorriso quando pensou em como sua menina estav feliz, como as duas meninas faziam bem uma a outra. Ela ainda tinha o sorriso bobo nos lábios quando Hanna entrou correndo na sala.
- Hei mãe! (a menina falou lhe dando um beijo o rosto). O que está acontecendo?
- Britt foi a um encontro com Santana... (a mãe respondeu saindo de seu transe).
- Sim mãe, isso aconteceu definitivamente quando papai a acompanhou no altar... (Hanna respondeu rindo).
- Não, Santana acabou de vir buscá-la para sair e eu só estava lembrando de quando isso aconteceu pela primeira vez...
- Elas sempre me levavam para tomar sorvete com elas... (Hanna falou sorrindo com a memória). Eu acho que era antes de começarem a namorar, mas isso fica muito confuso, pra mim é como se elas estavam sempre namorando... (a menina deu de ombros tranquila).
- Sério? (Susan perguntou interessada, de certa forma o relacionamento das meninas, e a forma como se modificou ainda despertava a curiosidade da mãe).
- Sim, eu não consigo ter certeza de quando elas não estavam juntas porque as duas tinham sempre as mãos unidas pelo mindinho e quando saíamos Santana pagava meu lanche, as vezes pagava o da Britt também, e depois eu entrava em casa e elas passavam um tempão no carro se despedindo...
- Isso é verdade... (a mãe sorriu ao lembrar que quando Santana não entrava Britt ficava um bom tempo “conversando” com Santana no carro). Santana estacionava embaixo da árvore e nós não podíamos ver as duas da janela...
- Isso porque San e Britt deveriam estar no maior amasso dentro do carro... (Hanna riu de como parecia que a mãe tinha entendido apenas agora). Elas realmente gostavam de conversar muito perto... (continuou saindo em direção ao quarto e deixando a mãe com seus próprios pensamentos). Como muito, muito perto... (Hanna sorriu para a lembrança de suas duas pessoas preferidas).
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