A viagem até o hotel foi tranquila. As duas meninas estavam um pouco nervosas em relembrar um evento que tinha sido tão importante em seu relacionamento e sentiam o friozinho gostoso na barriga por estarem com alguém que amavam a pessoa com quem estavam destinadas a passar toda a vida.

Santana estacionou em frente ao hotel e desceu do carro deixando as chaves com o valete e caminhando até Britt que a esperava ao lado do carro. As duas se deram as mãos com um sorriso e caminharam até o balcão, onde Santana pegou as chaves do quarto, então continuaram seu caminho para o elevador.

- Eu te amo... (Britt suspirou assim que as duas estavam sozinhas na caixa, fazendo Santana soltar um sorriso tranquilo).

- Eu também te amo minha Britt-Britt... (Santana respondeu olhando nos olhos azuis). Muito, muito mesmo... (continuou aproximando-se mais para pegar a outra mão da esposa, seus olhos nunca deixando os azuis).

Britt sentiu toda a eletricidade do toque, amando a maneira como Santana poderia lhe fazer sentir, como uma adolescente com seu primeiro amor, ela já não era mais uma adolescente, mas Santana seria sempre seu único amor.

Santana deu um passo mais a frente deixando seus corpos tão próximos quanto possível e estava se preparando para beijar a esposa quando a porta se abriu anunciando que elas estavam em seu andar.

- Você está pronta? (perguntou com um sorriso nervoso, olhando para a loira e encontrando apenas amor em seu olhar).

- Eu sempre estou pronta para estar com você... (Britt respondeu sem se afastar).

As duas ficaram um tempo, apenas se olhando em silêncio até que o barulho da porta fechando as tirou de seu transe e Santana se apressando em colocar o braço para evita que se fechasse.

- Acho que nós devemos ir agora... (ela falou sorrindo, seus dedos enroscados com os de Britt).

Brittany concordou sorrindo, sua esposa sendo tão nervosa e cheia de cuidado com seu encontro apenas fazendo com que a loira ainda a achasse mais linda e perfeita. Santana atrapalhou-se um pouco com o cartão na porta e Britt não tinha como achar mais bonito. Ela segurou a mão da esposa na sua e esperou que Santana levantasse os olhos para ela antes de falar com tranquilidade.

- Somos apenas nós duas amor... Sem motivos para ficar nervosa... (Santana concordou com um aceno de cabeça, mas não disse nada). Você sabe, nós podemos apenas entrar e conversar um pouco depois dormir abraçadas... Não precisa acontecer nada... (continuou com um sorriso, deixando Santana saber que não importava há quanto tempo elas estavam juntas, elas sempre respeitariam a vontade da outra).

- Se eu estiver com você bebê, podemos fazer qualquer coisa... (Santana respondeu mais calma fechando os olhos quando Britt lhe deu um beijinho nos lábios enquanto o cartão era retirado de sua mão).

A loira abriu a porta sem dificuldades e as duas entraram no quarto. Era exatamente o mesmo que tinham ficado anos antes e estava decorado da mesma forma, sendo a única diferença que não havia champanhe, mas garrafinhas de água e suco de laranja.

- San... (Britt suspirou olhando ao redor). É tudo tão perfeito...

Santana sorriu um pouco nervosa olhando sua esposa, uma onda de lembranças fazendo seu corpo todo arrepiar. Elas tinham feito amor conscientemente pela primeira vez naquele quarto. Santana estava com medo e nervosa, mas os olhos, os toques e os sorrisos de Britt foram seus guias e ela tinha tido uma das noites mais incríveis de sua vida.

É lógico que elas já tinham feito amor milhões de vezes depois daquele dia e antes disso, quando se beijavam e se entregavam uma a outra sem fazer esforço para entender, se escondendo do sentimento que era maior do que elas, que as perseguia em todos os lugares, mas aquela tinha sido uma noite especial e Santana sabia que Britt se sentia da mesma forma.

- Você quer beber alguma coisa? (Santana ofereceu tentando domar seu nervosismo).

“Você é uma mulher Lopez e esta é a sua esposa, a mulher que escolheu passar a vida ao seu lado, então faça alguma coisa e deixe de agir como pateta” ela se recriminava mentalmente.

- Você quer? (Britt devolveu a pergunta observando as características da morena).

- Não... (Santana sorriu timidamente).

Ela não sabia porque estava tão nervosa era Britt afinal e elas já tinham estado juntas de tantas maneiras que Santana deveria se sentir relaxada...

- San... (Britt chamou tirando-a de seus pensamentos). Amor, dança comigo? (continuou em um tom mais baixo enquanto dava um passo a frente, ficando muito perto da esposa).

Santana concordou com um aceno de cabeça lembrando Britt que elas não tinham música.

- Então você vai cantar pra gente... (Britt respondeu com naturalidade).

Santana sentiu as mãos da esposa guiando-a na posição e inalou profundamente quando seus corpos colidiram juntos. Ela pensou por um momento e então começou cantarolar “Cherish” baixinho, apenas para ela e Britt ouvir. Ela não viu o pequeno sorriso que se formou nos lábios da loira, mas sentiu seu abraço apertar-lhe um pouco mais. Talvez não fosse a canção perfeita, mas foi a que Santana lembrou no momento e ela sabia que significava muito para as duas.

Elas continuaram a dançar devagar, Britt guiando seus passos, Santana cantarolando em seu ouvido, seus corações correndo quilômetros por hora.