Demônios Não Amam.
2 Compre um e leve dois: Um colar + um demônio.
Notas iniciais
Uma super observação com a história do pentagrama invertido, nem todos concordam que seja um símbolo de satanismo e apontam como uma referência ao deus Cennurnos (nem sei como escreve), mas mesmo assim os satanistas difundem tanto que acabei citando como deles. Mil desculpas aos pagãos, neo-pagãos,etc.
beijos:*

POV Elena Gilbert.
Quatro meses antes.
Oaparelho simplesmente dançava em sua mesa de cabeceira com uma determinação digna de dançarinas de axé. O“priiiiim”irritante soava como uma espécie de brinde da tal engenhoca. Quase umCavalo de Tróiamoderno.
Sentiu que era a hora perfeita para ter uma arma só para destruir aquele maldito despertador de uma vez por todas.
Quem afinal de contas havia inventado aquela droga?
Rolou na cama praguejando e foi ao banheiro tomar banho, escovar os dentes e se vestir. Dormiu três vezes no processo e seu irmão que teve que salvá-la dos quase afogamentos triplos na banheira. Patético, mas era bem a cara dela.
Uma coisa que todos deviam saber sobre Elena Gilbert era que ela era patética.
Abandonada pelos pais que mais valorizavam a droga do trabalho deles do que os filhos; protegida pelo irmão mais novo que deveria ter feito coisas indizíveis com a cruz já que sofria incansavelmente cuidando dela e, nada normal para os padrões de comportamento adolescentes, a menina não era lá invejada pelas garotas do colégio.
Fracassada era pouco, ela era... Ah, ela era a Elena.
Arrumou os cabelos com a ponta dos dedos deixando-os mais desgrenhados do que penteados, mas o resultado não foi dos piores. Os cabelos lisos castanhos, quando tratados corretamente, ficavam colados na sua cabeça dando-lhe a aparência de carolas que usam gel.
Seu método era mais eficiente e os deixava revoltos, ondulados e cheios. Indizivelmente melhor do que o estilovaca-lambeu-e-pedi-para-o-boi-lamber-também-depois-dela.
Escolheu roupas simples e confortáveis, pegou a mochila em cima da cadeira e desceu as escadas.
Seu irmão provavelmente se cansara de esperá-la, porque a cozinha estava completamente vazia. Não o culpava, um dia todos cansavam, não?
Resolveu que veria aquilo como uma recompensa, já que poderia se atrasar ainda mais para o colégio sem o auxílio do seu“pseudo irmão mais velho”.
Mal retirava o suco da geladeira e enchia generosamente o seu copo, quando Bonnie surgiu.
Por algum motivo a roupa rosa extravagante da amiga a fez lembrar-se de como se tornaram inseparáveis.
Nem sempre se amaram, na verdade, desejavam loucamente a morte dolorosa uma da outra. Bonnie era a “menininha perfeitinha da mamãe” e isso a irritava de uma forma indescritível.
O jeito largado e desaforado de Elena também deixava a outra à beira da loucura e para crianças essa era a senha para brigas intermináveis.
O destino, entretanto, bagunçou tudo quando em uma das brigas, as meninas colaram chicletes tão rentes ao couro cabeludo uma da outra, que ambas tiveram que raspar a cabeça.
Os outros alunos foram unânimes em caçoá-las e uma vez na vida, Bonnie e Elena resolveram se unir para poder se defender.
Nunca mais se desgrudaram, mesmo cabeludas novamente.
A dona da blusa cor de rosa “fere-retina” sentou-se sem cerimônia à mesa da cozinha enquanto sorria para Elena.
– Seu irmão me deixou entrar e o mandei ir para a escola para o coitado não se atrasar muito. – Pausara carregando seus olhos de censura – Sabe que um dia vai ter que tomar jeito, não sabe?
A outra suspirou pesadamente com o cenho franzido em tédio. Aqueles sermões eram bem típicos.
– Você também está atrasada, certo? E... eu nunca pedi que ele cuidasse de mim ou sei lá o quê.
Passou o copo de suco para a outra e encheu um ainda mais generoso para si mesma.
Por um momento Bonnie pareceu falar algo, mas depois balançou a cabeça descartando o assunto.
– Não vim aqui brigar com você, Lenn. Na verdade, quero comunicar algo e pedir um favor. – Disse comprimindo os lábios de nervosismo.
Pressentindo alguma notícia a la roteiro de Hollywood, sentou-se à sua frente e a olhou como se pedindo que continuasse.
– Eu preciso viajar hoje mesmo. – Anunciou simplesmente a fazendo rir.
E quem não precisava? Sério, escola, professores, colegas chatos. Argh, até um tiro no joelho era melhor que um dia na Mystic Falls High School.
– As férias de natal estão bem próximas Bonnie, aguente firme umas semanas e fugimos para o Caribe, certo? – Brincara marota levando o copo de suco aos lábios.
A ruiva a olhou com censura deixando claro que ela não havia entendido o ponto principal do que fora falado.
– Não, Lenna! Eu PRECISO viajar. – Ressaltou com um tom dramático meio assustador enquanto seus dedos delicados brincavam com o seu copo. Era óbvio que ela se forçava a parecer mais “normal” do que estava de verdade. Os olhos castanhos a analisaram por um longo tempo apoiados por sobrancelhas unidas de incompreensão. Pela gravidade do rosto de Bonnie parecia que o mundo estava prestes a desabar.
– Ok, dona Barbie Califórnia, o que está acontecendo? Falta tão pouco para o fim do semestre...
– Não posso me importar com o colégio agora, Lenn... E-e-eu acho que dessa vez ultrapassei todos os limites. – Dissera alheia à primeira pergunta ou pensando que isso era uma resposta boa o bastante. Sua voz fraca lhe tornava um pouco infantil e era perceptível que bem no canto dos olhos azuis estava o anúncio de futuras lágrimas. Ao ver que Elena já a fitava com cautela, apertou os lábios daquele jeito que sempre fazia quando não queria falar mais do que era permitido e pareceu escolher as palavras seguintes – Vou ficar um tempo fora e juro que assim que der ligo para você e detalho mais as coisas, mas agora não posso ou você pode ficar em perigo ou ser perseguida... – Estancou provavelmente imaginando a cena e agarrou a mão de Elena por cima da mesa com urgência. – Promete que me fala se algo vier atrás de você?
Perigo? Alguém ir atrás dela? Mas o que diabos estava acontecendo? Os pelos da sua nuca se eriçaram e a morena se surpreendeu com a própria besteira do seu corpo. Não poderia ser nada lá tão grave, não com Bonnie que sempre fazia tudo certo e da maneira certa. Precisava e podia ficar tranquila, no mínimo devia ser o Tyler a pressionando para voltarem e a ruiva, como sempre, levou muito a sério e resolveu fugir com medo que ele virasse um psicopata.
Mesmo assim saber que Bonnie estava prejudicando um ano escolar por esse simples detalhe era meio absurdo.
– Prometo. – Dissera sem muita firmeza estranhando e muito aquela conversa de bêbados. – Mas quero deixar bem claro que se você não der noticias até amanhã, eu vou caçá-la pelo país inteiro e quando acha-la vou dar uma surra em você!
A ruiva riu por breves segundos ainda com o jeito doce dissolvido em tristeza.
– Bem que eu estou merecendo mesmo. – Admitiu com a careta típica de criança arrependida por ter quebrado os vasos da mãe. – Obrigada por entender, eu realmente vou contar tudo quando... Chegar a hora.
A sobrancelha castanha se levantou. Ela estava fazendo tanto suspense que daqui a pouco Elena a sacudiria até que contasse.
– Você é minha melhor amiga, Bonn eu sempre vou procurar entender você. – Declarou o óbvio rolando os olhos. – E qual era o favor que queria pedir?
Imaginou que a ruiva nerd solicitasse que ela guardasse anotações e apostilas para ela ou explicasse tudo para o diretor com alguma desculpa. Certo... Desculpas não era muito o seu maior talento. Da última vez que precisou inventar algo, inventara que a Angelina Jolie e o Brad Pitt bateram em sua porta e pediram o último muffin de blueberry para alimentar as criancinhas carentes da África e por isso o doce tinha “sumido”.
– Ah preciso que guarde algo para mim, acha que pode esconder um objeto até que eu volte? – Murmurou estreitando apenas um olho como se a testasse.
Além de ser completamente o oposto das suas expectativas, algo se embrulhou em seu estomago ao ouvir isso. Como se em vez daquele simples pedido, a amiga tivesse exigido que pulasse do precipício.
Passaram alguns segundos se encarando até que a menina assentisse e Bonnie retirasse da bolsa um embrulho dourado com um selo antigo de cera partido.
Suas mãos estavam pálidas e depois de pegar o objeto, Elena as esquentou mostrando para a amiga que a apoiava seja lá no que a perturbasse tanto.
Não fora o bastante para ela relaxar, mas sua respiração ao menos voltou ao normal.
– Tem certeza de que só posso fazer isso por você? Parece grave, Bonn.
A ruiva apenas assentiu com um sorriso frágil no rosto.
– Isso não é maconha ou sei lá, né? – Brincou enquanto olhava o embrulho em suas mãos. Achou que iria melhorar o clima do ambiente, mas as feições da outra apenas endureceram.
Não com raiva, mas com... Pavor.
– É muito pior do que isso. – Disse de forma sombria.
Em algum lugar lá fora o sol pareceu escurecer.
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Desejou ardentemente ter uma memória mais seletiva, mas nada do que fizesse repelia as lembranças da conversa com a amiga.
Depois de mais temor, pânico e alguns copos de suco, as duas tinham se abraçado e se despedido ali mesmo.
Elena ficara com um embrulho, um número de telefone para contato (diferente de todos os números que tinha da amiga) e centenas de perguntas não respondidas.
A vovó Bennett sabia? Para onde iria? Porque tanto maldito mistério? Porque deixara um colar estúpido (sim, porque podia sentir através do papel a textura da correntinha) em suas mãos?
Lembrar-se do objeto fez com que quisesse incontrolavelmente analisá-lo. Será que podia? Isso também não foi esclarecido naquela conversa patética.
Entrou na sala, pediu desculpas pelo atraso ouvindo risinhos baixos ao fundo, e se dirigiu para a última carteira do lugar.
Caroline, sua melhor amiga depois de Bonnie, havia faltado para a sua sorte.
Não que não gostasse da loira, mas não estava com bom humor para conversas naquele dia.
Tirou o pequeno pacote dourado do bolso e o fitou por baixo da mesa como se ele fosse suaCaixa de Pandorapessoal. Olhou para os dois lados como uma idiota para ver se alguém a olhava e, ao perceber que era completamente ignorada, começara a abrir.
Como o selo já estava violado, o barulho foi mínimo. Virou o pacote cautelosamente e sentiu o metal gelado caindo sob seus dedos.
Encarou em choque a corrente de prata por alguns segundos, só para depois passar para a vontade desesperadora de... Rir.
Ah Bonnie, não era possível! Como não tinha desconfiado de que era uma pegadinha?
O amuleto que segurava ostentava um círculo com uma estrela de cinco pontas virada para baixo. Algumas coisas estavam escritas ao redor, mas não era preciso saber ler as inscrições para constatar que era um símbolo satanista famoso.
Elena já havia pesquisado muita maluquice na vida e satanismo era uma dessas coisas. Bonnie deve ter se lembrado disso e quis pregar-lhe uma peça para ensinar-lhe que “não se deve mexer com o sobrenatural”. A ruiva sempre dava lições de moral, mesmo tendo um interesse muito mais vívido que o da castanha por bruxaria e esoterismo!
De novo a vontade de rir veio com força. Dessa vez não só pela brincadeira, mas por constatar que a amiga estava bem, sã e salva.
Quando a encontrasse no final das aulas (porque bem provavelmente a menina inventara aquela história toda de viagem), a provocaria um pouco mais antes de jogar o colar fora. Talvez até brincasse dizendo que adorou a ideia e resolvera se tornar adoradora deLúcifer.
Rindo com a possível reação de Bonnie, Elena colocou o símbolo no pescoço por baixo do casaco sentindo o metal incomodar sua carne por breves instantes até simplesmente ficar mais leve e na mesma temperatura corporal da garota.
Um trovão rompeu o céu no mesmo instante quase provocando uma risada histérica de nervosismo por parte dela.
Ok era melhor concentrar-se nas aulas... Oh droga, o que era aquilo no quadro? Um palavrão russo?
Praguejou baixinho puxando o caderno da mochila e encarando as contas dolorosas passadas pelo professor Edmund.
Não pensara mais em Bonnie ou no medalhão e as aulas passaram tediosas e tranquilas como sempre, até... O intervalo.
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Estranhou o fato de a grama estar molhada, o dia parecia especialmente escaldante quando acordara. Como assim tinha chovido? Isso, entretanto, não a incomodou muito. Adorava a chuva e a sensação refrescante que ela trazia, além do fato de o tempo estar louco ultimamente mesmo.
Sentou-se no chão, puxando a mochila para o colo em uma caça pelo seu lanche e deixou-se distrair por aquele gesto mínimo que de uma forma infantil, era um pouco divertido (como caça aos tesouros com Jeremy quando tinha seis anos de idade).
Não percebera o vulto se aproximando tanto. Nem como ele invadira seu casaco com tanta facilidade e tocara seu medalhão sem que ela sentisse, mas o fato é que ele estava lá, segurando seu pentagrama invertido com uma expressão curiosa.
Seu primeiro instinto foi bater no imbecil que a estava incomodando, mas o homem misterioso apenas segurou seu pulso com um sorriso de desdém antes que o acertasse. Sua pele era brasa, como tocar em uma panela sem querer.
Ao ver sua surpresa com a sua temperatura, se afastou e continuou encarando a menina com um ar avaliador.
Não soube dizer que parte a perturbou mais. Se a beleza estonteante dele ou se a forma como a avaliava como se fosse um fazendeiro vistoriando uma vaca a ser comprada.
Não, isso era mentira. Mal se importava com seu jeito analítico de medi-la de cima a baixo, tudo o que pensava era no rosto de feições finas ostentando os olhos azuis acinzentados mais lindos que ela já vira no mundo.
Os cabelos lisos e desalinhados pretos como carvão emoldurando seu rosto, os lábios levemente cheios e provocantes sob a pele pálida e sem imperfeição...
Desceu o olhar esquecendo-se completamente da timidez. Ele vestia uma calça jeans escura, sapatos formais pretos e uma camisa social preta que marcava seus músculos delineados.
Sentiu que babaria se continuasse a encará-lo, então preferiu olhar para a sua mochila ainda aberta.
– Bonnie, não é? – Ele murmurou com a voz rouca sedutora. Seu tom, na verdade, era cheio de indiferença e curiosidade, mas a menina quase delirou ao ouvir aquele som. Uh o que tinha acontecido com seus hormônios naquele dia? – Você fugiu de mim ontem.
Ok, Bonnie Bennett tinha brincado no dia anterior de algo muito pervertido com um modelo bêbado (a única explicação para confundi-las sendo tão diferentes) e era bom ela contar absolutamente TUDO quando voltasse.
Demorou alguns minutos para pensar em como responder a pergunta e ele deve ter percebido isso, pois suspirou impaciente.
– A minha sorte é que não posso morrer, se não morreria de tédio esperando você falar algo. Você é um pouco lenta não é?
A ira queimou as bochechas de Elena e por um instante o encanto pelo desconhecido se perdeu. Quem era aquele imbecil-possível-amante-da-sua-amiga? Com certeza alguém barra pesada para ter feito Bennett sumir do mapa.
– Não sou lenta. – Revirou os olhos como uma criança teimosa.
Tentou pensar enquanto ele sorria da sua fúria. Não acreditava de verdade que a amiga se metesse com caras daquele estilo e o fato dela ter lhe dado um símbolo satanista só a deixava mais confusa. Sua mente fazia deduções malucas freneticamente (“Ela entrou para uma orgia sadomasoquista que mexe com o satanismo!”) ao mesmo tempo em que uma certeza brotava em seu ser de que a conhecia bem demais para aceitar a hipótese. O mais provável era Bonnie ter contratado aquele modelo, para sustentar seu teatrozinho ridículo de donzela indefesa sendo perseguida por causa de um medalhão do mal (hey, era um roteiro legal de terror).
O estranho era que ela nunca havia chegado tão longe para lhe pregar alguma peça. Fora que esses modelos deviam sair bem caros e a sua Barbie Califórnia sempre foi contida com seus gastos financeiros.
Mas, entendendo ou não aquela palhaçada, Elena não daria o braço a torcer e mostraria para a amiga que estava intimidada. Jogaria o joguinho dela. Por outro lado se o tal homem lindo fosse um parceiro sexual maluco, ela o dispensaria o deixando acreditar que era Bonnie de verdade.
– Foi mau (?) – Tentou em dúvida o vendo analisar cada mínimo gesto seu. – Eu tinha um swing depois de... você sabe, o nosso... lance.
O ser misterioso ergueu uma sobrancelha parecendo meio perplexo.
Hmm... Esse deveria ser o comportamento certo de um ninfomaníaco? Ok, ele definitivamente era um modelo para assustá-la com coisas satânicas.
– Ah, certo. – Fingiu-se lembrar. – O confundi com outro cara... Você na verdade está procurando a dona desse pentagrama para aprontar algo demoníaco e coisas "uhh" do tipo? – Seus dedos seguraram o medalhão o puxando para fora do abrigo.
Ele deu de ombros.
– E que outro motivo eu teria para estar aqui? – Se aproximou acabando com o ar que habitava os pulmões de Elena e, quase tão delicadamente quanto da primeira vez, segurou o pentagrama dando uma última olhada. – Pensei que iria fugir de novo, mas fico feliz que tenha poupado o meu tempo. – Seus olhos se encontraram e antes que ela tivesse um infarto, ele sorriu se afastando.
A agência deveria ser muito boa, pois além de lindo e de ser ótimo improvisando, aquele modelo era um excelente ator. Suas entonações... O modo como falava... Era tudo extremamente convincente.
– Sou Damon Salvatore. – Continuou sentando-se ao seu lado como se fossem amigos íntimos. – Como o prometido, ajudarei no que precisar até que esteja disposta a cumprir a sua parte do trato, vulgo: me dê sua alma.
A cena deveria ser hilária para quem observasse. Um homem lindo com complexos roqueiros, ao lado de uma garota descabelada, corada e atônita que ainda não havia achado seu lanche na maldita mochila.
Ela, entretanto, não tinha forças para achar engraçado e só sentia o frio chegando em suas costas a arrepiando com certezas que ela não ousava formular.
Aquele teatro a incomodava, mas ainda era teimosa o bastante para não desistir.
Sem saber ao certo o que falar, gaguejou:
– Qu-quem afinal de contas é você, Damon?
Ele deve ter achado que era brincadeira, pois se contentou em franzir o cenho e depois sorrir, suavizando a expressão.
– Um demônio que será seu escravo por seis meses em troca da sua alma,"Bonnie". – Respondeu maliciosamente.
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