Demônios Não Amam.

14 Brincando com fogo e pedindo por mais.


Notas iniciais
Meus xuxulis *________*.
Fiquei saltitante com os comentários, que lindas que vocês são *O*.
Bloodzita, Thai, Mnemo,Val, Gabs, LaScrittrice, Renatinha, Isáa, Bia, Mary, Carolinazita, Sweet Heart e meus outros amores que não consigo ver porque o Nyah é do mal u_u.
Vocês são uns amores açucarados e essa fic inteira é dedicada a vocês então se quiserem mandar críticas, sugestões, tirar dúvidas ou qualquer coisa fiquem a vontade. ♥
Meus xuxulis sem conta no Nyah, também amo vocês *O*.
Esse capitulo não estava planejado para agora, nem para acontecer desse jeito, maaaaas ROBERTA VASCONCELOS me obrigou, então se não gostarem, dessa vez batam nela u_____u -QQQ xD. AmoVocêRobb.
E como diz a Desciclopédia...
Esse capitulo pode conter pornografia pesada ou leve. De preferência, leia-o de olhos fechados. u_u -QQQQ
beijos, beijos:*

POV- Elena Gilbert.

Matt tinha lágrimas nos olhos quando a menina se aproximara da sala em passos cautelosos. Jeremy e Grayson o tinham deitado no sofá cor de areia espaçoso e pareciam ter tentado limpar o ferimento e pôr ervilhas congelas no local (sem muito sucesso já que o pé de Matthew continuava em estado crítico).

Miranda, muito zelosa, acariciava os cabelos loiros tentando lhe dar algum conforto; Victória choramingava; Turpin rezava baixo com Jenna o acompanhando um pouco deslocada. Lucy não estava por perto e J e o Sr. Cinza deveriam estar ajeitando as coisas no carro para o transporte até o hospital.

Ela suspirou baixo se ajoelhando ao lado de Vick para poder encarar melhor os olhos azuis infantis.

Odiava vê-lo naquele estado. Ainda mais sabendo muito bem que a culpa fora sua, que nem se quer se importou como devia no início e que, enquanto ele agonizava, ela estava lá se agarrando com Salvatore.

Matty. – Sussurrou em um fio de voz enquanto Miranda saía do braço do sofá como se o tempo todo só estivesse esperando que a filha cobrisse seu turno. – Matty?

Ao sinal da repetição o loiro a encarou de forma um pouco tímida que a fez imediatamente cogitar que ele sabia do que havia acontecido na caverna. Sim, ela estava surtando.

– Desculpa. – Não aguentou deitando a cabeça no peito forte do namorado, ou ex, sei lá como iria ficar aquela bagunça. Sua voz saiu meio chorosa, mas as lágrimas não ousavam vir.

O garoto loiro afagou seu cabelo por breves segundos até um espasmo de dor o contorcer.

Ah era verdade. O maldito contato físico que o amaldiçoara.

O largou pesarosa apenas fitando seu rosto corado pelo choro. Parecia tão indefeso, precisando tanto dela. Um sorriso cheio de dor se abriu em seus lábios como se não conseguisse falar, mas mesmo assim quisesse deixa-la bem.

– A culpa não foi sua Lenn, essas coisas acontecem. – Jenna a confortou sem saber o quanto Elena era culpada de verdade.

Deixou que os olhos castanhos caíssem para o piso de madeira sentindo que Victória e Gregory a encaravam intensamente.

Não se importava. Que julgassem o que quisessem julgar. Que fizessem suas teorias... Sua cabeça já estava um nó sem precisar de ajudantes para isso.

– Vamos? – Grayson incentivava da porta ao lado de Jeremy e... Johanna com sua peruca de gambá morto. – Está tudo pronto.

Donovan assentiu uma vez e Jô veio ao seu lado suspendê-lo com uma facilidade que nem seu pai, nem seu irmão conseguiriam.

– Seu pescoço está vermelho. Uma pedra caiu em você também? – Sussurrou de forma que só ela ouvisse com um dos olhos cor-de-mel fechados em uma piscadela marota.

Elena corou tentando não aparentar muito constrangimento e levantou-se agarrando a mão de Matthew por alguns segundos.

– Eu vou com você. – Declarou imatura sentindo-se em dívida com o namorado.

Jeremy suspirou apertando os ombros da irmã com delicadeza.

– O carro já está cheio Lenny. – Disse lembrando-a que além de Grayson dirigindo, Victoria provavelmente também iria e Matt ocuparia todo o espaço do banco de trás. – Além do que, eu acredito que tenha alguns problemas para resolver, não?

Sim, tinha. E não estava com pressa nenhuma de ter a famosa conversa do “e então, como nós ficamos?” com Damon. Só de pensar, aliais, já se achava ridícula e traidora.

– Tudo bem. – Concordara com um muxoxo de contrariedade. – Matty eu vou ficar aqui... – O que diria? “rezando”? – torcendo por você, certo?

Um sorriso sincero iluminou o rosto do garoto e ele assentiu a deixando com palavras que foram muito piores que agulhas perfurando todo seu corpo:

– Eu te amo. Agradeça ao Salvatore por ter me ajudado lá na caverna.

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Encostou-se a porta da cabana masculina a fechando, sabendo muito bem quem a aguardava agora que Matt estava a caminho do hospital e Jeremy sabia que os dois precisavam conversar.

Um suspiro cansado fugiu dos seus pulmões enquanto lutava contra a falta de folego que a visão de Salvatore sorrindo lhe trazia.

Droga, droga, droga. Porque no meio de bilhões de pessoas escolhera amar justo um demônio?

Seu coração parou por curtos segundos e foi impossível não sorrir de leve mesmo com todos os problemas e complicações. Tendo aqueles olhos azuis por perto estava tudo bem.

– Oi. – Murmurou tímida sem conseguir sair da linha imaginária que ela mesma traçara a limitando.

Damon revirou os olhos com a sua atitude constrangida.

– Não estamos na segunda série, Lenn. – Criticara sorrindo, andando todos os passos de distância que ela não ousava dar.

É ele tinha razão, mas ainda assim era difícil agir com mais maturidade.

O silêncio parecia dizer coisas tão mais sábias que ela!

Não queria cobrar nada dele, afinal demônios provavelmente nem tinham senso de compromissos amorosos, mas depois de tudo que ele falara, como pensar de forma diferente?

– A gente agora é... Eu e você somos... – Começara com uma maluca sem conseguir formular nada que prestasse. – Salvatore o que está acontecendo agora entre, você sabe, nós? – concluíra gesticulando como uma orientadora vocacional.

– Um conversa confusa. – Os olhos azuis se estreitaram de uma forma divertida deixando bem claro que ele havia entendido o real significado da coisa, mas queria tortura-la.

Elena franziu o nariz em uma careta malcriada.

– Se você não colaborar juro que consigo um dos selos de Lilith e prendo você em um vidro de maionese. – Ameaçou cutucando os músculos perfeitos do demônio de forma mandona. – Sério o que vai acontecer agora? Foi só um beijo sem importância? Foi algo mais? Eu devo terminar com Matt? Não, espera, isso eu tenho que fazer em todo caso. – Concluiu torcendo os lábios. – Mas enfim, o que... DROGA ME AJUDE! EU NÃO SEI FAZER ISSO NEM COM HUMANOS, COMO VOU DISCUTIR A RELAÇÃO COM UM DEMÔNIO?

Ele riu se aproximando mais e colocando uma mecha do cabelo feminino atrás da orelha. O toque fez com que borboletas voassem no seu estômago.

– Ok, você quer saber o que vai acontecer... – Ele pareceu pensar por algum tempo até que um sorriso nascesse no cantinho dos seus lábios. – Bem, Johanna vai se tornar ainda mais inconveniente e irritante, Jeremy vai fazer todo um discurso inútil de irmão mais velho, Grayson vai comprar uma espingarda e só não vai tentar me matar porque Miranda irá impedir. Os Donovan irão encher o saco por um tempo e depois vão seguir em frente e eu, bem provavelmente, vou ser deserdado por Lúcifer enquanto minhas irmãs comemoram. – Sua risada não possuía tensão, mas ela conseguia perceber que o último item de possíveis acontecimentos o incomodava muito.

No fundo, parecia ter tantos problemas quanto ela.

Sem saber direito o que dizer, deu um meio sorriso e o abraçou sentindo o seu perfume invadir seus sentidos. Queria deixar claro que estaria com ele independente do que acontecesse assim como ele a fazia se sentir.

Experimentou a sensação de ter seus cabelos acariciados com cuidado pelas mãos em brasa e isso fez seu coração se aquecer. Mas ainda havia uma pergunta não respondida.

Parecendo ler seus pensamentos, Damon suspirou.

– Quanto ao que “somos”... Acha que existe alguma denominação para uma contratante humana e um demônio contratado que se envolvem? – Propôs em um tom leve que a fez rir.

Bom ponto. Só seria terrível explicar isso para seu pai. Tipo:

“Sr. Cinza eu amo Damon e nós estamos tendo alguma coisa, só não sabemos o nome!”

Parece que teriam que dar uma de casal que esconde tudo de todos por um tempo se não quisessem uma tentativa de tragédia familiar.

– Não preciso de uma denominação ou rótulo. – Deu de ombros aconchegando-se mais ao abraço. Era tão bom poder fazer isso e não ficar só na vontade. – Só preciso de você.

Ele os separou com delicadeza fazendo com que a garota o encarasse.

– Espero que saiba no que está se metendo, Elena Gilbert. – Alertara segurando seu queixo parecendo querer analisar melhor os olhos castanhos. – Você ainda pode ordenar que eu fique longe de você.

Só de cogitar aquilo já doía.

Ok, ele era um demônio; bem provavelmente só se sentia atraído por ela; estava lhe usando para poder matar Bonnie e quando tudo acabasse sugaria sua alma.

Sim, ela deveria estar correndo pela porta naquele mesmo instante gritando o nome da mãe.

Usando uma analogia patética ela poderia afirmar que não era só seu toque que lembrava o fogo, ele todo era assim. Chamas incandescentes que inebriavam os olhos e queimavam os idiotas que ousavam se aproximar.

No entanto, lá estava ela... Desejando queimaduras de segundo e terceiro graus sem nem ao menos se importar. Hipnotizada como uma criança vendo um fósforo aceso.

Em contra partida, se pelo lado demoníaco só existiam “contras”, no dela existiam os “prós” que remediavam a situação.

Ela o amava, defenderia Bonn levando Salvatore a sugar sua alma e estragar o plano todo e... quanto a morrer... Um dia ou outro aconteceria e ao menos poderia dizer como palavras finais: “Morri dando uma família a Jeremy, defendendo minha melhor amiga e amando quem meu coração escolheu amar”.

Isso deveria ser o bastante.

Notou os olhos acinzentados muito atentos a qualquer gesto seu e tentou parecer séria ao ficar na ponta dos pés para poder enlaçar seu pescoço.

Você não iria ficar longe de mim. – Murmurou convencida recordando a conversa da caverna.

A expressão masculina se atenuou e ele sorriu. Aquele sorriso que continha toda a malicia do universo e era o seu predileto.

Nunca. – Repetiu roçando seus lábios nos dela, a fazendo hiperventilar.

A mão fervente a envolveu pela cintura obrigando seu corpo a se colar ao dele e, já meio incoerente com a sensação arrebatadora de sentir cada músculo perfeito tão perto, ela entreabriu os lábios lhe dando espaço para aprofundar o beijo.

Era quase como consentir que seu corpo flutuasse.

Sua língua seguiu o trajeto da sua invadindo sua boca enquanto seus lábios brincavam com o contorno dos dela encaixando-se com possessividade e urgência, como se querendo descontar todos os dias em que foram obrigados a ficar apenas entre risos e insinuações.

E, sinceramente? Ela COM CERTEZA aprovava seu método!

Agarrou os fios de cabelo negro desgrenhado enquanto suspirava ao sentir a mão intrusa de Salvatore mais uma vez naquele dia desvendando o perímetro da sua pele que a blusa costumava esconder.

Um arrepio desceu por suas costelas como se seu corpo pressentisse que a temperatura dos dedos de Damon precisasse ser remediada com algum frio e as borboletas continuavam agitadas voando por seu estômago enquanto seu coração gritava para que elas o esperassem que ele também queria voar.

Elena arfou em busca de oxigênio e seu demônio riu baixinho parecendo achar extremamente divertida a sua dificuldade respiratória. Queria ver se fosse com ele.

Levou seus lábios até o pescoço dela, provavelmente querendo evitar que ela desmaiasse sem respirar, e roçou com carinho a região inteira desde a sua clavícula até sua orelha de forma tão lenta que a menina precisou se controlar para não deixar que um gemido de satisfação soasse vergonhosamente.

Seu corpo inteiro virou um vendaval de arrepios e percebeu descrente que seu servo já havia levado a barra da sua blusa até a altura dos seus seios.

Que mão leve desgraçada! Nah, que se dane.

Tirou a mão do cabelo negro erguendo os braços para que finalizasse logo o processo e ele sorriu arrancando a peça e a deixando apenas de sutiã.

Os olhos acinzentados se preencheram de algo que ela finalmente soube interpretar.

Desejo.

Deixou que a boca dele continuasse traçando o perímetro do seu pescoço enquanto levava seus dedos aos botões da camisa masculina retirando um por um com uma urgência que a convencia que nunca desabotoava rápido o bastante.

Damon, muito melhor naquilo do que ela, já puxava o fecho da sua saia fazendo com que o tecido deslizasse por suas pernas deixando à mostra a tatuagem que parecia ter sido feita há séculos e não meses.

Reclamaria com prazer da injustiça daquilo, mas era impossível se importar o bastante enquanto o demônio a erguia deslizando a mão até sua cocha fazendo com que ela colocasse as pernas em volta do seu quadril enquanto a levava para algum lugar a poucos metros daquela salinha.

Desistiu do trabalho com a camisa agarrando sua nuca e trazendo seus lábios aos seus com força e até agressividade só o largando quando sentiu seu corpo tombar na cama do quarto dele.

Seu perfume estava impregnado em cada centímetro daquele lugar e isso fez com que a menina fechasse os olhos se sentindo em um paraíso particular.

A sensação da mão do filho de Lúcifer deslizando por sua pele; seus lábios sempre tão convidativos e seu perfume a levavam para um torpor que a tirava da órbita e a fazia pisar em nuvens.

Leve demais, quase como se pudesse sair do seu corpo a qualquer instante... E o pior é que mais do que poética a sensação era familiar.

A sua Outra personalidade estava querendo se apossar do seu corpo parecendo pressentir que o dono do sangue que a formava estava perto demais.

Muito simpática a Elena-clone, mas se pensava que a menina a deixaria tomar seu lugar naquela situação estava muito enganada. Mesmo que sentisse tudo o que a outra sentia, queria estar totalmente consciente naquele momento.

Damon ajoelhou-se por cima do seu corpo sugando seu pescoço com leveza enquanto sua mão passeava pela pele da adolescente sem nenhuma timidez: Deslizando do calcanhar até a parte interna da sua cocha, invadindo logo depois suas costas como se quisesse chegar ao fecho do sutiã.

Arquejou totalmente fora de si e, por alguns instantes, realmente se sentiu diferente.

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Primeiramente Lenninha, é assim que se faz”.

Expliquei para a minha colega de corpo, agarrando a camisa de Salvatore e puxando os dois lados com força fazendo com que uma chuva de botões se espalhasse pelo quarto e o tecido liberasse aquela cena digna de uma foto (uma só? Ok, milhares).

Seu abdômen era ainda mais perfeito do que eu me lembrava, a sobreposição encantadora de músculos que formavam o famoso “tanquinho” tirava qualquer consciência que eu ainda possuísse.

Passei a mão pela área enquanto minha mão seguia até seus ombros tirando o resto da vestimenta até que eu pudesse visualizar seus braços fortes igualmente perfeitos.

Meu corpo ardeu em brasa o sentindo colar-se mais a mim enquanto o reflexo da batida do meu coração ecoava em seu peito.

Puxei seu rosto para o meu o beijando com intensidade e brigando com sua mão no meu sutiã ao mesmo tempo. Eu ficaria praticamente nua enquanto ele só havia perdido a camisa? Hahaha, não mesmo.

Sua língua roçava na minha de um jeito tão irresistível e pecaminoso que eu precisava lembrar-me a toda hora que o jogo não seria justo se eu simplesmente fizesse as suas vontades.

Aquele demoniozinho estava muito mimado para o meu gosto.

Meus dedos seguiram aflitos até sua calça jeans a desabotoando como se minha vida dependesse disso e Damon me olhou por um meio instante com a sobrancelha erguida como se tivesse percebido que eu era a “gêmea má” da coisa.

Elena se revoltou dentro de mim e eu a achei bem egoísta. “Qual é”! ela tinha comprado o brinquedo e nem emprestava para a amiguinha brincar?

Sorri maliciosamente achando fofo que o cara percebesse em um simples gesto que uma parte da garota dele faltava quando tantos homens normais não se davam conta nem se começavam com uma loira e terminavam com uma morena.

– Sentiu minha falta Hellboy?- Perguntei manhosa passando a língua pelo seu pescoço fazendo com que a sua respiração ficasse mais pesada.

– Pergunta perigosa. – Riu meio rouco deixando que todo o meu corpo tremesse com o som. Ou o corpo da Lenn, sei lá. – Se eu respondesse que não, Elena pensaria que não gosto de todos os lados dela e se respondesse que sim, ela me mataria em um show emo de que eu acho você melhor do que ela. – Deu de ombros me fazendo rir alto. – Prefiro ficar calado.

– Damon Salvatore PhD. no assunto Elena Petrova Gilbert.

Mordi sua orelha com mais força que o necessário o fazendo arfar enquanto seus dedos aproveitavam a minha distração para me livrar do sutiã com um único movimento.

Pfff, e eu achando que a tapada de Lenny que se comportavam de um jeito tão “like a virgin” que não percebia quando o demônio retirava uma peça sem fazer alarde.

Os olhos azuis acinzentados percorreram meu corpo com uma malícia descomunal me deixando corada. Isso de ficar igual a tomate era tão Elena! Será que era contagioso?

Seus lábios deslizaram do meu pescoço alcançando os meus ossinhos “saboneteira” e indo ainda mais vagarosamente até os meus seios os sugando levemente enquanto eu reprimia um palavrão para não gemer.

Puts, Elena, cadê você pura e santa salvando a nossa dignidade? Eu tenho sangue demoníaco nas veias, mas qual é o SEU álibi?

A menina não me respondeu. Talvez tão ocupada quanto eu arfando como uma pré-adolescente no Show do seu ídolo.

Senti meu corpo arder em descontrole e cravei as unhas nas costas de Salvatore sentindo sua pele sob meus dedos desde os ombros até o início da sua calça jeans. Que por sinal precisava ser tirada logo.

Aproveitei para fazer o serviço enquanto Damon descia seus lábios dos meus seios com o cuidado de só passar por pontos que me enlouqueceriam. Quando chegou à barra da minha calcinha ergui meu corpo não aguentando mais. Sério, isso era sacanagem, eu sempre tive planos de tortura-lo, mas ele fazia com que as minhas torturas parecessem brincadeira de criança com aquilo.

– Ah, a Elena precisa me deixar voltar mais vezes!- Sorri de satisfação finalmente o deixando com a cueca box preta que deixava sua pele mais pálida, enquanto ouvia o som do jeans tocando o chão.

– A propósito, isso está soando como uma traição a ela? – Perguntou inclinando a cabeça de um jeito fofo.

Eu revirei os olhos suspendendo meu corpo para que minha pele entrasse mais em contato com a dele e de novo me arrepiei de um jeito muito feio e embaraçoso.

– Relaxe Salvatore, ela está amando! Até me confessou que o sonho dela sempre foi fazer um ménage, que é o que de certa forma estamos fazendo nesse instante. — Apontei o fazendo rir enquanto a menina parecia ficar cada vez mais hostil.

“Calma aí filha. Lembre-se de que quando você retoma o controle vira a ‘bela adormecida’, quer mesmo dormir na melhor parte?” – Briguei com ela, mesmo sabendo que havia algo dessa vez que estava diferente. Petrova parecia mais... ‘acordada’.

Salvatore era outro irritante! Um volume EXTREMAMENTE convidativo tão perto do meu corpo e ele aqui preocupado com a Gilbert?

Seus lábios foram desvendando cada milímetro da parte interna da minha cocha enquanto deslizava a minha calcinha pelos meus joelhos, panturrilhas e finalmente pés.

Seu toque ficou mais urgente colando-se mais a mim e beijando meu corpo de uma maneira completamente demoníaca. Nenhum humano no mundo conseguiria fazer aquilo tão bem se tentasse.

Levei as mãos até a box a rasgando como uma vândala selvagem. ‘Ah que se dane’, no final a má fama ia ficar com a minha “gêmea” mesmo.

– Nem adianta reclamar que eu rasguei praticamente todas as suas roupas hoje por que a culpa é sua. Praticamente me obrigou a isso. – Defendi-me hiperventilando ao perceber que ele mal me ouvia, ocupado demais tomando meus lábios com uma fúria arrebatadora e procurando se moldar mais ao meu corpo.

E para falar a verdade, eu preferia assim. Tudo o que queria era ele.

Mas conhecia alguém que o queria ainda mais...

Fechei os olhos e gemi baixo ao senti-lo dentro de mim, como se uma vez na vida estivesse completa. Sorri maliciosamente entregando-me àquela sensação e tudo ficou entorpecente.

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Suspirou alto sentindo seu corpo retorcer buscando Damon como um doente busca a cura.

ESTAVA DE VOLTA! DE VOLTA! Se bem que não se sentiu exatamente em nenhum momento como se estivesse de fora... Mas mesmo assim era bom retornar para a luz completa. Ainda mais sem antes cair em um sono louco.

Puxou o cabelo negro com um sorriso maroto no rosto pensando seriamente em chamar a atenção do seu demônio, quando de repente não conseguia fazer nada que não fosse segurar o lençol da cama com força.

Sua pele se arrepiou enquanto uma injeção de adrenalina parecia dilatar suas veias ao mesmo tempo em que seu coração virava uma Escola de Samba completa.

Cada movimento de Salvatore mexia com toda a sua existência de uma forma tão completa que nunca havia se sentindo assim antes e seu quadril já o acompanhava involuntariamente precisando ainda mais dele.

Damon sorriu mordiscando o seu lábio inferior e ela aproveitou a oportunidade para sentir mais uma vez seu perfume amolecendo cada um dos seus ossos.

– Você voltou. – A voz rouca soara contra sua pele a fazendo perder o grãozinho de sanidade que ainda restava e deixando toda aquela situação ainda mais sofrível e perfeita. (Se é que aquela antítese fazia sentido).

A sensação entorpecente fora aumentando, um tremor dançou por sua pele, seu cérebro morreu sem que ela fizesse um enterro digno para ele e tudo chegou a um limite tão incrível que chegava a ser tortuoso.

Arfou novamente fincando suas unhas no lençol e dessa vez simplesmente feriu a palma da sua mão tamanha foi a força com que fez o gesto. Mas em nada a dor a incomodou, estava imersa demais naquele paraíso no qual estava vivendo.

Sussurrou o nome do demônio sentindo sua voz soar mais rouca que o normal enquanto ele a apertava mais contra o seu corpo parecendo sentir o mesmo que ela.

Na caverna, quando disse que estava ferrada e não iria mais desgrudar de Salvatore, não tinha a mínima ideia de que tudo iria piorar de uma maneira tão significativa.

Porque naquela tarde a humana seguira a frase ao pé da letra; de modo que, quando seus corpos já se desconectavam, Elena colou os lábios nos de Damon novamente, implorando por mais.

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POV- O noivo abençoado por Deus.

A última conta do terço finalmente se rendeu às suas palavras e declarou o término daquela oração cansativa. O ato de orar sempre o animava e entusiasmava, mas desde que uma ligação anônima o levara para Mystic Falls, muitas coisas tinham mudado.

Suspirou resignado em excluir tais pensamentos impróprios e ergueu-se do chão sentando-se no sofá.

A casa principal já estava praticamente vazia já que metade fora ao hospital, outra metade sumira e os poucos presentes decidiram se comportar como fantasmas no recinto.

O mais lastimável era que, com a exceção do nobre Jeremy que parecia ter desaparecido em algum lugar, e do menino do intercâmbio que claramente era um homem de bem, Greg estava cercado pelas víboras peçonhentas da corja de Satanás.

Victória, graças ao bom Jesus, havia partido com o irmão, o que a eliminava da generalização que ele fazia e a nova menina com o chapéu peludo curioso também tinha desaparecido de forma que não pudesse reclamar dela tão pouco.

Mas a mulher ao seu lado, rezando como uma idiota para agradá-lo e lhe mandando sorrisos doces, simplesmente o nauseava. E o lamentável era que a mesma seria em breve a sua esposa.

Jenna, Jenna. Viúva bela que além do defeito de ser mulher tinha a pior desqualificação de todas: Não parecer em nada com a sobrinha.

Frustrante.

Devolveu seu sorriso com um pouco de timidez e ela corou pueril, fingindo-se boa quando no fundo era tão má quanto Eva dando a Adão o fruto proibido.

Miranda, trabalhando no notebook, seguia os mesmos passos da outra, gentil e ardilosa. Talvez pertencer ao senhor das trevas fosse a sina familiar.

Lucy era outra criatura abominável, sentada à beira da lareira visualizando as chamas como se estivesse em um ritual satânico – o que, de modo algum, ele duvidava que realmente fosse.

Sempre com uma educação primorosa pela frente enquanto por trás olhava para todos com os olhos ocultos de uma serva do mal.

Provavelmente se fosse apenas por isso conseguiria atura-la, mas como poderia fazê-lo depois de vê-la lançando olhares maldosos para a única naquela casa que parecia reluzir em algum brilho?

Sim, sua ovelha rebelde que tanto fugia do Bom Pastor procurando se atirar nas garras de Lúcifer de tão perdida que era.

Katherine.

A linda, espirituosa e desprezível Kathy. Alvo do seu amor, ódio e perseguições por tanto tempo que certamente Deus resolveu trazê-la a terra novamente para que Gregory a regenerasse e a tomasse para si.

Reconheceu a obrigação do seu chamado desde que vira a sua foto. Era o sinal, era a benção divina! Ela era sua, o seu presente, o álibi para a sua consciência.

O fato do loiro pagão só ter se machucado estando com ela era outra prova.

Jesus os observava com olhos justos e sabia que Elena era posse de Gregório e de mais ninguém.

Ah, só de pensar nisso seus ossos tremiam! Quanto não queria simplesmente raptá-la daquele lugar ínfimo de pecado e começar a doutrina-la na religião.

A garota cairia de paixões quando tivesse a alma salva do inferno e os dois poderiam se casar e viverem, em fim, felizes.

Praticamente um sonho!

Antes, porém, havia toda uma jornada... Todo um teatro com espaço para Jenna’s e Matt’s...

– Querida? – Projetou sua voz em direção da futura esposa com um carinho que visava a recompensa e não o desafio. Ela sorriu. – Sinto que não está muito satisfeita com esse casamento... Talvez tenha descoberto que não me ama...

Manipulou levemente fitando o chão com falso pesar. Lucy ao fundo soltou um suspiro ruidoso que parecia alertar que ela sabia o que ele estava tentando fazer.

“Víbora peçonhenta e digna do inferno!” A ofendeu em pensamentos.

Para sua sorte, Jenna não era tão perspicaz quanto a outra. Ergueu seu corpo, sentando-se ao seu lado no sofá e levando a mão até a sua.

– Greg é óbvio que estou satisfeita. Eu o amo mais do que tudo.

– Mais do que a Deus? – Ralhou impaciente com tamanha heresia. A mulher desceu os olhos para o piso como se estivesse deslocada e constrangida.

– Não, não mais do que o Senhor. Mas depois dele vem você — Disse treinada como um cordeirinho. Um sorriso transpassou o rosto de Gregory. – Mas, você está perguntando isso porquê? Desistiu do casamento?

A última frase saiu apenas como um sopro, quase sem voz.

Com prazer desistiria, mas precisava se aproximar mais de Katherine, sondá-la, até que fosse o momento certo.

– Para falar a verdade gostaria de antecipar as coisas... Quero legalizar nossa união aos olhos do Pai o quanto antes. – Disse fazendo os olhos esverdeados brilharem efusivos. Belos olhos sem dúvida, mas de longe menos prazerosos que os castanhos da sobrinha.

– Vamos arranjar uma data bem próxima, prometo meu amor. Quando voltarmos à Mystic Falls...

– Preferiria que fosse em Purplerock. – A cortou tentando não perder a paciência. – Poderíamos aproveitar esses dias que estamos aqui e oficializarmos a união. A menos, é claro, que não me ame o bastante para isso...

Sentiu que os olhos amarelados de Lucy o encaravam com descrença enquanto Jenna parecia ter entrado em algum choque nervoso.

– É-é claro que o amo, mas... Matt acabou de se acidentar amor, seria maldoso da nossa parte.

Que um raio partisse o garoto Donovan e o mundo inteiro, só queria um bendito “sim”. Era pedir demais?

Sorriu controlando-se ao máximo para não mostrar em seus olhos todo o desprezo que sentia pela mulher à sua frente e isso pareceu relaxá-la.

– Pelo contrário! Isso o animaria. – Apontou com suavidade beijando sua mão. – Querida, por favor, não precisamos de festas grandes, rebanhos de convidados e dinheiro gasto à toa. Vamos celebrar entre família, aqui mesmo na praia durante esses dias de férias. O que acha?

Um silêncio digno do suspense se arrastou por alguns minutos até que sua futura esposa finalmente sorrisse e movesse a cabeça em acordo.

Seus lábios formigaram a beijando de um jeito casto e ele não conseguiu esconder a sua felicidade.

Tudo estava saindo como o planejado e em breve Elena escolheria: O seu amor ou a morte dolorosa em uma fogueira digna da inquisição, já que o rejeitando não passaria de uma pecadora.

E pecadores, mereciam padecer no fogo.

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