Demônios

1 Capítulo 1: A tarefa


Notas iniciais
É minha primeira fic aqui no site Nyah. Espero que gostem dela. Good read.

_ Chame Haruno Sakura, Yamanaka Ino e Hyuuga Hinata. Tenho um assunto de extrema importância a tratar com elas. – ordenou a atarefada senhora de cabelos loiros, busto avantajado e um engajamento surpreendente. Há anos no comando daquela organização, Senju Tsunade estava mais do que acostumada a enviar missões a seus subordinados. Entretanto, aquela seria uma missão totalmente distinta das demais. Das costumeiras demais. Aquela, iria dar a garantia que todo o Oriente precisava.

_ Mandou nos chamar mestra? – indagou a imponente jovem de cabelos curiosamente róseos, cujo nome, Haruno Sakura, lembrava as cerejeiras do norte.

_ Sim. Tenho uma tarefa confidencial a vocês três. – afirmou Tsunade sentando-se em sua enorme cadeira de coloração esverdeada.

_ E do que se trata mestra? – tomou a voz à loira, de olhos brilhantes e azuis. Yamanaka Ino, ou para os mais íntimos, apenas Ino. Era uma jovem por deveras altiva e enérgica.

_ Poderia nos adiantar? – esclareceu a terceira jovem, de cabelos longos, lisos e em um tom intrigante de azul. Por onde caminhava, a doce e esperta Hyuuga Hinata não conseguia não chamar a atenção daqueles que a viam.

_ Estão mais do que cansadas de saber que dos nove demônios que foram selados no Oriente, seis deles já encontram-se mortos não? – iniciou Tsunade, recebendo uma confirmação de cabeça de cada uma das três. _ Porém, ainda não sabia-se a localização dos últimos três...

_ Sabia? – permitiu-se perguntar Sakura.

_ Exato Sakura. Sabia-se. Pois nossa corporação conseguiu identificar a localização dos três. – revelou a senhora sorridente.

_ Caramba mestra! É o que todo Japão gostaria de saber! – exclamou Ino.

_ E esta será a tarefa de vocês. Assassiná-los. Enfim garantir a paz de todos os povos colocando fim naqueles que ainda tem os segredos das magias antigas selados em si. – levantando-se de sua mesa, Tsunade espalmou a sua grande mesa. Estava colocando sob as mãos mais aptas de todo o Oriente aquela tarefa, e, tinha total certeza que nenhuma delas iria falhar. _ Entenderam bem? Vocês irão assassinar os últimos três demônios existentes.

_ Sim. – disseram as três jovens em uma só voz.

_ Bom, o que dificultava a todos os agentes deste país e de todo nosso povo era o fato de acharmos que eles encontrariam-se em três lugares diferentes. Mas, para nossa total surpresa, os três vivem praticamente na mesma localidade. – contou Tsunade cedendo as pastas com as informações da missão a Sakura.

_ Talvez fosse esse o intuito, ninguém iria esperar que três demônios vivessem no mesmo lugar. Iriam ser presas fáceis demais. – opinou Hinata.

_ Concordo... Bem, vocês deverão analisar cada passo deles... Cada hábito... Terão de viver como verdadeiras sombras de cada um deles. Matar um demônio não é uma tarefa fácil. Por isso, é mais seguro para vocês e mais eficaz para missão que ganhem a confiança deles. – afirmou Tsunade, pegando mais duas pastas e jogando-as para Hinata e Ino.

_ Teremos que nos dividir? – interrogou Ino.

_ Sim, mas estarão na mesma cidade. Cada uma de vocês será responsável por um deles. – respondeu a senhora, cruzando os dedos sobre a mesa. _ Vocês partem para Konoha ainda hoje, e provavelmente chegarão lá ao amanhecer. Busquem informações locais sobre eles também.

_ Sim! – exclamaram as três, acenando em reverência em seguida.

XXX

_ Vamos, vamos parar naquela lanchonete ali. Comemos alguma coisa e já aproveitamos para colocar a missão em prática. – manifestou-se Sakura, puxando sua grande mala cor de rosa pela estrada de terra, onde haviam sido deixadas por aquele ser o ponto mais próximo da isolada Konoha.

_ Que fim de mundo para morar... – comentou Ino, puxando com dificuldade sua mala em mesmo tom de sua roupa, roxo.

_ Queria que um demônio morasse em uma metrópole Ino? – ironizou Hinata, segurando sua mochila azul com segurança e caminhando um pouco mais a frente das duas. Tinha de caminhar rápido. Aquela estrada de terra carregada de pó estava aguçando sua alergia.

_ Iria ter mais conforto lá. – defendeu-se a loira.

_ Ino, você bem que poderia ter deixado algumas coisas lá, não? Está na cara que você não é daqui. E temos que ser o menos chamativa possível... – lembrou Sakura, ao chegarem em frente à pequena lanchonete.

_ Não vem não testa de marquise, você também está trazendo tudo que quis! – rebateu Ino, sorrindo de canto ao entrarem no vazio estabelecimento.

Vazio, pequeno, sem muito a ser oferecido e poucas mesas. Era isso que poderia ser dito a respeito daquela lanchonete. Deixando as malas no chão, as três sentaram-se em frente ao balcão, a espera de alguém para atendê-las.

_ Bom... Vejamos... Konoha fica ao leste, há alguns poucos quilômetros daqui. – disse Sakura, avaliando a leitura de seu aparelho gps.

_ Será que ninguém irá nos atender? – perguntou Hinata, direcionando seus olhos perolados a uma pequena porta atrás do balcão, cujo nenhum era ouvido e nenhuma sombra era vista.

_ O que diz nos relatórios a respeito deles? – indagou Ino, virando-se de lado para avaliar os relatórios que a rosada lia com atenção.

_ Ino, este é o relatório a respeito do seu. Hina, este é o seu. E bem... Esse aqui é o meu. – falou Sakura, entregando os papéis com as informações sobre suas devidas vítimas as amigas.

_ Oh! Desculpem-me a demora! – uma voz feminina fina as retirou de seus devaneios, surgindo da porta atrás do balcão. _ O que desejam?

_ Apenas três sucos de laranja e uma porção pequena de bolinhos de arroz. – respondeu Sakura, analisando a atendente aparentemente simpática a sua frente.

Cabelos castanhos e olhos um pouco mais claros. Ela era muito jovem.

_ Pode deixar... Desculpem-me intrometer, mas são estrangeiras? – perguntou a moça, retirando de um pequeno freezer atrás de si os sucos pedidos.

_ Sim... Aliás, sabe há quantos quilômetros fica Konoha? – perguntou Ino, mesmo já sabendo da resposta, tinham de puxar assunto e obter o máximo de informações a respeito do lugar e de seus alvos.

_ Há quase três quilômetros. Se precisarem de um hotel para passar a noite, meu pai possui um. Se quiserem, posso lhes dar o endereço. – ofereceu a moça, sorridente enquanto organizava os bolinhos de arroz.

_ Seria ótimo! Vamos precisar mesmo de um hotel... – pronunciou-se Hinata.

_ Meu nome é Ayame. – apresentou-se a moça.

_ Ayame. Vamos mesmo precisar de um hotel. – completou a Hyuuga, sorrindo docemente.

_ Não é muito comum surgir estrangeiros por aqui sabe? Então desculpem-me se os bolinhos não ficarem do agrado de vocês. – falou Ayame, colocando o pedido no balcão e sorrindo. Estava maravilhada com as estrangeiras. Elas tinham um modo tão peculiar de agir e vestir, definitivamente, só poderiam ser de Tóquio.

_ Bom, mas o povo local aprova não? Se eles aprovam, certamente também vamos aprovar. – comentou Ino, levando o copo de suco a boca.

_ Sim! Agora não fica muito cheio por aqui, mas a noite alguns clientes antigos costumavam vir sempre. – contou a atendente, sentando-se do lado de dentro do balcão para papear com as estrangeiras. _ Aliás, suco de laranja é o favorito de um dos nossos clientes mais antigos.

Retirando o lacre do relatório abaixo do casaco em seu colo, Hinata puxou um dos papéis. Era a deixa que precisava. Uzumaki Naruto... Era esse o nome do demônio que teria de assassinar.

_ Jovens costumam vir aqui? – interrogou a Hyuuga.

_ Bom, não muitos. Não há tantos jovens assim aqui nos arredores de Konoha... – revelou Ayame.

Se não havia tantos jovens naquele lugar, a busca ficaria cada vez mais fácil.

_ Foi um prazer Ayame, poderia anotar o endereço do hotel de seu pai por favor? – pediu Sakura, já deveriam ir embora. Não poderiam levantar suspeitas com tantas perguntas e ainda eram sete da manhã de sábado, tinham que usar de todo aquele dia para descobrir onde eles escondiam-se.

_ Claro... – disse a moça, pegando uma pequena folha de papel e escrevendo.

_ Obrigada. – agradeceu Ino ao pegar a folha.

_ Voltem sempre! Hoje à noite teremos um prato novo para o jantar. – avisou Ayame, acompanhando-as até a entrada e saída da lanchonete.

XXX

Ao chegarem no hotel, logo pediram um quarto com três camas e subiram com dificuldade. Haviam caminhado até Konoha. A cidade era muito pequena, silenciosa e por onde passaram eram como se fossem a nova atração. Eram tão diferentes assim?

Já no quarto, deixaram as malas no chão e sentaram-se na cama que seria de Sakura. Tinham que analisar os relatórios.

_ Uzumaki Naruto... Vinte anos... É tudo que tem aqui a respeito dele. Todo o resto é sobre o demônio que ele carrega. – manifestou-se Hinata, suspirando frustrada. Teriam de fazer todo o trabalho realmente.

_ Isso quer dizer que você terá que perguntar sobre ele Hina... Não tem nenhuma descrição física? – perguntou Sakura.

_ Não. Só isso. Vou jantar naquela lanchonete hoje e buscar informações sobre ele com a tal Ayame... Ela deve saber alguma coisa dele ou ao menos do sobrenome dele... – disse a Hyuuga.

_ Boa idéia. – concordou Sakura, abrindo seu relatório.

_ Nossa... Porque sempre deixam o mais difícil para mim? – questionou Ino, ao ler as primeiras estrofes de seu relatório.

_ O que foi porca? – perguntou Sakura.

_ O demônio desse cara se alimenta de sangue... Ou seja, vou ter que ganhar a confiança de um provável serial killer... Que ótimo... – ironizou a loira.

_ Nossa! É a primeira vez que ouço sobre um demônio assim. Geralmente, todos se alimentam de energia não? – indagou Hinata, surpresa, olhando com Ino seu relatório.

_ É... Mas ele é uma exceção. O demônio alimenta-se de sangue e quando não alimentado, passa a usar do sangue do próprio hospedeiro. – leu a Yamanaka, perguntando-se o quão atormentado o tal Sabaku no Gaara não seria.

_ É Ino... Terá de se cuidar... – falou Sakura, apreensiva também pelo que lia em seu relatório.

_ O que foi Sakura? O que diz aí a respeito do seu alvo? – interrogou Hinata, notando a face da amiga.

_ Diz que ele não é propriamente um hospedeiro... E que seu demônio não é propriamente um demônio... – contou a Haruno, confusa.

_ Como assim? – perguntou Ino.

_ Ele foi vítima de uma maldição quando nasceu, e esse espírito amaldiçoado vive nele. É como se o demônio dele não tomasse forma entendem? Ele é considerado como tal pelo perigo que essa maldição representa. Aqui fala que é muito poderosa e atingiu toda a família dele, e pelo jeito... Ele é o único vivo de toda a família. – revelou Sakura, colocando os papéis que estavam em suas mãos, sobre os outros na cama.

_ Não vamos ter uma tarefa nada fácil... – constatou Hinata.

_ Eu não faço idéia de como vou me aproximar desse garoto, ainda mais descobrir onde ele mora. Nisso está falando que ele não mora em Konoha em si, e sim numa propriedade nos arredores. – disse a loira, bufando.

_ Mas nós temos que começar nossa busca. Hinata já vai hoje lá naquela lanchonete. Ino, eu e você vamos ter que perguntar para os moradores daqui algumas informações que não gerem suspeitas e nos leve até esses dois. – prontificou-se a rosada, já pegando sua bolsa. Teriam de começar agora.

Notas finais
Os capítulos serão postados frequentemente. Agradeço a todos que comentarem.
Até lá! Nita.