Demônios

2 Capítulo 2: Iniciando a missão


Notas iniciais
Olá!!! Gostaria de agradecer aos comentários!!! :) Good read.

Caminhando pelas ruas centrais da simples Konoha, Sakura e Ino atraíam todos os olhares da população local, que tinham mais do que certeza de que se tratavam de estrangeiras. Estrangeiras de alguma metrópole do Oriente. Mas, o que jovens urbanizadas pretendiam em um lugar tão recluso como Konoha? O povo estava intrigado. E mediante aos olhares curiosos, Sakura aproximou-se da amiga loira na calçada.

_ Ino... Temos que nos misturar... – disse a rosada.

_ O que quer dizer com isso? – perguntou Ino, ao virarem uma esquina.

_ Quero dizer em comprarmos roupas. – decretou Sakura, puxando o pulso de Ino em direção a uma loja de placa cor-de-rosa, bem ao fim da rua onde estavam. Não teria outra alternativa. Teriam de alterar o visual. Ou apenas parte dele para não parecerem forçadas.

_ O quê? Pirou testa de marquise? Eu não vou me vestir como as pessoas desse lugar, parece que nunca ouviram falar em cor! – protestou a Yamanaka, enquanto a Haruno lançava alguns sorrisos de canto para aqueles que as observavam. Não poderiam se mostrar arrogantes também.

_ Esquece isso Ino! Estamos em missão. Temos que fazer tudo que for favorável a ela. Além disso, não acho que seu alvo “serial killer” não irá confiar em você se não se misturar nem um pouquinho. – opinou Sakura, já em frente a loja de roupas avistada.

_ Eu não preciso disso!! – rebateu a loira, impassível.

Adentraram a loja, cuja decoração romântica e o aroma de lavanda no ar davam uma impressão simpática do espaço. Duas moças logo vieram, aparentando empolgação pela figura das estrangeiras.

_ Olá, desejam algo? – indagou a que vinha mais a frente, de cabelos castanhos presos em dois coques. Sorrindo, a jovem cruzou as mãos em sinal de espera e de eficiência.

_ São estrangeiras né? – questionou a outra moça, detentora de cabelos ruivos como o fogo, cujo olhar atento já avaliava as clientes. Com um dedilhar de óculos, colocou-se ao lado da moça de cabelos castanhos.

_ Sim... Acabamos de chegar... Iremos passar uma pequena temporada por aqui. – respondeu Sakura, sorrindo e soando bem convincente. Porém, algo lhe dizia que aquela ruiva não era das mais discretas.

_ Faz tempo que estrangeiros não passam por aqui... Mas pode ter certeza que vai ter uma temporada muito calma aqui em Konoha. – disse a jovem de cabelos castanhos, receptiva. _ E qualquer coisa que precisarem, sou Tenten, e esta é minha amiga Karin.

_ Prazer. – disse Sakura em tom mais audível que o de Ino, parada na entrada da loja. _ Sou Sakura e esta é Ino.

_ Então... Ino, porque não entra? – indagou Karin.

A Yamanaka sorriu de canto, e mesmo a contragosto, entrou. Não pretendia comprar roupas naquele lugar e vestir-se de cores tão básicas como todas as mulheres que avistou. Era uma agente experiente. Não seria preciso vestir-se como uma “menina do campo” para assassinar um demônio.

_ Eu gostei destas fitas de cabelo... Parece que vocês gostam muito não é? – perguntou Sakura, fingindo admirar as fitas de cabelo expostas em um balcão de vidro.

_ Sim, as garotas daqui são bem... – Karin buscou a palavra mais adequada, olhando de soslaio para Ino. Jamais vira uma mulher usando uma blusa tão justa como a da estrangeira loira, ainda mais mostrando-lhe a barriga lisa e trabalhada. _ ... Tradicionais.

_ Gostamos muito de fitas porque elas representam uma certa leveza e são ideais para qualquer penteado. – explicou Tenten, estendendo as três fitas escolhidas por Sakura.

_ Os garotos daqui gostam dessas fitas? – indagou Sakura afim de descontrair o ambiente para suas próximas perguntas.

Rindo levemente, as duas atendentes confirmaram de cabeça. Ino, por sua vez, bufou discretamente. “Ai meu Kami, é muita cafonice para um lugar só!” pensou a loira, revoltada.

_ Mas eu ouvi que não há tantos jovens assim por aqui... – soltou a Haruno, estabelecendo o diálogo que buscava.

_ De fato. Não tem tanta gente da nossa idade por aqui sabe? Mas os poucos garotos que vivem aqui já basta. – respondeu Karin, ganhando um risinho provocativo de Tenten.

_ Você quer dizer o Sasuke já basta né? – corrigiu a morena.

_ Sasuke? – interrogou Sakura, parando de analisar as muitas fitas a sua frente. Seria ele? Agora iria estender aquele papo até a eternidade se fosse necessário.

_ É... Um cara que a Karin tipo baba. – revelou Tenten, rindo.

Notando a semelhança de nomes com o demônio alvo de Sakura, Ino colocou-se também em frente ao balcão. Iria integrar-se àquele assunto também. Entreolhando-se, as duas agentes moveram a cabeça quase imperceptivelmente. Enfim estavam obtendo informações úteis a missão.

_ Para Tenten! Eu não babo pelo Sasuke! E outra, todas as garotas o acham bonito. – defendeu-se a ruiva, levemente corada.

_ E esse ilustríssimo gato tem sobrenome? – perguntou Ino, utilizando de seu jeito maroto para não levantar suspeitas.

_ Uchiha. Uchiha Sasuke. – respondeu Tenten, colocando em uma pequena sacola vermelha as fitas escolhidas por Sakura.

Era a confirmação que precisava. O tal garoto muito bonito era mesmo o demônio que deveria assassinar. Sorrindo com sua pequena conquista, Sakura perguntou-se as duas moças sabiam quem ele era, se sabiam que ele portava um espírito amaldiçoado em si. Entretanto, tinha quase certeza de que elas não faziam idéia. Pois o fato da ruiva gostar de um demônio era muito estranho, ainda mais se a população era assim tão tradicional.

_ Eu vou querer levar também aquela blusa branca. – disse a Haruno, para prolongar seu tempo ali.

_ Claro. – falou Karin, indo na direção do manequim onde encontrava-se a blusa escolhida pela estrangeira.

_ E esse Sasuke ainda não caiu de amores por você? Deveria. Em Tóquio faria sucesso Karin. – auxiliou Ino, sorrindo divertida por sua mentira, e recendo um “obrigada” silencioso de Sakura.

_ Obrigada. – agradeceu a ruiva corando levemente.

_ Mas o Sasuke não é muito simpático sabe? Essa é a questão. Ele é do tipo de garoto fechado entende? As garotas daqui caem de amores por ele e ele não está nem aí para nenhuma delas. – revelou Tenten.

_ Sério? Porquê? Metido? – interrogou a Yamanaka.

_ Na verdade não é isso... É que ele é sozinho. Vive sozinho. Todos os parentes dele morreram em um atentado há muitos anos e ele foi o único sobrevivente. E também os velhos da cidade dizem coisas estranhas sobre ele. – contou a morena, dobrando cuidadosamente a peça branca antes de embalá-la. Sakura ouvia atentamente.

_ Lendas bobas. Sem fundamento algum. – posicionou-se Karin.

_ Entendemos... Em Tóquio a terceira idade também chega a ser bem tradicional. Mas ele não deve ser o único a ser atormentados pelos velhos... Em qualquer lugar os jovens sofrem. – afirmou propositalmente a Haruno, fingindo tratar-se de um assunto sem qualquer pré-importância.

_ É, ele não é o único... – concordou Tenten, entregando as sacolas a Sakura.

_ Obrigada. Aqui está. – agradeceu a Haruno estendendo o valor a ser pago para Karin.

_ Ah! Sabem onde fica uma propriedade aqui perto chamada Suna? – interrogou a loira, quando já estavam de saída do local. Tinha que obter alguma informação sobre o tal Sabaku no Gaara ainda hoje.

Karin e Tenten entreolharam-se. Porque elas gostariam de saber a respeito daquele lugar?

_ Não é um lugar muito legal para se visitar se é isso que querem saber... – disse Tenten, sem graça.

_ Fica há um quilômetro do final da cidade. Mas sério, é melhor não irem lá. O lugar é praticamente abandonado e dizem que um maníaco vive por aquelas terras. – contou Karin, desconfiada.

Novamente, Sakura e Ino entreolharam-se rapidamente. A loira engoliu seco, aflita. Então suas suspeitas a respeito do paradigma de serial killer de seu alvo estavam mesmo corretas? Caso contrário, não o denominariam de maníaco. Pois estava claro que estavam falando dele...

_ Ai credo! Maníaco? Que horror! Foi só porque ouvimos alguns comentários a respeito de ser uma propriedade grande e meu pai estava com interesse em uma propriedade de verão. – inventou a loira, afim de justificar-se e ainda de quebra conseguir mais informações.

_ Bem... É o que dizem... Ele mora sozinho, nunca foi visto aqui na cidade então... É de se achar estranho não? – manifestou-se Tenten, sendo completada por Karin:

_ Sugiro que seu pai pense em outro local. Apenas se aproximar daquelas terras é perigoso.

_ Ah! Claro... Diante disso não é? Vamos Sakura? – encerrou o assunto Ino.

_ É, vamos... Até mais! – despediu-se a Haruno.

_ Até mais! – exclamaram as duas atendentes.

Assim que tomaram uma certa distância da loja, Ino parou Sakura no meio de uma calçada, olhando para todos os lados, afim de verificar se alguém as observava. Para sua sorte, não havia ninguém por ali. Provavelmente, deveria estar no hora do almoço e todos estariam em casa.

_ Sakura... Você ouviu o que elas disseram? Essa tal propriedade fica há um quilômetro daqui! Não agüento mais caminhar! – indignou-se a loira, tal como uma criança manhosa.

_ Por favor não é Ino? Eu no seu lugar me preocuparia em ficar sozinha em uma propriedade afastada com um demônio, que para o povo chamar de maníaco, não deve ser nenhum pouco legal. – manifestou-se Sakura.

_ Fica com o comunicador ligado ouviu?! Se você desligar essa porcaria de comunicador eu lhe arranco os cabelos Haruno Sakura! – ameaçou Ino.

_ É claro que eu vou deixar ligado porca. E o que é isso agora hein? Medo? – zombou a rosada, sorrindo de canto divertida.

_ Óbvio que não! É só no caso de eu precisar de alguma coisa. Tipos roupas e etc. – respondeu Ino, calmamente.

_ Porque você precisaria disso? – indagou a Haruno, desentendida.

_ Acho que vou passar a noite por lá... – revelou Ino, enquanto retomavam o caminho para o hotel.

_ Vai investigar a propriedade? – perguntou a rosada, lembrando-se que tinham de chegar depressa no hotel para ainda terem direito ao almoço. Depois disso, iria iniciar sua procura ao local onde Uchiha Sasuke residia. Mas, pelo visto, não seria mais tão difícil assim obter informações sobre ele. O fato de ser um rapaz cobiçado fazia das moças da cidade ideais para saber tudo que achasse útil quanto a ele.

_ Vou. Tenho que ter uma idéia do perímetro do lugar. – afirmou Ino.

_ Anda! Ainda temos que almoçar! – avisou Sakura apressando seus passos.

XXX

Amarrando uma fita azul nos longos cabelos azulados, Hinata olhou-se no espelho da lanchonete. Realmente, até que não estava tão mal assim. E, definitivamente, a idéia de trabalhar ali fora a mais brilhante que poderia ter tido por hoje.

Havia descoberto uma informação crucial: Uzumaki Naruto sempre jantava na lanchonete. Todos os dias sem exceção. E era exatamente daquele fato que iria utilizar para aproximar-se de seu alvo e ter as deixas necessárias para realizar a parte final da missão. Além disso, ainda poderia ganhar o apreço dos moradores locais, eliminando assim, as suspeitas quando concretizasse sua tarefa.

Sorriu e respirou fundo. Não seria difícil servir as poucas mesas do lugar e ajudar Ayame com a contabilidade. Pelo contrário, até seria bem reconfortante passar algum tempo longe do ritimo acelerado da metrópole. Aguçaria sua percepção e isso a ajudaria em futuras missões.

_ Hinata! Está pronta? – perguntou Ayame, dando leves batidas na porta do banheiro onde a Hyuuga se encontrava para vestir o uniforme.

_ Sim... – disse Hinata, abrindo a porta e sorrindo para a moça, que bateu as mãos em contentamento.

_ Nossa! Você está uma graça de cabelo preso! – opinou Ayame, gentil.

_ Muito obrigada, por onde começamos hoje? – perguntou Hinata.

_ Tem certeza mesmo do que está fazendo? Você não me parece precisar de um emprego... E aqui as vezes pode ser bem maçante. – ressaltou a jovem atendente, sendo seguida por Hinata até o balcão da lanchonete.

_ Tenho certeza de que não será. – assentiu Hinata, sentando-se no banco em frente ao caixa, ficando de frente para Ayame.

_ Olha, como eu lhe disse antes, às vezes, apenas o Naruto costuma vir aqui nos finais de semana. Durante a semana temos mais clientes, mas, aos domingos sobretudo, é somente ele por aqui. – contou Ayame.

_ Pelo jeito que fala dele... Não se simpatizam? – interrogou a Hyuuga, atenta ao assunto.

_ Não é isso... Eu me dou bem com ele sim... Mas é que o Naruto fala demais entende? Tem que gostar muito de ouvir para suportar ele de vez em quando! – explicou Ayame.

Um demônio falante? Realmente, a cada palavra dita em relação a ele Hinata sentia-se mais e mais surpresa. Não era muito compatível algo como falar muito e os perfis gerais de um hospedeiro.

Riu levemente, convivendo anos com ele, Ayame deveria o conhecer bem para afirmar aquilo. Tão bem, que chegava a ser cômico seu atuado cansaço a respeito dele. Todavia, via-se que ela não deveria mesmo saber sobre sua condição.

XXX

Suspirando, Ino finalmente viu-se bem afastada de Konoha, em frente a um grande portão acinzentado e antigo, onde uma pequena placa torta ao alto dizia: Suna. Era ali. Era naquela imensidão de árvores que ele morava. Levou as mãos aos joelhos. Havia percorrido um longo caminho em uma estrada de terra vazia.

A loira olhou mais uma vez na direção de seus sapatos púrpura, estavam imundos pela poeira da estrada. De fato, deveria ter ouvido Sakura e colocado um tênis... Pela primeira vez em sua vida, seus saltos altos estavam incomodando-a. Ergueu o corpo novamente e concentrou-se na enorme propriedade a sua frente. Não havia qualquer sinal de uma casa ou algo semelhante. Deveria estar escondida por entre as árvores ou estaria muito distante daquele rústico e assustador portão.

Será mesmo que Karin e Tenten estariam certas? Ele morava sozinho? Em um lugar tão gigantesco daquele? Sentiu-se trêmula. Agora, seria apenas ela e... Ele. Seu alvo. Tocou seu revólver, bem preso no alto de sua perna esquerda, e praticamente imperceptível pela saia roxa que vestia. Não fazia idéia de onde ele poderia estar naquele vasto terreno, e caso precisasse, terminaria sua missão sem nem mesmo necessitar de ganhar a confiança dele.

Forçando, Ino abriu o grande portão e adentrou o lugar em passadas lentas, atenta a qualquer som que pudesse ouvir. Entretanto, possuía um plano em mente. Assim que avistasse a casa e tivesse certa certeza de que ele encontrava-se lá, o colocaria em ação.

XXX

Duas horas... Este era o tempo exato que Ino vagava por aquelas terras em busca de alguma casa ou algum sinal do demônio Sabaku no Gaara. Outra vez, o porque daquele nome tão incomum veio a mente da loira. Entretanto, seus pensamentos logo foram anulados quando enfim conseguiu avistar sombras. Sombras de uma possível casa. Apressou os passos e, ofegante, alguns minutos depois, de fato avistou uma casa. Uma grande e sombria casa, cujo nenhum ruído podia-se ser ouvido. Ele estaria mesmo lá? Calmamente, aproximou-se da residência antiga e apagada. Subiu os poucos degraus na direção da porta principal e analisou minuciosamente a casa. Não era um ambiente muito agradável de se viver... Era um lugar de aspecto abandonado e aterrorizante.

Realmente, como havia pensado, estava mais do que na cara que o tal Sabaku no Gaara era mesmo um atormentado pela vida. Não somente pelo fato de deter um demônio no corpo e este ser movido a sangue, mas sim, por morar em um lugar tão isolado como aquele, e, sozinho.

A loira levou uma das mãos a campainha antiga acima da porta. Tocou. Porém, após aguardar alguns minutos, não houve nenhuma alteração no local e ninguém viera lhe receber. Irritada pela espera, Ino escorou-se na própria porta, que estando apenas encostada, abriu-se ao toque dela.

Sem rodeios, a Yamanaka adentrou a casa. “Nossa que lugar é esse?” questionava-se Ino enquanto passava pela sala antiga, escura e desleixada. Subiu então uma grande escadaria que havia no centro da sala. Talvez ele não estivesse mesmo em casa...

Todavia, colocaria seu plano em ação quando ele chegasse. Recusava-se a caminhar mais. Iria esperar por ele ali mesmo. Atravessando o corredor, a loira tentava-se orientar naquela meia-escuridão. Pelo visto, ele apreciava o escuro... Finalmente, ouviu um ruído. Vinha da última porta do corredor.

Apressou-se e deixou os dedos ao alcance do revólver, no entanto, a imagem que viu a paralisou. Havia um garoto, de pele extremamente alva e cabelos tão vermelhos como sangue, debruçado a pia do banheiro, como se passasse mal. Do canto de seus lábios, uma gota de sangue descia, manchando-lhe a pele branca. Próximo a porta, havia um ursinho de pelúcia velho e surrado, também marcado com sangue. Então era ele? Ele era Sabaku no Gaara? Não esperava por aquilo. Não esperava mesmo por aquilo... Ia contra a tudo que tinha imaginado e suposto sobre ele. Era novo, provavelmente da sua idade. E também, era um belo homem. Ele não tinha notado sua presença ali.

_ Está passando bem? – pronunciou-se Ino, assustando o ruivo a sua frente.

Uma grande quantidade de areia adentrou o pequeno banheiro, surpreendendo a loira, que observava o rapaz a sua frente debruçar-se mais sobre a pia e começar a arfar, nervoso.

XXX

Então este era o Distrito Uchiha? Certamente seria pelo que as moças a quem pediu informação haviam lhe descrito. Um local grande, com casas imperiosas, porém, vazias. Completamente vazias visto que a família proprietária estava toda morta com exceção dele. Uchiha Sasuke. Sakura riu de canto, as moças realmente eram loucas por ele... Com todas com quem falou, não houve uma que não demonstrasse o achar bonito. Mas não importava o quão bonito ele fosse. Ainda era um demônio e como tal, deveria ser extinto.

Ajeitou a fita cor-de-rosa que optou por colocar com um laço no pulso. Era mais simpático assim do que prender seu cabelo com ela. Não fazia nada seu estilo e, querendo ou não, em parte tinha de concordar com Ino. As mulheres daquela cidade aparentavam não saber da existência de cores além do nude, branco, rosa bebê e azul. Ino era olhada como uma verdadeira alienígena. E a rosada não negava que chegava a ser um pouco cômico a feição das mulheres locais ao analisá-la.

Respirou fundo e enquanto observava todos os detalhes das casas a sua volta, perguntava-se onde ele estaria agora. Onde poderia vê-lo e iniciar a primeira etapa de sua missão. Porém, naquela rua, chamada de Distrito Uchiha pelos moradores, não era vista uma viva alma.

Ou pelo menos não pelos olhos da Haruno. No alto de uma das casas, um homem de cabelos ébano e olhos curiosamente ônix a observava caminhar por seus domínios. Quem seria ela? De onde ela era? Nunca havia visto-a em Konoha. Era claramente estrangeira. E, possuía uma coloração de cabelos intrigante. Muito intrigante.

Notas finais
Comentem!!! Kisses, Nita.