Notas iniciais
Vamos lá,mais um capítulo então ;&
Espero que gostem.

Entrei na kombi tremendo. Olhava para os lado e me sentia estranha. Tinha tido uma péssima noite de sono. Meu corpo doía demais e minha cabeça estava tonta. Christine entrou em seguida,botando a luva direita.

- Você está ok? Sua cara parece péssima.

- Só estou querendo botar logo a mão na grana.

Jordan entrou e sentou no banco do motorista. Ouvi bater a porta. Me senti ainda mais nervosa. Olhava pela janela. Via as casas ficarem rapidamente para trás. Estava um pouco enjoada.

Cerca de cinco minutos depois,Jordan parou o carro em frente a uma loja de armas. A rua estava praticamente deserta.

- Serei rápido e extremamente discreto. Fiquem por aqui,e se notarem algo apenas disfarcem. Voltarei logo.

Ele entrou na pequena loja. O balcão sujo denunciava o lugar mal cuidado. Bateu o sino que estava ali por cima e logo um jovem rapaz veio atender. Sua aparência era suja,os cabelos louros desgrenhados e oleosos.

- Em que posso ser útil? — Perguntou de má vontade.

- Quero munição calibre . 38

Os rapaz se virou,pegou as munições e entregou a Jordan.

- Dinheiro ou... ?

Jordan nem o esperou terminar a pergunta. Colocou o dinheiro no balcão e voltou correndo para o carro.

- Desconfiaram de alguma coisa?

- Não. Agora,preparadas? Temos algo extremamente importante para fazer.

Ele seguiu até o centro da cidade. O dia estava naturalmente calmo,considerando que era apenas nove horas da manhã de um domingo.

Jordan saiu apressadamente do carro. Colocou sua máscara de ninja e deu uma para Olívia e outra para Christine.

- Vamos logo. Vamos entrar rapidamente e sair com toda a grana que pudermos alcançar.

Olívia colocou a máscara enquanto ouvia as instruções. Os três estavam prontos e entraram no banco.

De repente ouviram alarmes da polícia. Estavam cercados de carros policiais por todos os lados.

- Essa não,como eles ficaram sabendo?

- Aqui é o delegado Ortiz. Vocês devem se entregar agora mesmo. Percebam que estão cercados por todos os lados.

- Como estão as coisas,capitão? — Elliot vinha descendo do carro. O esquadrão havia sido chamado a ajudar a polícia local.

- Eles estão ainda lá dentro,e duvido muito que saiam agora. A sorte é que não há notícias de reféns.

- Menos mal. Me mantenha informado caso algum deles queira fugir. Preciso pegar esses desgraçados.

Dentro do banco,o trio estava assustado.

- Como que os tiras descobriram que estaríamos aqui?

— Talvez a mídia tenha descoberto alguma coisa. Não sei,tudo muito estranho — Olívia arriscou.

- Preciso sair para despistá-los. — Jordan disse decidido.

- Não,precisamos de um plano — Christine falou. — Se você fizer alguma burrada,todos nós podemos morrer.

- Christine está certa.

Jordan estava decidido a fazer aquilo.

- Escutem,esse dinheiro não vai nos levar a nada,somente a morte. A probabilidade de morrermos é muito grande. Esqueçam isso.

- Tá maluco? Temos trabalhado muito duro para simplesmente desistirmos agora.

- O que vamos fazer? — Olívia não parava de olhar para fora.

Foi quando viu Elliot pela janela. Era como se sentisse protegida novamente. A ideia apareceu em sua mente.

- Vamos sair. Precisamos tomar alguma atitude. Acho que temos bastante munição,certo?

- O que? Mudar nossa ação?

- Vamos lá,precisamos ter coragem e acabar logo com isso. Sairemos os três juntos e cada um corre para um lado. Assim,eles terão que se dispersar.

- Mas e se eles estiverem preparados para isso?

- De uma forma ou de outra,temos que arriscar. Acreditem em mim,é a verdadeira hora do show.

AGORAA!

Os três saíram do banco,um para cada lado. Olívia corria o mais rápido que podia. Olhou para Elliot,que vinha em direção a ela. Ambos se apontavam uma arma. Que maneira estranha de se reencontrar alguém querido.

Olívia tirou a máscara.

Elliot simplesmente abaixou a arma. Jamais esperava que fosse ela.

- O que está acontecendo aqui?

- Escute,precisamos fingir. Depois eu te explico tudo. Prometo. Fingi que você está prestes a me matar.

-ATIRE — Era tudo o que se ouvia por todos os lados.

Stabler tinha que decidir se ia atirar ou não. Ele estava perplexo pelo fato de ter encontrado a parceira. Havia tantas coisas a serem ditas. Precisavam conversar. Levantou novamente a arma para ela.

- Entregue-se.

Um policial novato vinha por trás. Apontava uma arma diretamente para o ombro de Olívia.

- Tenho um deles na mira.

- Atire. — Recebeu a ordem do comandante.

A cena pareceu se passar em câmera lenta. Elliot viu o policial mexer o braço,e tudo começou a girar devagar em sua mente.

- NÃAAAO.

BUM. Era tarde demais,Olívia tinha levado um tiro no ombro. Estava perdendo bastante sangue.

Elliot a pegou no colo,e disse:

- Vai ficar tudo bem,eu prometo. Calma. — AMBULANCE PLEASEE! HELP!

Cragen saiu do carro rapidamente.

- Soube do ocorrido. Como ela está?

Nesse meio tempo,a ambulância chegou. Colocaram a detetive logo para dentro e a levaram imediatamente ao hospital.

- Stabler,você precisa descansar. Go home now,please.

- Não,vou com ela.

- Elliot,por favor. Ficarei lá enquanto for necessário. Vá pra casa,tome um banho e trate de dormir. Tudo vai se resolver.

Cragen olhou para ele praticamente suplicando que o obedecesse.

- Detetive Stabler,por favor. Eu não sabia que ela era uma policial.

- Não rapaz,você não sabia de nada. Está muito encrencado?

- Precisarei entregar minha arma e farão uma investigação. Como a detetive Benson está?

- Vai se recuperar logo.

Não sabia bem se aquilo era verdade,mas precisava acreditar. Não tinha a menor condição de tentar entender o que estava acontecendo. Queria falar com Olívia,mas ela estava no hospital. Era tudo o que sabia. Não queria pensar que ela podia morrer,mas já vira aquela cena inúmeras vezes antes. pensava nos bandidos que haviam morrido daquele jeito. Ela iria sair dessa. Ela não era uma deles,não poderia morrer daquele jeito. Socou a parede. Se sentia impotente por não poder fazer nada naquele momento. Justo quando ela mais precisou dele ao seu lado. Que espécie de parceiro ele havia sido? A culpa rondava a cabeça dele.

Foi para casa. Entrou no chuveiro,tomou um banho demorado. Se sentia fraco e inseguro. Pensou nos filhos,na família que queria ter mantido. Não fora um bom marido. Decepcionou a mulher para quem prometera amor eterno. Decepcionou aos filhos,destruiu sua família,os deixou sem sua presença. Acima de tudo,decepcionou a si mesmo. Por ter falhado em seu trabalho. Em defender sua parceira. Falhou na única coisa que restava dentro dele. Na única coisa que ainda lhe dava um pouco de esperança. Sem perceber,deixou uma lágrima cair por seu rosto. Queria acabar com aquela dor que doía sem parar em seu peito. Mas de nada adiantava. Desligou o celular que estava na cabeceira da cama. Queria se sentir completamente isolado. Deitou na cama,convencido a tentar descansar. Sabia que seria inútil a tentativa,mas naquele momento era a única coisa que lhe restava fazer.

Notas finais
Então,o que acharam? Me digam,please. Sei que esse foi um pouco mais comprido que o normal.
Espero que ainda estejam acompanhando a fic :)
Kisses,seus lindos *-*