Decision

5 Capítulo 5 - Último


Notas iniciais
Mais um capítulo amores :&
O final se aproxima. Espero que gostem...

No dia seguinte,Elliot acordou bem cedo. Tomou um banho extremamente rápido e foi diretamente para o hospital. No caminho passou na floricultura e comprou violetas,as flores favoritas de Olívia.

Chegou no sétimo andar e entrou no quarto. Olívia estava desacordada. Se aproximou da cama e disse baixo:

– Sei que você não está me ouvindo,mas tinha tantas coisas para falar pra você. Queria saber porque se arriscou assim,porque não falou para ninguém que estava fazendo isso. Principalmente para mim. Liv,você sabia que eu poderia te ajudar. Mas o seu orgulho,mais uma vez,foi o seu orgulho que ficou entre... nós.

Já não sabia mais o que pensar. Nunca havia dito essas palavras alto. Foi tão difícil para Stabler. Ele só conseguia olhar para ela,tão serena lá,deitada naquela cama. Parecia um anjo.

– Liv,você precisa acordar. Precisa voltar para a delegacia. Eu me sinto tão sozinho sem você lá. Todos os dias eu olho para sua mesa e não ter você lá,parece que falta algo em mim. Não sei descrever,mas me sinto fraco e inseguro.Algo muito importante falta dentro de mim. Não tenho forças para continuar,e sei que não vou conseguir sem você,Olívia Benson.

Olhava para ela,quase com uma lágrima no olhar. A detetive não se mexia,e Stabler se sentia cada vez mais desesperado. Deixou as flores lá e saiu do quarto. Passou na cafeteria e pegou um café. Voltou para o andar onde a colega estava. Se sentia exausto,quase nem dormira a noite. O médico vinha passando e Stabler o chamou.

– Doutor,como Olívia está? Preciso da verdade.

– Olha,ela levou um tiro de raspão. A paciente não teve muitos danos,mas sempre demora. Uma cirurgia sempre contém riscos. Mas ela deve acordar em breve.

Elliot não gostou da resposta. Espiou mais uma vez pela janela. Nada. A parceira não se mexia. Ele grudou a cabeça no vidro,esperançoso. Ficaria ali o tempo que precisasse.

– Vamos Liv,não vou te abandonar.

Ficou ali por mais uma hora,sem se mexer. Então ele viu. Olívia mexera a cabeça. De leve,mas mexera. Sabia que não podia estar louco. Se sentiu tão aliviado que não respondeu de imediato. Quando finalmente conseguiu recobrar as ideias,chamou o doutor.

–Doutor,ela acordou. Ela está bem!

– Tudo bem,calma. Ela está se recuperando.

– Preciso falar com ela,doutor.

– Vá devagar. Mas entre,você parece realmente preocupado com ela.

Entrou devagar,fechando a porta atrás de si. Estava tão feliz,nem sabia ao certo o que diria.

– Trouxe essas flores. Dizem que é assim que a gente faz quando alguém está se recuperando.

– Obrigada,são maravilhosas. O silêncio insistia em ficar. Haviam tantas coisas a serem ditas que nenhum dos dois ousou falar alguma coisa.

Olívia sentia-se extremamente zonza. Acabara de acordar,queria descansar.

– Olívia,eu só queria entender...

– Elliot,ainda não estou bem. Poderíamos falar disso outra hora?

– Hum,claro,tudo bem. Mas fico muito feliz em saber que você está bem.

Saiu do quarto e telefonou para o resto da equipe. De dois em dois,eles entravam no quarto e faziam uma visita rápida para Olívia,que não podia se agitar muito.

Uma semana depois,Olívia estava de volta à sua casa. Estava melhor,e já ia voltar a trabalhar.

– Voltar a trabalhar vai me fazer bem,eu sinto isso,capitão.

– Então,o que dizer? De volta ao trabalho.

Sabia que ia ficar tudo bem. Deixaria o antigo caso de lado e recomeçaria tudo.

– Escuta,não dá mais pra evitar a nossa conversa.

– Elliot,sei o que vai me dizer...

– Vem comigo.

Ele a levou para a sala dele,e fechou a porta atrás de si. Fitou-a bem nos olhos e disse:

– Você sabe bem o que acho sobre o que fiz. Queria que você soubesse confiar mais em mim.

– Elliot,eu era extremamente capaz de pegar aqueles dois bandidos.

– Arriscando a sua vida? Porque você não falou comigo,Olívia?

A tristeza era evidente na voz de Stabler.

Olívia se sentia tão envergonhada. Não queria causar aquele sofrimento,que só agora ela percebia ter causado.

Tentou abraçar Elliot,que recuou.

– Me desculpe,eu não quis...

– Não peça desculpas. Eu estava preocupado com você. Você não confia em mim?

– Claro que confio,eu só... Só não podia pensar que alguma coisa ruim podia acontecer a você.

Sem perceber,os dois foram se aproximando,e suas bocas se encostaram. No começo,parecia um beijo adolescente,envergonhado e escondido. Depois,o ritmo aumentou e ambos pareciam extasiados e cada vez mais desejavam continuar. Quando o fôlego acabou,e ambos foram obrigados a se desvencilhar,Elliot disse:

– Promete que de agora em diante me deixará cuidar de você?

– Irei pensar muito no seu caso. — E deu uma risadinha.

Os dois se soltaram,e foram para a sala de reunião,onde se preparariam para outro caso.



Notas finais
Então,como foi?? Espero que tenham gostado,e desculpem qualquer coisa. Foi minha primeira fic mais comprida,e espero realmente melhorar.
Kisses,e até a próxima história ;&
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!