Decisões Complicadas

7 O Hospital ( parte 1 )


Notas iniciais
Amores,mil desculpas por ficar tanto tempo afastada dessa fic. Mas a criatividade só resolveu voltar agora. Obrigada :)
Abri os olhos e logo uma extrema claridade invadiu minha visão. Semicerrei os olhos para me acostumar com ela e percebi que, definitivamente, eu não estava mais em casa.

Me sentei na cama em que estava e observei o quarto branco e organizado. Eu estava em um hospital. Meus olhos pairaram sobre um espelho, na frente da minha cama. Vi meu reflexo e me assustei. Eu estava pálida, com olheiras enormes e com os olhos inchados. Olhei para o topo de minha cabeça e percebi que ela estava enfaixada. Logo, uma enxurrada de lembranças invadiu meus pensamentos.

Lembrava-me de gritar com alguém, de ser socada contra uma parede e de o ver escancarando a porta e batendo no Do Contra.

Do Contra. O que havia acontecido com ele? Ele estava bem? Porque ele havia feito àquilo comigo?

Tentei me levantar, mas as agulhas enfiadas em meus pulsos me impediram. Quando ia arrancá-las deles, um médico entrou no quarto.

— Bom dia senhorita Mônica, vejo que já está melhor.

— Já estou sim doutor — disse sorrindo

Ele foi até onde estava o soro, numa haste de aço, se certificando que estava tudo bem.

— Doutor, quando eu vou poder voltar para casa?

— Acredito que em algumas horas — ele disse sem tirar os olhos de sua prancheta.

— Tudo bem, obrigada.

Ele saiu do quarto, me deixando sozinha novamente. Olhei para o relógio na parede e vi que ainda era de madrugada, por isso ninguém veio aqui ainda.

Do Contra. Eu precisava vê-lo de qualquer jeito. Arranquei as agulhas e me levantei rapidamente. Parei quando senti uma enorme tontura, talvez porque passei muito tempo deitada. Abri a porta do meu quarto e fui até um guichê de informações no corredor.

— Bom dia, a senhora saberia me dizer se logo quando eu cheguei aqui algum garoto da mesma idade também chegou?

— Sim querida

Ela começou a digitar, procurando por algum nome nos prontuários no seu computador. Depois de um tempo, ela parou e me olhou com um sorriso de vitória.

— Achei! O garoto pelo qual você procura tem o apelido de...

— Do Contra disse ansiosa

— Exatamente

— A senhora poderia me dizer o número do quarto em que ele se encontra?

— Terceiro andar, quarto 369, mais alguma informação?

— Só isso mesmo, muitíssimo obrigada!

Saí em disparada pelo corredor e entrei no elevador mais próximo apertando logo o botão do 3º andar. Batia o pé no chão com impaciência. Porque estava demorando tanto para chegar ?

Quando as portas se abriram saí apressada procurando pelo quarto, mas o corredor era enorme, com várias entradas. Eu iria demorar séculos para encontrar o quarto. Vi uma enfermeira passando do meu lado olhando para sua prancheta e fazendo anotações, não perdi tempo e perguntei numa tentativa desesperada:

— Onde fica o quarto 369?

— Se acalme mocinha ela disse me olhando de cima a baixo

você não deveria estar repousando em seu quarto?

— Eu acabei de receber alta menti mas preciso ver meu amigo antes de buscar minhas coisas

— Certo ela disse um pouco desconfiada fica naquela direção, disse apontando para a área Norte do corredor.

— Obrigada disse, saindo em disparada para o lugar indicado.

Logo parei em frente à porta do quarto e congelei. Será mesmo que eu deveria ver se ele estava bem mesmo depois de tudo que ele me fez ? Mas eu precisava ver como ele estava depois da briga com Cebola. Minha curiosidade falou mais alto. Abri a porta com um pouco de receio e entrei no quarto. Fiquei chocada com o que vi. DC estava praticamente irreconhecível. Com o rosto todo roxo e inchado, sua cabeça também estava enfaixada.

Aproximei-me de sua cama e encostei de leve em sua face, ele pereceu sentir dor, pois havia recuado um pouco.

— Porque você fez tudo isso DC? sussurrei com algumas lágrimas se formando em meus olhos.

Fiquei mais um tempo observando ele dormir profundamente, não se parecia nada com o Do Contra que invadiu minha casa e me insultou, me bateu. Ele estava sereno,tranquilo. Ele começou a se movimentar levemente,estava acordando,resolvi sair dali para não piorar as coisas e para ele não pensar que estava desculpado pelo que havia feito.

Fechei a porta do quarto e ouvi-o dizendo Quem está aí ? . Voltei pelo corredor e entrei no elevador para voltar para o meu quarto. Ao invés do elevador subir,ele desceu para o térreo.

— Que saco pensei Qual o tipo de pessoa que vem ver os pacientes 03h00 da madrugada ?

Quando a porta se abriu dei de cara com um Cebola extremamente preocupado.Havia um leve tom arroxeado em volta do olho direito.Ele olhava para o chão e quando levantou seus olhos até mim os arregalou de surpresa :

— Mônica? O que você está fazendo aqui ? Não era para você estar descansando no quarto ? Você tá melhor então ? ele abriu a boca e uma enxurrada de perguntas saiu dela.

Não sabia como calá-lo,então me aproximei e colei nossos lábios num selinho rápido. Deu certo. O abracei forte,estava me sentindo tão sozinha ali..

— Achei que você não viesse disse com a cabeça em seu peito.

— Achou mesmo que eu iria te deixar sozinha aqui ? ele me fitava com aquele sorriso que eu amava.

As portas do elevador se abriram,atrapalhando o clima que havia se formado.

Notas finais
Eai amores ? Gostaram ?? Espero que sim ! Beijinhos,Mari s2