Decisões Complicadas
7 O Hospital ( parte 1 )
Notas iniciais
Amores,mil desculpas por ficar tanto tempo afastada dessa fic. Mas a criatividade só resolveu voltar agora. Obrigada :)
Do Contra. O que havia acontecido com ele? Ele estava bem? Porque ele havia feito àquilo comigo? Tentei me levantar, mas as agulhas enfiadas em meus pulsos me impediram. Quando ia arrancá-las deles, um médico entrou no quarto. — Bom dia senhorita Mônica, vejo que já está melhor. — Já estou sim doutor — disse sorrindo Ele foi até onde estava o soro, numa haste de aço, se certificando que estava tudo bem. — Doutor, quando eu vou poder voltar para casa? — Acredito que em algumas horas — ele disse sem tirar os olhos de sua prancheta. — Tudo bem, obrigada. Ele saiu do quarto, me deixando sozinha novamente. Olhei para o relógio na parede e vi que ainda era de madrugada, por isso ninguém veio aqui ainda. Do Contra. Eu precisava vê-lo de qualquer jeito. Arranquei as agulhas e me levantei rapidamente. Parei quando senti uma enorme tontura, talvez porque passei muito tempo deitada. Abri a porta do meu quarto e fui até um guichê de informações no corredor. — Bom dia, a senhora saberia me dizer se logo quando eu cheguei aqui algum garoto da mesma idade também chegou? — Sim querida Ela começou a digitar, procurando por algum nome nos prontuários no seu computador. Depois de um tempo, ela parou e me olhou com um sorriso de vitória. — Achei! O garoto pelo qual você procura tem o apelido de... — Do Contra disse ansiosa — Exatamente — A senhora poderia me dizer o número do quarto em que ele se encontra? — Terceiro andar, quarto 369, mais alguma informação? — Só isso mesmo, muitíssimo obrigada! Saí em disparada pelo corredor e entrei no elevador mais próximo apertando logo o botão do 3º andar. Batia o pé no chão com impaciência. Porque estava demorando tanto para chegar ? Quando as portas se abriram saí apressada procurando pelo quarto, mas o corredor era enorme, com várias entradas. Eu iria demorar séculos para encontrar o quarto. Vi uma enfermeira passando do meu lado olhando para sua prancheta e fazendo anotações, não perdi tempo e perguntei numa tentativa desesperada: — Onde fica o quarto 369? — Se acalme mocinha ela disse me olhando de cima a baixo você não deveria estar repousando em seu quarto? — Eu acabei de receber alta menti mas preciso ver meu amigo antes de buscar minhas coisas — Certo ela disse um pouco desconfiada fica naquela direção, disse apontando para a área Norte do corredor. — Obrigada disse, saindo em disparada para o lugar indicado. Logo parei em frente à porta do quarto e congelei. Será mesmo que eu deveria ver se ele estava bem mesmo depois de tudo que ele me fez ? Mas eu precisava ver como ele estava depois da briga com Cebola. Minha curiosidade falou mais alto. Abri a porta com um pouco de receio e entrei no quarto. Fiquei chocada com o que vi. DC estava praticamente irreconhecível. Com o rosto todo roxo e inchado, sua cabeça também estava enfaixada. Aproximei-me de sua cama e encostei de leve em sua face, ele pereceu sentir dor, pois havia recuado um pouco. — Porque você fez tudo isso DC? sussurrei com algumas lágrimas se formando em meus olhos. Fiquei mais um tempo observando ele dormir profundamente, não se parecia nada com o Do Contra que invadiu minha casa e me insultou, me bateu. Ele estava sereno,tranquilo. Ele começou a se movimentar levemente,estava acordando,resolvi sair dali para não piorar as coisas e para ele não pensar que estava desculpado pelo que havia feito. Fechei a porta do quarto e ouvi-o dizendo Quem está aí ? . Voltei pelo corredor e entrei no elevador para voltar para o meu quarto. Ao invés do elevador subir,ele desceu para o térreo. — Que saco pensei Qual o tipo de pessoa que vem ver os pacientes 03h00 da madrugada ? Quando a porta se abriu dei de cara com um Cebola extremamente preocupado.Havia um leve tom arroxeado em volta do olho direito.Ele olhava para o chão e quando levantou seus olhos até mim os arregalou de surpresa : — Mônica? O que você está fazendo aqui ? Não era para você estar descansando no quarto ? Você tá melhor então ? ele abriu a boca e uma enxurrada de perguntas saiu dela. Não sabia como calá-lo,então me aproximei e colei nossos lábios num selinho rápido. Deu certo. O abracei forte,estava me sentindo tão sozinha ali..
— Achei que você não viesse disse com a cabeça em seu peito. — Achou mesmo que eu iria te deixar sozinha aqui ? ele me fitava com aquele sorriso que eu amava. As portas do elevador se abriram,atrapalhando o clima que havia se formado.
Notas finais
Eai amores ? Gostaram ?? Espero que sim ! Beijinhos,Mari s2
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