Decisões Complicadas
8 O Hospital ( parte 2 )
Notas iniciais
As portas do elevador se abriram,atrapalhando o clima que havia se formado.
- Vamos? Eu preciso voltar para o meu quarto. Se o doutor me ver aqui ...
- Claro,vamos lá – ele disse segurando minha mão,me deixando totalmente enrrubecida.
Abri a porta do quarto e me deitei novamente na cama,onde eu deveria ter ficado. Ele se sentou no sofá ao meu lado.
- Você ainda não me respondeu mô – ele disse me fitando
- Não respondi o que? – perguntei confusa
- O que você estava fazendo fora do seu quarto ?
Fiquei em dúvida. Será que deveria dizer que fugi do quarto e menti para uma enfermeira apenas para ver o Do Contra ? Ou deveria dizer outra coisa?
- E então ? – ele percebeu minha dúvida ao responder a pergunta
- Eu fui ver como o Do Contra estava – disse por fim com um suspiro
- O que ? – ele perguntou indignado – Depois de tudo você ainda foi ver como ele estava ?
Ele estava vermelho de raiva e apertava o sofá com força.
- Eu precisava saber como ele estava Cebola.Ele nem me viu entrar lá.
- Mas que droga Mônica!Como você pode ser tão burra para certas coisas?
- Burra ? Eu teria feito a mesma coisa se fosse com você – eu disse na mesma intensidade que ele,minha cabeça latejava de dor.
- Eu duvido muito – ele disse bufando
- Olha só quem fala,na primeira oportunidade que você teve,foi correndo pros braços da Irene
- De novo essa história ? Quantas vezes eu vou ter que te explicar que não aconteceu absolutamente nada?
- Mentira! Mentira! Mentira! Você não se cansa de mentir não ? Chega de me enrolar com essas histórias Cebola.Eu não acredito em mais nada do que você diz.
- Então não acredite! Além do mais,nós não somos mais namorados.
Aquilo acabou comigo,senti uma pontada extremamente forte e aguda em minha cabeça e tudo ficou escuro.
Quando abri os olhos de novo já estava de dia. Que horas eram ? Me sentei e senti uma tontura passageira. Vi ele sentado no mesmo sofá,me encarando. Ignorei ele ali e fui até a bancada,peguei minhas coisas e fui tomar um banho quente,era do que eu mais precisava naquele momento.
- Mônica! – eu ouvi ele me chamando assim que fechei a porta.
Sentei no chão e comecei a chorar.Eu queria ir para casa,conversar com a Magali,ver meus pais.Então me lembrei que eles só voltariam daqui a 1 mês . Como eu iria aguentar ficar mais 1 mês com o Cebola no mesmo teto? Comecei a procurar desesperadamente por algo cortante e como o imaginado,não encontrei,afinal eu estava em um hospital.
Tomei meu banho tentando ficar ali o máximo de tempo possível,coloquei aquela roupa horrível de hospital e voltei para o quarto. Ele ainda estava lá me encarando novamente.
- Dá para parar de me encarar ? – perguntei com frieza em minha voz
Ele bufou e virou a cara.
- Se quiser pode ir embora . Ninguém está te prendendo aqui Cebola.
- Eu sei
- Então porque ainda está aqui ? – perguntei confusa,mas tentando parecer ainda brava com ele
- Não sei.Sinceramente não sei Mônica – ele respondeu indiferente
- Porque não vai fazer companhia ao Do Contra? – disse irônica,com um sorrisinho se formando no canto da boca
Ele me olhou descrente e sorriu,percebendo a ironia.
-Prefiro ficar aqui e ser maltratado do que ficar lá e piorar o estado dele.
-Sinceramente,acho que não dá para piorar. Ele está praticamente irreconhecível Cebola.
Ele sorriu,satisfeito.Depois ficou sério e voltou a me encarar.
- Mô,aquele negócio sobre a Irene..
- Esquece isso Cebola – eu disse quase suplicando.Não queria chorar na frente dele.
- Me desculpe,eu não queria ter dito aquelas coisas.
-Mas disse Cebola,mas disse – eu disse magoada
- Me desculpa? – ele disse me abraçando forte – Por favor ?
- Tudo bem.Mas isso não vai me fazer esquecer tudo aquilo.
Antes que ele pudesse dizer alguma coisa,Magali e Cascão entraram no quarto com flores e balões . Abri meu melhor sorriso para eles e fui abraça-los .
- Obrigada gente! Não precisava !
- Claro que precisava amiga – Magali me abraçava ternamente – Que susto você nos deu menina!
Seus braços foram substituídos pelos do Cascão.Ele sorriu pra mim,me entregando as flores.
- Eai Mô? Tá melhor ? — ele parecia preocupado,mas com o bom humor de sempre.
- Estou sim Cas,obrigada !
-Puxa,ainda bem!
O doutor entrou no quarto com a papelada para eu receber alta. Pegamos um táxi e voltamos para casa.
Notas finais
Quero bastante comentários hein ?? kkk beijinhos,mari s22
Fale com o autor