Notas iniciais
Então, estou chateada. Não, na verdade, acho que estou mesmo é MUITO chateada. :/ Amo essa história, e me esforço muito pra que ela continue saindo. Apesar de todos os problemas pessoais que tive, ignorei todos eles e vim pra cá escrever, porque sempre pude contar com as minhas leitoras. Podia, ao menos. Até o outro capítulo. Costumava ter em média 10 reviews, e no último tive só 3, de 3 leitores novos, por sinal. Sejam muito bem vindos, de coração! Acontece que nenhum dos meus leitores antigos deu as caras por aqui. Fiz algo errado? Vocês se desapontaram ou algo do gênero? Ou foi mesmo só a preguiça de comentar? Não sou apenas escritora, sou leitora também. Por isso não entendo a dificuldade que vocês tem para comentar. Eu acho algo maravilhoso, sabe? Poder interagir com as autoras. Até vou recomendar as únicas três fanfics que leio, que são "Lolita", "Um homem de honra" e "Thousand Years". Dêem uma passada por lá, vejam meus comentários. Se eu leio algo é porque realmente gosto e me sinto honrada em compartilhar meus pensamentos com autora. Sabe, criar aquela relação estreita, meio que de "amizade". Enfim, desculpem o desabafo, tem gente que não merece ler isso, e tem gente que nem vai ler. Enfim, espero que gostem do capítulo, escrevi ele com muito carinho, btw.

Beth Greene

Abri o registro do chuveiro e encarei o forte jato d'água que provinha dele, suspirando por um momento. Nunca gostei de banhos gelados, mesmo no verão. Papai me chamava de mimada, e dizia que era um gasto desnecessário de energia tomar banhos mornos em dias extremamente quentes. Sentia falta de quando ainda havia escolha. Fiz uma careta antes de me enfiar de uma vez só debaixo d'água, temendo que a coragem me faltasse.

A água gelada me acertou em cheio, fazendo com que um gritinho escapasse por meus lábios. Por mais torturante que aquilo fosse, um banho frio era tudo o que eu precisava. Ainda estava assustada, muito assustada. Primeiro pelo fato de não saber quanto tempo demoraria até que o Governador resolvesse tomar providências sobre o que acontecera em Woodbury. Ele sabia onde nos encontrar, e poderia chegar a qualquer momento. A segunda coisa — aquela que fazia meu corpo encolher-se — era Rick. Eu sabia que ele não voltaria ao normal tão cedo, e talvez nem mesmo voltasse, mas gostava de pensar que seria eu aquela que o ajudaria a sair daquela situação. Como fui boba. Para todos ali eu era apenas a menininha da fazenda que cuidava do bebê e cantava para acalmar as coisas. Por que justo para ele seria diferente?

Abri o frasco de shampoo e depositei uma quantidade considerável dele em minha mão, esfregando meus cabelos com força. Não era sempre que tínhamos o luxo de um banho, e quando o fazíamos era preciso aproveitar. Fechei os olhos quando a espuma correu por meu rosto, sendo atingida pelo contagiante cheiro de baunilha. Todas às vezes que eu fechava os olhos, era ele que eu via. Não conseguia tirar o xerife de meus pensamos e aquilo era tão errado e idiota... Ele nunca olharia para mim, e o quão egoísta eu seria por desejar que ele o fizesse? Rick era um homem maduro, experiente, e com idade suficiente para ser meu pai. A vida já era difícil o suficiente agora, e eu não precisava de uma desilusão amorosa para tornar as coisas ainda mais dolorosas.

Terminei meu banho decidida, por mais que um nó se formasse em minha garganta. Não alimentaria mais esses pensamentos bobos, e tiraria Rick da minha cabeça. Voltaria a ser a menina que cuida de seus filhos. Nada de abraços ou beijos no rosto. Nada que me fizesse me apegar a algo que me faria sofrer por ser apenas uma garota para ele. Nada de paixonites adolescentes.

Vesti-me devagar, pensando em como Judith estaria. Carol estava triste porque Daryl havia nos deixado, e pensei que deixar o bebê com ela fosse alegrar um pouquinho seu dia. Não tinha certeza se funcionaria, mas ter Judy nos meus braços me trazia uma felicidade sem tamanho. Era como segurar a esperança do grupo perto do meu coração. Sempre quis ser mãe, e como Lori não estava entre nós, cuidaria de Judith como se fosse ela. Pensar assim era muito egoísta, mas não conseguia pensar em outra coisa.

Passei a mão pelos cabelos, desembaraçando-os um pouco. Deixei-os soltos, caindo úmidos sobre meus ombros. Desde que toda aquela loucura começou, acho que era a primeira vez que me permitia deixá-los assim. Apressei o passo pelos corredores vazios e silenciosos do bloco. Ainda tinha medo de encontrar algum errante. Não sabia se seria capaz de matá-lo se fosse pega desprevenida.

Encontrei Rick no caminho, e rapidamente desviei de seus olhos azuis e encarei o chão. Suspirei profundamente enquanto seguia meu caminho com um pouco mais de pressa. Aquilo era errado, muito errado.

Mas, o que era errado?, pensei comigo mesma. Nada havia acontecido, e nem aconteceria. Qual o problema de me sentir segura quando estava presa em seus braços? Qual o problema de sentir meu coração bater mais forte quando ele tocava meus cabelos ou olhava nos meus olhos por um tempo um pouco mais longo? Qual o problema de metade dos meus pensamentos girarem em torno dele e de sua voz? Eu não sabia o que era tudo aquilo, mas sabia que era errado. Sim, errado.

Decidi que precisava de ar fresco. Carol não se importaria de tomar conta de Judith por mais um momento, e talvez Rick devesse fazê-lo também. Alguns olhares me acompanharam quando passei reto pelas celas e saí para o pátio, deixando-os com seus pensamentos e preocupações.

Sem pensar, subi para a torre de vigia e encolhi-me ali, abraçando meus joelhos, e quando dei por mim, lágrimas rolavam por meu rosto, molhando minha camiseta. Eu estava confusa e assustada por tantos motivos que era quase impossível enumerá-los. Tinha tanto medo de morrer, medo de perder alguém importante, e esse pensamento acabava com minhas estruturas. Não queria ser tão fraca àquele ponto. Queria ser alguém forte e importante, alguém que pudesse defender as pessoas que ama, e não a babá.

Aquilo tudo só mostrava o quão criança eu ainda era, e o quão dependente eu era. Sempre precisando de alguém para olhar por mim, sempre precisando de alguém para me dizer que eu não precisava ter medo. Por que eu havia encontrado esse alguém em Rick Grimes? Que pessoa horrível eu era. Lori havia morrido a menos de uma semana e eu me tornara extremamente dependente de seu marido quebrado e instável. Ele precisava de ajuda e conforto, não eu.

— Beth? — sua voz espantada e grave chegou aos meus ouvidos. Levantei meus olhos que provavelmente estavam inchados e vermelhos, e encarei a imensidão azul que eram os seus. — Hey... — Rick sussurrou um tanto sem jeito, abaixando-me a minha frente e passando seus braços em torno de meu corpo.

Por um momento não houve som algum além de meus soluços. Minhas mãos trêmulas agarravam sua camisa com força enquanto eu chorava em seu peito. Ele acariciou meus cabelos até que meus soluços cessassem, e então ele se afastou por um instante, sentando-se ao meu lado.

— Obrigada — obriguei minha voz embargada a emitir algum som, sentindo-me envergonha por mostrar-me tão vulnerável na sua frente.

— Quer me contar o que aconteceu? — questionou ao recostar sua cabeça na parede, fechando seus olhos, o que me deu margem para observá-lo.

— Medo. É isso que acontece e tem acontecido desde que tudo isso começou — espelhei seu gesto, recostando-me na parede gelada de metal.

Ouvi quando ele moveu-se ao meu lado, mas permaneci com meus olhos fechados. Sua mão áspera tocou minha face provocando-me arrepios e um rubor incontrolável. Abri meus olhos para encarar-lhe tão próximo, tão quebrado, tão tristonho, e senti que meu medo era uma gota em meio ao oceano de sofrimento que ele sentia, e, mesmo assim, ele continuava ali, tentando acalmar minhas aflições bobas.

— Você não precisa ter medo. Estamos seguros aqui — ele respondeu depois de um segundo, mas soou como uma frase pronta, decorada. — Eu não deixaria nada acontecer com você.

Silêncio. Um longo silêncio. Era como se minha respiração fosse alta demais, e a mão de Rick fosse brasa em minha face. Engoli em seco e tentei manter meus pensamentos coerentes. Ele diria isso para qualquer outra pessoa na prisão. Ele era o líder, e se sentia no dever de proteger a todos, não?

— Cante, Beth. Cante pra mim — ele sussurrou ajeitando-se melhor a minha frente, escorando-se a parede oposta. A proximidade ainda era grande, visto que o espaço era pequeno, então seus joelhos tocavam os meus de forma despreocupada.

— O que? — perguntei timidamente, piscando algumas vezes.

— Cante. Estou nervoso, preciso que me acalme — sussurrou naturalmente, voltando seus olhos novamente para os meus.

Hey, look over yonder out in the rain, soakin' wet fever in my brain. Now, I ain't certain which way to go, but I got to move, sure — comecei em um murmúrio baixo, fechando meus olhos. Já havia cantado na frente de diversas pessoas, mas agora parecia diferente e constrangedor. — Feelin' blue, blue, blue, blue, blue. I'm feelin' blue, I'm feelin' blue.

"Hey, look over yonder behind the wall, they're closin' in I'm about to fall. Now I'm no coward, but I ain't no cool. Feel it in my bones, my book is due.

Hey, look over yonder, up in the tree. There's a rope hangin' just for me. Without a warnin', without a warnin', things are pilin' up to break me down."

Quando abri meus olhos novamente, Rick estava sobre seus joelhos, frente a frente comigo. Aquela mensagem era tão clara e explícita que até o mais tolo dos tolos seria capaz de entender. Todos nós estávamos naquela música, naquele trecho, na corda bamba, a ponto de desabar.

Agora sua proximidade me assustava, e sua testa colada a minha deixava tudo ainda mais difícil de assimilar. Em sua íris tão próxima eu via o desespero de alguém que perdeu tudo e segurava-se às bordas do buraco, tentando enxergar a luz. Com todas as minhas forças, desejei ser ao menos um pouco de claridade.

Sua respiração quente tocava meu rosto, e senti como se todo o ar do mundo se recusasse a chegar aos meus pulmões. Fechei os olhos, incapaz de encará-lo por um momento sequer, e, então, ele o fez. Seus lábios tocaram os meus com suavidade e hesitação. Por mais que eu soubesse que aquilo era incondicionalmente errado, eu não me afastei.

— Beth? — Carol chamou a entrada da torre, fazendo com que Rick se separasse abruptamente e se colocasse de pé em um átimo. — Seu pai estava preocupado — em sua voz havia desconserto, mas em seus lábios um sorriso contido e matreiro.

Encarei Rick, parado o mais distante possível; os braços cruzados e a expressão atenta ao horizonte. Levantei-me sentindo-me horrível e estúpida pelo que acabara de fazer.

Segui Carol em silêncio, mantendo os olhos fixos no chão durante todo o percurso. Sentia vontade de desaparecer, de voltar no tempo e apagar a bobagem que havia feito há alguns poucos minutos. Pessoas vulneráveis e tristes faziam coisas estúpidas, e era exatamente isso que havíamos feito. Uma coisa estúpida que me magoaria em todos os sentidos.

— Ei, filha — papai me chamou assim que nossos olhares se cruzaram.

Corri até ele e o abracei com força, deixando que seus braços contornassem meu corpo, transmitindo toda a confiança que eu precisava. Ele acariciou meus cabelos calmamente enquanto dava leves tapinhas em minhas costas, como fazia quando eu era uma garotinha. Parecia ser outra época, anos atrás, ou até mesmo em outra vida. Papai não me questionou em nenhum momento sobre o que havia acontecido para que eu estivesse naquele estado, e era justamente disso que eu precisava.

O choro de Judith me despertou daquele momento triste, então saí dos braços de papai e movi minha cabeça para os lados procurando por ela. Encontrei-a no colo de Carl chorando desesperadamente. Ele a embalava freneticamente, o que fazia qualquer coisa menos acalmá-la. Foi impossível segurar o riso.

— O que foi? Eu não sei o que ela tem! — ele reclamou, franzindo as sobrancelhas.

— Se alguém me chacoalhasse assim como você está fazendo com ela, acho que eu também choraria — ri baixinho quando ele fez uma careta e a estendeu em minha direção.

— Boa sorte — murmurou irritado enquanto eu a tomava em meus braços.

— Será mesmo que você não pode me dar uma folga, mocinha? — sussurrei para Judith que aos poucos ia acalmando-se.

Seus olhos grandes e curiosos me encaravam enquanto ela agarrava uma mecha de meus cabelos, tentando levá-los a boca. Delicadamente, desvencilhei seus dedinhos dos fios loiros, fitando-a por um momento. Os olhos de Lori estavam ali, provando que por mais que tentássemos afastar sua presença, ela sempre estaria lá. Eu sentia falta dela, da forma como ela nos acalmava quando as coisas estavam ruins, como ela tentava me convencer de que tudo ficaria bem e que eu deveria ser forte. Mas agora tudo isso havia acabado, e eu estava aqui, deixando-me levar por sentimentos bobos, permitindo-me tocar os lábios de seu marido. O quão ruim isso poderia ser?

Subi as escadas devagar, indo até o local onde antes existia o "quarto" de Daryl. Sentei-me no colchão e escorei minhas costas na parede, aninhando Judith mais próxima ao meu peito. Tantas coisas passaram por minha cabeça que era impossível pará-la. A lembrança mais forte era de quando tentei tirar minha própria vida. Foi então que percebi que de um jeito ou de outro eu havia amadurecido, ou apenas mudado, na pior das hipóteses. Tudo o que eu mais queria agora era continuar viva e forte, proteger minha família, Judy, Carl... Tudo o que eu queria era ser forte. Isso mudaria todas as coisas.

As pessoas deixariam de me enxergar como se eu fosse a filhinha do Hershel, a menina que tentou se matar, a primeira a esconder-se quando a situação fica complicada. Eu sabia que não era mais uma garotinha, mas estava acostumada a ser tratada como tal. Era mais fácil me esconder do perigo a enfrentá-lo de frente, e era por isso que eu nunca cresceria aos olhos dos demais. Sabia que nada mudaria até que eu tomasse uma atitude.

Se Daryl ainda estivesse aqui, pediria ajuda para ele. Se eu insistisse o suficiente, talvez ele me ajudasse a ser forte e independente, afinal, quando pensava nessas duas palavras, ele era o primeiro a vir a minha mente. Ainda estava chateada pelo fato dele ter nos deixado, mas Merle é seu irmão, então, meio que entendia o que ele decidiu. Se fosse Maggie, tenho certeza que eu faria a mesma coisa.

Passos ecoaram pelo metal das escadas, e cruzei os dedos, torcendo para que não fosse Rick. Por que ele havia feito aquilo? Ele havia arruinado toda e qualquer chance de mantê-lo longe dos meus pensamentos. Eu estava decidida a afastá-lo e tirá-lo de minha mente, mas ele havia estragado tudo. Como eu voltaria a encará-lo novamente? Simplesmente não havia forma de fazer tudo soar natural como antes.

Graças a Deus, os passos eram de Carol. Ela sentou-se ao meu lado despreocupadamente, acariciando os cabelos de Judith por um momento, antes de puxar assunto.

— Quer falar? Você sabe... Sobre o que aconteceu na torre? — ela começou baixinho, para que as pessoas do andar de baixo não ouvissem.

­— Está tão na cara que não estou bem? — ri nervosamente, encarando o teto.

— Não posso dizer que lhe conheço totalmente, Beth. Mas sou mulher, e sei quando um beijo inesperado deixa as coisas confusas. Vamos lá, pode falar — Carol incentivou, tocando meu ombro levemente.

— Aquilo foi um erro, Carol. Um grande erro — respondi ao dar de ombros, fechando meus olhos.

— Por que você acha isso?

— Lori acabou de morrer. Acho que o fato de o corpo da esposa dele mal ter esfriado já faz disso tudo um grande pecado — sussurrei virando meu rosto para encarar-lhe. Ela sorriu.

— Querida, esse mundo no qual vivemos é o inferno propriamente dito. Não acredito que seja um pecado. Mas, não sabemos o que acontecerá no dia de amanhã. Sentir alguma coisa é quase uma salvação. Permitir-se sentir alguma coisa é a única razão para continuar tentando. Do contrário, estaremos apenas sobrevivendo. É isso o que você quer? Viver só por viver? Achei que tivesse mudado de ideia quando tentou se matar — ela disse de forma sábia, sorrindo abertamente.

— Ninguém disse que está sentindo alguma coisa. Quer dizer... Rick... Ele... Bom, ele com certeza não sente nada por mim. Isso é bobagem. Ele só está vulnerável, e eu estava por perto... E aconteceu... — soltei em um fôlego só, fazendo com que minhas bochechas atingissem vários tons de vermelho.

— Tem certeza?

— De que?

— Que não sente nada — ela insistiu.

— É claro... Mas... É... Oh, Carol... Isso é uma bobagem, ele nunca olharia para mim. Ele me vê como uma criança, nossa diferença de idade é enorme. Veja como ele me trata. Até Carl é tratado com mais maturidade que eu — murmurei magoada, desviando de seu olhar duvidoso.

— Só não minta para si mesma, Beth. Não se torture com uma dor desnecessária, e também não o julgue pela confusão que está criando. Já ouviu falar que o tempo é o melhor remédio? A diferença é que agora não sabemos quanto tempo nos resta. Pondere o quanto quiser, mas não deixe as oportunidades lhe escaparem, pode ser tarde quando você decidir o que quer. Não faça como eu — Carol cutucou-me levemente com o cotovelo, levando-se em seguida e voltando pelo mesmo caminho pelo qual veio.

Joguei minha cabeça para trás, recostando-a na parede metálica e gelada. Fechei meus olhos com força e tentei fazer meus pensamentos se alinharem como deveriam. As coisas que Carol disse me deixaram com medo. Medo estar limitando minha vida. Eu não queria ter medo de sentir alguma coisa, e também não queria me machucar por reprimir um sentimento. Eu precisava ser sincera comigo mesma, mesmo que ninguém mais precisasse saber.

Eu estava apaixonada por Rick Grimes, por mais errado que pudesse ser.

Notas finais
"Ei, olha lá longe na chuva, a febre molhando meu cérebro. Agora, eu não estou certo sobre qual caminho devo seguir, mas eu tenho que seguir, com certeza. Me sentindo triste, triste, triste, triste, triste. Eu me sinto triste, me sinto triste. Ei, olhe por trás do muro, tudo está acabando e eu estou a ponto de cair. Agora eu não sou covarde, mas isso não é legal. Eu sinto isso em meus ossos, minhas dívidas são cobradas. Ei, olhe lá longe, por cima da árvore. Há uma corda pendurada só pra mim. Sem um aviso, sem um aviso, as coisas estão se acumulando para me derrubar" Felling Blue - Creedence Clearwater Revival Essa é a música que a Beth canta. Btw, Espero que vocês tenham gostado do capítulo. Não vou ser extremista e dizer que só posto com reviews, afinal, a história praticamente se escreve sozinha para mim, apenas acho que com a falta de incentivo, talvez eu demore mais. Xoxo, Lola.