Dear Sister

2 Is This Happiness?


Notas iniciais
Eu sei, a Beah sabe e todos nós sabemos, provavelmente, que estamos totalmente atrasadas na atualizaatualização e vcs merecem um otimoooo cap tipo otimo msm tipo destruidor ao maximo! O cap tava guardado fazia um tempo no meio das minhas coisas, tanto é que o 3 ja estou na metade maaas eu acabei esquecendo de postar e peço mil desculpas! Espero que gostem!

The little girl can't comprehend

She had another dream that her mama's gone

She's alright, but you're all wrong

Apertou mais o volante do carro em suas mãos, como se pudesse esmagá-lo e aumentou o volume da música que ecoava em seu ouvido. Dirigir em congestionamento sempre fora um pesadelo.

Respirou fundo quando viu a placa gigante de "Volte sempre" postada ao lado de uma árvore no canto da estrada e aos poucos diminuiu o aperto, tinha saído da cidade e agora estava na estrada.

Apoiou confortavelmente as costas contra a poltrona macia e deixou um sorriso relaxante se apossar de seus lábios. Soltou a mão esquerda rapidamente, apenas para apertar o botão que abriria a janela.

Não sabia o por que, mas a velocidade e o vento batendo contra o rosto a deixava alegre, animada.

Era irônica a sua excitação por perigo, uma vez que ela se negava a lidar com o lance de bruxas, salém e esse imenso mundo sobrenatural. É claro que ela sabia que existiam várias outras coisas, não era estúpida e muito menos cega, já tinha visto no grimório de sua mãe (certa vez em que ele estava parado sobre a cama de lençol de seda da mesma) um feitiço para anéis que permitem que vampiros andem sobre o sol.

Está bem que passara as duas próximas semanas se questionando se havia lido errado, se aquilo era fruto do seu inquieto imaginário, mas não obteve outra opção que não espantar seus medos e passar a entender que aquele mundo era real... o que não significa que ela era obrigada a entrar nele, não! A mínima menção da palavra "mágica" a causava repulsa.

Qual era o lado bom em algo que havia praticamente destruído sua vida desde que nascera?

Só que ela não conseguia se segurar, era difícil manter sua pose de "contra magia" uma vez que, sempre que se via sozinha, fosse no quarto, banheiro e até mesmo na sala, ela se via praticando algum feitiço aleartório -que ela havia lido no grimório de sua mãe, sem que a mesma soubesse, é claro.

Era estranha a sensação de poder que a tomava sempre que estava praticando, por mais que estivesse apenas levantando um lápis ou abrindo uma porta. Ela não gostava, fato, mas se sentia poderosa e odiava aquilo.

"Auto aceitação" dizia sua irmã, cada vez que as duas desenrolavam uma discussão sobre si mesmas, "aonde pretende chegar se não consegue simplesmente aceitar o que somos? Vai dizer que não é bom o formigamento que sente ao simplesmente acender ou apagar uma vela? Vai dizer que não se roe de curiosidade para saber até aonde podemos ir?!" ao que ela respondia com um revirar de olhos e um audível "Isso não é para mim, foda-se" enquanto balançava a cabeça negativamente.

Falando a verdade, o pior era saber que a filha da mãe estava certa! Ela se corria internamente para saber mais, sua busca por mais a assustava, mas lutava arduamente para sucumbir esse desejo e deixava sua vontade de por uma pedra naquilo tudo gritar mais alto.

Então não, ela não faria parte daquele mundo, mas ainda assim ficaria sentada para ver o que aconteceria com sua irmã enquanto ela era jogada de um canto ao outro, tendo que (provavelmente) conviver com pessoas e passar por coisas as quais elas nunca viram antes, mas lógico, estaria lá caso ela precisasse, afinal, Serena era sua irmã, sua melhor (e única) amiga, não seria louca de deixar qualquer coisa machucá-la.

Voltou a prestar atenção na estrada escura e silenciosa quando se viu satisfeita com seus pensamentos, respirou aliviada e novamente desfez o aperto de sua mão contra o volante.

Estava anoitecendo, a lua estava no seu auge e tudo o que Catarina se viu fazendo foi aumentando o volume do som a níveis inimagináveis e fechar as janelas, estava começando a ficar frio, ela arcou as costas para apertar o botão, assim que o fez, levantou-se e levou um susto ao ver um homem parado na frente do carro.

Ela podia passar por cima e, bem, "foda-se, ninguém manda ter tendencias suicidas!", ou, sair do carro e perguntar o que caralhos ele pensava que estava fazendo.

Motivada pela curiosidade e nervosísmo destrancou as portas, pausou a música e saiu do carro, dando de cara com o rapaz.

Okay, ele era lindo, tinha que admitir.

Olhos azuis, alto, cabelos tão pretos quanto a noite. Usava uma blusa branca acinzentada com uma jaqueta (de couro, pelo que ela pôde perceber) por cima e ao que viu, presumiu que ele usava coturnos.

– Por que parou no meio da rua? — perguntou e então deixou um sorriso irônico tomar conta de seus lábios. — Tendências suicidas?

O rapaz limitou-se a imitar o sorriso da garota, mas logo respirou fundo.

– Falando sério, o que houve? Está perdido? — perguntou, enquanto ele se aproximava.

– Metafóricamente, literalmente... um pouco dos dois, talvez. — deu de ombros e puxou uma garrafinha de metal do bolso da jaqueta e deu um gole.

– Está bêbado! — ela acusou e vendo que perdia seu tempo começou a voltar para o carro.

Estranha era a áura que rondava o local, era perigosa, era diferente... era... Catarina não teve tempo para concluir seus pensamentos, pois em segundos se viu prensada contra a porta do carro pelo tal rapaz.

Mas, como? É claro, como não percebeu antes? Vampiro.

– Não se mexa. — pediu, enquanto suas íris dilatavam e seus olhos se fixavam nos dela. — Qual seu nome?

– Catarina. — respondeu sem hesitar, não queria demonstrar o medo na sua voz, por mais que quisesse gritar e pedir por socorro, sabia que seria inútil.

– Sou Damon. — respirou fundo e apenas ficou na frente da garota, cabaleando um pouco. — Sabe, Catarina, eu tenho um segredo... algo que eu guardo há séculos, mas qual é o ponto? Afinal, por que eu não posso gritar para o mundo o que eu sou? Que eu sou...

– Um vampiro? — interrompeu — Eu não acho inteligente da sua parte gritar isso para o mundo, a menos que queira que pessoas corram atrás de você com estacas, ou que te internem... — deu de ombros.

– O que você é e como sabe? — semicerrou os olhos.

– Complicado, outra hora eu te conto. — sorriu cínica.

– Não importa, agora tenho que decidir o que faço com você... — ele abriu a boca e deixou as presas aparecerem.

As veias saltaram de seu rosto e seus olhos ficaram negros.

Subitamente, Catarina soube que ira morrer... Mas que droga! Se ela ao menos se lembrasse do tal feitiço que Serena a ensinara!

– Esse é o grande ponto, Catarina... — ele deixou o rosto voltar ao normal — Todos eles querem que eu mude, querem que eu me torne um bom vampiro, que seja igual a ele, meu irmão. Querem que eu me alimente de esquilos e gaste quilos de gel com meu topete de herói, mas eu não consigo, não é da minha natureza... não posso e nem consigo ser bom... e é por isso que não posso te manter viva.

– Vai me matar!? — ela exclamou, sem conseguir evitar o choque.

– Veja bem, Catarina... não creio que seja possível, você é a minha crise existencial. — colocou as mãos no rosto dela e acariciou-a com o polegar.

Seu rosto dava a impressão de que estava desasperado. Os olhos estavam arregalados e ele parecia sentir vontade de chorar, mas ao mesmo tempo não media esforços para impedir a ação.

Perdido.

Metafóricamente falando, ela conseguia descrevê-lo assim.

– Porém, eu até gostei de você, então... acho que posso facilitar as coisas.

Engoliu em seco e esperou pelo pior, mas tudo o que Damon fez foi segurar seu rosto mais forte e olhar em seus olhos, repetindo a "hipinose".

– Esqueça o que houve aqui, você vai voltar para o carro, ir para onde tem que ir e não vai se lembrar do que houve, parou aqui na frente para usar o celular, mas ele estava fora de área e resolveu voltar para dentro do carro...

Ela piscou os olhos.

– Droga de celular, sempre fora de área. — bufou e começou a andar até o carro.

– Serena vai me matar. — murmurou, enquanto entrava no veículo, se arrumava e dava partida.

(...)

– Sinto muito, Bonnie. — Elena se desculpava pela milésima vez. — Sei que foi por culpa do Damon e sua obcessão e amor por Katherine, mas eu namoro Stefan, então me sinto na obrigação de te pedir desculpas.

– Não tem problema, Elena. — Bonnie respirou fundo. — Olha, já faz uma semana que você me pede desculpas como se fosse "Oi". Chega, minha avó está bem onde ela está, tenho certeza! E tenho mais certeza ainda de que ela não gostaria de me ver chorando pelos cantos. Agora vamos mudar de assunto... viu Caroline? — perguntou, enquanto pegava uma bandeja com alguns copos de vinho.

Elena deu de ombros e acompanhou a amiga para fora da cozinha.

A casa estava cheia de pessoas, poucas delas as quais Bonnie podia dizer conhecer, mas ainda assim aceitava com educação os "Meus pêsames" e "Sinto muito" que recebia.

Quando estava servindo os copos, perdeu-se de Elena, que fora chamada por Stefan e Caroline deu as caras em poucos segundos, fazendo-a parar no meio do caminho.

– Precisa de ajuda? — Caroline ofereceu-se.

A loira parecia levemente cansada e ofegante, suava um pouco, mas não o suficiente para manchar a maquiagem leve que usava.

– Na verdade... — Bonnie pensou um pouco antes de concluir afrase. — Aonde estava, Caroline?

Caroline riu nasalmente e respirou fundo antes que a amiga pudesse ver suas bochechas levemente coradas.

– Eu sei que esse é um dia importante pra você, mas Tyler me chamou para sair. — controlou um gritinho histérico.

– Sabia. Sem problemas, Care. — sorriu feliz. — Mas eu preciso sim da sua ajuda, sabe aonde o Matt está? Pedi para que ele fosse até o grill buscar mais vinho, eu não sabia que minha avó tinha tantas amigas. — confessou, levemente chocada.

– Oh, sim, bem, não sei. — Caroline admitiu. — Mas sabe que algumas dessas moças podem ser bruxas, não é? — chochichou próxima ao ouvido da amiga.

– Sim...

– Já pensou em pedir ajuda para alguma? Afinal, você sabe... — deu de ombros.

– Meu pequeno problema com magia esta perfeitamente bem, obrigada pela preocupação, Care. Tenho certeza de que em breve voltará tudo ao normal e eu poderei ajudar vocês com a segurança de Elena. — prometeu, revirando os olhos e voltando a andar.

Caroline ficou parada, digerindo as palavras, até finalmente arregalar os olhos e ir atrás da garota, que entregava uma taça de vinho para uma senhora.

– Não se trata apenas de Elena! — começou baixinho. — Estou preocupada contigo, Bonnie! — aumentou um pouco mais o tom da voz quando as duas se afastaram da moça.

E então ouviram alguém bater na porta.

– Quer me ajudar, Caroline? — Bonnie perguntou, parando de andar de repente.

Caroline assentiu prontamente.

– Então sirva essas taças enquanto eu vou até a porta, deve ser mais um dos amigos de minha avó — pediu, entregou a bandeja nas mãos da loira e então andou em direção a porta.

Passou as mãos pela parte da frente do vestido e teceu o sorriso mais verdadeiro que pôde na cara, se preparou, então, para ouvir os "Meus pêsames" e o quanto sua avó era extraordinária enquanto viva.

Ela não precisava ouvir, sabia disso perfeitamente, mas preferia ser educada e apenas agradecer do que falar algo que não poderia ser considerado lá tão gentil.

Abriu a porta e levou um susto ao deparar-se com duas garotas praticamente idênticas na sua frente.

As meninas pareciam ter a sua idade, ambas eram altas, tinham longos cabelos pretos e olhos incrivelmente azuis, azuis esverdeados, sendo mais específica. Eram gêmeas, ela supôs.

As únicas diferenças eram que, mesmo sendo gêmeas, uma tinha a face um pouco mais adulta, poderia dizer e essa mesma mantinha um sorriso tão ou mais irônico no rosto quanto os que ela estava acostumada a ver na face de Damon. A outra diferença estava no modo de se vestir. Uma usava uma roupa mais clara, um vestido branco com alguns detalhes em preto com uma jaqueta jeans por cima, enquanto a outra parecia perfeitamente confortável em sua blusa vinho, jaqueta de couro e calça jeans.

– Q-Quem são vocês? — gaguejou ao perguntar, definitivamente, aquelas duas eram novas demais para terem conhecido sua avó, era bem fácil assumir.

Ou não, desde que soube da existência de vampiros, bruxas e lobos, podia acreditar em qualquer coisa, até que sua avó estava se relacionando com garotas anos mais novas do que ela.

Ou será que eram séculos mais velhas? Podiam ser vampiras, não? Não, não tinha aquela áura sobrenatural sobre elas que Bonnie sentia quando estava perto de Damon, Stefan e Caroline.

Então, quem eram elas?

Como se tivessem ouvido a sua pergunta, as duas se pronunciaram ao mesmo tempo.

– Olá, priminha!

E tudo o que Bonnie pôde fazer, foi arregalar os olhos e encarar as duas a sua frente, sem entender mais nada.

(...)

As pessoas foram dispensadas aos poucos, Bonnie fingia estar triste por elas estarem indo embora, enquanto ainda fingia preocupação por causa de sua melhor amiga que "tinha quebrado o braço e agora precisava vê-la no hospital".

Assim que todas se foram, voltou para a sala pequena e bagunçada. Teria trabalho para arrumar tudo depois, mas era só pedir ajuda de Caroline e Elena, tinha certeza de que elas a ajudariam.

Parou brevemente para analisar a situação, as tais gêmeas -que ela não sabia o nome até agora- estavam sentadas no sofá que ficava contra a parede, a que tinha a face mais adulta estava sentada normalmente, pernas cruzadas, braços igualmente cruzados abaixo dos seios e uma cara um tanto quando... entediada, como se aquela situação não fosse nada demais.

A outra, tinha as pernas retas no sofá e as mãos esticadas sobre as coxas, enquanto observava cada canto do lugar, quase como se aquilo fosse um passatempo.

Era estranho, ela tinha a sensação de já tê-las visto, mas de onde?

Caroline estava pacificamente sentada no puff que ficava ao lado da televisão, Jeremy e Matt dividiam a poltrona de dois lugares do lado esquerdo, enquanto Elena sentava sozinha na do lado direito. E como era de costume, Stefan e Damon mantinham-se em pé, na frente da porta, os dois de braços cruzados, encarando as duas garotas como se fossem aliens, era quase como se eles fossem seguranças... da Elena, é claro.

Mas não era apenas os dois que encaravam as garotas, o resto também as encarava com tanta ou mais curiosidade quanto os Salvatore.

– Vocês aceitam algo? — Bonnie ofereceu educadamente para as duas, enquanto ia sentar-se com Elena.

– Whisky. — a de blusa vinho falou, como se tivesse a resposta na ponta de língua.

– Catarina! — ralhou a outra, olhando para ela com os olhos levemente arregalados.

– Serena! — ela usou o mesmo tom que a irmã e revirou os olhos logo depois. — Até onde sei, não tem nada nos livros de educação que diga para recusar.

– Você é impossível!

– Sim, sim, já me disse isso.

Bonnie sorriu para a cena, era um tanto quanto engraçado o fato das duas brigarem até por regras de etiqueta.

Limpou a garganta atraindo a atenção das, até então, "primas" que dirigiram seus olhos extremamente azuis para ela com curiosidade estampada em cada centímetro.

– Vamos direto ao ponto, ok? Caso sejam minhas primas como dizem ser, o que estão fazendo aqui?

O silêncio predominou por uns segundos enquanto Serena e Catarina se olhavam como se conversassem entre si. Por fim Catarina suspirou e se dirigiu a morena.

– Vamos encurtar a história: nossa mãe, Polly, morreu e nossa avó é a única parente que se dispôs a cuidar de nós, suas primas. Sim, você tinha uma tia chamada Polly que tem duas filhas, Catarina e Serena, e que morava em Salem. Feliz?

Notas finais
Se gostaram deixem os comentarios, se n gstaram e querem deixar alguma critica construtiva saibam que são mto bem-vindos! Beijos, até o prox!