Dear Sister

3 Blue is cool.


Notas iniciais
Uhuuuul! Mais uma att p vcs 🎆🎆🎆!!! Essa veio bem rapido, ainda bem, mas em compensação o prox vai demorar um pouquinho mais :( Antes que eu me esqueça, queria dizer que li os comentarios do cap anterior (ja vou responder) e tentei ao maximo passar a inpressão de como seria a Serena da minha imaginação ne ja que vcs pareceram achar ela meio "fechada" kkkkk Spoiler rapido de ultima hora: aparição surprise do titio Klaus! (A Beah disse que ficou bom entaaao espero que gostem!) (aliás, ela vai escrever o prox :3 #anciedadenomaximo!) Espero que gostem!

I will not ask you where you came from

I will not ask you and neither should you

Serena não dormira corretamente naquela noite; continuava a se virar pela cama e remexer-se como se estivesse dançando. Era estranho dormir em uma casa como aquela, com tanto poder ao redor, nada comparado a Salem.

Do seu quarto (que pertencera a Sheila, sua avó) ela tinha uma clara e perfeita visão da lua cheia e brilhante acima de si, iluminando o quarto como uma luminária natural, a noite estava abafada e o lençol que cobria sua metade inferior parecia a deixar febril; suspirou e se sentou na cama passando a mão pelo rosto.

A razão pela qual não conseguira dormir era clara, a cadeira no canto do quarto balançava como se alguém estivesse ali sentado desde o momento que deitara.

– Você está começando a me assustar... — murmurou para a cadeira, a fitando. — Pare com isso!

O ranger parou ao pronunciar as palavras. Murmurou algo sobre fantasmas e espíritos ao se levantar, calçar os chinelos e seguir para fora do quarto; o corredor estava com a luz acesa o que facilitou sua caminhada até a escada e para baixo em direção a porta. Sua caminhada silenciosa foi atrapalhada assim que virou a esquina da escada e se deparou com a luz da cozinha acesa e a geladeira aberta; a carranca no rosto de Serena ficou maior ainda enquanto ela andava com passadas pesadas para a cozinha, sem ao menos se importar com o barulho que estava fazendo.

Catarina estava parada em frente a janela da cozinha com um copo de água na mão enquanto a garrafa de água entrava 'misteriosamente' na geladeira e a porta se fechava. A carranca foi substituída por um sorriso malicioso.

– Fico feliz em saber que anda praticando.

Sua irmã engasgou enquanto ela ria e pulava sobre a bancada de mármore no meio do quarto. Catarina se virou com um beiço nos lábios e os braços cruzados.

– Cale a boca! Por um momento pensei que fosse a Bonnie e...

– Por que seria muito melhor nossa querida prima lhe ensinar do que eu, não é?

– Serena! — a garota suspirou colocando o copo na pia.

O silêncio reinou por alguns segundos, Catarina sentou ao lado da irmã que balançava as pernas e mantinha a cabeça baixa.

– Eu sinto ela, como se ela estivesse aqui a todo momento tentando se comunicar e... Dizer tchau. — olhou para a irmã que ainda observava o jardim do lado de fora com uma expressão ilegível — Mal consigo chorar por ela mais pois sinto que ela ainda esta aqui!

– Você é estranha... — sua irmã murmurou antes de aumentar o tom — Escuta, mamãe morreu e você não devia falar assim sobre os mortos! Não deveria nem brincar com es...

– O que vocês estão fazendo acordadas essa hora?

A voz na porta da cozinha fez ambas garotas pularem e ofegarem, Serena pareceu aliviada ao ver que não era nenhum cara morto com os miolos para fora e sim sua prima com seu pijama de bolinhas e corações. Catarina riu baixinho após um tempo e comentou.

– Ótimo, o sindicato das bruxas está formado. Alguma reclamação a fazer?

Bonnie poderia negar mais tarde mas que sua boca formara um perfeito 'O', formara de fato. Serena e Catarina trocaram olhares explícitos antes da prima se recompor, fechar sua boca e piscar lentamente.

– Bem, pelo visto vocês já têm uma bela noção disso...! — enquanto falava caminhou até a geladeira e retirou a jarra de água pegando um copo e o enchendo — A questão é o quanto vocês sabem?

A sardenta respondeu com um sorriso petulante.

– O certo seria o quanto você, Serena, sabe por quê vou te contar uma coisa e tenho certeza de que ficara chocada: — Bonnie arqueou uma das sobrancelhas tomando mais um gole da água gelada — Catarina não gosta de magia!

A bronzeada bufou audívelmente e ameaçou acertar sua irmã mas se conteve dando um sorriso irônico.

– Melhor que ter tendências homicidas.

O queixo de Bonnie poderia tocar o chão ao ouvir tais palavras, observou o modo com que a irmã mais nova ficou vermelha e respirando forte, franzindo a testa. No momento seguinte a morena deixava a cozinha com passos firmes e pesados enquanto a irmã suspirava e a seguia para fora da sala em direção as escadas.

A Bennett continuou lá observando a água no copo, pasma com o que acabara de ouvir e ver até o momento que despertou e gritou para o andar de cima.

– Ei, e o sindicato das bruxas? Vão mesmo me deixar aqui?

Um resmungo raivoso e alto ressoou e uma porta batendo logo em seguida fez a garota rir baixinho e balançar a cabeça negativamente.

Essas gêmeas seriam fogo.

(...)

O dia estava encantador quando acordou na manhã seguinte. O sol brilhava pálido, acompanhado por nuvens cinzas e um céu nostálgico; o clima estava quente mas não tão quente e frio mas não tão frio, perfeitamente equilibrado.

Levantou da cama com a preguiça renovada e a cara mais amassada que pudera ter acordado algum dia em sua vida; limpou os dentes, escovou e prendeu os cabelos e lavou o rosto sardento tão lentamente quanto podia, assim, quando saíra do quarto parecia ter gasto horas e horas lá dentro (apenas alguns minutos, o necessário para uma adolescente de 17 anos).

Na sala de estar podia sentir o cheiro de massa queimada e mangas, uma fumaça fina e quase invisível deixava a cozinha e cobria o corredor. Entrou no cômodo se deparando com uma Bonnie um tanto quanto calma, lendo um livro enquanto uma panqueca queimava no fogão.

Serena revirou os olhos e caminhou até o fogão, apagou o fogo e pegou a frigideira jogando na pia de mármore, abriu a cortina e janela que ficava acima da pia, na esperança de que a fumaça desaparecesse de vez e o fedor passasse.

– Você também é bem avoada, né?

A morena olhou por cima do livro arqueando uma sobrancelha, que, assim que notou a situação tratou de abaixar e levantar da cadeira deixando o livro de lado.

– Ai meu Deus, eu jurava que já tinha desligado o fogo! — riu constrangida.

– Pelo menos eu cheguei a tempo de impedir que mais uma casa pegasse fogo... — Serena murmurou abanando a mão em frente ao rosto e fazendo uma careta para a panqueca preta em sua frente.

As duas primas se olharam por alguns segundos em silêncio, como se testassem a habilidade de não piscar. Bonnie desviou o olhar quando começou a ficar muito profundo, quando Serena corria o risco de ler seus segredos. Uma nuvem de constrangimento pairava acima da cabeça de ambas garotas.

E então, Catarina salvou o dia.

– Por que diabos vocês acordaram tão cedo?

A cena era o exemplo de uma manhã na vida de um adolescente, com direito a cabelos engrenhados e rostos amassados nos jeitos mais constrangedores. Catarina coçava os olhos e bocejava ao que cambaleava até uma das cadeiras na mesa de madeira.

– Panquecas queimadas — Bonnie se explica pegando uma garrafa de vidro, cheio de um líquido vermelho da geladeira.

– E tudo isso causado por um livro, eu te disse que livros não eram bons.

Serena cutucava uma panqueca com um garfo ao que falava, provavelmente na esperança de encontrar algo comestível no meio da bagunça negra e amarga. Catarina sorriu em meio a névoa do sono enquanto a prima dispunha três copos a mesa, juntos a jarra de suco.

– Parece que hoje esse será o café da manhã.

(...)

– Sério? Esse é mesmo o melhor lugar para um simples café da manhã que vocês tem por aqui? — Catarina resmungou em alto e bom som.

– Na verdade esse é o melhor lugar para tudo, desde uma bebedeira sem igual até um café da manhã de merda. — A prima argumentou.

As três adentraram o Mystic Grill lado a lado com Bonnie ao meio, acenando para cada conhecido (o que seria a cidade inteira, na opinião das irmãs) que via.

O lugar era bonito até, com cadeiras e mesas de madeira escura, um balcão comprido com um garoto ajeitando as bebidas nas prateleiras por trás dele; Catarina, que estava ao lado do balcão enquanto as garotas passavam, virou o rosto e observou atentamente o garoto loiro com o pano em mãos virando para o balcão e o limpando. Olhos azuis e pele levemente bronzeada, lembrando vagamente o ouro.

– Matt! — sua prima gritou assustando a garota que parou em seu caminho.

– Bon, como vai?

E foi assim que, com o rosto corado, uma irmã confiante e uma prima popular, Catarina foi arrastada para um dos bancos da bancada onde se instalou ao lado das outras garotas, na seguinte ordem: Catarina, Serena e Bonnie.

– Estou bem, na medida do possível, e você, como vão as coisas por aqui?

O garoto, Matt, suspirou e assentiu uma vez antes de jogar o pano em algum lugar atrás da bancada e disse:

– Na verdade as coisas parecem até mesmo normais por aqui, sabe... E quem seriam as suas amigas?

Seu olhar vagou entre as irmãs com um sorriso brilhante, Serena foi a primeira a se apresentar, sorriu igualmente e estendeu a mão esperando que ele aceitasse.

– Serena Young, tentando acreditar que não tenho uma irmã e sim uma vaca de estimação e prima da Bonnie.

Ele assentiu e se virou para a outra garota que, por sua vez, esperava com um sorriso tímido-petulante e estendia a mão como a irmã fizera.

– Catarina Young, irmã da coisa aqui e prima da 'BonBon' mas, por enquanto, apenas Cat, por favor. — o 'BonBon' foi carregado em sarcasmo fazendo o garoto rir e a irmã gargalhar ao seu lado.

Aproveitando o contato olho a olho que estavam tendo, piscou para ele e antes que pudesse ver a reação se virou para a prima que parecia querer rir mas se segurava, imitando um bico no rosto, fingindo estar chateada.

– Ok, ok, antes que meu chefe me mate, o que vão querer? — retirou de um dos bolsos do avental um pequeno bloco e uma caneta.

– O mesmo de sempre.

– Hum, eu não sei... Café da manhã, ok. O que vocês tem por aqui? Estou me sentindo como se tivesse vindo de outro país! — riu baixinho, constrangida.

– Relaxe, você não veio de outro país e sim de outro planeta! — Catarina falou.

Entre risos, Matt respondeu educadamente.

– Nós temos um bolo de chocolate que é realmente delicioso!

– Sim, tudo bem. Então será o bolo de chocolate que eu realmente espero ser delicioso e um copo de café, por favor.

– E você, Cat? — deu ênfase ao apelido e a garota fingiu não notar, fazendo uma cara de pensativa.

– Capuccino e um muffin, de morango.

Assim que o garoto deu as costas para elas Cat se virou para as outras com um sorriso enquanto comentava.

– "O vai querer?" Você, com um lacinho vermelho, de preferência na minha cama.

O motivo da voz grossa no início ela não sabia ao certo mas que era isso que desejava, com toda certeza era.

– Você é uma ninfomaníaca; mamãe estaria orgulhosa de você! — Serena brincou, fazendo as gargalhadas de Bonnie cesarem.

Catarina riu, batendo na mão da irmã e observando a reação da prima que parecia pasma mas divertida ao mesmo tempo.

– Vocês duas são totalmente loucas e espero que a titia não esteja tão orgulhosa disso. Aliás, falando em loucura, temos que fazer a matricula de vocês em Robert E. Lee.

– Acho que vamos nos dar bem aqui, não acha Bonnie? Ficaremos conhecidas como as primas ninfomaníacas e loucas de Bonnie Bennett, bem, melhor que ser as irmãs bruxas!

– Sinto muito, a fama de bruxa já é minha e não pretendo descer de meu pequeno trono, queridas.

(...)

Robert E. Lee era um perfeito exemplo de escola americana. Um pátio do lado de fora com um gramado verde e bonito, um pátio do lado de dentro, um prédio comprido e grande com milhares de janelas e um arco na porta de entrada para "o inferno".

A matriculada não foi nada tão complicada, principalmente por ser uma cidade pequena e Bonnie ser uma das garotas populares e, em duas horas elas deixavam Robert E. Lee com suas vagas garantidas para segunda-feira.

– Já temos nossas vagas garantidas na escola, agora só falta nossa vaga garantida ao lado de você e suas amiguinhas certo priminha? Não deixaria suas queridas primas/amigas sozinhas em um lugar desconhecido, deixaria? — Ser fingiu uma voz idiotamente infantil conforme entrava no carro ao lado da prima.

– BonBon, precisamos nos ajustar; que tal uma festa? Eu pago as bebidas, Ser arruma as strippers e você os convidados!

– Calem a boca, vocês duas! Arrumem seus próprios amigos e, de brinde, uma vida!

Apesar de reclamar a garota ainda sorria enquanto ligava o carro e dirigia sem noção de para onde iriam. Serena sentou tão comportada quanto conseguira e abriu a janela, observando a paisagem do lado de fora. O sol começara a dar sinais de vida, um bom motivo para ter usado um de seus melhores chapéus, preto com duas penas cinzas manchadas de preto de um lado; bom motivo também para ter decidido usar uma saia que vinha até a metade das coxas, um top cropped e óculos de sol.

– O que querem fazer agora?

Catarina foi quem respondeu com uma nota óbvia de sarcasmo.

– Ir para o centro desta minúscula cidade, comprar saias minúsculas e me vestir como Serena vulgo Lolita.

– Me pergunto se há um momento no dia que vocês não briguem... — Bonnie divagou.

Serena apenas ignorou o comentário da irmã e da prima e decidiu ligar o rádio, procurando por algo que gostasse em meio aos ruídos e falas embaralhadas.

Catarina encostou no banco pressionando suas costas no couro macio, dividindo seu olhar entre os bancos a sua frente e a janela ao seu lado, tentou observar o máximo possível da paisagem bonitinha e alegre de Mystic Falls.

As casas lembravam vagamente as de Salem, especificamente as casas que não queimaram durante as fogueiras de bruxas do século passado; as árvores verdes e brilhando abaixo do sol brilhante, a população absolutamente, repugnantemente feliz como se não houvesse problemas para serem resolvidos e contas para serem pagas.

O 'centro' da cidade era simples e baseado em uma torre com um relógio, um café, o Mystic Grill e algumas lojas espalhadas pelas ruas ao redor.

– Bem vindas ao centro de Mystic Falls, por favor mantenham as mãos dentro dos carros e não tirem fotos principalmente no caso de verem algo sobrenatural. Temos uma imagem a zelar. Uma boa tarde, obrigada. — Bonnie murmurou estacionando o carro em frente a uma loja e fazendo as garotas gargalharem.

– Bruxas contam como algo sobrenatural? Porque na verdade eu sou bem fotogênica e não me importaria se alguém quisesse tirar fotos minhas! — A irmã comentou ao descer do carro observando a loja em sua frente.

– Serena você é uma vadia, se alguém lhe pedisse para fazer um filme pornográfico você aceitaria sem hesitar. — Catarina respondeu descendo em seguida.

Bonnie revirou os olhos indo em direção a loja e abrindo a porta larga onde se podia ler em letras cursivas 'La Belle Vie' e uma pequena placa escrita 'Aberta'; podia imaginar o tipo de pessoa que comprava naquele lugar, Barbies com silicone e cachorrinhos em bolsas.

Serena se virou com as mãos nas cinturas encarando a irmã que retribuiu o olhar com um sorriso inocente.

– Ei, isso não é verdade! Eu hesitaria sim!

As duas riram antes de seguir a prima até a loja. O ar frio que atingiu Catarina foi revigorante, a fez suspirar deixando o calor para trás.

Ao contrário do que a vitrine (enfeitada com um manequim de peruca ruiva vestindo um vestido verde com bolinhas e saltos maiores que os de Serena) e a parede verde clara pareciam dizer, a loja até que era bem eclética com roupas pretas e brancas como as de um mímico de um lado e roupas rosas do outro.

– Caroline! — a voz de Bonnie a trouxe de volta.

Bon abraçava um garota alta e loira que a abraçava de volta com um sorriso enorme e os olhos fechados levemente. Se separaram e Caroline olhou para Cat com um sorriso simpático mas analisando-a de cima a baixo (seu lado popular gritando que fora um péssimo dia para usar o vestido azul escuro que ganhara de aniversário de sua mãe, combinados com um dos saltos pretos abertos na ponta).

– Car, essas são Serena e Catarina. Minhas primas.

– Olá garotas! — Car disse exibindo um sorriso perfeito e brilhante.

– Oi. — responderam em conjunto.

Em meia hora, Caroline usava Catarina de boneca ambulante e empurrava roupas de diferentes cores e formatos nas mãos da garota.

Serena ria divertida sentada ao lado da prima enquanto esperava a irmã vestir mais um dos vestidos prata brilhantes que Caroline dera para ela.

– Vocês vão ver, vai ficar perfeito nela! — Caroline avisou ao lado do provador.

– Sim, sim, você disse isso dos últimos quatro vestidos que fez ela usar. — após alguns segundos de silêncio, completou — Estou com sede, acho que vou comprar algo naquela lanchonete ali.

– Traz um suco para mim! — Caroline pediu antes que a garota passasse pelas portas de vidro.

Sua estadia poderia ser pior.

O ar quente a saudou primeiramente, olhou para os lados na calçada observando se alguém vinha, depois repetiu o gesto atravessando a rua e segurando o chapéu, impedindo que voasse com a brisa fresca que a atingiu.

Em frente a lanchonete de paredes verde musgo tinha um homem de braços cruzados e óculos de sol, observou enquanto a adolescente entrava no imóvel.

Serena sentiu sua respiração falhar quando uma mão pegou em seu braço a puxando bruscamente, arfou e se virou pronta para gritar. O homem retirara os óculos e agora a olhava com estranhamente penetrantes olhos verdes, como esmeraldas, que poderiam fazer seus joelhos cederem e seu coração ser roubado mas devido as circunstâncias a única coisa que sentia era aflição. As sobrancelhas se curvaram para baixo e a carranca pareceu ficar pior.

– Você vem comigo, bonitinha. — ele murmurou em um tom malicioso já se virando e a arrastando consigo.

Serena grudou os pés ao chão e se preparava para gritar quando ele se virou novamente e sorriu agora com a expressão suavizada.

– Grite e será o último som que fara na sua vida.

A garota não sabia ao certo se fora a carranca, as palavras maldosas ou o desespero por aquilo estar acontecendo e ninguém estar percebendo mas quando o homem (que mais parecia um guarda-roupa) a puxou pelo braço bruscamente ela não hesitou em ir junto. Andaram apenas alguns metros até um beco entre duas lojas por onde ele a arrastou os fazendo parar em algum 'estacionamento' sujo.

– O que você vai fazer? — perguntou com a voz trêmula.

Ela sabia que poderia reagir não apenas fisicamente mas seu cérebro parecia ter ficado em branco. Seu coração acelerado e suas palmas das mãos suavam.

– Algo muito simples, tente adivinhar. — o sorriso ainda dominava sua face quando a soltou por alguns segundos apenas para a grudar a parede atrás de si com uma mão de cada lado de sua cabeça. — Vamos deixar isso mais fácil, querida. Você morre aqui e agora e eu não terei mais dívidas com o idiota do Klaus.

Enquanto falava ele abaixara a cabeça que agora repousava em seu pescoço fazendo a respiração calma e quente arrepiar seus pelos, o fato de alguns dentes estarem arranhando o local também não ajudava nada. Ela estava assustada.

Fechou os olhos tentando pensar em algo que fosse a ajudar mas não conseguia pensar em nada; o quadril do moreno bateu no seu antes de ser liberada de qualquer calor humano, a fazendo abrir os olhos para se surpreender.

O moreno estava agora colado a parede contrária a sua com uma cabeleira loira ondulada escondendo seu rosto.

– Eu deixei bem claro que queria a menina..., seu...!... Suma da minha frente! — a voz forte e grossa parecia ter algo diferente.

Se preparou para correr antes que o loiro pudesse se virar para si assim como fizera o moreno segundos antes mas fora muito lenta para isso; respirou fundo no momento que os olhos azuis a encararam, o sorriso parecendo pior que o do outro, quase predatório com as covinhas profundas de ambos os lados do rosto.

– Me deve essa. — comentou estendendo a mão para ela que aceitou, mal percebendo que estava prestes a cair de joelhos — Pode começar a me pagar me dizendo seu nome.

Soltou da mão dele rapidamente e em um surto de confiança e coragem Serena se recompôs e sorriu irônica como sua irmã normalmente faria.

– Não vou lhe dizer meu nome, você pode ser um psicopata. Me diga você seu nome.

– Você é esperta. Que tal assim, eu digo o meu e você me conta o seu.

Arqueou uma das sobrancelhas antes de aceitar a mão grande que ele lhe estendia, novamente.

– Klaus Mikaelson.

– Belo nome.

Se virou e saiu, deixando o homem plantado ali e mal processando tudo que acabara de acontecer.

Notas finais
Ok, eu so queria dizer que todos os leitores estao ganhando um convite oficial para por favor comentar o que desejar sobre a fic na caixa abaixo! Pq serio, se o comentario de duas pessoas já ajuda mto imagina o quanto não faria o comentario de varias? 😊 beijos, ate o prox!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.