Dear Insanity

5 Hold Your Breath My Dear...


Notas iniciais
PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! Como assim duas recomendações? Nunca imaginei que ganharia uma , quanto mais duas! Muitíssimo obrigada à Mari Haruno e Julya uchiha pelas recomendações maravilhosas. Eu amei cada palavrinha que colocaram viu flores? Amei as duas. Nossa, não sei nem o que dizer, além de obrigada. Queria dedicar este capitulo à ambas. Muito obrigada meninas, espero que gostem desse capítulo, pois ele é inteiramente de vocês ^^ Espero que curtam o capítulo e tenham todos uma boa leitura.

Dear Insanity

Capitulo 5

Hold Your Breath My Dear...

A chuva caia cada vez mais abundante no vidro da sacada que ficava no pequeno quarto, este que somente era iluminado com os clarões dos relâmpagos que eram produzidos pela tempestade devastadoramente opípara.

Sua pequena estava com o rosto, ainda choroso e trêmulo, escondido em sua clavícula ao mesmo tempo em que o moreno a mantinha de frente para si, meio que sentada em seus braços. Seu queixo repousava no topo da pequena cabeça cor de rosa.

Estava de frente para a janela da sacada fechada apenas com o vidro com uma Sakura aninhada em seu colo, um tanto mais calma. Porém sabia que ela ainda estava com medo, pois sentia as gotas silenciosas escorrerem por entre seus olhinhos e, enfim, pingarem em seu pescoço.

Após vários momentos tentando acalmá-la o máximo que conseguiu foi fazê-la chorar silenciosamente. Ela sentia dor, ele sabia pelo fato de que quando afagava-a, afim de passar conforto a mesma, e suas mãos passavam perto do bracinho machucado, ela encolhia-se. E isso o deixava cada vez mais possesso.

Tocou de leve no cabelo rosado, enterrando os dedos brancos nos longos cachos que enrolavam-se em torno dos mesmos, e a sentiu relaxar sob seu carinho. Um suspiro de exaustão veio dos lábios infantis.

Ela estava cansada de chorar.

Estava cansada de sofrer.

Sua pequena e frágil criança estava, apenas, cansada de ter seu pobre coraçãozinho despedaçado.

Aproximou-se mais da janela, quase a tocando, assim ficando consequentemente mais perto do som da chuva, propositalmente, pois o ruidoso som da água caindo em grande quantidade era capaz de abafar todos e quaisquer sons naquela noite.

O que era bom, afinal, somente assim, Sakura não ouviria o que ele conseguia escutar com sua audição aguçada.

Oh sim, estamos falando de, não sons de trovões, pois estes somente ajudavam a camuflar o verdadeiro rumor que não queria que chegassem aos ouvidos da pequena Haruno quase adormecida.

Falamos de lamúrias.

Gritos.

E sons pegajosos de carne sendo rasgada e devorada.

Mas, não qualquer carne.

A mãe da pequena rosada estava sendo morta neste instante.

Porém não por suas mãos.

Rumou calmamente em direção a pequena cama de solteiro desconfortável e sentou-se nesta, confirmando que era realmente dura e, quase impossível de se dormir. Acreditava que a rosada dormiria mais facilmente no chão.

Inclinou-se a depositando com cuidado no acolchoado fino, cujo qual não a protegeria do frio que fazia. A pequena cabeça tombou sobre o travesseiro e o corpinho fraco e frágil, moldou-se assim como possível, na cama.

Estava prestes a levantar-se quando a viu abrir suas esmeraldas com as pupilas levemente dilatadas devido ao estado de letargia, efeito do sono e exaustão mental, que assolava de forma feroz aquele pequeno e inocente ser.

—Seu moreno? — Perquiriu com a voz fraca e falha.

Seus olhos, aparentemente indiferentes, caminharam até a pequena mão macia que lhe tocava o braço. O toque era delicado, porém era exercido uma força desnecessária, para ela é claro, o que indicava que ela estava assustada.

—Estou aqui hime. — Sua voz rouca saiu dócil e mais amável do que premeditou, porém ignorou este fato.

Ela sentou-se na cama em um salto esbaforido, logo abraçando-lhe desajeitadamente.

—Não me deixa aqui, por favor não vai embora! — Ela pronunciava em aflição ao agarrar-se em si de forma desesperada. –Não me deixe sozinha! — Seu pedido foi feito em não mais que um sício quebrantado pelos soluços constantes ocasionados pelo choro estrangulado.

—Jamais! — E isto realmente nunca aconteceria. Não enquanto respirasse.

Acolheu-a novamente em seus braços porém, desta vez, ao coloca-la em seu colo, segurou de forma delicada o rosto pequenino logo o inclinando para que olhasse diretamente em seus olhos.

Tudo o que a pequena Sakura viu antes de adormecer fora grandes olhos vermelhos, porém não sentira medo.

Ao contrário.

Sentira segurança.

Amparou a frágil estrutura da Haruno quando a mesma tombou para frente. Ajeitou-a melhor no desconfortável lugar a deixando na posição inicial na qual esta encontrava-se anteriormente e acariciou de leve o rostinho sereno.

Queria não ter de usar este meio, porém ela não descansaria da forma atormentada em que estava. Assim, pelo menos, ela não teria pesadelos em seu sono e melhor, poderia controlar para que ela sonhasse com algo que a deixava feliz. Era a melhor opção que poderia tomar no momento já que se ela ficasse acordada com certeza ficaria traumatizada com o que presenciaria.

E isso ele jamais admitiria que ocorresse.

Retirou seu longo sobretudo negro que lhe chegava aos pés ficando somente com uma blusa, também negra, de mangas longas e cobriu sua casta criança adormecida. Pode vislumbrar o pequeno corpo dela aconchegar-se de forma manhosa no tecido grosso e quente de sua veste para logo sorrir em meio ao sono.

Sorriu de canto antes de caminhar para fora do pequeno recinto. Encostou a porta afim de abafar os barulhos que aumentavam gradativamente. Não que ela fosse acordar tão cedo, porém era melhor prevenir do que remediar.

Seguiu os ruídos grotescos que vinham do que parecia ser a sala de estar. Pôs-se a descer as escadas de forma lerda afinal, seus planos haviam mudado a partir do momento em que soube de com quem estava lidando.

Claro que antes era mera especulação, entretanto assim que pisara no carpete encharcado de sangue e seu olhar rubicundo caiu por sobre a figura asquerosa, cuja qual era encoberta parcialmente pela escuridão, que devorava sem dó as entranhas retalhadas do que um dia fora uma mulher, teve certeza.

Aquele não era meramente o padrasto de Sakura.

Era uma Hidra.

Assim como aquela que fugira de suas masmorras a cerca de algumas semanas, porém elas não eram a mesma.

Assim que o escutara, o ser escamoso parou o trabalho de devorar parte dos julgara ser os rins da mulher, para olhá-lo.

O silêncio sepulcral abateu-se no local e o único som presente era o da capciosa e abundante chuva que não dava trégua de forma alguma. O odor pútrido e agridoce era predominante o causando um único sentimento além de ódio: Asco!

O corpo daquele ser repugnante era irregular sendo alternados entres grossas escamas e chifres quebradiços. Os olhos amarelados com pupilas verticais destacadas em meio a negritude o observavam com atenção e a enorme calda balançava de um lado paro o outro de forma frenética.

Ele estava o analisando antes de atacar.

Seus olhos também o analisavam e graças ao Sharingam pode prever que ele o atacaria saltando em sua direção para mordê-lo, com suas presas envenenadas, diretamente na garganta.

Tão previsível.

Tsc!

Saltou rapidamente antes que a criatura o alcançasse e pousou em um baque surdo ao lado de uma poltrona cinza manchada de carmesim. Virou-se e seus orbes rúbios focaram a hidra levantar-se em um cambaleio trôpego para logo direcionar-se para si rugindo estridentemente sendo lançadas de sua boca asquerosa quantidades pequenas de saliva e sangue misturados.

Tsc! Aquele infeliz acordaria sua Sakura desta forma.

Voltou a sua posição ereta para o réptil parcialmente híbrido entra hidra, que era nada mais que uma forma serpentinosa, e um humano. O execrável ficou em uma posição de luta, de forma que ficasse de quatro tendo as patas traseiras flexionadas, prontas para dar um salto a qualquer hora, e as “mãos”, que nesta parte ainda eram parcialmente humanas, porém contendo escamas; apoiadas a sua frente ao mesmo tempo em que da boca deforma respingava uma mucosa ácida de cor amarelada.

O monstro rugiu mais uma vez e Sasuke teve vontade de revirar os olhos. A vontade de matar aquela besta que teve coragem de machucar sua fêmea era incontrolável, assim como o ódio puro que sentia no momento era tanto, que o moreno achou tentador matá-lo naquele exato instante.

Porém ele tinha que controlar-se para que nada desse errado e se deixasse seu demônio resolver as coisas, como o mesmo implorava para que o fizesse, tudo sairia do controle e ele perderia informações privilegiadas que sabia que não teria como arrumar depois.

Mas, ah!

Como ansiava possuir uma túnica feita com couro de hidra.

O enorme animal veio correndo em sua direção derrubando tudo que encontrava-se em seu caminho para tentar acerta-lhe, com uma espécie de ferrão localizada na ponta da calda de Kabuto, no entanto desviou com facilidade como se não houvesse nada significante em sua frente.

E não havia, de certa forma.

Saltou mais uma vez tomando distância. Suas mãos estavam trêmulas e sua visão estava meio turva, sinal de que ele estava tentando tomar o controle. Respirou profundamente. Não poderia deixar o demônio assumir e impor suas vontades ou então quando sua consciência retornasse, tudo que teria diante de si seria resíduos pútridos de serpente.

Não que a ideia não lhe agradasse, pois seria exatamente isso que aconteceria com aquele maldito, mais cedo ou mais tarde. Contudo, não agora. Precisava ter calma e paciência e se deixasse seu Oni* no comando essas eram as únicas coisas que não iriam ocorrer.

Mal esperava para arrancar-lhe escama por escama com um alicate.

Focou a figura atrapalhada retirar, com certa dificuldade, seu “ferrão” da parede de madeira, na qual havia ficado presa ao errar o golpe que seria deferido no braço direito do Uchiha.

Ainda com os olhos escarlates cravados na figura horrenda, mordeu seu dedo polegar com pressa já que tinha fome.

Fome de vingança!

Afastou-se alguns metros enquanto o sangue escorria por entre seus dedos e finalmente pingava no chão. Agachou-se de forma lenta para logo em seguida puxar o tapete felpudo, que um dia fora cinza, incrustado de sangue coagulado, porém ainda úmido.

Fez um círculo perfeito e de tamanho bem considerável com o dedo que derramava lentamente o líquido vermelho. Pousou ambas as mão no centro do mesmo e deixou que as palavras fluíssem através de seus lábios e a invocação ganhasse vida por meio de sua voz rouca e altiva.

Testor te ex profundissimo inferno ( invoco-te do inferno profundo )

O sangue do círculo começou a retesar e salientar do pavimento de madeira.

Tu autem animam caída (Tu que és, alma caída )

Os lábios acarminados sussurraram lentamente a prece da morte quando viu a seiva, que antes estava sob o formato geométrico que havia feito, dançar acima de suas mãos.

Voca ergo daemon Hipoctônios (Chamo-te agora, demônio Hipoctônios )

A híbrida serpentina começou a rugir em dor quando o forte clarão começou a cegá-lo e seus passos, que antes eram direcionados ao moreno a fim de matá-lo, foram completamente cessados pela incômoda queimação em sua retina.

Veni ad Dominum (Venha ao seu senhor )

Levantou-se rapidamente ao se afastar umas boas cinco passadas para trás e a luz antes ominosamente forte fora completamente extinta. Vislumbrou com satisfação o semblante espantoso de Kabuto ao ter seu olhar direcionada única e exclusivamente às duas criaturas que ocupavam quase que todo o lugar espaçoso que era o cômodo.

Ambos eram altos, chegando quase ao teto, perto do lustre de cristal. A pele era amarronzada, coberta de terra e lama, o que era compreensível visto que demônios hipoctônios habitavam somente as camadas mais profundas do inferno. As patas traseiras eram curtas, porém os braços grandes, onde concentravam toda a força devastadora que somente aquela raça era capaz de obter e falamos de força inteiramente bruta; nestes repousavam olhos, três em cada braço, atentos a tudo o a sua volta. Ao contrário do comum não haviam olhos no rosto, pois nesse repousavam somente quatro ventosas, por onde captava o cheiro e por onde guiava-se mais facilmente. Já no topo e em todo o contorno do rosto haviam chifres. Uma grossa carapaça feita de ossos pontiagudos cobria desde a ponta do rabo médio até o começo da cabeça. Nas costas, pequenas asas balançavam de um lado par o outro, retirando os resíduos de areia.

Deu um paço à frente vendo ambos os hipoctônios virarem-se em sua direção para logo curvarem-se respeitosamente. Ambos os dois foram despertos de sua reverência ao serem atingidos por uma camada espessa de veneno. Ácido.

Sasuke deduziu que provavelmente Kabuto havia lançado, optando por um ataque à distância, já que se fosse feito em um curto espaçamento provavelmente haveria contra-ataque.

O Uchiha teve vontade rir do desespero da hidra quando seus servos simplesmente começaram a caminhar na direção do mesmo logo após receberem permissão de si para executarem aquilo que foram invocados para fazer, sem ao menos reclamarem de dor.

Pôs-se a andar com uma lentidão pretensiosa e comedida. Quando suas passadas alcançaram o batente que dava afluência ao recinto pode escutar grunhidos de exaspero e rugidos estridentes cujos quais eram apreciáveis ao extremo para si. Logo outro clarão fora perceptível ser vindo da sala, como o que fora visto na invocação dos hipoctônios, porém desta vez estavam de partida.

Esperava que Itachi não se importasse em ter que interrogar mais uma hidra.

Subiu os degraus com um tanto mais de pressa e tão logo alcançou o final da escadaria já encontrava-se novamente em frente a porta do quarto em que repousava a razão de sua frívola comparência.

O som da chuva era, mais uma vez, o único som presente no local.

Abriu o objeto que estava em seu ádito para logo fechar a porta novamente. O olhar rubicundo pousou sobre a face serena que mexia-se levemente em seu sono. Aproximou-se dela e focou seu olhar nas pequenas sobrancelhas que movimentavam-se conforme o sonho que a mesma tinha. A pequena boca fez um biquinho manhoso ao suspirar e agarrar-se ao seu sobretudo.

A pegou em seus braços com cautela para que não a acordasse e conseguiu colocá-la com o rostinho escorado em seu peito. Passou o braço direito nas pequenas pernas lacônicas fazendo com que ela sentasse em seu antebraço.

A rosadinha sorriu levemente ao agarrar-se a sua blusa com devoção enquanto suspirava em deleite pelo corpo macio abaixo de si.

Puxou levemente o tecido do longo casaco para que cobriu-lhe a pequena cabeça e apropinquou levemente seus lábios meio úmidos da testa de sua menininha. Suspirou ao olhar em derredor.

Não acreditava que finalmente, por fim, a levaria consigo. Seu peito inflava com uma sensação cálida de preenchimento. Sentia uma plenitude inigualável e prazenteiramente acolhedora.

Por saber que a teria.

Por estar ciente que não mais havia algo para distanciá-lo de sua fêmea.

Por saber que não estava mais sozinho.

Não havia mais motivos para permanecer mais um mero instante ali. Sakura não necessitava de nada que a lembrasse de coisas ruins e tudo que a rosada precisasse ela teria antes mesmo que piscasse os olhinhos verdes.

Olhou mais uma vez ao redor.

Nada presente naquele aposento faria falta a ela, pois Sakura apesar de brincalhona e as vezes manhosa de mais, não era uma criança mimada. O que claramente mudaria, pois no que dependesse de si ela só teria tudo do bom e do melhor a hora que quisesse. O que talvez não fosse uma boa ideia porque se antes ele já era escravo de suas vontades, depois que a mimasse ela o teria em uma coleira.

Sorriu de canto ao constatar que se dependesse de sua Sakura ele não seria poupado nem de brincar de cavalinho.

Estava prestes a dizer adeus aquele lugar lôbrego e cruciante quando as orbes acarminadas pousaram sobre uma elevação fofa e peluda que estava em baixo da cama, ficando visível somente o curto braço do bichinho.

Aproximou-se e tomou a pelúcia na mão esquerda ao mesmo tempo em que a outra continuava firmando a frágil estrutura de peso quase inexistente.

Aquele não era o bebê da Haruno?

O ursinho era pequeno, pouco maior que a palma de sua mão, com grandes olhos negros, duas anteninhas no topo da cabeça do bicho enquanto continha quatro patinhas dianteiras, duas traseiras, um par de orelhas enormes e um curto rabinho.

Mas hein?

Que monstrinho estranho!

Isso se não contarmos que o bicho era azul.

Deu de ombros, Sakura gostava dele e era o que contava. Tomou impulso antes de ajeitar melhor a rosada em seu peito e pôs o monstrinho entre ele e Sakura antes de correr brevemente até a sacada, com os vidros agora abertos, e pulou em direção a rua.

Porém, diferente do que parecia, o moreno não pousou no asfalto.

Ele, simplesmente, o atravessou.

"...Oh doce insanidade

Você pega a minha mão e me leva lá para fora, na escuridão

Em rota de colisão, para o inferno, nós marchamos

Estamos condenados a isso agora

Se eu for cair, não cairei sozinho

Você está condenada a isso agora

Segure sua respiração, minha querida

Nós estamos indo para baixo…"

Notas finais
Oni* = Demônio Para quem não conhece, o que eu duvido muito, e quer ver o bichinho de pelúcia da Sakura: http://fc03.deviantart.net/fs5/i/2004/335/1/1/Stitch_by_DarkuAngel.jpg Espero que tenham gostado, Bom, quela parte da invocação dos demônios foi eu que inventei hehe não me culpem por ter saído daquela forma e por ter colocado em latim, pois eu assisto Supernatural de mais rsrs Bom pessoal, aquela pedaço, em negrito e itálico, do final é um trecho da música Dear Insanity, que como todos sabem me inspirou a escrever esta fanfiction, onde leva o nome da mesma. Achei que combinaria com a situação, então resolvi colocar :) O que acharam da capa nova? Gostaram? Foi a Juh que fez, muito obrigada, mais uma vez, por ter feito viu flor? Vou tentar não demorar com o próximo capitulo ok? Também queria agradecer por todos os comentário que recebi, fiquei muito feliz ^^ Comentem, favoritem e recomendem, façam o que acharem melhor, pois tudo me deixa muito feliz *--* Até breve meu povo, kissus da Vena!