Notas iniciais
Olá suas lindas. Como estão? Este capítulo é super dedicado à Caroline and Rafaela pela linda ecomendação. Muitíssimo obrigada pela atenção e carinho flor. Amei cada palavra que colocou e me deixou boba por horas com as lindas palavras que colocou. Obrigada espero que goste. Quero agradeser pelos comentários do capítulo passado, eu amei. O capítulo saiu rápido e estou postando na quarta, como prometi nos reviews ^^ Desculpem se ele ficou meio... Chato ou algo assim, mas eu estava sem ideias porém como tinha tempo livre me obriguei a escrever algo. Boa leitura e nos vemos lá em baixo.

Dear Insanity

Capítulo 6

Monstrinho

As passadas do soberano rei eram calmas e serenas, quem não o conhecesse diria até jucundas, apesar de saber que a guerra que havia comprado, e da qual não arrepender-se-ia jamais, não seria fácil.

Porém Sasuke não importava-se.

Nada importava-lhe contanto que ela estivesse consigo.

Tão logo chegou no belo aposento, seu quarto, rumou em direção à enorme e espaçosa cama que era coberta por tecidos e acolchoados de seda negros. Perto desta, um tanto mais à direita, repousava uma grande cômoda com um enorme espelho e do outro lado, uma porta em mogno que era usada para guardar as roupas e objetos pessoais do rei. No final do âmbito encontrava-se uma imperiosa sacada com visão privilegiada para o jardim de vegetação momentaneamente morta. Para terminar, do lada da porta de afluência ao local, mas mais à esquerda, era vista a porta de acesso ao amplo aposento de banho.

Ao chegar onde queria, inclinou seu tronco com ambos os braços estendidos para depositar o pequeno corpo, frágil e exaurido, em meio as fofas cobertas e travesseiros. A cobriu suave e calidamente para logo em seguida vislumbrar um pequeno sorriso nascer nas feições pueris ao mesmo tempo em que a pequena Sakura aconchegava-se de forma manhosa em sua cama.

Sorriu de canto a vê-la agarrada em sua camisa preta com um aperto firme, porém seu sorriso desvanesceu ao perceber que a Haruno o soltou para abraçar o monstrinho azul.

Fez uma careta, inconsciente é claro, desgostosa ao perceber que ela simplesmente voltou a dormir grudada naquela aberração peluda.

Estreitou seus olhos negros em direção ao bicho maquiavélico que parecia rir de sua cara enquanto Sakura apertava-se à ele.

Se sua menininha não apreciasse tanto a companhia do trapo peludo e insolente, Sasuke faria questão de arrancar antena por antena do topo da cabeça do bicho audacioso.

Tsc.

Enquanto acariciava as madeixas rosadas refletia no que deveria fazer agora.

Primeiro de tudo tinha que encontrar com Naruto para que o mesmo o deixasse a par das situações inquietantes que deveria resolver. Depois precisava falar com Itachi para manter-se informado com os progressos, ou se fosse o caso regressos, em relação à Kabuto. E por fim, tinha que saber de notícias sobre Karin, afinal a mesma fora encarregada de localizar seu fugitivo, o que na verdade era um dos principais motivos ao qual precisava urgentemente reunir-se com os Ōshitsu komon, e até agora não dera sinal de retorno.

Suspirou inquieto ao notar que deveria tomar providências em relação a tudo, pois admitia que deixara, de certa forma, o reino desprotegido, porém apesar de saber que seus conselheiros pessoais dariam conta, era sua e exclusivamente sua responsabilidade cuidar de seu povo, principalmente depois que fora visto anjos perto da parte leste, onde tinha somente a grande floresta da morte. Realmente suspeito.

No entanto, a partir de agora as coisas mudariam, pois sua razão estava consigo e junto desta viera a motivação e a responsabilidade.

Sakura era sua motivação porque a mesma o impulsionava a melhorar e querer sempre o melhor de si apra ela. Contudo a mesma também era sua responsabilidade e deveria dar a ela segurança e conforto, mas tudo isto só seria conquistado quando reinasse de verdade.

Admitia que já havia pensado em desistir e, depois de tudo que Fugaku lhe fizera outrora, realmente pensou estar sozinho. Condenado a uma eternidade medíocre e sem nexo, no entanto tudo mudara quando ela entrou em sua vida. E não poderia estar mais grato por isso.

Grato por devolver-lhe a lucidez.

Grato por fazê-lo não tornar-se tirânico como seu pai o fora.

Grato por acalenta-lo de tal forma que só sentira na presença de sua mãe.

Grato por tirar-lhe da solidão.

Tinha que dar inicio as mudanças e isto seria feito neste instante.

Parou a carícia em sua pequenina para levantar-se, porém ela o segurou antes que saísse da cama. Por mais cançada que ela se encontrasse, notou, a mesma sempre despertava quando afastava-se dela.

–Seu moreno? — Parece que ela não queria facilitar as coisas. Suspirou imaginando a quantia imensurável perguntas que ela faria. –Onde estamos? — Ela esfregava os olhinhos ainda embaçados pelo sono enquanto segurava firmemente o bicho infeliz.

–Em minha casa. — Respondeu categórico ao asentar-se novamente, porém desta vez em sua frente.

–Na sua casa? — Aquiescei levemente tediado. –E por quê eu estou aqui? — Ela tentava falar ao bocejar, o que resultou nas palavras saírem totalmente emboladas.

–Porque esta também será sua casa a partir de agora. — Afirmou intransigente e obstinado.

–Eu... E-eu não quero voltar. — Os pequenos olhos esmeralda embaçaram devido as lágrimas. Sakura fungou antes de agarrar-se a sua camisa e direcionar o verdor de olhar para a imensidão negra que colidia consigo. –Eu tenho medo dos olhos amarelos.

–Você não irá. — Acaricio os macios fios rosados ao pronunciar sereno.

–Mas... — Enxugou uma lágrima solitária antes que esta escorre-se lhe pela bochecha macia. –E o meu papai? — Ela fitava-o inocentemente.

–Hn?

–Eu não posso mais ver ele?

Sasuke queria dizer a ela que não. Que ela era somente dele e que Sakura não poderia ansiar ver outra pessoa que se não ele próprio, mas... Ele não a privaria disso. Não tanto por não poder, pois ele era Sasuke Uchiha, afinal, mas sim por não conseguir. Duvidava que conseguisse negar alguma coisa aqueles olhos.

Mas claramente precisava saber quem era e o que este homem fazia, pois mesmo que a magoasse momentaneamente, não daria permissão à algo que a machucaria ainda mais no futuro.

Entretanto, a julgar pela esperança contida na voz suave e infantil, poderia presumir que ele a tratava bem, caso contrário não faria questão de tê-lo por perto, sendo que a mãe, com quem morava anteriormente, Sakura ao menos fizera menção de perguntar à respeito.

–Eu o procurarei e depois de falar com ele, eu a levo para encontrarem-se. — Devolveu muito a contra gosto enquanto sua voz carregava um tom meio mórbido.
A menina anuiu mais animada, porém continuava levemente abatida e sonolenta.

–Preciso resolver algumas coisas agora hime. — Passou sua mão direita nas bochechas infladas em birra que faziam companhia ao adorável bico presente nos pequenos lábios. Mas inesperadamente ela desfez seu semblante ruvinhoso para a preocupação assumir suas delicadas expressões.

–Você está dodói! — A pequena exclamou ao segurar seu polegar perfurado por seus próprios dentes quando fizera a invocação. Acharia tolice se ela não ficasse tão fofinha preocupada.

–Está doendo? — Os olhos puros e preocupados o fitavam com preocupação e medo enquanto cutucava com o dedinho o corte médio em seu polegar.

–Muito. — Independente de com e quem, a ironia era sua marca, algo que realmente não tinha tendência a mudar.

–Ai! — Ela reiterava como se fosse ela mesma a sentir dor, esta que não existia. –Deve esta ardendo muito. — Revirou discretamente os olhos.

–Quer que eu cure? — Ela perguntava curiosa e prestativa como se fosse uma adulta falando com uma criança.

–Hn.

Um pequeno riso sapeca saiu por entre os lábio pequeninos e Sasuke sentiu certo... Receio. Mas qual não fora seu assombro quando Sakura levou seu dedo machucado em direção aos lábios pequenos e macios logo, os pressionando aprezivelmente contra sua pele que parecia formigar. Algo em seu peito acelerou quando ela findou o contato rarefeito e lhe fitou travessa ao sorrir.

–Pronto! agora o seu dodói vai sarar mais rápido.

Arqueou uma sobrancelha perfeitamente negra em ceticismo.

–Vai? E como isso iria acontecer?!

–Meu papai faz isso quando me machuco. — Respondeu alegre pela lembrança, mas pareceu entristecer-se ao recordar de algo.

–Meu dodói ainda está ardendo. — Reclamou ao abaixar a manga do bolero frouxo em seu braço para observar o hematoma arroxeado. Algo em si fragmentou quando fitou os olhos tristes brilhado com leves cinais de choro nos cantos dos olhos.

Seria capaz de qualquer coisa para retirar aquele olhar de seu semblante.

Que Jashin-sama o perdoasse por isso.

Quer que eu cure?

Um sorrisinho bobo nasceu nas feições infantes e agora álacres. Ela aquiesceu para logo acomodar-se em seu colo de forma manhosa junto ao monstrinho. Revirou mais uma vez as orbes ao ter de olhar para a cara feia daquele bicho.

–Você vai fazer sarar?

Aquiesceu ao segurar de forma delicada o braço pequenino antes de inclinar-se com os lábios vermelhuscos quase roçando a pele pálida. O olhar atento do moreno estava à procura de uma área menos dolorida para que o singelo toque fosse depositado.

Pressionou de leve a boca gélida perto do ombro da rosadinha a vendo tremer de leve, devido a baixa temperatura de sua pele contra a quente dela. Depositou um beijo casto naquela região ao mesmo tempo em que acariciava o antebraço da menina com movimentos circulares, para fazê-la relaxar. Afastou-se demoradamente para logo voltar a alisar as sedosas mechas rosadas.

Pronto! agora o seu dodói vai sarar mais rápido. — Repetiu suas palavras para em seguida vislumbrar um grandioso e caloroso sorriso.

–Nem dói mais. — Disse-lhe para animar o homem, porém não contava que o mesmo fosse cutucar seu ferimento. –Ai! — Embicou os lábios ao presenciar o sorriso do seu moreno.

–Agora preciso ir. — Informou a retira-la de cima de si para logo repousa-la novamente sobre a macia cama.

–Toma! — Ofereceu seu bebê para ele. O Uchiha arqueou novamente a sobrancelha. –Ele vai te 'potege'.
Mas nem submerso em uma banheira de água-benta Sasuke levaria consigo aquela pilha pelos bolorenta.

–Acho melhor que você fique com o monstrinho. — Reiterou sério e rouco, controlando-se para não ser grosso.

–O nome dele não é monstrinho! — Protestou indignada. –É Stitch!

Será que Sakura também estava com dor e cansada quando batizou o monstr... Stitch?

Tsc!

Suspirou encerrando o assunto.

–Fique quieta aqui hun?

–Mas eu estou com fome.

Sasuke quase bateu-se mentalmente por seu esquecimento. Como humana é obvio que a mesma sentiria fome, claramente não de sangue. Ok, tinha de dar um jeito nisso.

–Espere. — Resmungou a contra gosto enquanto caminhava até a porta do local, contudo qual não fora sua surpresa ao encontrar em sua frente, com a mão erguida prestes a bater na porta, Neji.

–Uchiha-sama.

Cumprimentou-o ao direcionar sua fronte para o chão tão logo focara os olhos, agora rubros.

–Hn.

–Alguns de seus conselheiros pessoais estão o esperando.

Não ficara surpreso ao saber de tal fato, na verdade era com eles que estava indo falar. Melhor, assim resolvia tudo de uma vez... Ou quem sabe, com um tanto de sorte, não solucionava dois empasses de uma só vez.

–Encontre Itachi, assim como os outros, e os reúna em meu escritório.

–Hai.

O deteve antes deste afastar-se completamente ponderando se era certo ou não o que estava prestes a fazer.

–Trouxe sua tsuma*? — Fora direto, não tinha tempo a perder com enrolações.

–Ah, eu não... — Ficara na duvida do que responder, afinal era difícil prever a reação de seu rei.

–Responda.

–Sim.

–Peça que a mesma venha ao meu quarto, tenho uma missão para ela.

–Hai. — Ainda um tanto receoso o moreno de orbes leitosos concordou, pois não havia o que pudesse fazer. Porém, naquele momento, desejou nunca ter trazido Tenten.

Fechou a grossa e grande porta que emitiu um sonoro rangido ao fechar-se. Encaminhou seu olhar para o pequeno e delicado ser que brincava com trapo azul sob a cama. Não teria como resolver de outra forma, Sakura teria sua babá improvisa ou ficaria sozinha ali, o que estava fora de cogitação, pois não era seguro mantê-la isolada em um aposento que permitia fácil acesso a sua menina. Não que qualquer um tivesse permissão para adentrar o mesmo, contudo o que o preocupava era o conselho.

Agora mais perto dela, contemplou um sorriso de sua pequena criança pouco antes de ouvir suaves e incertas batidas na porta. Bufou. O arrependimento começava a abate-lo, sem embargo era necessário.

–Entre.

Ordenou para logo avistar uma frágil e retraída morena adentrar pé ante pé em seu aposento particular ao ter a cabeça baixa e trêmula. Notou que Sakura observava a mulher atenta e curiosamente. Começou a pensar que talvez, mas só talvez, desse certo.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Kissus e até o próximo capitulo.