Notas iniciais
Oiii lindonas *----*
Obrigada pelo apoio, viu? Eu espero que gostem desse capítulo!
Agradeço a todas pelos reviews :D
KissKissKiss

Personagem Narrando: Haruno Sakura

Estava escuro e frio seja la onde eu estivesse. Abri um pouco os olhos e, mesmo assim, nada vi diante tamanha escuridão. O chão era úmido e eu estava jogada sobre ele sem nenhum cuidado, imobilizada por cordas revestidas de chackra. Suspirei e abri os olhos novamente, certificando-me de não estar ferida nem nada do tipo. Eu não me lembro bem do que ocorrera anteriormente, mas apesar de tudo, não fazia sentido algum eles terem me apagado ja que eu fui com eles sem relutar. Forcei a mente até conseguir me lembrar, parcialmente, do que ocorrera anteriormente.

[FLASHBACK/ON]

_ Eu vou com vocês — Reforcei, ainda olhando-os sem conseguir me mexer no chão.

_ NÃO! SAKURA! — Eu via pelo esforço no olhar que Kakashi tentava se mover, em vão, ja que nenhum milímetro de se corpo demonstrava responder

_ Tudo bem, vamos logo. Não temos tempo a perder. — O belo ruivo veio até mim, abaixando-se e colocando algo em minha boca. Era amargo mas o efeito era imediato: consegui mexer, sem muito jeito, alguns músculos. — Você vai andando. Não vamos te carregar, ó magestade. — A ironia era facilmente perceptível.

_ Eu não quero que me carreguem! — Andei um pouco, ouvindo-os se despedirem com deboche de meus companheiros de equipe. Mas logo alguns passos a frente, que impossibilitava meu sensei de me ver, recebi uma forte pancada na cabeça e cai ao chão. Só pude ouvir uma voz distante antes de ficar inconsciente.

_ Durma bem... ou acha mesmo que deixaríamos você ver para onde estamos te levando? — Risadas sombrias eram audíveis pós tais palavras.

[FLASHBACK/OFF]

Meus olhos se arregalaram após tal lembranças. Traidores imundos! Me debati um pouco, mesmo sabendo que era em vão: O reforço daquelas cordas exigiu todo um processo para me livrar delas, o que exigia que eu tivesse minhas mãos livres. A porta foi aberta e a claridade invadiu o local. Logo um ser extremamente assustador atravessou a porta: Ele tinha a pele azul, seu rosto era modificado como se seu DNA tivesse sido mesclado com o de um peixe, tubarão para ser mais específica. Seus dentes abriram um sorriso amedrontador, cintilando na escuridão que retornara após ele fechar a porta.

_ Olá, senhorita Haruno.

_ Eu pensei que seria melhor recepcionada. — Eu tinha ódio e meus olhos ardiam.

_ Por que pensou isso? Tolinha. — Uma nova voz, doce e obscura, vinha de outro ponto do quarto. Ao direcionar meu rosto em direção do canto de onde ela vinha pude ver os olhos vermelhos se destacarem.

_ Quem é você? — Aquele sharingan só poderia ser de uma pessoa: Uchiha Itachi! Uma lenda, um ícone. Mal pude acreditar em meus olhos.

_ Acho que você ja sabe quem sou. — Seu tom frio e seco eram cortantes

_ Porque ficou aqui por todo esse tempo a me observar? — Eu sabia que ele estivera ali, as vezes, quando acordava por breves segundos, sentia o peso dos olhos dele sobre mim.

_ Como sabe? Parece que não é tão inútil assim. — Aquela palavra me perseguia de forma a me fazer encolher-me como criança ao ouvi-la. — Estive aqui pensando o porque de Sasuke querer algo com você.

_ Ele não quer. Vocês estão errados.

_ Eu estou acreditando mesmo nisso... — O silêncio pairou por alguns breves minutos. — Você não tem nada de atrativo: medrosa, fraca, frágil... mal deve saber se defender sozinha. Quanto ao corpo, você não o tinha quando ele foi embora, então não conta. Apesar de ser provavelmente a única coisa que preste em você: o exterior.

_ E você se rebaixando ao ponto de achar que isso tudo me ofenderia e me veria chorando? Esperava mais de você. Você é tão decepcionante quanto eu, Uchiha Itachi.

_ Atrevida! ... — Ele se aproximou e pude sentir um fio na espinha. — Irritante!

_ Eu te desafio! Se eu te vencer, você me deixa ir.

_ E se eu vencer? — O Uchiha pareceu inclinado a aceitar minha proposta. Seu tom de deboche era de alguém que sabia que a luta ja estava ganha antes mesmo de começar.

_ Eu te servirei fielmente por 5 anos. Da forma que quiser, onde quiser e para que fins quiser.

_ Uma escrava? — E Riu.

_ Sim. Poderá se servir de minha força e meus dons médicos.

_ E se eu quiser mais que isso? — A malícia na voz dele me incomodou. Tremi, tentando busca-lo no meio da escuridão.

_ Repetindo... te servirei fielmente DA FORMA QUE QUISER.

_ Combinado. — A risada alta tomou conta do local. — Desamarre-a Kisame!

_ Agora?! Estou fraca! — Protestei.

_ Corrigindo... você É fraca!

_ Veremos! — Fui puxada pelo cabelo para fora logo após dizer isso, arrastada pelo tubarão. Ainda era dia, tarde pra ser mais exata. — Mas eu tenho uma condição para isso.

_ E qual seria?

_ A cada ano, caso eu perca, eu terei a oportunidade de lutar com você de novo pela minha liberdade. — O tal kisame parou de me arrastar e me jogou no chão.

_ Então nada de 5 anos... você me servirá até o dia que me vencer.

_ E se isso nunca acontecer? — Apesar de ja saber a resposta eu temia ouvi-la.

_ Me servirá até minha morte... e se Kisame sobreviver até depois de mim... Ele ficará com você de herança. — Os dois riram e meu ódio cresceu dentro de mim.

_ Você é IMUNDO! — Voei para cima dele, acertando-o com um tapa no rosto.

_ NUNCA MAIS TOQUE EM MIM SEM QUE EU PERMITA! — Me segurou pelos braços e me olhou nos olhos. Aquele sharingan estava direcionado a mim me causando uma dor e medo descomunal. — VADIA! — E me jogou no chão.

_ Ahnn — Eu me contorcia no chão, uma sensação pavorosa: medo, dor, tristeza, ódio... era insuportável. Eu gritava e ele ria, junto ao amigo, com minha agonia. Não sei por quanto tempo resisti até desfalecer, mas pós isso, me senti perdida. Eu estava mesmo perdida!