Notas iniciais
Quanto tempo né? Pois bem... eu tive probleminhas sérios com minha saúde e, por isso, me ausentei. Devo demorar pra postar novamente porque tenho outras duas fics parar me desculpas e atualizar. Minhas sinceras desculpas, gente.
KissKissKiss

Três anos depois.

Personagem Narrando: Uchiha itachi

Ela caiu ao chão, deveria ter três ou quatro costelas lesionadas. Do outro lado estava eu, de pé, pela primeira vez demonstrando cansasso. Lembro-me que em nosso primeiro combate a rosada fora derrotada em menos de 10 minutos, no ano seguinte 30, pós este 1 hora e por fim, hoje, ja faziam uma hora e vinte minutos e ela ainda estava disposta a se levantar, relutante , urrando de dor, em desespero por liberdade. Eu mal acreditava em como ela conseguia estar de pé com tantos ossos dilacerados.

_ Deves ceder, é inútil. Se morrer nenhum de nós terá vantagem.

_ Ando preferindo morrer a permanecer ao seu lado.

_ Você mente muito mal...

_ Desgraçado! — E partiu para cima de mim, parando pouco a frente e caindo aos meus pés. Cospiu um jato de sangue no chão, o que ja começava a me preocupar.

_ Kisame... cuide dela.

_ Não me toque! — Não só a feri como atingi seu ego frágil, mais uma vez. A Haruno não me fitava diretamente nos olhos mas ainda encontrava forças para ser rebelde. Ainda sim, devo admitir, ela me deu mais trabalho do que o desejado. Talvez fosse hora de parar de trata-la como um inimigo fraco como ja fora um dia. Ela tinha evoluido bastante. Observei-a treinando arduamente durante longas horas de seus dias, sem descanso, e ignorei os resultados que agora gritavam em minha cara: Haruno Sakura estava se tornando uma adversária complicada. Dei as costas e retornei ao interior de nosso esconderijo e a deixei la, cuidando de si prórpia como no final de todo embate. Kisame seguiu-me calado mas a preocupação empestiou o local.

_ Demorou para abate-la.

_ Estava me divertindo.

_ Não foi o que pareceu. Ela te fez 5 cortes e você está ofegante.

_ Me distraí por alguns breves momentos. Nada demais.

_ Você anda mesmo perdendo o foco. Antes perdia horas da noite a treinar obsessivamente e agora passa as noites apenas...

_ Não se atreva a se meter em minha vida.

_ Só estou dizendo que essa garota esta te atrapalhando. Esta te distraindo. Comprometendo nossa missão. E Sasuke nem ao menos apareceu para busca-la.

_ Não questione meus métodos. E quanto a escrava é só uma dversão. Me livrarei dela quando enjoar.

_ E se não enjoar?

_ Ela fica comigo. Algum problema?

_ Humpf! — Sinalizou a entrada do local onde a bela jovem se apoiava, com dificuldade, nas colunas da porta.

Arrastou-se até perto de nós e sentou-se na cadeira. Pós acomodar-se recomeçou a restaurar seus ferimentos com destreza e habilidade descomunal. Era incrível ve-la se curar daquela forma se eu mesmo a vi a beira da morte a poucos instantes. Pus-me a observa-la minuciosamente, como as palmas das pequeninas e delicadas mãos iluminadas pelo uso do chackra pairavam sobre sua pele. O corpo que a 3 anos atrás chamara minha atenção, hoje estava ainda mais belo: resultado de seu treino compulsivo. Sakura ja era mulher formada, violada por mim mesmo dois anos atrás, e apesar da beleza parecer aumentar seu brilho se tornava cada vez mais opaco. Era como se permanecendo ao meu lado ela morresse a cada dia, e isso, me incomodava. Uma onda de excitação consumiu meu corpo, queria toma-la naquele instante. Arfei pela impossibilidade disto, afinal, ambos estavamos cansados demais para tal esforço e eu poderia machuca-la ainda mais. Um esforço maior que o permitido e isso poderia custar-lhe a vida, e perde-la não estava em meus planos atualmente. A verdade é que ela se tornara uma presença agradável, quente e saborosa. Uma última ligação minha com algum tipo de sentimento.

_ As vezes você me olha com cara de babaca e me da vontade de rir.

_ Você é uma escrava desbocada, deboxada e fraca.

_ E que você adora! — Provocou-me, irônica, me arrancando silêncio. Nossas discussões consistiam em se alfinetar até alguém calar-se. Ela tinha ganhado dessa vez.

De fato eu a adorava. Tudo nela me soava agradável. E, o que antes era uma aproximação forçada e desajeitada, agora era natural. Eu não precisava mais força-la usando força bruta a nada, as vezes ela mesma tomava a iniciativa. Quando seu corpo pede por mim ela mesma visita meu quarto para saciar sua sede de sexo. O que antes era apenas meu prazer agora era uma troca de favores. No geral, nos dávamos bem, até quando o mês da luta de sua liberdade chegasse: neste mês regredíamos 100%. Me evitava. era fria e eu tinha que força-la a tudo. Ainda sim, por vezes, me pergunto se nesses anos ela nada nutriu por mim. E quando digo por vezes quero dizer mais do que deveria. Eu estava me envolvendo.

_ Preciso de um banho! — A rosada declarou, quebrando o silêncio novamente.

_ Que indireta pornográfica. Respeite seu amigo presente. — Apontei para Kisame, que revirou os olhos e deixou-nos a sos em poucos instantes.

_ Eu disse que quero um banho e não que quero sexo.

_ Você não precisa querer. Eu preciso querer, você só precisa ceder. — Ela se calou. Ponto pra mim.

E com menos dificuldade do que antes ela se levantou, rodeou a mesa e se guiou para o quarto dela. Sorri de canto por ter bancado a durona por tanto tempo e, agora que pensava que eu não a escutava, chorava baixinho pela dor que sentia. Passou o dia trancada la e não saiu até a manhã seguinte. E eu não consegui dormir, como todas as vezes que não estou na companhia do pequeno corpo feminino a repousar a minha direita.