Dead Love
1 Acordada
Notas iniciais
É estanho como as coisas me acontecem nunca achei que isso iria
acontecer e olhe para mim agora, eu sei lá tudo esta tão confusa, nada parece normal eu nem sei onde eu estou. Eu tento me mexer, mas eu não consigo está escuro e ao mesmo tempo claro as coisas acontecem bem rápidas aqui tudo é como em um filme, mas rápido demais para entender, eu vejo as minhas amigas todas elas rindo tendo grita-las, mas elas não me vêm ou ouvem, porque tudo isso são apenas lembranças de uma tarde alegre.
Mas de repente tudo parou ele estava lá, com aqueles olhos, os olhos que eu olhei tantas vezes em sonhos e na minha cabeça, que eu já o conhecia melhor do que os meus, os olhos azuis mais lindos que já vi, eles não eram claros como os que as pessoas vêm como belos, eles eram escuros, mas com seu brilho próprio ou ao menos quando eu os olhava eles eram assim, mesmos com seus demônios escondidos bem no fundo deles assim como nos meus, um azul Royal iluminava seus olhos os encobrindo. Mas combinava perfeitamente com aquele cabelo loiro dourado e aquela pele clara quase pálida, mas que juntas pareciam à obra mais linda de todos e aquele lábios perfeitos, com o rosto angelical dele o faziam a pior perdição de todas, uma que se você há olhasse pelo menos por um segundo você não iria se importar de olhar eternamente. Ele esticou a mão esquerda com o anel que ele sempre usava com um "Z" de seu sobre nome e seu clã. Ele disse meu nome como numa sinfonia me dizendo para voltar, eu gostaria de aceitar, mas eu não conseguia falar e isso me desesperou. Ele pareceu-me intender porque veio ate mim e me estendeu sua mão agarrando-a e pela primeira vez desde que eu me encontrei naquele lugar, eu senti meu corpo e junto à voz dele dizendo "O que aconteceu com ela Jonathan?", nesse mesmo momento tudo desapareceu a escuridão e a luz tudo, pois eu havia percebido não era um sonho era real, ate mesmo ele e a única coisa que eu conseguia era chamar seu nome "Liam''. Foi ai que ouvi outra voz também conhecida de minhas historias, respondendo sua pergunta "Ela tentou se matar...” ouve um silencio ate que Liam falou novamente “como?”ouve silêncio novamente “Overdose, ela tomou de tudo desde remédios para depressão como para os nervos.” Silencio novamente “Mas eu não entendo o porquê, a sua avó conseguiu convencer a mãe e outros parentes da família a desligarem ela das maquinas...”, não ouve tempo de ele continuar, eu estava em algum lugar depois de sofrer uma overdose e quase morrer, o choque passou por mim junto com as lembranças, o gosto e o cheiro de minhas lagrimas misturas aos remédios. Nesse mesmo minuto eu abri meus olhos e gritei seu nome como um pedido de ajuda "Liam”, ele apertou minhas mãos e disse calmamente "Eu estou aqui.” ele esperou eu respirar e disse “Pode ficar calma.” junto com um brevê beijo em minha testa como um sinal de que isso era real e de que ele iria ficar.
-Onde eu estou?-perguntei ainda em meu desespero, mas a resposta não veio dele e nem imediata, mas após um longo silencio e do homem ao seu lado com o nome de Jonathan, ao qual eu havia imaginado milhões de vezes para minhas historias, mas nunca com tal perfeição, o mesmo cabelo, a mesma boca e o mesmo formato dos olhos, mas de uma cor parecida com dourado, mas mais escura de Liam.
-Em um hospital, você tentou se matar de overdose...
-Eu sei, eu ouvi. -a sala ficou em silencio por um tempo, os dois pareciam esperando eu me recuperar, mas eu não conseguia precisava saber mais antes de aceitar qualquer coisa- O que aconteceu comigo?
-Você foi encontrada em coma, logo depois teve uma parada respiratória e depois de alguns dias dois ataques cardíacos e em um deles seu coração parou por alguns minutos e tivemos que reanimá-la, nós não tivemos sucesso, mas depois de dois minutes que desistimos seu coração voltou a bater sozinho e estabilizado.
-O que mais Dr. Jonathan, não é?- perguntei-lhe mesmo tendo certeza que seu nome era Jonathan não apenas pelo crachá que ele carregava em seu jaleco, mas pelo próprio conhecimento de sua vida.
-Sim, e sua avó esteve aqui e convences-te a sua mãe a querer desligar os aparelhos.
-Como?
-Ela disse que você não merecia ficar viva depois de tentar se matar e que você iria para o fogo do inferno, enquanto ela falava isso você teve um ataque cardíaco e sua mãe ficou convencida de que era o certo deligar você dos aparelhos. — Ele falou pausadamente como se isso fosse me matar ou me fizesse entrar em coma induzido, mas ficou um pouco feliz ao perceber o meu estado de normalidade em ouvir aquilo afinal eu conhecia minha avó.
-Eu estou há quanto tempo aqui? E quem esta pagando o hospital?-eu disse rapidamente como se eu não tivesse tempo e então senti alguém apertar minhas mãos, então lembrei que Liam ainda a segurava e me lembrava de que eu não poderia fugir.
-Você está aqui há duas semanas e sua dinda não deixou que a desligassem e disse que pagaria o hospital-ele me olhava quando parou de falar com um pouco de nervosismo ou pressa-acho melhor ligar para sua dinda ela vai lhe explicar melhor...
-Não, por favor, eu posso falar com o Liam primeiro. -Ele pareceu um pouco assustado com meu pedido como se eu fosse mata-lo, então percebi que eu nem ao menos havia pensado no que diária ou como explicaria que eu já havia visto e falado com Liam em livros que escrevi ou sonhos que tive, ou ate mesmo que eu o amava desde que o imaginei e nem queria o soltar nunca mais, por apenas medo de perdê-lo.
-Claro. Eu acho que você ira querer se vestir e tomas um banho também, suas roupas estão no armário deste quarto, dentro de uma mochila que sua tia trouxe há alguns dias caso você acordasse e a um banheiro ali-ele
falou apontando para o lado direito do quarto aonde havia uma porta branca ao lado de uma parede azul clara.
-Tudo bem. Obrigada.
Depois disso o Doutor saiu e eu fiquei um pouco nervosa com aquele silencio e apesar de poder pensar claramente gomo gostaria isso ainda me assustava e a primeira coisa que fiz foi me levanta pegar uma mala grande de viajem em um armário marrom meio clássico, perto dele havia um sofá comprido em L que atrás tinha uma enorme janela da sua espessura que dava para um jardim florido e despojado. Logo depois de criar coragem me virei e disse:
-Eu vou tomar um banho, eu me cinto como se tivesse dormido milênios e não fugia, por favor. — eu o olhei calmamente dos pés a cabeça esperando uma resposta que não recebi, percebi que ele usava uma calça jeans azul escura que acentuavam seus olhos e uma camisa de botão branca fina que marcava seu tanquinho escultural, mas a única coisa que ele fez foi sacudir a cabeça em sim.
Eu respirei fundo duas, três, quatro, cinco vezes, então quando fui passar por ele, eu me abrasei a ele loucamente assim como ele me abraçou e a única coisa que eu ouvi foi ele dizer:
-Eu vou estar aqui quando você voltar e depois, e depois novamente, e sempre a partir de agora.
Com aquilo eu o soltei em silencio e segui para o banheiro com a mala para me aprontar para ele.
O banheiro não era tão espaçoso quanto o de uma casa normal, mas já estava incrível para mim, havia azulejos brancos nas paredes, um espelho ao qual eu conseguia-me ver inteira, um balcão de mármore e um Box de vidro o que nunca me lembraria de um hospital. Deixando de examinar o banheiro coloquei minha mala em cima, ao abri-la me deparei com uma serie de roupas novas com etiquetas dês de lingerie a vestidos de festas em cima um cartão ao qual dizia “Se você esta lendo isso é porque você acordou não se assuste arrumasse e fale com o doutor ele lhe explicara tudo o que esta havendo. Na mala há todas as roupas, acessórios e produtos que você pode precisar, é seu nos compraremos mais depois.
Agora pare de perder seu tempo com esta carta vá se arrumar e depois me ligue estou com saudades. Beijos sua dinda.” Ao terminar de ler a carta tirei todos os produtos e coloquei no balcão e fui à procura de roupas achei uma blusa branca de botões vintage que era linda pelo detalhe em sua gola com Spike quadradinho, uma jaqueta de couro preta e um jeans preto esquine, ao ver os sapatos peguei um coturno preto ao lado havia uma caixinha com joias as quais peguei apenas um anel e um colar que havia ganhado de Sarah. Não pude deixar de demorar no banho como sempre, mas por um motivo diferente dos antigos parei em frente de um espelho olhei-me reparando cada quilo que havia perdido como queria e mais alguns, via minha clavícula como deveria uma bailarina, logo depois sequei meu cabelo apenas com uma toalha sem usar secador e guardei o que havia na banca pela minha pressa para ver se Liam ainda estava lá ou havia sido o mais lindo sonho de todos.
Ao abrir a porta olhei por toda a sala ate velo sentado olhando pela janela como um anjo expulso do paraíso por sua beleza celestial, ele admirava a paisagem, ao ver-me atravessar o marco da porta veio ate mim e com todas as minhas forças eu abrasei-o.
-Você é real? –perguntei-lhe
-Sim
-Como?
-Eu não sei — ele respondeu-me com os lábios encostados em minhas orelhas.
-Por quê? – respondi entre sussurros pelos arrepios causados em meu corpo.
-Eu não sei e sinceramente não vejo necessidade de saber à apenas uma coisa necessária e que eu desejo e é amar-te com todas as minhas forças – ao ouvir isso senti a necessidade de levantar meu rosto para olhar o dele pelo mais que isso me fizesse ficar tonta –e eu já a amo e sempre farei eternamente isso desde que sonhei com você a primeira vez.
Ao ouvir isso lagrimas escorreram no meu rosto e antes que eu pudesse limpa-la ele fez com um beijo pouco abaixo de meus olhos e nesse exato momento ouve uma batida na porta e me fazendo ter a necessidade de olhar para luz para desfazer minhas lagrimas eu disse:
-Entre, por favor.
A pessoa que entrou não parecia nem de longe a mulher que me educou e me mostrou como era a maneira correta de se portar, ela tinha a mesma pele de um tom de avelã os mesmos olhos castanhos acinzentados com as olheiras, mas ela tinha uma aparência muito mais forte de cansada com olheiras mais escuras do que o normal, a boca rachada do frio da manhã, o cabelo com cachos que eu tanto queria preto, mas eles estavam mais mal cuidados que nunca e havia uma respiração rápida com seus olhos estavam cheios de lagrimas e sem maquiagem como se ela tivesse vindo correndo após ligarem para ela.
-Charlotte Letalia Munique de Alves. – falou ela com uma voz chorosa tentando ser braba e correu para me abraçar – Eu mato você se fizer isso de novo não me importe se tiver que ir ate o inferno para isso.
-Eu sei Sra. Lilian Meneses e eu também te amo. – eu disse em um tom de doença – mas não faça isso comigo pelo amor de Deus eu quase morri em um momento de fraqueza.
-Me prometa que você não fara mais isso. –ela não tem mais a voz de antes como se estivesse brincando, ela fala serio e eu sei que ela está certa. Ela olha pela sala como se procura-se alguém. -Eu que escolhi a sala, achei melhor te mandar para longe de um hospital dai levei-a a essa clinica, achei mais aconchegante e calma, pensei que sua mãe nunca saberia que você esta aqui. -ela olha de novo pela sala — Você esta sozinha?
-Não –a pergunta dela me faz olhar em volta mas ela esta certa não a mais ninguém aqui, aqui tudo foi apenas um sonho? Não, não, não eu sei que não foi não pode ser, ele é real eu sei-havia uma pessoa aqui. Você não há viu?
-Acho que sim por isso lhe perguntei deve ter sido um dos enfermeiros, você sabe aonde esta seu medico?
Antes que eu possa responde há uma batida na porta e ela se abre meu coração se enche de esperanças, mas não é ele Jonathan esta na posta junto com uma enfermeira isso me trás novas perguntas será que eu o imagine? Ele se escondeu dentro de um jaleco se fazendo passar por um enfermeiro? Se eu pergunta-se ao doutor ele me negaria me chamaria de louca e me trancaria em um manicômio? Eu já havia sido trancada e um uma vez pelo mesmo motivo de agora eu estava doente tinha visões mas ninguém mais a via sem ser eu, mas eu sabia era real assim como as outras e seus anjos que me diziam para me afastar de certas pessoas para não me acharem, mas assim que eu falei sobre isso me trancaram em um quarto com uma camisa de força e paredes almofadadas como se eu fosse me machucar, culparam a mim dizendo que era culpa dos remédios e de eu não me alimentar, então me leva deixou de ser “fale para não te consumir e te ajudarem” para “mas ninguém entenderia, então guardei para mim”
-Posso entrar?- pergunta à enfermeira eu não tenho vontade de responder então apenas confirmo com a cabeça uma vez, sei que Lilian odeia que eu faça isso e é por isso que ela me da aquele olhar daqueles que você da a uma criança quando ela fala um palavrão horrível.- Bom você precisa se deitar ou sentar para o doutor lhe examinar. -ela avisa e eu ligeiramente me dito para poder ir embora.
O doutor chega perto com uma lanterna pede para eu abrir meus olhos e seguir a luz, depois acerta meu joelho com um martelinho e ouve meu pulmão e coração com um estetoscópio.
Eu e Lilian fomos liberadas pouco depois de recebermos os resultados dos exames de sangues e ela me contou sobre eu ficar na casa dela e minha mãe ter me mandado embora de casa por eu tentei me matar e disse que eu iria para o inferno, ela me levo ao shopping e compramos roupas para mim e algumas coisas para colocar no “meu quarto” já que era o quarto de hospede, também escolhemos um papel de parede para colocar e alguns pôsteres para eu poder me sentir familiarizada no final ligamos para seu marido e meu dindo Renan e para a filha deles que é 4 anos mais nova que eu Eloisa para jantarmos em comemoração.
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