Dead Love

2 Desaparecido e seguida


Já faz duas semanas que tudo aconteceu às pessoas me conhecem por “a maluca que quase se matou” no colégio eu não me importo com isso nem com as brincadeiras o importante é que minhas amigas não se impostam com isso Sarah é minha melhor amiga (ou BFF como falamos) e não se importou com isso exageradamente como Cassie (isso quer dizer um sermão dela e de sua mãe de mais de meia hora sobre “porque você fez isso!” e “Não ouse fazer isso de novo”), Cassie não se importou ou me xingou como fazia antes ela P-I-R-O-U, já seu namorado e meu melhor amigo Charles fingiu que nada aconteceu(por isso que eu o amooo como um irmão),já minhas amigas Rebeca e Clara comemoraram ate a professora ameaçar levar elas para a direção se elas não ficarem quietas (o que é super mega hiper normal).As professoras não comentavam nada pelo menos na sala de aula(eu ouvi elas falando sobre isso quando eu fui buscar gis na direção para a professora de português).

Rebeca e Clara estão fingindo que nada aconteceu pelo menos quando é possível, ou melhor, dizendo menos quando estamos na aula de dança o que é impossível fingir, pois não me querem como líder nem coreografa e muito menos como dançarina disseram que eu era um exemplo ruim e faria terem uma visão péssima do grupo. Mas elas não tiveram chance a diretora bateu o pé e disse que nada disso aconteceria e eu iria continuas no grupo.

Com Sarah, Cassie e Charles foi um pouco diferente eu e eles resolvemos ignorar os outros o máximo possível, por exemplo, a gente esta saindo mais (a pedido de Lilian) e estudando juntos (eles estão me passando o que eu perdi), mas eu prefiro passar mais tempo com Charles é mais fácil do que com Sarah ou Cassie, parece que nem um de nos precisa se esforçar para ignorar o assunto.

Eu fui todos os dias na clinica procurar Liam, mas não o achei nem um dia uma das enfermeiras disse-me que o Dr. Jonathan teve alguns problemas familiares e pediu afastamento por alguns dias ate talvez meses.

Mas o mais estanho é que eu às vezes penso que ele esta perto ou estou sendo seguida, mas não ouso olhar para trás com medo que seja alguém querendo me matar. Às vezes tenho a impressão de ouvir a voz dele e de uma garota que eu não conheço, mas já tinha visto antes ou imaginado ela é linda parece uma fada de brinquedo, ela é magra como eu gostaria de ser tem cabelos loiros como ouro que com o formato de seu rosto e seus olhos verdes de esmeralda ficam como os de uma boneca com seus lábios finos e sorriso perfeito. Eu a vejo às vezes e todas às vezes ela esta sorrido deliberadamente e falando ao celular com alguém ao mesmo tempo em que ela olha para mim e sorri novamente. Nas primeiras vezes achei que estava tendo alucinações então resolvi quebrar meu lema e perguntei a Charles se ele estava a vendo no primeiro momento ele a examinou e logo depois disse que sim e para eu parar de me preocupar porque se não eu iria ficar louca. Isso e fez pensar se eu já não havia enlouquecido por causa dos remédios, mas não eu ainda estava normal.

Decidimos ir Sarah e eu ao cinema na sexta, mas Sarah convidou Cassie que levaria Charles, que pensou em deixar as coisas mais divertidas e convidou Clara e a Rebeca decidiu sozinha que deveria ir, então para completar a diversão minha prima chegou para me visitar na sexta de manhã e decidiu ir conosco o que me deixou enraivecida e transformaria tudo em brigas e apostas desde a chegada dela ate uma semana depois (por causa de meus parentes fofoqueiros e de minha avó com língua de cobra e dentes com venenos que estão sempre prontos para me ferir).

As brigas sempre começam na hora de nos arrumarmos porque eu não a quero com minhas coisas e ela que as minhas coisas. Eu decido que desta vez não sem brigas, ela terá as coisas dela e eu terei as minhas.

–Não sei o que vestir e nem como m maquiar –ela comenta eu sei que ela vai pedir minhas coisas estou cansada das brigas então darei algo para ela bem do seu estilo – Bem que você poderia me emprestar algo não é? Você já é a que se veste melhor sempre pelo mais que você esteja um poucochinho gordinho não é Chacha?-ela sabe que eu odeio esse apelido ela nunca gostou de mim, ela puxou o lado mais moreno da família pois nossas mais são apenas meias irmãs e minha mãe é filha de branco assim como minha avó, mas a mãe dela é filha de uma pessoa com pele mais escura o que quer dizer a Estefani tem uma pele mais café com leite e eu sou branca meio pálida com sardas no nariz e a parte superior das bochechas, ela tem uma boca muito grande e ate um pouco grosa e eu não eu tenho lábios cheios mas nada muito grande, ela tem cabelos marrons com cachos apertados e eu tenho cabelos ruivos meio lisos mas aos quais tem dias com cachos perfeitos como na minha infância, mas o que a deixa com mais raiva é nos duas temos olhos verdes os dela são de um verde nem claro nem escuro pois são quase azuis e já os meus são de um verde meio esmeralda mas mais escuro e perto da íris ele vem um dourado que as vezes parece meio ouro na luz do sol e mais algumas coisas como por exemplo ela ter a bunda muito grande e eu não pois eu sou uma B-A-I-L-A-R-I-N-A e não uma baleia. Há dias que ela me estressa como hoje então eu abro meu guarda-roupa e tiro um short jeans e entrego para ela.

–Vai ficar bom com sua rega azul e a jaqueta vermelha coloque um sapato vermelho pode ser ate um bota sua e uma bolsa, você pode ate colocar alguns acessórios, mas nada muito chamativo pela mistura de vermelho e azul vai ficar estranho muitas cores –ela sorri como se estivesse ganhando uma guerra- Há mais uma coisa veja se serve e fecha meu short em você eu devo estar com uns cinco ou 7 quilos a menos que você e ainda estou muito gorda então tome cuidado para não estourar meu short ok? E nada de muito batom vermelho em você porque fica estranho parece o coringa com essa boca gigante- eu sorrio ao terminar de falar como se eu mostrasse a verdadeira vencedora e vejo o resultado de minha pequena demonstração seus olhos parecem pegar fogo ela tem as mãos em punhos morde firme mente os lábios, ela pega o short, a regata, a jaqueta e um tênis vans vermelho junto com sua bolsa azul e sai furiosa batendo a porta.

Eu fico rindo dela por alguns minutos depois volto a escolher o que vou vestir. Eu acho um vestido de tule preto parecido com tomara que caia, mas com finas alcinhas pretas, eu coloco um cinto na altura do inicio do tule, pego uma jaqueta preta e coloco um all star de cano médio preto, pego uma bolsa de mão e deixo meu cabelo solto, coloco algumas pulseiras e pronto eu estou pronta.

Nós encontramos Sarah e Clara na praça em frente ao colégio, o pai de Sarah iria nos levar ate o cinema para encontrar o resto do pessoal que iria no carro do pai de Charles. Perdemos a sessão então decidimos não ver o filme e fomos procurar um restaurante chinês (por causa de mim, comida chinesa seria melhor para mim por ser mais saudável) enquanto andávamos nas calçadas da cidade em um final de semana quase desagradável pela presença (que só reclamou o dia todo) de minha prima.

–Você moça. A de vestido preto com olhos verdes de buracos negros. – falou um homem, ele parecia um segurança de boate ou festas Vips. Ele parecia falar comigo, ou melhor, ele só poderia estar falando comigo. — Tire uma carta e vejamos se você pode entrar, mas você tem que saber o que tem na carta e ela saberá quem são os seus demônios.

–Eu? –falei apontando para mim tudo aquilo parecia estranho e fora da realidade. –Tudo bem. –falei indo em sua direção, mas alguém segurou meu braço muito forte para eu não ir à diante.

– Você esta maluca? Você não pode estar sã ele é um estranho. –falou Cassie com sua cara de “você não vai fazer isso de jeito nem um”, mas eu soltei meu braço com força.

– Como funciona e para que eu faria isso? E isso é um bar novo?

– Sim, as regras são fáceis, você tira uma carta e me diz à imagem que ela tem, mas essa carta tem que lhe chamar e se você acertar você entra.

–Ok-eu passei a palma de minha mão sobre as cartas e ao passar por uma das quatro cartas uma delas vez uma pressão com minha mão que a vez ir para baixo, eu peguei-a e passei ao segurança sem olha-la. Eu tive vontade de sorrir antes de falar, mas isso pareceria loucura então não fiz — Um anjo, um anjo caído.

Tudo pareceu passar para câmera lenda e o silencio predominou o lugar, o único barulho existente sendo o da respiração de meus amigos, ate o guarda virar a carta e aparecer uma imagem de um anjo caindo dos céus.

– Entre nephilim.

– O que foi que você fez? –sussurrou para mim Charles logo ao entrar.

–Eu não sei.

Ao entrar examinei o lugar não parecia nada de mais, era um bar com uma pista de dança, um palco, algumas mesas e vários barmans servindo bebidas de varias formas e cores, mas aquilo não era o diferencial, o estranho eram as pessoas elas eram estranhas, havia pessoas com olhos escuros muito escuros algumas com lentes muito claras e ate pessoas muito, muito, extremamente belas. Talvez fosse as luzes da pista de dança que fizessem elas parecerem assim ou a fumaça. Sim devia ser isso.

– Nos temos que ficar aqui. Isso é demais! –falou Clara estando mais do que animada e saiu para dançar.

Isso me fez rir parecia que nada havia acontecido que estávamos de volta há três semanas. Eu via Clara e Rebeca dançando com Sarah e sendo convidada por garotos para dançar, Charles e Cassie brigando por ela não querer dançar com ele ou ao contrario e eu rindo deles e de Estefani tentando um novo namorado com um cara malhado e com tatuagens por onde ela passava as mãos.

– Quer dançar? Uma moça linda assim não deveria estar sozinha. – eu não consegui me conter e ri dele mais do que nunca em todo o tempo de nossa amizade – É assim que você trata um pretendente?

–Claro para as duas perguntas. – eu pego sua mão e ele começa a rir como eu e vamos para a pista.

Dançamos três musicas entre elas uma lenta, nos ficamos conversando pela primeira vez depois que eu saio da clinica sobre minha doença e a desordem que eu estou, ele faz piadas sobre isso e eu fico rindo. Ele imita minha mãe na sala de emergência do hospital dizendo que eu irei para o inferno e eu dou mais risadas ainda.

– Licença, posso dançar um pouco com meu namorado?- pergunta Cassie com um pouco de malicia por traz de sua voz.

–Adivinha o que vai ter aqui?- interrompe-me Clara antes que eu possa responder.

– O que Clara?

– Um concurso de canto, são oito pessoas e é uma contra a outra quem perder sai e quem ganhar vai com a outra ganhadora, é dado um tema de musica e as competidoras escolhem uma musica para cantar. Na final são três musicas de temas diferentes e a melhor competidora ganha. A Estefani esta escrevendo a gente.

–Como assim a gente? –penso sobre isso de tudo que a Estefani pudesse fazer contra mim esta é a pior ela sabe que eu O-D-E-I-O cantar, minha família inteira canta desde minhas primas e irmãs á minha avó e bisavó, eu sei cantar, mas ela sabe que eu odeio isso.

– Ela disse que você não iria se importar de cantar conosco e iria se divertir.

– E você não vai amarelar não é priminha? Claro que não você é aquela que vence e assusta ate a morte. –fala Estefani para me fazer ficar com raiva.

– É claro que sim, eu vou amar. –falo em um tom mais debochado que o dela.

– Você não precisa fazer isso. –me diz Charles depois de Estefani sumir na multidão novamente.

–Eu sei, mas eu quero. Eu vou ferrar com aquele sorriso de deboche.