Dead Flowers
5 Capítulo 5 -Empty
Notas iniciais
Espero que gostem!
Pov. Jeff
Acordei derrepente sem nem me lembrar de ter dormido. Olhei em volta e quando vi aquele anjo de cabelos escuros e lábios vermelhos dormindo tranquilamente ao meu lado, achei ainda estar sonhando.
Me levantei cuidadosamente pra não acordá-la. Calcei meus sapatos ,juntei minhas coisas e antes de ir embora pra bem longe dali,dei uma ultima olhada em Susie. Queria guardar pra sempre na memória aquela pequena de coração de coração enorme ,meu verdadeiro anjo que me estendeu a mão quando precisei. Mas era hora de partir. Ela já tinha problemas demais e eu não queria ser mais um.
Sim, precisava arrumar um lugar pra ficar e alguém pra viver nas custas, mas preferia morrer de fome á abusar da boa vontade de Susie.
Peguei um pedaço qualquer de papel e escrevi um bilhete que coloquei ao seu lado na cama.
Depois sai sem rumo pelas ruas de L.A apenas com algumas roupas na mochila, meu velho violão e um objetivo. Fazer Susie conhecer minhas musicas um dia. Talvez eu fosse mesmo louco como ela disse. Mas mesmo que não conseguisse realizar meu sonho, só per ter passado uma noite com ela já tinha me valido a pena.
Eu sabia que se contasse aquilo a meu melhor amigo ele me chamaria de idiota por não ter tentado nada com ela. E não foi por falta de vontade, mas algo me impediu. Pela primeira vez não pensei só em mim quando se tratava de uma garota.
Entrei em uma lanchonete e pedi algumas coisas pra comer mesmo sem um tostão no bolso. Em uma outra mesa havia um cara com uma jaqueta de couro tomando cerveja. Ele ficou me encarando. Pensei em intimá-lo porém tinha que sair dali antes que a garçonete voltasse. Tarde demais...
“Seu indelinquente, volte já aqui!” –a garota saiu berrando atrás de mim.
Assim que virei a esquina parei de correr.
“Ei cara” –uma voz masculina chamou.
“Fudeu.” –logo pensei que fosse a policia.
Olhei para trás e era o cara da lanchonete.
“Sabe tocar alguma coisa?”-ele perguntou.
“Por que quer saber?”
“Estou precisando de alguém pra minha banda.”
“Do que você precisa?”
“Um guitarrista base.”
“Então sei tocar guitarra.” –respondi convencido.
Fomos andando e conversando. Seu nome era Tracy, ele já tinha uma banda encaminhada, se chamava L.A Guns. Perguntei se ele sabia de um lugar pra eu ficar e ele disse que morava com os pais, mas que conhecia uma pensão que cobrava bem barato a diária.
Ele me levou até o tal lugar que também funcionava como bordel. Havia mulheres insinuantes e velhos tarados por todos os lados. A cafetina veio me receber e foi logo avisando.
“São $15 o dia fora o serviço de quarto se é que me entende.” –se referiu ás garotas.
Tirei um velho relógio de ouro do pulso ,herdado de meu avô.
“Isso vale por quantos dias?”-perguntei.
“Hum...três.”
“Cinco?” –tentei negociar.
“Quatro.”
“Ok.”
Tracy disse que ia falar com o pessoal de sua banda para eu fazer uns testes e que me procurava depois. Tudo que fiz naquele dia foi dormir.
Já na manhã seguinte, conheci meu vizinho,Duff. Ele era alto ,se vestia como Sid Vicius porém tinha o cabelo loiro todo bagunçado. Duff tocava baixo e também tinha ido á Los Angeles em busca de uma banda, mas o sortudo já tinha conseguido. Como ele ganhava a vida?
“Digamos que roubar carros dá uma boa grana.” –foi o que ele respondeu quando perguntei.
Tocamos juntos algumas musicas enquanto conversávamos. Ele também era bem generoso, me emprestava grana pra comer e dividia suas bebidas comigo.
Certa noite, me chamou para seu quarto. Lá tinha uma garota semi nua deitada na cama com longos cabelos cacheados castanho.
“Jeff meu amigo, é minha ultima noite por aqui. Pelo menos por um tempo. Resolvi deixar um presentinho pra você.” –apontou para a garota que sorriu maliciosamente pra mim. –Ainda nos esbarraremos por aí, sabe que quando precisar é só me procurar.”
“Boa sorte.”
“Pra você também.”
“Ah ,Duff?–o chamei. –Obrigada pelo”presentinho”mas não estou com cabeça pra isso.”
Ele riu.
“Um homem sempre precisa estar com cabeça pra isso. A não ser que tenha outra...Têm?”
“Não, não têm.” –admiti cabisbaixo. Não ter alguém podia ser vantajoso para um galanteador como o loiro, mas não pra mim.
“Então vá lá e aproveite.”
Já que eu estava ali mesmo e a garota também, acabei me rendendo a ela. Fui até ela e a beijei ferozmente. Logo fui direto ao que interessava, me coloquei dentro dela que mantinha suas pernas ao redor de meu quadril e gemia falsamente como qualquer boa prostituta. Eu não estava ligando pra ela, queria apenas dar uma relaxada. Mas quando terminei, não me senti nem um pouco satisfeito,muito menos ela.
Sempre foi assim. Me lembrei dos dias em Lafayete quando eu e meu melhor amigo Will saíamos por aí nos aproveitando das garotas que desde pequenas não prestavam. Ela aquela mesma seqüência entediada do puro sexo por fazer, sem entusiasmo ,sem ânimo. Apenas um prazer que desfazia em gozo e mais nada. Depois de sair de cima das garotas eu voltava a me sentir o mesmo infeliz vazio por dentro.
A verdade era que nem eu mesmo sabia o que faltava, só sabia que faltava.
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