Dead Flowers

6 Capítulo 6 -Almost Dead


Notas iniciais
Obrigada pelos reviews lindonas, assim que der respondo todos!
Pra fechar esse domingo de tédio, capitulo novo.
Espero que gostem!

Quase uma semana se passou e eu não me cansava de ler aquele bilhete escrito em letras pretas trêmulas e levemente inclinadas.

Susie, Muito obrigada por tudo. Você foi meu anjo essa noite. A única forma que tenho pra te pagar é desaparecer cidade afora e parar de te

encher com meu violão desafinado.

Espero te rever um dia.

Ass Jeff.

“Ei acorda!-Slash estalou os dedos em minha frente e tomou o pedaço de papel de minha mão. –O que é isso? Quem é Jeff?”

“Ninguém.” –respondi grosseira pegando o bilhete de volta.

“É o maluco do violão que você levou pra dentro da sua casa?”-zombou ao meu lado,sentado em cima do balcão da loja.

“Como sabe disso?”

“Hellen comentou.”

“Têm falado com a Hellen?”-estranhei.

“Até mais do que falar...” –sorriu malicioso.

“Ela adora saber da minha vida, mas contar sobre a dela que é bom nada.” –me revoltei.

“Mas e ae, o cara sumiu mesmo?”

“Sumiu...”

“Seria bom se ele aparecesse ,disse que ele tocava bem né?”

“Sim Slash, ele tocava bem, mas nunca mais vamos nos ver ok? Agora chega de falar nisso.”

Por sorte, Duff apareceu.

“Chegou na hora certa, leva esse cara chato daqui.” –brinquei quando o grandão beijou minha bochecha.

Duff era um cara legal, era divertido assim como Slash. Os dois se davam muito bem, já se consideravam melhores amigos ,tanto que Slash levou o loiro para morar na casa de sua vó.

“Levo ele mas levo você de brinde,o que acha? –ele sorriu. –Hoje é dia de beber, fiz dois carros em uma hora e descolei uma grana.”

“Sai dessa vida Duff, porque não procura um emprego?” –perguntei.

“Só se for em um bordel.”

“O travecão aí faria sucesso.–provocou Slash rindo exageradamente. –Não quer mesmo vir com agente?”

“Tá, não tenho nada pra fazer mesmo.”

Fechamos a loja e paramos em um bar na Rodeo Drive. Eu não conseguia acompanhar o ritmo daqueles dois, bebiam como se fosse água. Não demorou até o moreno palhaço começasse me provocar quando Duff começou me chavecar.

“Nem insiste cara, essa aí se afundou em uma paixão platônica com um tal de Jeff.”

“Cala a boca Slash.”-dei um tapa em seu braço.

“Quem é o cara de sorte?”-Duff quis saber.

“Não é ninguém.”

“Um cara que ficava tocando violão debaixo da janela dela.”

“Slash seu filho de uma...”-coecei xingar,mas Duff me interrompeu.

“Jeff que toca violão? Eu conheço um Jeff que toca violão.”

“Sério?”

“Ele estava hospedado na mesma pensão que eu.”

Meu coração disparou estranhamente.

“Não pode ser meu Jeff, quer dizer, o Jeff que eu conheci.” –corrigi antes que eles percebessem.

“Espere que não seja mesmo porque antes de vir embora, deixei uma morena de presente pra ele.” –Duff começou rir junto com Slash.

“Quer saber, que se danem vocês, já perdi a paciência.”

Me levantei e sai do bar enquanto eles choravam em um riso sem sentido e compulsivo. Fiquei me perguntando se estávamos falando do mesmo Jeff. Seria coincidência demais. É claro que não gostei de saber que ele estava curtindo por ai com um monte de prostitutas ,não que fizesse alguma diferença em minha vida, mas eu me decepcionaria porque pensei que ele fosse diferente. Mas ao mesmo tempo, estava aliviada por saber que se fosse mesmo ele, estava conseguindo sobreviver naquela selva.

Talvez Slash estivesse certo. Eu tinha mesmo me afundado em uma paixão platônica,mas já estava na hora de me reerguer dela. Era ridículo ficar pensando em Jeff. Antes de subir para meu quarto, amassei seu bilhete e o joguei na calçada.

Abri a porta,acendi as luzes e dei um pulo de susto.

“Droga! –tentei estabilizar meu coração e minha respiração. – Mas que...”

“Calma Susie, antes de começar me xingar me escute.”

“Não tenho nada pra ouvir Jon! –berrei –Cai fora daqui.”

O loiro de cabelos lisos na altura do queixo, com os olhos mais azuis que eu já tinha visto,caminhou em minha direção. Aparentava estar bêbado.

“Minha princesa, me escute por favor. –ele acariciou meu rosto. Tirei sua mão agressivamente, desviando meu olhar do dele. –Me desculpe por aquele dia, eu ...”

“Você foi um idiota, disso eu já sei.”

“Vamos esquecer como das outras vezes e voltar a ser o que éramos antes?” –falou com a cara mais lavada do mundo, me embebedando com seu hálito de álcool.

O afastei.

“Nunca fomos nada Jon. E dessa vez acabou mesmo, entenda isso.”

“Não acaba até eu dizer que terminou está me entendendo?” –ele segurou meu pescoço com força ,tomado pela ira.

“Me solta seu desgraçado!”-comecei gritar mesmo sendo sufocada.

“Cala a boca! Você é minha está entendendo?”

Suas mãos se apertaram ainda mais ao redor de minha garganta enquanto ele me pressionava contra a parede. Meu pulmão já não recebia mais ar o que foi fazendo meu coração desacelerar bruscamente e diante dos meus olhos, tudo ficar escuro.

“Susie?” –Jon perguntou desesperado, vendo a besteira que tinha feito quando soltei minhas mãos que lutavam contra as suas. Eu já não tinha mais força nem para manter meus olhos abertos,mas ainda podia ouvir .

“Susie? –dessa vez, outra voz masculina chamou,depois de uma forte batida na porta. –Solta ela seu filho da puta!”

Jon me soltou e eu não aguentei parar em pé. Já não estava mais sendo sustentada por ele e sim pelo chão .

Houve mais barulhos de coisas quebrando ou caindo. E muita gritaria.

“O que você fez seu maldito! Eu vou te matar!” –a pessoa desconhecida continuava berrando.

Tentei me manter acordada, mas não resisti. Me entreguei a minha fraqueza.

Notas finais
Não, ela não morreu. E acho que já dá pra imaginar quem é o desconhecido na cena.
Bjss