Dead Flowers
12 Capítulo 12 -The Call
Notas iniciais
Espero que gostem!
Dor de cabeça e mal estar. O gosto amargo de uma noite de álcool e pouco dormida me acordou. Olhei em volta, Jeff não estava. Fiquei chateada, ele podia pelo menos ter esperado eu acordar antes de sair.
Me enrolei na toalha após um longo banho e fui surpreendida por Jeff entrando com uma sacola na mão.
“Ah droga! Era pra você estar dormindo ainda.” –ele reclamou.
“Que foi?”-estranhei.
Ele começou tirar um monte de coisas gostosas da sacola, inclusive meus chocolates preferidos e até uma rosa vermelha que disse ter encontrado pelo caminho. O lado romântico dele chegava a ser inacreditável.
Parei na janela , mordiscando uma torta de morango enquanto observava o movimento de um típico domingo em Los Angeles. Senti o rosto de Jeff se repousando sobre meu ombro e afagando o perfume dos meus cabelos ainda molhados.
“Tudo bem?” –ele perguntou passando seus braços pela minha barriga.
“Só um pouco de dor de cabeça.”
“Também bebi muito ontem.”
Me virei para encará-lo.
“Estava muito bêbado?”
“Não muito.”
“Se lembra do que me disse?” –fiquei insegura.
Ele entendeu bem sobre o que eu estava falando.
“Eu ainda te amo.”
Meu coração acelerou e senti um arrepio percorrer meu corpo.
“Que bom.” –sorri efeito uma criança boba e o beijei.
Nossos beijos tinham um tipo frenesi, quando começávamos não conseguíamos parar mais. Para variar um pouco, fomos em direção á poltrona. Suas mãos exploravam meu corpo nu por debaixo da toalha tornando meus arrepios ainda mais fortes.
O empurrei na poltrona e me sentei sobre suas pernas. Parei o beijo para tirar sua camisa e levar meus lábios á seu pescoço. Naquela manhã, eu estava encarregada de fazer todo o trabalho.
Ele sorriu de um jeito traiçoeiro enquanto eu trilhava beijos em seu peito, descendo por sua barriga até parar no cós de sua calça. Abri o botão e o zíper e resolvi tentar algo que nunca tinha feito antes. Me lembrei de Hellen me contando uma de suas experiências com sexo oral no terceiro ano e tentei seguir suas dicas.
Quando ele parecia estar quase lá, fui um pouco maldosa e parei. Jeff me puxou para seu colo outra vez e arrancou minha toalha. Bom, o resto... nem eu sei, culpa daquela sensação incrível que chegava a tirar meus sentidos derrepente.
“Acho que vou acabar viciando em sexo.” –brinquei enquanto me vestia.
Jeff seguiu sua tradição de fumar logo em seguida, encostado na janela.
“Eu vou gostar disso.”
“O que vai fazer hoje?”
“Nada. Sou todinho seu.”-deu uma piscadela aliada á seu sorriso fofo.
“Ótimo, porque vou precisar de ajuda.”
“Para?”
Olhei em volta para aquele quarto inabitável e ele entendeu.
Passamos a tarde toda arrumando as coisas com o rádio ligado. Começamos pelas roupas espalhadas. Depois, consertamos a porta e tentamos a cama, mas ela sofreu perda total. Quando uma musica lenta começou tocar, Jeff me puxou para dançar abraçadinhos. Ele também chegou a cantar algumas musicas, o que revelou que sua voz era muito bonita, em um tom diferente.
Fizemos uma pequena pausa para descansar no colchão.
“Su, afinal, qual era sua história com o Jon? Pode fazer uma pergunta se quiser.”
“Nos conhecemos no terceiro ano ,pouco depois que meus pais morreram. Começamos namorar apesar de ele fazer o tipo mulherengo, vivia dando em cima das outras pelas minhas costas. Não sei porque, mas quando brigávamos, eu sempre dava uma segunda chance. Acho que era por medo de ficar sozinha, ainda mais depois que minha irmã foi embora também. Ele veio morar aqui comigo, mas as coisas pioraram. Virou um viciado e gastava todo meu dinheiro com suas porcarias. No dia que nos esbarramos eu tinha mandado ele embora, mas naquela outra noite, ele veio pedir pra voltar. O resto você já sabe. Provavelmente se você não tivesse entrado na minha vida, eu ainda estaria aguentando aquele idiota.”
Recuperei meu fôlego e elaborei minha pergunta.
“Quando a banda começar andar...acha que muita coisa vai mudar?”
“Entre agente? Porque mudaria?”
“Sabe muito bem do que estou falando. E se você ficar famoso? Vai poder ter a mulher que quiser, vai ter que viajar, vai viver ocupado...”
“Susie? –ele me parou antes que eu surtasse. – Deixa essa insegurança de lado um pouco tá legal? É claro que muita coisa vai mudar , as coisas estão sempre mudando, não tem como evitar. Mas eu vou fazer o que eu puder para não ser mais um Jon na sua vida.”
Fiz um imenso esforço para confiar em suas palavras. Tentei não pensar mais nisso , até porque , as coisas não mudariam da noite pro dia.
Eu estava errada.
Não podia imaginar, mas o trem que traria as mudanças consigo chegou logo pela manhã, com o toque do telefone.
“Alo?” –atendi.
“Eu queria falar com o Jeffrey.” –uma voz masculina respondeu.
“Ele não está. Quem está falando?”
“O melhor amigo dele. E você deve ser uma das vadias que o safado do Jeff já arrumou por aí.” –pude ouvir um riso irônico e arrogante.
“Na verdade, sou a namorada dele.”-retruquei.
“Ok pobre garota iludida pelo meu amigo, quando ele voltar, pede pra ele me ligar.”
Eu ia começar dizer todos os palavrões que conhecia mas o telefone ficou mudo. Quem quer que fosse aquele idiota, já tinha desligado.
Saí mais cedo da loja, Slash percebeu que tinha alguma coisa errada comigo e até perguntou se era TPM. Homens tinham a infeliz mania de culpar a TPM por qualquer sinal de estresse feminino.
Fui para a casa e esperei Jeff chegar. Ele entrou normalmente, me deu um beijo que eu mal retribui e me encarou.
“Aconteceu alguma coisa?”
“Seu amigo, quer dizer, seu melhor amigo, te ligou hoje de manhã.”-falei irônica e ríspida ao mesmo tempo.
“Will? Sério? –Jeff abriu o maior sorriso. –O que ele disse?”
“Pediu pra sua vadia, ou pra a garota que você iludiu , mandar você retornar.”
Ele começou rir, o que me deixou mais enfurecida ainda.
“Ele falou isso? Ele é mesmo um idiota, nem dê trela pra ele.”
Continuei o encarando, sentada na poltrona.
“Que foi Susie? Esta brava por causa disso? O Will é um bobão, só fala asneira.”
“Imagino o que você deve ter falado de mim pra ele. Se é que falou de mim.”
Jeff coçou a nuca, um pouco atordoado das idéias.
“Susie isso não têm nada a ver...”
“Por que ele ligou aqui?” –interrompi sua tentativa de se explicar.
“Eu passei seu número, ele esta pra vir pra cá também daqui uns dias.”
“Que ótimo.” –rolei os olhos, cheia de ironia.
Agradeci ao toque do telefone que interrompeu a briga. Era Hellen, nos chamando pra ir até sua casa.
“Já estou indo.” –respondia-a e desliguei.
“Vai sair?”
Peguei meu casaco e sai sem dar explicações.
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