Dead Flowers
13 Capítulo 13 -Go Away
Notas iniciais
Espero que gostem!
Estava frio, um vento incisivo que mal me deixou acender meu cigarro. Cheguei rapidamente na casa a Hellen, ela estava sozinha e odiava isso.
“Onde está seu namorado?” –foi sua primeira pergunta.
“Brigamos.”
“Não acredito! O que poderia causar uma briga entre o casal perfeito?” –foi irônica.
Ela pegou duas cervejas e nos sentamos na sala.
“Um amigo dele, arrogante ,com uma voz convencida ligou em casa. Perguntou se eu era uma das vadias do Jeff ou mais uma das iludidas dele.”
“E você deu ouvidos a ele?”
“Mas é claro. Eles são melhores amigos, eu não sei nada sobre o Jeff, e se o amigo dele estiver falando a verdade? E se Jeff só estiver me iludindo?”
Ela sorriu me encarando.
“Posso falar o que eu acho?”
“Vai lá analista Hellen.”
“Acho que você está com uma puta insegurança idiota. –jogou as palavras na minha cara. Ela não aliviava, falava o que pensava e pronto. – Está com medo de ele se tornar outro Jon. Coloca uma coisa na sua cabeça Susie, Jeff é um cara legal, ele gosta de você, da pra perceber isso. Mas contos de fadas, relacionamentos perfeitos não existem.”
Pensei em suas palavras enquanto bebia , ficamos em silencio.
“E agora? O que eu faço?” –perguntei.
“Bom, eu diria pra você voltar lá, dar uma com o Jeff pra relaxar e fazer as pazes, mas antes, eu preciso contar uma coisa.”
“Pra você tudo se resolve na base do sexo?”
“E por que não?” –ela riu.
Dei os últimos goles na bebida e me levantei.
“Espera, eu preciso te falar uma coisa.” –ela veio atrás de mim até a porta.
“Depois amiga, eu preciso voltar.” –dei um beijo em seu rosto.
As ruas desertas não me intimidaram como na ida. Apenas tentei andar o mais rápido possível, até sentir minhas pernas se enfraquecerem. Precisava concertar as coisas, antes que Jeff resolvesse ir embora.
Quando entrei em meu quarto escuro, ele estava deitado. Não disse nada, continuou apenas deitado. Fui para seu lado e me aconcheguei em seu peito como sempre fazia.
“Desculpa por agir como idiota. Que bom que me esperou.”
A resposta de Jeff não veio em palavras, mas sim, com seus braços se apertando ao meu redor.
Na manhã seguinte, agimos como se nada tivesse acontecido. Nos arrumamos, fomos á cafeteria, depois segui para a loja e ele foi fazer suas coisas como de costume. Hellen usou sua hora de almoço para ir falar comigo.
Slash tinha ido comprar comida para nós.
“Então, o que te traz aqui?” –perguntei indo para a porta e fumando um cigarro, olhando a movimentada rua, que na noite anterior, estava a ermo.
“Primeiro de tudo, fez as pazes com seu amor?” –ela se encostou ao meu lado na porta.
“Esta tudo certo. O que queria me dizer ontem afinal?”
“Eu acho que a resposta vai ser não, na verdade eu tenho certeza....”
“Fala logo!” –já estava curiosa demais.
“Lembra que nós duas vivíamos fazendo planos pra morar juntas e tal?”
“Quer que eu vá morar com você?”
“Eu sei que está feliz com o Jeff naquele seu submundo particular, mas eu estou naquela casa sozinha e é um horror. Não consigo mais dormir direito, eu odeio ter que voltar pra lá. –choramingou fazendo seu tradicional drama. – Mas se não quiser, tudo bem.”
“Olha Hellen eu adoraria, mas não posso deixar o Jeff.”
“É, como eu imaginava. Mas se mudar e idéia, já sabe. Agora eu preciso ir. Até mais.” –ela me abraçou e saiu.
Fiquei tentada a aceitar seu convite. Fiquei com pena dela, não queria deixá-la sozinha. Além disso, minha situação estava cada vez mais precária naquele quarto. Mas tinha Jeff, o que me levava a um não.
Ele foi me buscar como de costume, enquanto andávamos, com um filhote de rotwailler preto nos seguindo , fiquei tentada a tocar no assunto, mas resolvi pensar melhor antes de qualquer coisa.
Quando chegamos na porta de casa, lá estava o cãozinho ,de corpo roliço e olhos amendoados ,nos olhando piedoso Ele abanou o pequeno rabo e começou pular nas pernas de Jeff.
“Ele gostou de você.”
Logo Jeff já estava com ele nos braços, brincando feito uma criança.
“Vai lá cachorrinho, não podemos ficar com você.”-ele o colocou no chão aparentemente de coração cortado.
Lá de cima, podíamos ouvir seu latido estridente. Jeff me olhou triste.
“Agora sabe o que eu senti enquanto você ficava lá tocando violão.”- comparei.
“Têm certeza que agente não pode?”
“Mas você vai limpar a sujeira dele.” –fui logo avisando.
Minutos depois ,Jeff subiu com o filhote no colo.
“Um nome?”-perguntou.
“Deixa eu pensar... Não têm como misturar nossos nomes, ficaria estranho, tipo...Isbell com Stradlin, Izzy com Stradlin, sei lá.- fiquei viajando e Jeff me encarando sem entender nada. –Que tal Jack?” –mudei o rumo dos pensamentos derrepente após olhar a garrafa de wisk vazia sobre a comoda.
“É ,Jack é legal.” –acabou concordando antes que eu inventasse mais alguma coisa.
Depois de namorarmos no fim da noite como de costume, ficamos abraçados no colchão sobre o olhar atento de Jack na poltrona.
“Você deveria receber um prêmio Nobel da solidariedade. É a melhor pessoa que já conheci.” –disse ele acariciando meu cabelo.
“Ele me lembrou você. Abandonado, me olhando com aqueles olhos pidão...”
“Está me comparando a um cachorro Susie Stradlin?”
“Sim, estou.” –confessei rindo.
“Você está certa, eu sempre fui o cachorro abandonado, sempre sendo chutado por todo mundo.”
O abracei mais forte. Também sabia como era se sentir assim.
Não queria estragar o clima, mas depois de alguns minutos, não aguentei mais e precisei tocar logo no assunto.
“Jeff eu preciso falar uma coisa.” – me sentei pra olhá-lo.
“Eu também, mas ,você primeiro.”
“Hellen me chamou pra morar com ela.”
“E você aceitou?”
“Deveria?”-resolvi saber sua opinião primeiro.
“É claro Su. –ele se sentou também, de frente pra mim. – Já esta na hora de você ir pra um lugar descente, sair desse quarto de três metros quadrados.”
“Mas e você?”
“Era sobre isso que eu ia falar. Eu liguei pra aquele meu amigo e ele está mesmo vindo pra cá. Você deveria ir morar com a Hellen.”
Me levantei tentando ligar uma coisa á outra.
“Fala a verdade Jeff, sem esse papinho de que é pra eu ir pra um lugar melhor.”
Ele também se levantou.
“Tá- suspirou. –Quando Will chegar eu vou voltar pra aquela pensão. Ele está vindo assim como eu, sem ter onde cair morto, sem conhecer nada por aqui.”
“Eu não acredito nisso. –ri perplexa. –Vai sair daqui mesmo?”
“Ele é meu amigo Su, não posso deixá-lo na mão.”
“Mas pode me deixar?” –aumentei o tom de voz.
“É lógico que não, uma coisa não tem nada a ver com a outra.”
Jack começou latir incessavelmente.
“Eu deixei de ir pra casa da minha amiga pra ficar com você e... você vai fazer o contrário?” –cheguei a gritar.
“É só até ele se acertar...”
“Não quero ouvir mais nada!”
Eu ia me preparar pra sair ,mas ele pegou sua jaqueta e entrou na minha frente.
“Deixa que eu saio. A casa é sua, eu é que tenho que ir.” –disse calmo como sempre, apenas levantando o tom e voz para se sobressair aos latidos.
“Quer saber? Vai mesmo e leva esse cachorro idiota junto!” –berrei perdendo a paciência.
Os dois saíram, ambos cabisbaixos. Tentei tirar um pouco de Wisk da garrafa mas não saiu nenhuma gota. A arremessei contra a parede como se vê-la se desfazer em minúsculos pedaços fosse me acalmar.
Fiquei perdida, sem saber se ia atrás dele ou não. Mas isso não adiantaria, a briga só ficaria pior por estarmos de cabeça quente.
Notas finais
O Jack, é o futuro rotwailler preto que aparece no Sweet Child o mine.
No proximo, tem Pov. do Jeff.
Bjss
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