DeStRoY
4 You Can't Control Capítulo Extra
Notas iniciais
HillsBurg – Flórida
13 de Junho de 2012
02h43min
A noite escura engolia as ruas de Hillsburg, mas para os visitantes do “The Walkers” , ela ainda estava começando. O bar abrira as 22h, e mesmo as 2:43 da madrugada, todos continuavam animados com o som que tocava e com as luzes piscando.
Porém, Gregory Lonners já não se sentia muito bem, a bebida estava o derrubando, o som o estressava, as luzes o deixavam zonzo, ele precisava vomitar. Precisava dormir, mas antes disso tinha que vomitar.
Foi em direção de Lucy, na ultima vez que a vira ela estava dançando em cima do palco. Ele e Lucy viviam uma relação tanto quanto aberta, os dois sempre estavam no The Walkers, bêbados e “livres”. Lucy já havia beijado um cara na frente de Greg, e mesmo que ele não tenha gostado muito, aquilo já era quase normal entre os dois.
Ele finalmente encontrou Lucy. A ruiva estava agarrada com Wayne Rock, o melhor amigo de Greg.
– Ruiva! – Gregory gritou, mas o barulho era demais. Ele então a agarrou pelo braço – Ruiva. Vamos embora.
Ela se virou, o olhando e dando risada.
– Cara, você é tão... Careta. – Lucy continuou rindo, e Greg a puxou, fazendo com que a ruiva se jogasse em seus braços.
– Ei, ei, ei... Aonde vocês pensam que vão? – Mason Shepler os parou enquanto saíam. – Greg?
Greg o encarava, e Lucy ainda ria.
– Eu quero ir para casa, você entende? – Greg tentou sair, mas foi novamente segurado por Mason. – Porra, Shepler! O que você quer?
– A garota! – Mason disse, e Greg o encarou. Lucy olhou para Greg, que a fitou enquanto Wayne se aproximava.
Wayne era o melhor amigo de Greg desde o maternal, os dois cresceram em HillsBurg, e lá estavam, prontos para terminar o colegial juntos.
– Que merda tá acontecendo aqui? – Wayne entrou no meio da confusão que começava a se formar.
– O Greg é um viadinho! – Mason respondeu, e Wayne o encarou.
Os 4 estavam parados na porta de entrada do bar, Greg ao lado de Wayne, e Mason de frente para os dois. Lucy agora estava sentada no chão gelado.
– Mason Shepler é um otário mimado! – Greg o provocou, e quando Mason partiu para dar um soco no rosto dele, Joe Hannzon o segurou. Enquanto Mason se debatia e soltava xingamentos para cima de Greg, o loiro pegara Lucy no colo e se dirigira até seu Camaro 97.
– Ei, Lonners! – Mason gritou, ainda tentando se soltar dos braços de Joe. – Vamos bater uma aposta, pela ruiva.
– Você não está bem Mason, melhor ir para casa. – Disse Greg, batendo a porta do carro e colocando a chave na ignição.
Quando Greg ligou o motor do carro, Mason finalmente se soltou e correu até o carro, se jogando em sua frente, o que fez Greg frear bruscamente.
– O que houve com você, Greg? Por que tem tanto medo de quebrar as regras que seu pai impôs... Hein, filinho do prefeito? – Mason o irritara ao extremo.
Agora, Greg desejava mata-lo.
– Tá legal, qual a aposta? – Disse Greg, enquanto saía do carro, indo na direção de Mason.
Os dois ficaram frente a frente, se encarando.
– Um racha! – Mason gritou, atraindo a atenção das pessoas que saíam do bar. – Minha máquina, contra a sua. Se eu ganhar, você some do The Walkers.
– E se nós ganharmos, você some daqui! – Wayne se meteu no jogo, mesmo tendo um pouco de medo do que poderia acontecer.
– Como assim, corrida em equipes? – Mason perguntou.
– O Greg não dirige bem, muito menos você. Isso precisa ter emoção!
– Eu dirijo pelo Shepler. – A voz rouca de Kurt ecoou pelo meio das pessoas que olhavam curiosas. Algumas até gritavam.
– Tudo bem, e qual é o percurso?
– A estrada 304! – Mason respondeu, com um sorriso maléfico. Greg e Wayne pareciam espantados.
– Você pirou?!
– Ah, Wayne, qual é? Vai dar uma de medroso, na frente de todo mundo? Vai mesmo decepcionar seus fãs?
– Mason, é loucura. Nós vamos morrer, é muito perigoso. – Greg disse.
– Você é o cara mais medroso que eu já conheci. CAGÃO!
– Qual o seu problema, hein? – Wayne foi para cima de Mason, e os dois ficaram se encarando até que Joe os separasse. – Anda Greg, vamos embora.
Ele e Greg se viraram, foi aí que Mason jogou a chave de seu carro na cabeça de Wayne.
– Seu filho de uma puta desgraçada! – Wayne resmungou, jogando a chave em cima do vidro do carro de Mason.
– Qual é Wayne... Se acalme. – Mason ria com a expressão do outro, que parecia um touro. – Olha, pensem bem... Se o filho do nosso querido “perfeito” desaparecer assim do nada, é óbvio que ele vai revirar até o inferno pra achar. Deixem de ser medrosos e aceitem isso, não vai acontecer nada pior que a morte! – Mason riu – Fechado?
Greg e Wayne se olharam. Greg fez que não com a cabeça, mas Wayne estendeu mão para Mason.
– Fechado! – Greg respondeu, apertando a mão de Mason.
As pessoas começavam a gritar, enquanto Greg tirava Lucy do banco do passageiro, se sentando em seu lugar. Wayne entrou no carro, rindo, e ligou o motor.
– Você quer com emoção ou sem emoção?
– Você é louco! – Greg bufou, e percebeu que Wayne não parava de o olhar.
– E você me ama. – Wayne disse, com seus olhos grudados nos lábios de Greg. Mas não podia beijá-lo, não ali. Eles mantiveram aquilo em segredo durante esse tempo, não iam estragar isso agora. Não agora, que tinham um plano para viver o que realmente queriam.
Mas e se não desse certo?
Não, nada de ruim iria acontecer, eles conseguiriam, era perfeito.
FLASHBACK IN
09 de Janeiro de 2012
Greg estava deitado sobre o peitoral de Wayne, os olhos de ambos grudados no céu, nas estrelas e na lua; que acabara de aparecer. Wayne estava sem camisa, o peitoral forte e suado á mostra, os braços envolvendo o corpo de Greg, que era branco e gelado. Enquanto Wayne olhava as estrelas, o loiro tentava se ajeitar sobre o corpo dele.
– Isso é estranho! – Greg murmurou, desistindo de se deitar sobre o moreno, e se levantando. Wayne fez uma cara de espanto, sem entender o que o loiro queria dizer.
– O que? Essa estrela? – Wayne não sabia o que falar, não havia entendido o loiro.
– Não. Nós dois... É estranho. – O moreno fez uma cara de espanto, e Greg riu.
– Você é um otário. – Wayne tentou ser sério, mas acabou rindo.
– E você me ama!
– Ainda falta você me responder!
– Nós devíamos parar Wayne. Isso está muito rápido, vai ficar fora de controle.
– Não importa o que você faça. Você não pode controlar, não existe um botão “Estou loucamente apaixonado”, você precisa aceitar! – Wayne riu sozinho, o loiro como sempre, não achara nenhuma graça.
– Essa coisa com a Lucy, e você... eu não me preparei emocionalmente para um amor extra forte!
– Amor extra forte. Bem que podia ser nome de um café.
Greg deu um soco no braço do moreno, mas o outro era bem mais forte, e a mão doeu imediatamente.
– Agora é sério, eu...
Wayne agarrou o loiro antes que ele pudesse falar. Quando o beijo acabou, os dois estavam sem fôlego.
FlashBack Off
12 de Julho de 2012 – 21:43 h
Melissa Wallesrtonne já terminara de se arrumar, os cabelos loiros bem penteados, a roupa que comprara no dia anterior ficara perfeita em seu corpo, exatamente como Natalie havia dito. Também havia acertado na maquiagem, que nunca era simples: um batom num vermelho tão forte, que era impossível alguém não percebê-la.
Já estava atrasada, como de costume, e logo Natalie a ligaria. Mas não importava, estava se preparando para ver Jayden novamente.
Melissa morava no bairro 8; nomeado há alguns anos de Bakersville; e o mais próximo de Nashville – que era o décimo primeiro bairro e também aonde os jovens da cidade se divertiam.
Só havia duas maneiras de chegar a Nashville.
A primeira: Mais curta, porém mais perigosa, era entrar na escura e deserta estrada 304, apelidada de “Caminho da Morte” pelos moradores de Hillsburg.
A realidade era que a 304 era assustadora, e quase todas as pessoas que passavam por ali morriam.
Seu celular tocou, só podia ser Natalie. Melissa pegou o telefone, era uma mensagem, não havia número.
“ Olá Melissa, vamos brincar um pouco!
O que acha de Kurt Nashville? O que Jayden acha dele?
Será que ele e Natalie vão gostar de saber que vocês dois estão transando?
Tome cuidado com tudo, pois eu sou tudo!
– The Secret”
Melissa ficou paralisada, seus olhos vidrados na tela do celular, relendo a mensagem diversas vezes. Como alguém podia saber daquilo? Foram apenas umas noites, nada além disso. Ela estava sozinha, Jayden a abandonara, e ele era o cara legal que sempre a acolhera, e mesmo sendo namorado de sua melhor amiga, os dois tinham uma proximidade muito forte.
Tão forte que acabaram indo para a cama.
Seu celular tocou novamente, e dessa vez era Natalie. Melissa colocou o celular dentro da bolsa, pegou a chave do carro, e desceu até a garagem.
Já era 21h57min. Estava atrasada.
Iria pela 304.
. . .
Jayden Knackswaine dirigia pelas ruas de Hillsburg, indo em direção de Nashville. Acabara de passar por Jellsville, e agora estava num lugar escuro e deserto, a caminho de Madensburg. Jayden não entendia o porquê da neblina, ainda era muito cedo para isso.
Acelerou mais, percebendo que aquela parte da estrada era reta, e seu celular tocou. Ele tentou pegá-lo, mas estava no banco de trás, ele apenas esperou parar de tocar. Continuou acelerando, o velocímetro marcava mais de 90 km/h, e continuava aumentando.
Mas Jayden não percebeu que a curva estava chegando, e quando finalmente percebeu, já era tarde demais. O carro perdeu o controle, girou e capotou três vezes, parando no meio da estrada.
Jayden não se sentia vivo. Sua testa sangrava, suas pernas estavam presas, e ele se sentia como se fosse desmaiar. E antes que pudesse tentar se soltar, seu corpo o traiu, seus olhos foram se fechando. Sentiu uma dor, e colocou a mão sobre a perna. Estava perdendo muito sangue.
Mas seus olhos finalmente se fecharam, o levando para uma escuridão desconhecida.
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