DeStRoY
5 A Party Pretty Soon
Notas iniciais
Hillsburg – Flórida
15/ 03 / 2014
Fiamma Dora Ruffalo acabara de chegar em Hillsburg e já havia sido convidada para uma festa. O aniversário de Emelly Caswell. Todo ano a festa de Emelly rendia boas histórias entre os jovens da cidade, e esse ano não seria diferente.
Ela havia preparado uma festa digna de um Caswell, num lugar isolado da cidade, uma mansão gigante que pertencia ao seu pai. A família de Emelly sempre foi muito rica, uma das fundadoras de Hillsburg nos anos 60.
Os convites para a festa desse ano foram mandados apenas para os alunos do Hillsburg College, e Fiamma foi uma das sortudas a ser convidada VIP da festa. Isso significava que Emelly usaria parte de seu precioso tempo para conhecê-la. Muitas pessoas queriam ter essa sorte, e Fiamma já estava animada para a festa.
Comprara no dia seguinte um vestido, um sapato, e algumas joias para usar na festa. Queria chamar atenção de todos, e, principalmente, conseguir se aproximar de Emelly. Se ela se aproximasse de alguém com tanta fama na cidade, com certeza voltaria a sua vida normal, como sempre foi antes de seus pais decidirem se mudar para a Flórida.
Tudo bem, ela queria morar num lugar badalado. Mas sempre imaginou Miami, Hollywood, Orlando.
Agora... Hillsburg?
Nenhuma praia, poucos lugares com piscina, sem toda aquela badalação que Los Angeles sempre proporcionou. Então precisava ficar amiga de Emelly Caswell a todo custo. Precisava colocar sua vida nos eixos, precisava de uma festa.
Foi até seu closet, pegou sua roupa e se olhou no espelho.
– Emelly Caswell, é bom tomar cuidado. Fiamma Dora Ruffalo já chegou em Hillsburg! – Disse, se encarando no espelho e depois sorrindo.
...
Troy Royalfield também havia sido convidado, e já era presença confirmada, e era óbvio que ele levaria Nik consigo, sempre foi assim e não ia mudar agora.
Troy já estava se arrumando para a festa quando Nik chegou. Os dois tinham essa coisa de irmãos, foram praticamente criados como irmãos – já até diziam que eram irmãos.
– Ei... Não consigo acreditar que você ainda não esta pronto. – Nik chegou e decidiu tirar sarro com a cara de Troy – É sério cara, nem a tal da Emelly deve demorar tanto assim pra se arrumar, você é muito lerdo!
– Porque não cala a sua boquinha russa antes que eu te esmague na parede?! – Sim, Troy sempre ficava bravo com as zoações que Nik fazia sobre seu tempo para se arrumar para alguma festa.
O celular de Nik tocou, junto com um toque assustador que fez Troy arregalar os olhos. Logo em seguida, o celular de Troy também tocou.
– Emelly Caswell?! – Disse Nik ao pegar o celular.
Acabara de chegar em Hillsburg e já fora convidado para uma festa, era uma ótima maneira de se sentir bem na nova cidade.
– Ta, porque a Caswell mandou uma mensagem com “Ola, queridos.”? – Nik perguntou, lendo apenas o inicio da mensagem.
– Ué, vai ver ela decidiu mandar uma mensagem pros convidados, ou tá procurando um namorado... – Troy pegou seu celular, e começou a ler a mensagem.
“Olá, querido-cheirosos/cheirosos/lindos da tia Caswell.
Queria convidar vocês para um jogo...
JOGOS MORTAIS?
NÃO! Não quero ver gente morta, e muito menos MORRER!
Então, é o seguinte: Vou escolher 11 de vocês pra uma Fraternidade... Sim, é meio que um pacto. Enfim, vamos fazer um joguinho de Verdades e Consequências (Prevejo intrigas) só pra testar vocês e a minha confiança em cada um de vocês.
Por favor, garotas, não se atrasem na hora de se arrumar. E, garotos, usem perfume e estejam apresentáveis.
19h no RodeoPub. Theo Caswell estará esperando por vocês.
Besitos, Emelly Caswell”
– Eu acabei de me apaixonar por essa garota! – Troy disse, vidrado na mensagem que Emelly acabara de mandar.
. . .
Theodoro Caswell esperava os convidados no RodeoPub, no centro de Hillsburg, enquanto bebia alguns goles de Vodka pura. Já eram 19h22min e ninguém havia chegado. De repente, um carro parou do outro lado da rua. A porta se abriu, revelando uma garota loira e muito bem vestida, que fixou seu olhar em Theo. A garota se aproximou, e Theo percebeu que seus olhos eram azuis, um azul que prendia o olhar de qualquer um.
– Você é... – A garota não o conhecia.
– Theo Caswell. – Ele estendeu a mão, e ela o cumprimentou. – E você é...
– Katherine Barker!
– Muito prazer, Katherine.
– Pode me chamar de Kat. – Ela disse, se sentando num dos bancos, e logo Theo estava ao seu lado. – Parece que só eu estou interessada na festa.
Theo riu, e se perdeu no sorriso da loira.
– Bem, é sempre assim. A Emelly me faz de escravo, eu venho, todos os convidados se atrasam...
– Mas você não é mais velho que ela? Você não devia deixar ela te tratar assim... Bem, você sabe. Isso é chato.
– Você ainda não conhece a Emelly. Ela não é assim, e isso não é um favor. Nada do que eu faço pra ela é. – Katherine pegou a garrafa de Vodka da mão dele, e tomou um longo gole.
– Como assim? – Perguntou ela, devolvendo a garrafa.
– A Emelly sabe jogar, ela sabe como manipular alguém.
– Sério? Emelly Caswell é esse monstro? – Theo começou a rir.
– Não, ela é uma ótima pessoa. Ela sabe ter amigos, sabe como tratar bem as pessoas... Mas parece que... Parece que ela precisa disso pra ter as pessoas sempre por perto, e pra ganhar a confiança delas.
Um carro preto parou atrás do carro de Theo, e dois garotos desceram.
O que dirigia era forte, olhos castanho-claro, cabelo também castanho, e vestia uma jaqueta de couro preta, que já deixara Katherine interessada. Já o outro, era um pouco mais baixo, e magro. Usava óculos escuros, cabelo castanho-claro, vestia uma camisa dos Rolling Stones e uma calça azul-clara.
Os dois olharam para Katherine, e depois andaram em direção do banco. Theo cumprimentou primeiro o mais alto, que perguntou:
– Theo Caswell? – A voz era suave, os olhos percorreram Katherine, e logo voltaram para Theo.
– Isso. E essa é Kat Barker. – Disse Theo, se virando para Kat, que sorria meio constrangida. – E vocês, são...
– Troy Royalfield. E esse é o...
– Nik! – Troy foi interrompido pelo outro, que tinha um sotaque diferente na voz. Theo deduziu que era russo.
Enquanto o silêncio pairava, Kat tentava se lembrar de onde conhecia aquela voz russa. Aquele garoto não parecia estranho.
– Nik Splark. – Continuou o garoto.
– Bem, já são três. Ainda faltam sete, todos atrasados.
– Então, Nik, você é russo? – Kat perguntou, e Nik a olhou, tentando lembrar-se de onde conhecia aquela garota linda.
– Sim. Eu nasci e morei lá por bastante tempo. Mas sempre soube falar inglês, e meus pais voltaram por conta do trabalho.
– Eles fazem o quê? – Theo perguntou, deixando o russo meio sem graça.
– São cantores... De ópera. – Nik respondeu, e Kat parecia interessada nas histórias do garoto.
Enquanto isso, Nik se lembrara de onde conhecia aqueles olhos azuis. Era a garota do aeroporto. Nunca poderia esquecer aqueles olhos, muito menos sua doce voz. Ela cantava muito bem.
– Nós já nos conhecemos, não é, Nik? – Kat também havia se lembrado do russo atrapalhado. Afinal, Riley ainda falara dele nas mensagens que as duas trocavam.
– Sim, do aeroporto. I Love Rock ‘n Roll! – Os dois riram, enquanto Troy e Theo se olhavam sem entender o que estava acontecendo.
– Bem... Vocês já se conhecem. – Theo se levantou, indo em direção do carro e pegando outra garrafa de Vodka, e três copos plásticos. – Vamos comemorar, por enquanto.
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