Notas iniciais
E aí, babies? Novo capítulo! Espero que gostem!

Steve, depois guardar tudo em seu devido lugar, foi verificar se Peter tinha ido dormir mesmo ou se estava grudado no celular. Ai, esses meninos e tecnologia! Caso a última opção fosse a correta, sabia que teria que tirar aparelho de perto do filho. Sabia que Peter era crescido e que o deveria permitir mais liberdades, mas Peter as vezes puxava demais ao outro pai e se privava do sono por dois motivos: estudo ou qualquer entretenimento eletrônico que não fosse a TV.

Abriu a porta discretamente, não querendo acordá-lo caso estivesse dormindo e o observou pela penumbra que a luz da própria porta aberta criava. Seu filho estava todo torto na cama, com um dos travesseiros em cima de seu rosto e cobrindo parte do mesmo. Sorriu ao notar o edredom todo embolado em volta do seu corpo pequeno. Era incrível! Qualquer um estaria completamente desconfortável naquela posição, no entanto a expressão do jovem era tranquila e infantil em meio ao caos de sua cama.

É oficial meu filho sempre vai ser um bebê enquanto dorme. Pensou com um sorriso bobo de pai, logo fechando a porta após ter o coração tranquilizado. Bem… Agora que eu vi que meu filhinho está dormindo, vamos ver o meu marido. Seu sorriso perdeu a candura paterna e se tornou extremamente malicioso.

O capitão sempre fora um homem íntegro, descente, respeitoso… Porém, isso não queria dizer que era um santo ou que tomara um voto de castidade. Era um soldado, afinal de contas. E tinha um marido que amava mais que tudo no mundo e que desejava ardentemente. Mas por conta tanto do seu trabalho quanto do de Tony, mal conseguiam trocar carícias mais íntimas na maior parte do tempo. Logo, sempre que tinham chance a chance não era desperdiçada.

Se apressou até a porta de oficina de moreno, batendo na porta antes de entrar. Steve tomava prazer em ser um dos poucos no mundo que o podiam fazer. Quando entrou, encontrou seu amado em pé, de costas para si e olhando para as enormes telas interativas tão futurísticas que Verne sentiria inveja. Podia observar que ele olhava de uma tela para outra, indeciso, jogando um ícone de uma tela para a outra até que jogou as mãos para cima em desistência.

‒ Vai ficar aí só me observando, picolé? ‒ O dono das Indústrias Stark o chamava assim desde uma de suas missões o enviara para o Alasca sozinho. Em uma missão de reconhecimento, importante e confidencial, o capitão acabou vagando a esmo em meio às paisagens brancas e idênticas de uma tundra, em meio uma nevasca muito forte por causa de uma sequência de erros de organização e estratégia por parte de sua equipe de apoio. Assim, acabou sofrendo o que os médicos chamavam de hipotermia subaguda moderada. Seu marido e filho ficaram desesperados ao serem informados de seu estado saúde e dos erros. Não precisava dizer que o gerou uma das maiores brigas de suas vidas de casados.

Sentia-se feliz por poderem já brincar a respeito do incidente.

‒ Você nunca vai esquecer essa história, Tony? ‒ O mais alto suspirou, indulgente enquanto sorria de canto.

‒ Claro, Steve, claro que eu vou esquecer… No dia que eu tiver Alzheimer. Talvez nem assim. ‒ Seu tom era sarcástico, assim como seu sorriso. ‒ Mas então, o que te traz aqui em meu pequeno reino? ‒ Perguntou e sentou-se em sua enorme cadeira de escritório, com postura prepotente.

‒ Pequeno reino? Você é muita coisa, amor, mas não sabia que tínhamos adquirido um reino. ‒ Aproximou-se devagar.

‒ Nosso filho tem nome príncipe um motivo, capitão. ‒ Contra argumentou enquanto mirava seu marido.

‒ Por puro desejo seu, meu amor. ‒ O loiro zombou seu parceiro que se levantou de supetão assim que se aproximou, o encarando. Seus rostos estavam próximos, tão próximos que podiam sentir a respiração do outro batendo em suas bochechas. Encaravam-se de maneira desafiadora e pequenos sorrisos se desenhavam em seus lábios.

‒ Acredito que você não veio aqui me atrapalhar por um motivo como a maravilhosa ideia que tive ao dar aquele nome poderoso para nosso filho. Então… vem. Beija logo. ‒ Ordenou, envolvendo o pescoço do outro que avançou sobre si, colando os lábios com os seus.

Suas línguas se encontraram sem demora, já que não eram de selinhos que precisavam nesse momento. O soldado segurou o homem menor pela cintura com certa ignorância, fazendo que esse choramingasse e arranhasse de leve a base de sua nuca, provocante até em sua submissão. O mais alto sorriu contra aquele beijo, sentindo o gosto de menta e café se misturarem ao gosto habitual das bocas, fazendo com que a vontade de aprofundar mais aquele beijo aumentasse.

O loiro praticamente jogou o marido contra um dos touch screens, fazendo com que vários ícones fossem selecionados, inclusive um atalho para um dos contatos do Skype do marido.

‒ …Que é, Tony—Ah! ‘Cês estão de sacanagem, né? ‒ Perguntou Clint, seu rosto surgindo em definição 4K Ultra HD na tela atrás de Stark e na frente para Rogers.

‒ Hum? ‒ O engenheiro estava tão absorto nas carícias de seu marido que só percebeu o que estava acontecendo quando levantou a cabeça, quase fazendo que ficasse com o rosto de ponta-cabeça. ‒ Melhor você que o Fury. ‒ Retrucou com um sorriso safado. ‒ Tchau, Clinton. ‒ Começou a tatear a tela atrás de si para desligar a ligação enquanto voltava a beijar o marido que parecia muito mais focado em lhe transformar em um leopardo com os vários chupões em seu pescoço.

‒ Exibicionistas! ‒ A ligação foi desligada e colega de trabalho de Steve desapareceu com um bufar.

O capitão o capturou pelas pernas, passando-as por sua cintura. Tony logo as apertou em volta de sua cintura e suas mãos puderam ir para seu lugar favorito: as nádegas redondas e arrebitadas do moreno. Enquanto suas nádegas eram apertadas sem o menor pudor, Tony puxou a camisa de seu marido, revelando o peito trabalhado e o abdômen definido e ainda tão firme depois de tantos anos. Não pode se conter e arranhou todo o tronco do outro com lascívia e recebendo um apertão mais forte em suas nádegas como resposta.

‒ Steve… ‒ Gemeu manhosamente, apenas para vê-lo fechar os olhos e trincar os dentes de maneira excitada. ‒ Assim não vou conseguir sentar.

‒ Quem disse que eu quero você sentando? ‒ Perguntou, apertando-o mais uma vez e recebeu um gemido baixo e entregue do menor. ‒ Assim, você pode ficar sentado de bruços por uma semana e completamente ao meu dispor. ‒ A voz do loiro estava levemente rouca, bêbada de desejo.

‒ O que os nossos amigos diriam se soubessem que você é pervertido desse jeito? ‒ Tony tinha um sorriso safado descarado enquanto plantava mordidas em seu ombro.

‒ Eles já sabem. ‒ Uma voz familiar ecoou entre a sinfonia de seus corpos. Ela vinha de um homem de pele alva, olhos verdes-esmeralda e cabelos longos e pretos. Seu rosto tinha traços aristocráticos e beirava a androgenia. Ele não parecia muito satisfeito de seu ponto na tela. Atrás dele estava um homem mais corpulento, de traços mais másculos e barba e cabelo dourados; de olhos do azul mais elétrico. ‒ Pelos menos, nós já sabemos.

‒ Olá amigos! Vocês realmente estão bem animados. ‒ Thor deu uma risada alta enquanto o moreno apenas concordou, dando-os um sorriso para lá de debochado.

Loki. Ah, oi Thor. ‒ O moreno cumprimentou em um tom mais baixo, o mais próximo que Tony chegaria de embaraço, enquanto desengatava suas pernas da cintura de seu marido e colocou os pés de volta no chão frio. Por fim, ele se virou para os dois, seu rosto levemente corado e lábios inchados pelo intenso amor que até então partilhando.

‒ Bom dia. ‒ Steve complementou, mais vermelho que o marido e pegando sua camisa do chão. A vestiu rapidamente antes de usar seu corpo para cobrir o de Tony. – Tudo bem?

‒ Realmente, Thor. Deve ser um ótimo domingo para vocês. ‒ Loki comentou, se aconchegando ao namorado atrás de si enquanto ajeitava o notebook sobre suas pernas.

‒ Nada como um pouco de amor para afastar a melancolia de uma manhã de domingo. ‒ Thor abrindo um sorriso satisfeito quando Loki começou a lhe acariciar a coxa.

‒ Vocês sabem tudo sobre todas as horas de fazer amor, não é mesmo amigão? ‒ Tony comentou, sacana, cruzando os braços em frente ao peito enquanto sorria de lado.

‒ Tony! Amor, por favor… ‒ Steve pediu, o apertando em seus braços.

‒ Sim, de fato, Stark mas, pelo menos, não ligamos para os amigos verem. ‒ “Pelo menos não mais” ficou pairando no ar e ninguém tinha coragem de mencionar‒ Mas, vendo que o clima de vocês se foi, tenho uma pergunta. Queria saber se ainda virão para o jantar? No dia de Ação de Graças. ‒ Apesar de não serem americanos, os dois estrangeiros acabaram se apaixonando e adotando alguns feriados do país de seus amigos.

‒ Ah! Sim, claro, Loki. – Steve sorriu, deixando que Tony escapasse para pegar suas calças— Peter está ansioso para ver como vão se sair em seu primeiro jantar de Ação de Graças. ‒ Adicionou, fazendo os três homens rirem de leve.

‒ Peter e Thor no mesmo jantar? Pode ter certeza que estamos comprando o supermercado todo. ‒ Loki deu um uma risada baixa e Thor gargalhou.

‒ Será um banquete digno de deuses. ‒ Disse o loiro de maneira confiante e infinitamente charmosa.

‒ Thor, não são deuses ‒ Loki corrigiu. – São… puritanos e índios.

‒ Sim, meu amor, mas não se lembra? Os vikings também chegaram às Américas. ‒ Apontou. – Logo, os deuses também estava lá. Também estarão lá!

‒ Loki, eu tenho que admitir que isso será, no mínimo, interessante. ‒ Começou Tony, terminando de se vestir. ‒ Puritanos, índios e deuses nórdicos, minha nossa!

A conversa continuou por mais um bom tempo. Até que notaram o horário e ambos os casais viram que estava na hora de desligar.

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Quando o almoço estava pronto, Steve pediu para que Tony fosse e acordasse seu filho. Tony o fez, à sua maneira, claro. Abrindo a porta com abandono, pulou ao lado do filho na cama, fazendo com que o pobre rapaz quase caísse no chão de cara.

‒ Papai… ‒ Resmungou o menino, sua abafada e rouca contra o travesseiro.

‒ Vamos, vamos, meu rebento! O almoço está pronto! O papai fez frango frito e purê de batatas; aquelas cenouras do jeitinho que você gosta – Praticamente cantarolou— e para sobremesa: Torta de maçã! E você sabe que a receita é da vovó. ‒ O empresário não precisou de nenhuma outra confirmação além da barriga do filho roncando.

‒ Torta do papai… Huuuuum. ‒ Gemeu o adolescente faminto com um sorriso –Vou chegar lá antes que você, pai!

— Mas o que? Traição! — E antes que Tony pudesse fazer alguma retalhação, Peter já estava se levantando e correndo para seu outro pai. – Volte aqui!

Peter chegou à cozinha como um furacão e praticamente se jogou na cadeira ao se sentar a mesa. ‒ Paizinho! Tá tudo tão cheiroso. ‒ Elogiou o jovem com entusiasmo. – Podemos comer? — Per fazendo com que loiro rir e bagunçar os cabelos castanhos do seu filhote.

— Onde está o seu pai, filho? – Perguntou, terminando de pôr o último prato na mesa.

— Aqui – Tony anunciou com um resmungo, se sentando a mesa e encarando seu filho com teatral mágoa. – Olá, trapaceiro.

— Oi pai! – Peter sorriu, completamente não arrependido. Tony estava sorrindo. Estava tudo bem.

Logo os três serviram-se e estavam comendo, trocando algumas palavras de vez em quando enquanto os primeiros momentos de apreço pela comida se passavam.

‒ Peter, ‒ Tony começou, fazendo o jovem voltar a sua atenção para o pai. ‒ Você e o Steve limparam seu quarto mais cedo, né? ‒ Então recebeu um meneio da cabeça do menino. ‒ Então… Acho que precisamos conversar sobre esconder as coisas. ‒ A reação de entendimento do jovem foi quase imediata. Tony o observou se tornar vermelho como um pimentão e abaixando os talheres para esconder seu rosto.

‒ Paizinho… Tinha que falar para o papai? ‒ Peter queria desaparecer! Choramingou, quase se escondendo embaixo da mesa.

‒ Filho, você sabe muito bem que não existem segredos nesta casa. ‒ Steve disse de maneira firme. Podia ter se embaraçado incialmente ao encontrar a evidencia da maturidade crescente de seu bebê, mas era um adulto e, mais importante, era um pai. Tinha que cuidar e guiar seu filho, não importava a idade.

‒ Sabe, Petey, não tem nada de errado com você ser virgem, ne? ‒ Tony sabia que não tinha problema se Peter tivesse perdido a sua virgindade. Ele sabia disso em sua alma. Mas como pai, e um pai que amava cada fio de cabelo na cabeça preciosa de seu filhoinho, estava mais que aliviado que o menino estava seguindo os passos de Steve nesse quesito. O loiro, diferente do moreno, só perdeu a virgindade na faculdade.

‒ Papai! ‒ O jovem exclamou em ultraje.

‒ Meu rebento, eu só estou falando a verdade ‒ Sorriu de maneira sincera. ‒ E já passamos da hora de ter essa conversa. Por você e pela gente. Que tipo de pais a gente seria se a gente te deixar na mão desse jeito? ‒ Levou a mão até a cabeça do menor. ‒ Então, meu rebento, você nunca gostou de ninguém? Nem sentiu… vontade? Você acha que pode ser assexual ou demissexual, rebento?‒ Tony perguntou apressado, querendo logo entender o filho para poder orientá-lo.

‒ N-não é isso, pai. Eu já gostei da M.J., mas eu… eu meio que levei um pé na bunda. ‒ Disse, mais que desconfortável, porém se esforçando para se comunicar. Amava seus pais, confiava neles também. Sabia que eles queriam o seu bem. ‒ Agora, ela está namorando o Harry. E—Sei lá, pai. Eu já me senti atraído por outras pessoas, mas, agora eu não me sinto atraído por mais ninguém. ‒ Admitiu, voltando a se sentar direito.

‒ Nem por aquelas suas amigas? Qual é o nome delas? ‒ Perguntou o empresário, curioso.

‒ Betty e Gwen. ‒ Quem respondeu foi Steve.

‒ Não. Elas são bonitas, mas elas são minhas amigas. ‒ Confessou, suspirando de maneira cansada.

‒ Petey, você nunca achou nenhum… Amigo bonito? ‒ Tony perguntou com um olhar acalentador ao filho.

‒ Ah! ‒ O jovem exclamou e voltou a ficar vermelho, acanhado. ‒ Já… ‒ Respondeu em um sussurro, ficando ainda mais vermelho.

‒ Okay. ‒ O inventor com um sorriso, fazendo o filho ficar ainda mais sem graça. ‒ Você já teve alguma dúvida a respeito de como um relacionamento entre dois homens? Como eles… se encaixam? ‒ Perguntou na lata, fazendo o marido engasgar com a comida e filho arregalar os olhos. ‒ Peter, você nunca pensou nisso? Você tem dois pais e todo menino tem dúvidas…

‒ Tony…! ‒ O loiro repreendeu. ‒ Acha apropriado nos usar como exemplos?

‒ E por que não? ‒ Tony questionou, não acreditando que aquele era o mesmo Steve que há poucas horas. ‒ Nós somos o melhor exemplo de tudo nesse mundo, meu amor. ‒ Recebeu um olhar estreito de marido. – Além do mais, eu li no New York Times que crianças cujos pais têm um bom e saudável relacionamento com sexo se tornam adultos mais confiantes e sexualmente felizes. Você quer que o nosso filho seja sexualmente infeliz, Steven Grant Stark-Rogers? Achei que não! – Com isso dito, se voltou para seu rebento. ‒ Mas então, Petey, voltando. Você tem alguma dúvida? ‒ Apesar de receber um olhar ameaçador do marido, ignorou.

‒ Erm… Tenho. ‒ O jovem admitiu com uma voz tão baixa que quase não foi ouvido. – Como é… Ficar por baixo, pai?

‒ Não sei por que isso não me surpreende! Você lembra a mim, mais novo, rebento. ‒ Disse o empresário, acariciando os cabelos de seu filho. ‒ É gostoso, Petey. Seu pai me trata muito bem, então não dói nada.

— E isso é muito importante, Peter. – O capitão enfatizou. – Se doer, se te machucar, então não tá certo.

Tony concordou e adicionou: — O importante, meu rebento, é você sempre se comunicar e procurar alguém que você confia além de gostar. Entendeu? – Peter meneou sua cabeça. – Mais alguma dúvida por agora? – Peter negou com sua cabeça.

— Você sabe que sempre pode nos perguntar qualquer coisa, né filho? – Steve perguntou e Peter sorriu. Claro que ele sabia

Depois daquela conversa, o almoço decorreu normalmente, salpicado com alguns comentários vindos do seu pai, mas nada que deixasse o menino tão desconfortável como no começo da refeição.

Depois de a torta – deliciosa como sempre— e o café – que Peter estava proibido de beber—, os três se sentaram em frente à TV, para ver um episódio reprisado da série The Black List já que tinham perdido por causa da missão de Steve. Sempre assistiam ao programa, juntos. Depois disso do programa, o casal continuou a assistir TV e o jovem correu para se arrumar para ir para o cinema com seus amigos.

‒ Paizinho! Papai! Estou indo! ‒ Anunciou, chegando à sala para se despedir dos dois assistiam a um jogo de basquete, aconchegados no sofá.

‒ Tem certeza que não quer ir de carro, filhote? ‒ Peter negou com sua cabeça. jovem já tinha carteira e até mesmo um carro, mas moravam em Manhattan e Steve o ensinara a se locomover de e amar o transporte público da metrópole. ‒ Ok. Papai pode te levar. ‒ O loiro olhou para o filho por cima do móvel.

‒ Não, não precisa. Eu vou encontrar a Gwen e a Betty no metrô. ‒ Explicou para os pais, horrorizado com o mico que seria ao aparecer no cinema com seus pais

‒ Hm... ok. Cuidado então. ‒ Alertou Tony, mirando o filho novamente. ‒ Lembra que o seu celular tem um botão de pânico.

‒ Ai papai, por favor. ‒ Sorriu, se aproximando dos dois adultos e dando um beijo na bochecha de cada um. ‒ Não vai acontecer nada. ‒ Prometeu de maneira segura, ainda sorrindo ao desaparecer pela porta da frente.

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O jovem chegou à estação, encontrando com as amigas assim que pisou dentro da escada. Cumprimentaram-se e logo entraram no metrô, conversando animadamente. Mal podiam se conter! Seria o filme do verão! Entretanto, a conversa morreu quando se encontraram na porta do cinema.

M.J. e Harry aos beijos. Peter sentiu uma dor em seu peito enquanto Betty e Gwen tiravam sarro dos dois pombinhos que se separaram. Eles precisavam fazer aquilo em público? Ela precisava agir daquela maneira tão casual sabendo do que ele sentira por ela? Não que importasse. Não estavam ali por seus trágicos sentimentos. Compraram os ingressos, e foram andando para sala.

Gwen e Betty se sentaram em cada lado de Peter enquanto o casal sentou ao lado de Betty. Era um filme de terror de sua série favorita. Era cheio de jump scares, no entanto, então de vez em quando as jovens se encolhiam de susto e abraçavam os rapazes com mais força. Peter se sentiu melhor com suas amigas, rindo com seu próprio nervoso enquanto as agarrava de volta para faze-las se sentirem melhor por suas reações.

Aquele domingo estava tão esquisito, mas aquilo… Aquele momento entre amigos… Era curara qualquer embaraço passado.

Assim que o filme acabou eram quase sete da noite, ou seja, hora de voltar para casa. Porém, Harry argumentou que tinham tempo de comer algo. Os jovens escolheram o Burguer King, e, depois de escolher os lanches, foram se sentar em uma mesa e ficaram conversando sobre o que haviam acabado de assistir e que havia acontecido durante a semana.

‒ Peter, é verdade que você fez prova de Química Wade Wilson? Tipo, como você ainda está vivo, cara? ‒ O único que frequentava aquela aula naquele horário era o “príncipe Peter”. Como os professores haviam deixado o príncipe ao lado daquela fera era surreal para o grupo

‒ É, Harry. – disse sem jeito— Mas ele é bem legal! Pelo menos, ele foi bem atencioso e gentil comigo enquanto a gente fez o piquenique.

‒ Piquenique?! Como assim? Conta essa história direito, Petey. ‒ Pediu Gwen um tanto boquiaberta, deixando até o lanche de lado para prestar atenção.

‒ É que…– Assim. No dia da prova eu cheguei atrasado – não foi minha culpa! Eu estava estudando e perdi a hora e bem…depois eu fiquei jogando até tarde e…Enfim! Então eu acordei tarde. Quando eu cheguei à prova, o Wade…

‒ Peraí, peraí! ‒ Betty interrompeu. ‒ Você já está chamando ele pelo primeiro nome?

‒ Ele pediu para chamá-lo de Wade, não de Wilson. ‒ O moreno explicou de maneira tímida.

‒ Ele pediu? Como assim? Eu nem sabia que ele podia formar frases com sentido! ‒ Zombou Harry, dando uma risada logo depois.

‒ Harry! Para com isso! O Wade é uma pessoa bem legal se você quer saber. Ele só é… Um pouco excêntrico. ‒ Depois da fala do menor todos o encararam como se ele tivesse enlouquecido.

Nossa! Desculpa, Peter. Eu não queria tirar sarro do seu namorado. ‒ O tom que Harry usou foi malicioso e deixou o menino totalmente sem-graça.

‒ Não… Não é isso! Você está sendo injusto, Harry! Ele só é mais… Que as pessoas veem. ‒ Basicamente sussurrou as últimas palavras.

Depois dessa fala, talvez iluminada pelo divino Espirito Santo, Mary Jane preferiu mudar o rumo da conversa. O clima já estava estranho na mesa com aquela loucura do baby Peter. Com sua insistência, graças a todos os deuses, em pouco tempo todos voltaram a rir e brincar uns com os outros de maneira mais inocente e confortável; como amigos deveriam.

Porém, acabaram brincando demais, pois saíram da lanchonete quase às nove da noite. Seus pais iriam mata-los! Uma chacina em cada casa. Harry e Mary Jane correram para o seu lado da ilha e os outros três se apressaram para o lado oposto. Peter insistiu em levar as duas jovens até a porta de casa. Nova Iorque estava ficando cada vez mais violenta, afinal de contas.

Sozinho, resolveu passar pela Starbucks para se aquecer com um cappuccino com bastante chantilly antes de voltar para casa. Caminhava tranquilamente, revezando entre cantarolar e beber seu cappuccino. No entanto, depois de algumas quadras foi puxado de supetão para um beco e jogado contra uma parede de frente, seu copo foi ao chão e seus fones caíram de suas orelhas.

Sentiu um corpo maior e mais musculoso o pressionar contra a parede; uma respiração fétida contra sua orelha esquerda; uma mão foi até sua boca. O que estava acontecendo? Quem era essa pessoa?

‒ Vamos fazer o seguinte: se você colaborar e me passar tudo, eu vou embora e você sai vivo. Se você não colaborar, ah! As coisas ficaram feias para o seu lado. ‒ O jovem tentou olhar para trás para ver de quem era àquela voz desconhecida, mas não conseguiu. ‒ Não olhe para mim! Não grite! Só faz o que eu mandei e você sai vivo, pirralho.

O jovem sentiu pânico invadir seu peito quando identificou a faca que foi colocada contra seu pescoço. Desespero bateu forte e Peter congelou. Sua mente corria, tentando se livrar daquela situação horrível. Deus? O que faria! Que droga, se ao menos tivesse—Então, do nada, se lembrou que tinha spray de pimenta dentro do moletom por insistência de seu pai. E sabia como usá-lo.

Porém, antes que pudesse agir; se mover; atacar; ou, simplesmente, fazer algo, o peso foi retirado de suas costas e pode ouvir o barulho abafado de algo pesado indo contra o chão. O baque foi seguido pelos barulhos de socos, chutes, grunhidos e gritos de dor. Peter não conseguia se virar, ainda em choque e com as pernas ameaçando a ceder. O que estava acontecendo??

‒ Baby boy! ‒ Antes que o corpo esguio atingisse o chão, um braço forte enlaçou sua cintura fina. Peter, em pânico, lutou contra o braço, mas o recém-chegado voltou a falar. ‒ Calma, baby boy. Sou eu, o Wade. ‒ O menino arregalou seus olhos e se virou para o encarar.

‒ Você… ‒ Seus olhos se encherem de Wade e do um corpo estirado no chão coberto de sangue. ‒ Me salvou? ‒ O jovem disse com tons de choro, ainda muito abalado pelo o que quase acontecera.

‒ Sim, sim. ‒ O sorriso do loiro fez com que o menor o abraçasse e desabasse em lágrimas. ‒ Passou, passou, baby. ‒ Enquanto tentava acalmar o moreno, pegou o celular com a outra mão e discou um número de emergência. ‒ Polícia?

Notas finais
Por favor deixem suas reviews! Maddie's kisses!