Notas iniciais
Hello, ticas! Volteei :D Sem atrasos, sem demora.. haha Bora ler? Espero que gostem, boa leitura :D

Mia era a bebê mais linda de todo o mundo.

Seu rostinho redondinho era formado por um belo par de bochechas fofas que revelava duas covinhas lindas e fofas quando ela sorria. Em seu queixo pequeno também havia uma charmosa covinha.

Seu nariz arrebitado era extremamente encantador, tão encantador quanto seus olhos grandes e azuis, ou seu cabelo tão preto, brilhoso e liso que se espetava para todos os lados e não abaixava de jeito nenhum.

Ao todo, Mia era a cara de Emmet, mas havia algo nela que era a cópia perfeita de Alice: A boca.

Era tão delicada e desenhada, quanto a de Alice, o que, é claro, se unia a todas outras características de Mia para torna-la a bebê mais encantadora e linda.

Ela já estava com três meses e a cada dia que ia, mais eu me apaixonava por ela. Aliás, toda a família se apaixonava, era impossível não babar em cima daquela bebê.

A noite em que ela nasceu, marcou um recomeço, pelo menos para mim.

Muita coisa havia mudado, inclusive minha amizade com Alice. Nós já éramos muito próximas, mas chegar a maternidade e ficar ao seu lado durante todo o processo do seu doloroso parto normal, nos deixou ainda mais companheiras.

—Estou aqui com você. – segurei sua mão angustiada ao ver seu rosto contorcido de dor. Alice estava sentada na maca, vestia apenas a camisola do hospital e já estava sendo devidamente monitorada pelos aparelhos do hospital.

Ao nosso lado estava Cynthia e Emmet, ambos tão ansiosos e nervosos quanto eu.

—Meu deus, Bella... – sua voz saiu contorcida pela dor. —Dói demais. – e seus dedos apertaram os meus com uma força descomunal.

—Eu imagino, meu amor. – erguendo o rosto, beijei sua testa. —Mas você vai passar por isso, vai dar tudo certo e logo vai ter sua princesinha no colo.

Ela me olhou e tentou sorrir, contudo, outra contração a impediu.

Seu parto foi sofrido, muito sofrido. Ela enfrentou longas cinco horas de dores intensas, até que finalmente, Mia deu o ar da graça.

Foi lindo e muito emocionante, vê-la nascendo. Emmet, ao lado de Alice e Cynthia, se derretera em lágrimas, enquanto eu me mantive ali, anestesiada demais para expor todas aquelas sensações intensas que me consumiam.

Quando Cynthia se afastou da filha, do genro e da neta, eu a acompanhei até o lado de fora do quarto, sabia que aquele era um momento só deles. Uma família —linda— acabava de ser formada ali.

Na sala de espera, todos receberam a notícia do nascimento com grande felicidade. Aquela fora uma das madrugadas mais felizes para todos nós e enquanto ia na lanchonete da maternidade com Esme, mais uma coisa mágica aconteceu.

—Meu Deus, isso é tão incrível. – sua voz ainda continha resquício do choro de alegria que a abateu quando ela segurou a neta no colo pela primeira vez. —Sempre duvidei que existisse um amor que se igualasse ao de uma mãe por um filho. Até hoje. – seus olhos claros brilhavam. —Mia é um grande presente em nossas vida.

Sorrindo, assenti com a cabeça diante sua afirmação.

—Sim, é mesmo. – segurando a xicara de café, tomei um pouco do liquido quente. —Ela é uma benção.

Abrindo mais o sorriso, Esme limpou o canto dos olhos com o dedo.

—Sabe Bella, sempre pedi para os meus filhos me darem boas noras. – começou parando rapidamente para tomar fôlego. —Mas eles foram além. Eles me deram duas filhas.

Suas palavras foram diretamente para o meu coração.

—Alice e você são as filhas que não gerei e só tenho a agradecê-las por fazerem parte de nossas vidas e sobretudo, fazerem meus filhos tão felizes.

Eu tive de respirar fundo várias vezes para conter o choro. Ok, ela havia me emocionado e muito!

Levantando da cadeira, me ajoelhei ao seu lado e abracei apertado.

A madrugada não podia estar melhor.

Fora isso que pensei durante o percurso de volta a sala de espera, o qual eu fizera com um sorriso grandioso no rosto, mas para a minha total felicidade estava enganada.

Carlisle e Dylan conversavam mais afastados, era difícil definir qual deles estava mais choroso. Cynthia pelo o que contaram, estava no telefone dando a grande notícia do nascimento a seus familiares.

Emmet, como o esperado, não saia do lado de Alice e de Mia. E então, parado de pé em frente ao bebedouro de inox estava ele: Meu Edward.

Esme parou ao lado do marido, me deixando continuar sozinha até Edward que bebericava a água do copo descartável.

Seu sorriso torto e lindo me recebeu acompanhado de seus olhos carinhosos.

—Notícias? – indaguei parando a sua frente.

—Estão transferindo Alice para o quarto. – contou se virando e jogando o copo de plástico no lixo. —Logo todos nós poderemos entrar.

Seu braço livre da tala que imobilizava o outro, passou por minha cintura e me puxou para mais perto.

—Mm... – soltei baixo subindo as mãos por seu pescoço. —E então, o que titio do ano sentiu ao segurar a sobrinha pela primeira vez?

Edward puxou o lábio inferior em uma mordida e ainda sorrindo, maneou a cabeça.

—Medo, ela é tão pequena e frágil. – sua reposta me fez rir. —Mas é linda, não é? – pude ver a fascinação brilhar em seus olhos. —É tão linda que me deixou hipnotizado.

—Acho que tem alguém apaixonado aqui. – brinquei o fazendo rir suavemente.

—É, acho que me apaixonei à primeira vista. – ele estava brincando, no entanto sabia que aquelas palavras eram muito reais. —Falando sério agora. – seu tom ficou mais neutro sem deixar de ser leve. —Quando eu a segurei, senti uma coisa inexplicável. Um misto de amor, carinho, proteção... – correndo meus dedos por seu pescoço prestei bastante atenção ao que ele dizia. —E então, eu pensei: Se eu senti tudo isso e sou apenas seu tio, Emmet deve ter morrido e ressuscitado. – abri um sorriso com seus argumentos.

Edward respirou fundo, seus olhos se ajustaram aos meus e então, ele continuou.

—E quando ele a pegou e foi para perto de Alice, notei como eles estavam felizes. – sorriu mais ameno. —Eu fiquei os olhando e percebi como aquilo era certo. Como todo amor e toda a felicidade era adequado para eles. E eu quis ter aquilo. – murmurou me surpreendendo. —Eu quero ter aquilo. – corrigiu com a voz doce. —Quero esperar por cada dia, semana e mês, quero acompanhar os enjoos e a ansiedade, quero pensar em nomes e passar noite em claro realizando desejos malucos, quero segurar uma pequena parte nossa, quero morrer de amor e continuar vivendo.... Quero ter um filho com você. Eu quero construir uma família com você Bella.

Edward me deixara sem palavras. Abobalhada, perdida, encantada e nunca, em nenhum momento de toda a minha vida, eu quis tanto ter um filho como naquele momento.

Ficando nas pontas dos pés me ergui para alcançar sua boca e beijá-lo com todo o amor que eu sentia.

—Eu também quero construir uma família com você. – afagando seus cabelos, vi seu sorriso aumentar. —Quero tudo com você.

Aquela madrugada não ficara marcada apenas pelo nascimento de Mia, mas também por minha ligação com Alice, o amor e carinho de Esme e o desejo de ter uma família com Edward.

Uma nova fase de nossas vidas começou ali.

Edward se recuperou muito bem de todas as lesões que sofrera naquele fatídico acidente e não demorou a retomar seu trabalho no corpo de bombeiros, Mia crescia saudável e ficando a cada dia mais linda, só deixava Emmet e Alice mais babões, Carlisle e Esme inauguraram mais uma filial no Colorado, Charlie e Renée passaram uns dias no México em uma terceira lua de mel e eu, bom... As coisas tinham melhorado bastante para mim.

Depois de muito pensar, acabei aceitando ir trabalhar na empresa de Carlisle e Esme e se por algum momento eu pensei que seria fácil, notei como estava errada assim que recebi todos os problemas que eles tinham para serem resolvidos.

Clientes insatisfeitos, insatisfação com fornecedores, brigas por terrenos e várias outras coisas.

Dizer que eu não estava gostando, no entanto, seria uma enorme mentira.

Sentir aquela adrenalina, aquela ansiedade e até o estresse de cada briga judicial novamente, era maravilhoso, eu amava o que eu fazia e trabalhar com pessoas tão agradáveis como os meus sogros e cunhado, só deixava as coisas melhores.

Com tudo praticamente estabilizado, nós finalmente batizamos Mia. A linda cerimonia ocorrera dias antes da ação de graças e foi realmente incrível.

Alice a colocara em um lindo vestido branco composto de duas peças. A primeira era o body branco de mangas longas e gola redonda todo bordado com mini pérolas preciosas. A segunda era a saia de cetim volumosa com um lindo laço marcando a cintura.

O sapatinho, assim como o body, era todo coberto de pérolas, as mesmas que enfeitavam o laço preso em meio a sua cabeleira negra.

Ela ficou adorável.

Fora o mesmo padre que celebrara o casamento de Emmet e Alice que batizara Mia e toda a família se emocionara durante a cerimônia.

O tempo passou rápido demais e agora, estávamos aqui, todos reunidos para a noite de natal.

—Deixe de babar em cima da minha filha e sorria para a foto! – Alice exclamou e riu ao me ver rolar os olhos. Ela se abaixou e deixou a taça de vinho sobre a mesa de centro, suas mãos alisaram o cetim de seu vestido vermelho e então me deixou na posição certa para a foto.

Não deixei de reparar em como ela já estava em forma novamente. Toda aquela dieta e exercício que ela fizera pós-parto realmente funcionara.

Arrumando Mia em meus braços, tomei cuidado para não enrolar seu casaco branco e elegante com botões grandes e golas engomadas. Ele era lindo, mas as botas de couro negro que ela vestia e que fazia par com a boina preta, superavam qualquer coisa.

Ela não tinha nem tamanho e já calçava Chanel e vestia Dior.

Alice bateu várias fotos, sempre reclamando da luz que a lareira emitia, ou da falta dela.

Rolando os olhos beijei o rostinho delicado de Mia, aproveitando mais uma vez, para sentir seu perfume doce.

Ela chupava sua chupeta toda incrustada com mini perolas com uma força e rapidez impressionante, era tão bonitinho!

—Acho que a Maggie está com fome. – murmurei e logo recebi os olhos duros de Alice. —Quero dizer, a Mia.

Bufando, ela esticou os braços e pegou a filha do meu colo.

—Até você, Bella? – perguntou se sentando em uma das poltronas de couro. —Diga para eles amor, diga para eles que você não chupa sua chupeta como aquele marciano hepático.

Não contive o riso ao ouvi-la e me abaixando, peguei a taça de vinho que ela havia deixando sobre a mesa.

Tudo aquilo havia começado com um comentário de Emmet sobre a semelhança de como Mia e Maggie —personagem do desenho animado “Os Simpsons” — chupavam suas chupetas.

—Acho que estão de falando de você. – a voz de Edward anunciou sua chegada e logo, ele e Emmet entraram na sala de estar. —Ouvi algo sobre marciano.

Emmet rolou os olhos para o irmão.

—Rá, rá, rá... Engraçadinho.

Edward riu alto parando ao meu lado e passando o braço por minha cintura. Emmet se dirigiu até Alice e pareceu enfeitiçado ao ver a mulher amamentar a filha.

—Falou com seus pais? – Edward indagou beijando o alto da minha cabeça. Soltando um suspiro, fiquei a sua frente, meu corpo junto do seu.

—Falei sim. – confirmei me relembrando da conversa que tive com eles.

—E como eles estão? Já saíram para explorar o Rio Janeiro?

—Estão bem. – me ergui um pouco para beijar seu queixo. —Explorar ainda não, chegaram cansados, mas pelo o que contaram, estão amando o calor do Brasil. – contei a Edward que riu suavemente.

Meus pais haviam viajado para o Brasil de manhã, como todos os anos, nós não iriamos passar as festas de fim de ano juntos, afinal, eles sempre viajavam nesse período.

Quando eu era mais nova, sempre os seguia e por um tempo, fora até legal. No entanto, desde que fui embora para Nova York que não viajava mais com eles.

—Deve ser bom fugir um pouco desse frio.

Recostando o queixo em seu peito, estreitei os olhos.

—Sabe que ir para as montanhas é o contrário disso, não é? – o sorriso nasceu em sua boca, Edward se abaixou e deixou alguns beijos sobre minha boca.

—Sei. – confirmou. —Mas desde que eu esteja com você, não ligo para a temperatura.

Beijando seu peito coberto pelo pullover vinho, suspirei com ansiedade.

—Não liga, é? – mordendo o lábio inferior o provoquei.

—Não. – negou e abaixou a cabeça para sussurrar em meu ouvido. —E também não vejo a hora de ir para Aspen e ter você por todo o fim de semana.

Fechando os olhos, tive de respirar fundo três vezes.

Eu também não via a hora! Edward e eu decidimos sair da cidade na virada do ano novo e eu amei quando ele sugeriu que fossemos para um chalé em Aspen.

A ideia de passar dois dias e meio só com ele em um chalé isolado, fez algo se revirar dentro de mim. Não sabia se era ansiedade ou excitação.

—Para de me provocar. – mandei batendo a mão em seu peito, quando ele beijou o pé do meu ouvido.

—Não fiz nada. – se fez de inocente enquanto bebericava seu vinho.

Carlisle e Esme entraram na sala, trocando beijos castos e rindo de algo que pertencia somente a eles.

—Viemos chama-los para jantar, mas parece que Mia não nos esperou! – Esme brincou com Alice que riu descontraída, retirando o seio da boca de uma linda bebê adormecida.

—Você a coloca no carrinho? – perguntou a Emmet que prontamente assentiu pegando a filha no colo.

—O jantar está na mesa! – Carlisle proferiu e eu soube que aquilo foi uma convocação.

Admirando mais uma vez a decoração natalina da casa de Carlisle e Esme, segui com Edward e Alice para a sala de jantar enquanto Emmet vinha um pouco atrás empurrando o carrinho elegante de Mia, com a mãe em seu enlaço.

A sala de jantar estava iluminada pelas luzes das velas que estavam no lustre de cristal vintage pendurado sobre a mesa, o que deixava o ambiente mais aconchegante. As cortinas grossas de tom bege estavam abertas e revelavam uma paisagem congelante, mas mesmo assim, linda.

O lago congelado e as arvores ao seu redor, essas que estavam iluminados por luzes de piscas, eram contemplados pela lua redonda.

Esme sorriu para mim ao se sentar à minha frente, ela estava muito bonita em um vestido azul marinho de mangas longas e corte tubinho.

Emmet deixou o carrinho de Mia ao lado esquerdo e logo se sentou junto de Alice. Carlisle tomou a ponta da mesa e Edward, ocupou a cadeira a minha direita.

Sobre a mesa os pratos de porcelana gritavam seus valores ao exibir os contornos de ouro, que reluziam tanto quanto os talheres e a fita fina que corria as bocas das taças. Era realmente um jogo muito luxuoso.

Velas e flores ocupavam os lugares vagos entre as comidas. O cardápio incluía peru, bacalhau, rabanadas, rosbife, purês, pães e algumas saladas, tudo parecia muito saboroso.

Faltavam cinco minutos para a meia noite, quando Carlisle segurou a taça com o vinho tinto e chamou por nossa atenção.

—Esse ano nossa noite está ainda mais abençoada. – o sorriso em sua face era grandioso. —Ter a família completa e unida, supera qualquer presente que possa estar debaixo da árvore de natal. – ele olhou para cada de nós antes de continuar. —Esme e eu ficamos imensamente felizes por ter a presença de nossos filhos, filhas e claro, nossa neta. – ele pigarreou e olhou para o relógio no pulso antes de erguer a taça. —Feliz natal!

Nós respondemos em uníssono. Edward beijou minha mão entrelaçada a sua e o canto da minha boca um pouco antes de começarmos a jantar.

Comendo, bebendo, conversando e rindo, nós tivemos uma ceia mágica. Fazia tempo que eu não tinha um natal tão feliz.

Quase uma hora depois, nós nos reunimos novamente na sala de estar e em frente a lareira que emitia um calor aconchegante, trocamos os presentes.

Carlisle me dera um par de brincos de brilhante e eu, lhe presenteei com uma camisa de seda cinza.

Esme me deixara sem ar ao ver o belo par de Thigh High Boots Jimmy Choo e pareceu gostar bastante da bolsa Gucci de couro caramelo que eu lhe dera.

Emmet me dera um iPod Touch sexta geração e em troca, lhe entreguei o sistema de som automotivo.

Alice e eu trocamos caixinhas da Tiffany. Ela comprara para mim uma linda pulseira com pérolas e eu mandara fazer um colar com o nome de Mia para lhe presentear.

E por falar em Mia, Emmet e Alice entregaram a mim um lindo porta-retratos com uma foto de nós duas.

Com um sorriso enorme no rosto, dei a eles o grande urso de pelúcia branco que havia comprado para Mia.

Por fim, foi a vez de Edward e eu trocarmos nossos presentes.

Ele se aproximou com um sorriso apaixonante, passou os braços em minha cintura e me abraçou apertado.

Suspirando, deixei um beijo em seu pescoço.

—Espero que goste. – murmurei enquanto lhe entregava o pacote embrulhado. Edward maneou a cabeça e então me estendeu a caixa azul marinho de veludo.

—Espero que goste do meu também. – disse enquanto abria o embrulho com cuidado. Mesmo morrendo de ansiedade para ver o que ele havia me dado, deixei que Edward abrisse o seu presente primeiro.

Queria ver as expressões em seu rosto e ter certeza que tinha o agradado.

Seus olhos brilharam por um momento e quando o sorriso apareceu em sua boca, soube que ele havia gostado.

—Um Apple Watch? – perguntou impressionado com o relógio.

Sorrindo, assenti a ele.

—Gostou?

—Muito! – exclamou antes de me beijar. —É incrível, eu amei.

Me senti orgulhosa por ver que ele realmente tinha adorado.

—Bem melhor do que aquele que a “Gi” te deu, não é? – indaguei fazendo aspas com os dedos, meu tom foi extremamente irônico.

—Está com ciúmes, ou é impressão minha? – Edward perguntou, a provocação em sua voz era clara. Apenas dei de ombros, não dava para negar algo que estava na cara. Ele riu beijando minha testa. —Não vai abrir seu presente?

Sua pergunta me fez lembrar de que eu estava com a caixa de veludo em mãos. Mordendo o lábio em expectativa o encarei. Edward parecia ansioso.

Segurando no fecho da caixinha, separei as duas partes e perdi o fôlego ao ver o lindo colar ali dentro.

Um coração de diamante rosa era todo circundado por pequenos brilhantes, o cordão em ouro branco subia com ligações pequenas e delicada.

Era lindo, lindo demais!

—Meu Deus, Edward. – ergui meus olhos até ele. —Você é maluco, não é?

Ele riu do que eu disse, se inclinou e beijou a ponta do meu nariz.

—Por você? Sou sim.

Seu jeito carinhoso me fez sorrir.

—Amor, é sério... – murmurei tocando seu rosto e beijando seu queixo. —Isso deve ter custado uma fortuna e...

—Bella, já te falaram que é indelicado discutir o preço de um presente? – com os olhos cerrados, ele abraçou minha cintura, sua face deixava claro que ele estava brincando. —Não importa o quanto eu tenha pago por ele, preço nenhum representa o valor que você tem para mim.

Não tive argumentos para contestá-lo.

Ele era bom com palavras, ele era bom em tudo. Inclusive na arte de me deixar abobalhada e ainda mais apaixonada por ele.

Eu o amava demais.

—Deixe-me colocar em você. – pediu deixando a caixa com seu presente sobre o aparador. Sorrindo feito o gato de Cheshire lhe entreguei o colar e lhe dei as costas.

Edward segurou meu cabelo solto, o colocou para o lado e deixou um rápido beijo sobre minha pele antes de passar o colar por meu pescoço.

—Gostou? – ele perguntou quando eu me virei.

Segurei o coração com todo o cuidado, ele era tão delicado que eu tinha medo de danificá-lo, mesmo sabendo que ele era praticamente inquebrável. Olhando para joia a contemplei por um longo tempo antes de voltar minha atenção para Edward.

—Eu amei! É lindo amor, obrigada. – segurando seu rosto com ambas as mãos eu o beijei profundamente.

Edward passou os braços por minha cintura e me abraçou com vontade, escondendo o rosto em seu pescoço aproveitei para sentir seu perfume gostoso.

—Sabia que ia ficar lindo em você. – Edward proferiu quando nos afastamos. Seus olhos estavam reluzentes.

Segurei seu rosto com ambas as mãos, o apertei ao trazê-lo para mais perto e deixei um beijo estalado em sua boca.

—Eu te amo. – sussurrei com a testa recostada na sua. —Te amo tanto... – soltei um suspiro ao ver o sorriso torto nascer em sua boca.

—Eu também te amo. – seu nariz roçou no meu antes de ele me beijar.

E eu novamente suspirei com todo aquele sentimento vibrando dentro de mim.

Era um amor fora do comum. Um amor inquebrável.

Notas finais
Aaah que coisa mais linda! Final de fanfic é assim mesmo, amor, amor e mais um pouco de amor, certo? Errado! Algo me diz que turbulências virão hehe Se preparem! Nos vemos terça que vem, tenham uma boa noite e uma boa semana! Beijos :*