Notas iniciais
Oi gente :D Estou de volta, estou de volta o/ Primeiro, gostaria de agradecer as duas leitoras que recomendaram a fic! Grazi e Daise, obrigada pelas recomendações, eu amei e amei e amei *---* Obrigada mesmo. Bom, sem mais, vamos ler haha Espero que gostem, boa leitura.

Subi e aterrissei no balcão laminado entre a geladeira e o fogão de mesa, com seu quadril estreito preso entre as minhas pernas. Edward tirou minha blusa e com os olhos nos meus, puxou minhas botas pelos calcanhares, tirando uma e depois a outra. Meu jeans formou outro bolo no chão frio e então, fiquei apenas de sutiã e calcinha, um lindo conjunto de renda preta.

—Porra, você é muito gostosa. – ele sussurrou, seus olhos me contemplavam como se fossem a primeira vez que vissem daquele jeito.

—Você também. – lhe lancei uma piscadela e um sorriso sedutor, esse que logo sumiu para receber seu beijo faminto.

Meus dedos passeavam por seu cabelo o puxando-o com o mesmo ímpeto do desejo que queimava dentro de mim. Mordi seu lábio inferior e retirei sua camiseta, o que revelou sua pele macia e sua tatuagem sexy. As mãos dele agarraram minhas coxas, afastando‑as um pouco mais. Senti as palmas de suas mãos quentes entre minhas pernas e fiquei ainda mais molhada com a maneira que as juntas de seus dedos me provocavam percorrendo minha boceta.

—Mmm, você está tão molhada. – Edward sussurrou, mordendo meu lábio inferior enquanto afastava o elástico da calcinha. Excitado, me beijou de novo, movimentando o dedo em minha carne pulsante, o que me deixava ainda mais maluca. Minhas mãos desesperadas desabotoavam seu jeans e tentavam sem sucesso, abaixar a frente da calça.

—Hm, meu Deus! – murmurei, descendo sua cueca e segurando firme seu pau endurecido que latejava na minha mão.

Edward gemeu alto enquanto eu o masturbava com prazer, deixando-o ainda mais duro.

Ele voltou a colar a boca na minha ao me levantar do armário e me carregar com facilidade para o quarto. Edward me jogou na cama assim que entramos no cômodo aquecido.

Me arrumei no colchão, apoiando o corpo com os cotovelos, meus olhos focalizaram seu pal duro que aparecia por cima da calça aberta.

Era um nível extraordinário de calor e desejo.

Edward sorriu safado enquanto desceu a calça até tirá‑la, observei‑o tropeçar na cueca e então avançar em minha direção.

—Belo conjunto. – ele elogiou roucamente, ao se encostar ao meu lado na cama. —Mas prefiro o que tem por baixo dele.

Suas mãos deslizaram por baixo de minhas costas e se livraram do sutiã, que sumiu em meio ao quarto escuro. Então seus dedos experientes passaram para a parte da frente de minha calcinha, arqueei o corpo pressionando levemente minhas pernas contra sua mão, para dificultar seus movimentos e forçá‑lo a se empenhar, divertindo‑me com a provocação.

Edward estreitou os olhos, mas sem dizer nada foi para o pés da cama e ergueu um dos meus pés descalços até sua boca.

Aquela boca —a que me encantava, seduzia, enlouquecia. Seus lábios fizeram cócegas em todos os meus dedinhos, antes de envolver completamente o dedão. Uma aflição gostosa percorreu minhas pernas.

Então Edward alcançou a mesinha ao lado, abriu a gaveta de cima, pegou uma camisinha e a colocou.

Vê-lo desenrolar a camisinha sobre seu pau duro, era a cena mais excitante do mundo.

—Abra as pernas, Bella. – mandou.

—Diga por favor. – eu o provoquei ao alongar meus braços acima da cabeça e fechar os joelhos. Como era bom aquilo, procurar, dar e conquistar prazer.

Edward deslizou as mãos entre as minhas coxas, abrindo‑as com possessividade, e eu fiquei deitada ali, estendida e resplandecente, excitada com a expressão selvagem em seu rosto.

—Vou ensinar você a me provocar, amor. – ele não me deu tempo para respostar e com uma única investida, Edward se colocou dentro de mim, me rasgando com o melhor tipo de dor que se possa imaginar. Minhas coxas apertaram com força seu quadril sensual.

Minha mão agarrou seu antebraço tatuado.

—Ah, sim. – soltei ofegante, e ele penetrou outra vez usando mais força.

—Estou te machucando? – Edward perguntou abaixando a cabeça e sugando meu seio.

—Não. – foi a única coisa coerente que consegui dizer.

Sentir seu pau grosso entrar e sair de mim, me deixava incoerente, irracional. Tudo o que conseguia pensar era em como aquilo era bom. Muito bom.

Edward segurou em meus quadris e começou a me penetrar mais rápido, mais forte.

Um calafrio subiu por meu umbigo e se espalhou por todo meu corpo. Prendi a respiração fincando as unhas na carne de suas costas.

Então Edward parou. E retirou o pênis de mim, deixando‑me faminta, ofegante.

Quase gritei de frustração até que percebi que ele não tinha intenção de interromper nada.

Ele se abaixou e sua língua nadou no meu umbigo, liberando outra onda de prazer que me fez ficar molhada novamente.

Seus olhos famintos vieram para os meus quando Edward empurrou meus joelhos para cima e os afastou, me deixando ainda mais aberta. Ele pressionava meus joelhos levantados para os lados e me segurava por baixo, seu rosto continuou a me explorar.

Um beijo nas partes internas de minhas coxas, uma mordiscada provocante e então, uma lambida em meu clitóris pulsante.

—Edward. – suspirei agarrando seu cabelo, enquanto Edward agarrava minha bunda com uma das mãos e pressionava o polegar dentro de mim, a língua traçando círculos delirantes, tudo ao mesmo tempo.

—Diga por favor. – ele murmurou entre lambidas intermitentes. Ele estava me provocando e eu não podia aguentar. Não podia.

—Por favor. – minha voz saiu fraca e então, Edward passou a me sugar. Forte, sem parar, com vontade. Dois dedos me penetravam com força, indo o mais fundo que conseguiam em minha boceta.

E então eu cedi. Cedi a um orgasmo tão intenso que gritei bem alto enquanto seus dedos entravam e a boca continuava a me sugar.

Encurvei e arquejei quando aquilo disparou dentro de mim e atingiu os quatro membros. Meus olhos se fecharam com força para suportar a intensidade de tudo, antes que por fim e cruelmente cessasse.

Edward avançou devagar pelo meu corpo enfraquecido, beijando minha barriga, esfregando os lábios úmidos nos bicos dos meus peitos, depois se enfiando dentro de mim outra vez.

Ele estava muito duro, incrivelmente duro.

Mal pude recobrar o fôlego quando nossos corpos se encontraram de novo, minhas mãos agarrando seu quadril e o ajudando nas estocadas.

Meus joelhos o abraçaram novamente, a fricção me deixava tonta. Meu prazer aumentou novamente. E então gozei outra vez, como um trovão, jogando minha cabeça para trás.

Aquilo era o paraíso e o melhor de tudo, vinha se repetindo por todo o fim de semana.

Nós partimos para o chalé dois dias antes da noite do ano novo e devo dizer, assim que chegamos em Aspen eu desejei que o tempo parasse.

Construído com a fachada bordada por lambrequins, madeira maciça, pedra de roça, tijolos de demolição e caminhos traçados em taipas, o chalés tinha uma enorme lareira, mezanino, sala de estar e hidromassagem.

Além da paisagem branca de encher os olhos. Era fria, mas incrivelmente linda e o melhor de tudo, nosso chalé nos dava uma vista impressionante de boa parte das montanhas.

—Em que está pensando? – Edward indagou beijando meu pescoço. Suspirei me aconcheguei em seus braços, meus olhos saíram da paisagem fria do lado de fora e vagaram para nossos dedos entrelaçados.

—Em como aqui é lindo.

Edward beijou o pé da minha orelha.

—É sim.

—Queria ficar aqui mais tempo. – confessei. —Só eu e você. Sem rotina ou trabalho.

Ele respirou fundo antes de nos virar na cama.

—Eu também queria, mas temos que voltar. – seus olhos eram amorosos.

—Infelizmente. – soltei amargurada, meu polegar correu pelo desenho de sua boca. —Vamos voltar, não vamos?

Edward riu antes de beijar minha boca.

—Sempre que você quiser, minha linda. – sorrindo, passei os braços por seu pescoço e cessei nossa conversa com um beijo longo.

Nosso fim de ano em Aspen, fora de longe, o mais perfeito de toda a minha vida. E quando tivemos de voltar para Louisville, para nossas vidas corridas, tudo o que eu pedia era para que aqueles dias se repetissem.

Mas eles não iam. Infelizmente ainda não haviam inventado a máquina do tempo.

Apertando os olhos, continuei a ouvir a explicação desanexa do homem.

Além de ter a voz chata, ele ainda não conseguia me apresentar fatos concretos por seus clientes estarem insatisfeitos com a casa que compraram de Carlisle e Esme.

—Meu senhor, ainda não consigo entender. – minha voz saiu entediada. —A decoração da casa foi aprovada por seus clientes, inclusive o azulejo.

—Sim, eles aprovaram. – confirmou rapidamente. —Mas só o fizeram porque a designer garantiu que não iria deixar a cozinha escura e o resultado os deixou muito insatisfeito.

Rolando os olhos continuei a fazer meus rabiscos desalinhados na folha de papel rasgada.

—Isso sem contar a falha na estrutura da cozinha.

—Falha na estrutura?

—Sim, o forro cedeu um pouco, é visível. – ele foi enfático. —Escute senhorita, meus clientes estão muito insatisfeitos e já tentaram vários acordos, mas eles estão cansados. Estão esgotados. – apoiando a mão no braço, deixei que o advogado concluísse suas palavras. —Eles tem filhos pequenos e quase não conseguem dormir só de pensar no risco que correm daquele forro cair sobre as crianças. Essa é a última tentativa, se não chegarmos a um acordo, iremos mandar isso para o tribunal.

Prendi o ar nos pulmões por um segundo antes de me arrumar na cadeira.

—Está certo. Irei conversar com meus clientes e retorno para o senhor após o almoço.

—Claro. Senhorita, deixe claro aos seus clientes que os meus não querem apelar para um processo. Eles não querem afetar o nome da empresa.

Rolei os olhos. Como se eles ligassem para o nome da empresa.

—Certo, também não queremos isso, afinal, é esgotante para ambas as partes. – tomei ar pela boca antes de concluir. —Entrarei em contato ainda hoje, boa tarde.

—Boa tarde.

Colocando o celular sobre a mesa em L, me levantei e tive de parar por um minuto para arrumar minha saia lápis preta que havia subido.

Estávamos com problemas com um casal que havia comprado uma casa com a imobiliária e contrataram o serviço de reforma e decoração da empresa, mas agora eles estavam afirmando que o backsplash era mais escuro que o desejado, o piso não era tão resistente e o mais novo de tudo: Um problema na sustentação da casa.

Parando em frente a sala de Esme, recebi o sorriso simpático de sua secretária.

—Esme está?

—Está sim Bella, vou anuncia-la. Só um momento.

Correndo os dedos por meu cabelo assenti com a cabeça, não demorou muito para que Kim me informasse que eu podia entrar.

—Licença. – pedi ao abrir a porta e me surpreender ao encontrar Emmet ali.

—Entre querida. – sentada atrás da longa mesa de carvalho, Esme pediu. Devo dizer que ela estava muito elegante, com o cabelo preso e óculos de grau com as armações escuras que faziam seus olhos verdes reluzirem.

Emmet me cumprimentou com um piscadela divertida e continuou a mexer no celular enquanto eu me sentava na poltrona ao seu lado.

—Esme, temos problemas. – murmurei por fim.

—Problemas?

—Sim. – assenti com a cabeça. —É até bom te encontrar aqui, Emmet, porque acho que está envolvido. – seus olhos se voltaram para mim preocupados. —Se lembra do casal Hough que estava reclamando da decoração da casa, que alegava estar insatisfeito?

—Sim. – ela concordou apoiando os cotovelos na mesa e entrelaçou as mãos para usá-las como apoio para a cabeça.

—Então, o advogado deles a pouco e disse que além de todo o problema com o azulejo e o piso, ainda há uma falha na estrutura da cozinha.

Emmet bufou ao meu lado e logo se colocou de pé.

—A casa deles por acaso fica em Denver? – me perguntou.

—Fica.

—Sabia! – exclamou rolando os olhos. —Vou pegar os projetos da casa e já volto.

Ele saiu da sala pisando duro.

—Continue querida. – Esme pediu docemente.

—Bom, ele me disse que os dois estão preocupados porque tem filhos pequenos e temem que o teto desabe sobre as crianças. – os olhos de Esme ficaram estalados. —E disse que se não chegarmos a um acordo, eles vão partir para o processo.

Ela respirou fundo antes de massagear as têmporas.

—Ok, sobre o backsplash Alice disse que os dois aprovaram o projeto. – pontoou colocando os óculos sobre a cabeça. —O piso nós já dissemos que iremos fazer a manutenção, mas sobre a falha na sustentação da cozinha.... – deixou a frase no ar.

—Essa é nova. – completei recebendo seu aceno de cabeça. —Disse para ele que iria retornar em breve, porque precisava vir falar com você sobre isso.

Ela chacoalhou a cabeça e puxou o iPhone de cima da mesa.

—Vou ligar para o Carl, se houve uma falha na estrutura e eles entram com um processo nós estamos ferrados...

Ela parou de falar no instante em que a porta fora aberta e Emmet entrou.

—Voltei. – anunciou com um sorrisinho. —Como eu bem me lembrei, não houve falha alguma na estrutura da casa. – algo em sua voz deixava claro que ele estava certo de suas palavras. —O que aconteceu foi o seguinte, os dois pediram um conceito aberto entre a cozinha e a sala de jantar. – começou a explicar, ele se aproximou e colocou o notebook sobre a mesa da mãe. —Porém, o forro de gesso ia precisar de uma sustentação maior e tanto eu quanto a Alice, avisamos que o mais certo seria colocar duas colunas sobre a ilha, que não iam interferir em nada no projeto ou na decoração, para que elas sustentassem o forro.

Esme e eu nos entreolhamos e percebi que ela havia entendido tanto quanto eu, ou seja, nada.

—Venham ver. – ele nos chamou enquanto digitava no notebook.

Nós nos colocamos de pé e paramos atrás dele. Emmet se sentou na poltrona e logo abriu os projetos em 3D da cozinha.

—Olhem, esse é o projeto que foi construído. – apontou para a tela.

Cerrando os olhos, observei a ilha que dividia a área de trabalho, da área de jantar.

—Alice e eu dissemos que seria melhor colocar as colunas aqui. – ele circulou com a setinha nos dois cantos da ilha. —Como dá para ver nesse projeto. – com um click, ele mudou a imagem.

Era o mesmo projeto, contudo, aquele incluía justamente as colunas que ele citara. Elas eram quadradas e iam do balcão da ilha até o teto.

—Vocês avisaram a eles que havia risco de desabamento e mesmo assim eles optaram por não colocar as colunas? – Esme indagou ao filho, parecia perplexa com a escolha dos clientes.

—Mãe, não há risco nenhum de desabamento. – Emmet a olhou por cima do ombro. —O Drywall está bem preso, ele só não está totalmente reto porque precisava das colunas sobre as ilhas.

Arrumando meu colar no pescoço, estudei novamente o projeto.

—Isso é algo visível?

—Só se ficar olhando por muito tempo no teto, de vários ângulos e posições. – Emmet voltou a responder a Esme.

—Então você e Alice os avisaram sobre isso e mesmo assim eles decidiram ficar sem as colunas? – indaguei a ele que assentindo, fechou o notebook.

—Sim, e não foi por causa do orçamento. – deixou claro. —E sim porque eles acharam que as colunas iam interferir no conceito aberto da cozinha.

Respirei fundo mais aliviada.

—Isso é ótimo! É o mesmo caso do azulejo, eles foram avisados, mas não ouviram os alertas de vocês, então não há motivos para reclamar. – proferi o óbvio. —A empresa vai assumir a responsabilidade pelo piso, certo?

—Certo. – Esme concordou com um sorriso.

—Vou ligar para o advogado deles e explicar a situação, não há falha alguma na decoração ou na sustentação da casa.

Emmet e Esme sorriram mais tranquilos.

—Espero que eles entendam, não quero me envolver em um processo.

Emmet maneou a cabeça antes de passar o braço pelos ombros da mãe.

—Eles não tem motivos para nos processar, mamãe. – proferiu beijando sua testa.

—Não tem mesmo. – concordei com Emmet. —Vou ir telefonar para ele e se preciso, irei até Denver mostrar o projeto da cozinha.

—Bella, você está saindo melhor que a encomenda! – Esme brincou segurando minhas mãos. —Obrigada por cuidar de tudo isso.

—Ah, imagina. – sorriu afagando seus dedos. —É o meu trabalho. – lhe lancei uma piscadela antes de me afastar um pouco. —Vou indo gente, até mais.

Acenei para os dois antes de sair da sala. Estava realmente mais tranquila, afinal, tirando o problema com o desnivelamento do piso, a empresa não tinha cometido mais erro algum.

De volta na minha sala, desbloqueei meu celular e vi as mensagens de Alice no whatsapp e a chamada perdida de Edward.

Sentando na cadeira giratória, me encantei ao ver a foto de Mia na natação.

Alice a matriculou na aula quando ela completou três meses e desde então, Mia estava sendo uma aluna exemplar.

Ela estava cada dia mais linda, sua cabeleira a cada dia ficava mais negra, assim como o azul de seus olhos que só fazia por clarear.

Ela era a bebê mais risonha e alegre que eu já vira e aquilo só a deixava mais linda.

Awn, meu Deus!

Manei a primeira mensagem salvando a foto dela na piscina sobre a boia de patinho amarelo. Ela estava sorridente como sempre, exibindo suas belas covinhas nas bochechas e a do queixo. Uma touca de natação tampava seu cabelo e o maiô rosado ficava perfeito em seu corpinho gostoso.

Quero para mim! Mais tarde vou ai ver ela ;)

Alice não estava mais online e soube que ela não iria me responder logo, então passei para meu segundo dever: retornar a ligação de Edward.

Indo na página inicial do meu celular, parei para admirar minha foto de papel de parede. Edward e eu segurávamos Mia na festa de seu batizado.

Era tanto amor em uma foto só que toda vez que a olhava, eu suspirava.

Disquei o número de Edward e apoiei o iPhone na orelha, poucos toques antecederam sua voz.

—A advogada mais linda do Colorado finalmente apareceu. – ele brincou me fazendo rir.

—A advogada mais linda do Colorado está trabalhando. – proferi ouvindo seu riso suave. —Mas então, o que está aprontando?

—Nada, amor. – respondeu rápido. —Nunca apronto nada. – garantiu com uma falsa inocência.

—Aham, está bom. – minha voz saiu irônica.

—Você sabe, sou um anjo. — podia apostar que ele estava fazendo sua melhor carinha de menino carente. —Mas o Heron aprontou.

Ri de seu complemento.

—O que ele fez dessa vez?

—Destruiu o jardim de uma vizinha e ela veio bater aqui em casa só de camisola, às nove da manhã. Estava furiosa.

Edward riu alto enquanto eu bufava. Já tinha um tempo que ele vinha me enchendo por causa do dia em que Heron e eu nos conhecemos.

—Rá, rá, rá. – soltei rolando os olhos. —Que engraçadinho!

—O bom humor é fundamental. – respondeu e eu tinha certeza que ele sorria.

—Ok, senhor bom humor, algum motivo especial para essa ligação?

—Sim. Tenho um motivo muito especial. – sua voz ficou mais séria.

—E qual é?

—Dizer que eu te amo. – respondeu e riu suavemente. Voltei a rolar os olhos, mas dessa vez, sentia meu peito aquecer.

Edward sabia ser fofo quando queria.

—Bom, eu também amo você. – murmurei com um suspiro. —Mas preciso desligar.

—Sabe, estou com saudades daqueles dias em que eu chegava do trabalho e te encontrava dormindo na minha cama. – não senti nenhum pingo de brincadeira em sua voz. —É muito frustrante ter que esperar o dia inteiro para te ver.

—O dia passa tão rápido amor e nós nos vemos na hora do meu almoço.

—Não para mim. – seu timbre demonstrou como ele estava entediado. —Enfim, é exatamente sobre isso que eu quero falar. – completou em seguida. —Não vou poder ir almoçar com você hoje.

Minha postura caiu na cadeira.

—Sério? – não escondi o desanimo. —Porque?

—Mike pediu minha ajuda para montar uma casinha na árvore para os meninos e eu não soube falar não. – sua voz saiu um pouco estranha, mas não o contestei.

—Hm, alguém vai se divertir essa tarde.

Ele riu com vontade.

—Não tenho certeza. – seu tom me fez rir. —Desculpe desmarcar com você.

—Está tudo bem amor, vou aproveitar para resolver uns probleminhas da empresa. – retirei o cabelo do meu rosto. —Nos vemos a noite então.

—Certo. – concordou. —Sinto sua falta.

—Também sinto a sua. Divirta-se.

—Obrigado, minha linda. – agradeceu amoroso. —Até mais.

—Até.

Quando desliguei o celular uma onda de desanimo me bateu. Saber que eu não o veria durante todo o dia era algo terrível.

Soltando o ar pela boca, tive de voltar a me concentrar no trabalho e aproveitei minha folga no almoço, para adiantar as coisas.

Talvez, eu conseguisse ir embora mais cedo e tivesse mais tempo com Edward.

Pensar aquilo me deu mais ânimo, motivada voltei a ligar para o advogado dos Hough. Iria resolver aquilo logo.

—Senhorita Swan. – o homem atendeu cordialmente.

—Olá, senhor Flin, queria saber se podemos nos reunir para esclarecer as questões sobre a casa.

Ele ficou um tempo em silencio.

—Claro. A senhorita está em Denver?

—Não, não. – neguei enquanto já recolhia meu casaco e minha bolsa. —Mas estarei aí em uma hora, o senhor está disponível?

—Sim. – respondeu rápido.

—Poderia me passar o endereço do seu escritório por e-mail?

O homem não opôs ao meu pedido e quando estava indo até Emmet, meu celular já vibrou avisando que havia um novo recado em minha caixa de entrada.

—O projeto está todo aqui. – Emmet disse ao me entregar o notebook prateado. —Vá em documentos, projetos, Denver e finalmente, Hough. – deu as coordenadas com cuidado.

—Ok, pode deixar.

Ele colocou o computador dentro da pasta e me entregou.

—Alice te mandou a foto de Mia na aula de natação? – perguntei a ele quando tomamos o elevador juntos.

Seu sorriso foi de orelha a orelha.

—Mandou. Minha filha está cada vez mais linda, não está? – o orgulho em sua voz era quase palpável.

—Está sim. É uma princesinha. – suspirei ao me lembrar de toda sua fofura. —E amanhã à noite ela será só minha.

Ergui o queixo recebendo sua risada.

—Edward me disse a mesma coisa. – proferiu diante a coincidência. —Você sabe, ela fica com os padrinhos para que os pais possam sair e se divertir um pouco. – explicou com um certo ciúme na voz. —Mas ela continua sendo exclusivamente do papai.

Ri de seu argumento e ele logo me acompanhou. As portas finalmente se abriram no hall de entrada.

—Hm, se você prefere acreditar nisso. – fingi um desdém. —Até mais tarde, Emm. – acenei para ele que saiu pelas portas.

—Até mais, B-Bella.

O elevador baixou até o estacionamento, ainda meio perdida segui até meu carro. Minha vaga era uma das últimas e eu odiava o fato de sempre me perder no caminho.

Deixando a voz e Michael Bublé preencher meu carro, dirigi com cuidado pela estrada fria até Denver.

Estávamos no fim do inverno, mas ainda fazia um frio de lascar.

Quarenta minutos depois, já circulava pelas ruas de Denver e tive de parar um instante para digitar o endereço do escritório no GPS.

O prédio não era grande, devia ter uns cinco andares no máximo e tive de esperar longos minutos para ser atendida.

—É um prazer conhece-la, senhorita. – o advogado apertou minha mão assim que abriu a porta para mim.

Sorri estudando sua aparência bem feita. Ele devia beirar os cinquenta anos, tinha o cabelo penteado para o lado, era baixo e mais gordinho, seus olhos tinham uma cor cômica de cinza.

—O prazer é meu, senhor Flin.

—Sente-se, por favor. – pediu puxando a cadeira em frente a sua mesa e logo se acomodou a minha frente. —Então, senhorita Swan, a que conclusão chegou com seus clientes?

Respirando fundo, abri a pasta do notebook e o abri em meu colo.

—Bom, sobre o piso, a empresa irá arrumá-lo o mais breve possível. – comecei vendo-o assentiu com a cabeça. —Agora o backsplash e o drywall, não foram erros da empresa e sim, resultado de más escolhas. Essas que foram feitas por seus clientes.

—Como assim...

—Se me permite, senhor. – o interrompi tomando cuidado para não ser mal educada. —Irei lhe explicar.

O homem assumiu uma postura séria e se manteve assim durante toda a minha apresentação dos fatos.

Conhecia aquele semblante. Era um misto de preocupação com irritação. Ele sabia que nós estávamos com a razão.

—Mas meus clientes não podem correr riscos. Era dever do engenheiro dizer que as colunas eram fundamentais.

—Não, meu senhor. – neguei rapidamente. —As colunas não são fundamentais, não para prevenir riscos de desabamento, até porque não há nenhum. – fui firme. —Elas só iam evitar que o forro ficasse curvado. Apenas isso.

Ele se manteve quieto.

—E tanto o engenheiro, quanto a designer os avisaram sobre isso, mas eles preferiram não usar as colunas para que elas não interferissem no conceito aberto. – voltei a explicar. —Senhor Flin, meus clientes irão concertar aquilo que for de suas responsabilidades. – deixei claro. —Se continuarem a insistir em outras partes, seremos nós que iremos partir para o processo. E acredito que não vão querer entrar em algo para perder.

O silencio reinou na sala por um bom tempo. Ele então suspirou e acenou com a cabeça em concordância.

—Ok, senhorita Swan. Irei entrar em contato com meus clientes e assim que possível, aciono vocês.

Concordei sorridente.

—Muito bem. Obrigada por sua atenção. – ele apertou minha mão e me acompanhou até a porta.

Quase vibrei de emoção. Tinha certeza que eles iam recuar.

Ainda estava elétrica, ficar um tempo longe de tudo aquilo me deixara ainda mais animada diante a resolução daquele problema e aquilo, tirara um pouco da minha fome.

Não queria almoçar, mas não podia ficar o dia todo apenas com o café da manhã no estômago, com isso, parei na lanchonete mais próxima que encontrei.

O ar frio da rua me fez encolher dentro do casaco de couro. Soltei o ar pela boca ao entrar na lanchonete e encontrar o ar quente. Aquilo era muito bom.

Me aproximei do balcão e uma garçonete se aproximou instantaneamente.

—Posso ajuda-la senhorita?

—Um sanduiche natural de frango e um café, por favor. – ela sorriu e maneou a cabeça antes de se afastar.

Respirando fundo, me sentei em um dos banquinho em frente ao balcão. Estava com pressa então não iria ir até as mesas no fundo do estabelecimento.

O barulho de chuva batendo contra as janelas da lanchonete me fizeram virar a cabeça e então, eu o vi.

Ali, sentado em uma das mesas no fundo da lanchonete, estava ele.

Meu namorado.

Edward Cullen.

Notas finais
A base de um relacionamento é a confiança e quando ela começa a ruir.... :X kkkk Ai, ai... Meninas, mais uma vez, obrigada pelas recomendações! Espero que tenham gostado do capítulo :) Nos vemos semana que vem, se cuidem, beijos :*