De Baixo do Capuz

1 Capítulo 1 - Miura Haru - Reescrito


Notas iniciais
Yoo gente, espero que gostem ^^ Ass: Walker O pov não vai ficar mais na Haru xP Ass: Okumura Então ta aii :) Ass: Walker

De Baixo do Capuz

Capitulo 1 — Miura Haru

"As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem."

– Miura Haru.

Um pequeno sorriso enfeitava os lábios da acastanhada, na qual, nesse momento, ajeitava sua pequena bolsa escolar, a mesma era de cor azulada, e dentre a mesma, alguns livros, não muito finos, eram postos. Com um pouco de dificuldade, conseguira encaixa-los dentre ao tecido de coloração azul, tendo um pouco de dificuldade, em depois, fechar a mesma.

Suspirou cansada, passando a mão pela testa, na qual pequenas gotas de suor escorriam, retirando-as, antes de olhar para seu uniforme, de blusa branca, com um laço avermelhado amarrado em volta de seu pescoço, e uma saia avermelhada na parte inferior. Ajeitou o uniforme, por agora, amarrotado, retirando o amassado do tecido. Ou ao menos, o máximo que podia.

Colocara a mochila em suas costas, antes de desajeitadamente, começar a correr pelo corredor longínquo do segundo andar do local, e logo descer as escadas. Chegara correndo em um cômodo, encontro um casal ali, na qual, tomavam seu café-da-manhã tranquilamente. Sorriu para eles, antes de beijar cada um na bochecha, e pegar uma torrada em cima da mesa, sobre as reclamações de sua mãe.

Sorriu para a mesma, antes de correr até a porta de sua casa, encaixando os sapatos amarronzados, e saindo de sua casa. Era nova na cidade, meio do ano. Iria mudar-se para escola de Nami-Chuu, e pelos rumores que ouvia, não poderia atrasar-se, caso contrario, seria mordida até a morte por um demônio de cabelos negritos.

Seguiu para o colégio, cantarolando uma musiquinha qualquer, enquanto conferia em pequeno pedaço de papel, na qual retirara do bolso de sua saia, o número de sua sala. Sua classe era 2-C, o segundo ano era o que estava cursando agora. A menina de cabelos castanhos tinha tenho 15 anos de idade, e chamava-se Miura Haru.

Minutos depois, havia chegado à construção do enorme colégio de Namimori, onde respirara fundo, seguindo diretamente para sua sala. Esperava encontrar alguém ali, para quem pudesse ao menos, ter o começo de um laço de amizade.

No enquanto, quando chegou ao local, viu um cenário um tanto quanto diferente do que havia em sua mente, só havia uma única pessoa dentre a enorme classe. Provavelmente um garoto, sentado em uma das cadeiras, lá no fundo isolado. A Miura olhara por alguns segundos, observando-o, e logo de cara, vendo algo não muito comum. O adolescente continha o rosto coberto por um casaco laranja e branco, seus ouvidos eram ocupados por um fone de ouvido, azul celeste com detalhes alaranjados, e cravado em seu centro, o número 27, em tons negritos. O mesmo lia um livro de porte razoavelmente grande.

Tentando esquecer momentaneamente o garoto no fundo da sala, que parecia negligenciar o mundo a sua volta, colocara sua mochila na fila do canto da sala, na parede oposta ao corredor do colégio. Gostava de olhar para a janela quando o professor dava suas aulas chatas. Não gostava de ficar com a mente presa por muito tempo em só um lugar, algo bem diferente da pessoa que está no mesmo cômodo de si, que está vidrado em seu livro, como se não tivesse visto Haru entrando na turma.

Olhava para a janela ao seu lado de forma distraída, perdida em seus devaneios. Não sabia quanto tempo tinha passado, mas pode de ver soslaio, alguns garotos entraram em sala, um de cabelos prateados, olhos verdes e continha um cigarro em sua boca, ela achara o menino um tanto quanto novo para tal ato. O outro era alto, cabelos pretos espetados, olhos âmbares e tinha um taco de baseboll em sua mão, talvez o menino devesse ser algum atleta.

Os dois trocavam xingamentos, e algumas palavras de baixo calão, e andavam na direção do menino sentado nas cadeiras finais. Deveriam ser amigos, ou algo do tipo. Talvez gostassem de arrumar confusões juntos, pelo porte nada educado dos outros dois. Diferente do outro, que parecia ser terrivelmente calmo.

Entretanto, surpreendeu-se quando o de cabelos prateados, pegara o livro da mão do encapuzado e o jogara no chão, o com o adolescente com o taco de baseboll, começou a pisotear em cima do livro, como se fosse um palco, enquanto um sorriso lascivo nascia nos lábios dos dois, brincando de forma maliciosa.

– Hey, Dame-Tsuna, vamos brincar — falou o prateado, o mais baixo, no caso o pequeno garoto com as vestes tampando sua face, somente levantara-se de sua mesa, tentando, em algo falho, ir embora, sem que arrumasse deveras confusões. Entretanto, o mais alto dos três, no caso o de cabelos pretos, pegou em seu pulso, e o jogou contra a cadeira novamente, em um ato agressivo.

Pode ouvir o outro gemer baixinho, de dor, quebrando o silêncio na qual antes se mantivera.

– Vocês dois poderiam parar? – a garota sentada levantara-se em um ato brusco, espalmando as palmas de suas mãos contra a mesa de madeira a sua frente, não aguentando observar parada, a cena que ocorria a sua frente.

Aquilo havia surpreendido os três garotos a sua frente.

– Quem é você garota burra? — o prateado, que logo recuperou-se do susto, de ver a Miura fazendo algo pelo menor, tratara de interrogar, de forma grosseira, estalando a língua no céu de sua boca.

– Não é da sua conta – respondera já irritadiça com as ações que ocorriam — Parem de fazer esse tipo de coisa com ele – tratara logo de responder, odiava ver alguém sendo agredido a sua frente, e muito menos gostava de quem ignorava esses tipos de ações. Por puro instinto, sentira que tinha de fazer algo.

– Garota burra – o albino ainda dirigia a palavra a si com certa agressividade — Sua sorte é que eu não bato em mulheres, mas se me interromper novamente – estalara pausadamente os cinco dedos de cada uma de suas mãos, em formato de punho – Não hesitarei – sorriu maquiavelicamente, passando a língua pelos lábios, ao som da risada do maior.

Os dois entreolharam-se, antes de sorrir, algo que fez a Miura estremecer um pouco, antes de retirarem-se de sala.

– Tudo bem? – perguntou, após assimilar tudo o que havia acontecido, ao garoto ainda sentado em sua mesa, com a cabeça levemente abaixada.

– O-Obrigado – respondera o outro, mas logo se levantara e também saíra da sala, deixando-a para trás com o olhar um pouco confuso, não estava entendo muito.

Voltou ao seu lugar, tentando aos poucos esquecer o que tinha acontecido há poucos minutos. Depois de um tempo, presa em seus próprios devaneios, pode perceber que entraram mais duas garotas na classe. Despertou-se de seus pensamentos aleatórios, observando uma ruiva de olhos achocolatados e outra com cabelos meio arroxeados, com olhos castanhos escuros. As mesmas seguiam em sua direção, e pode ver um sorriso brincando nos lábios da ruivinha.

– Ohayoo, sou Sasagawa Kyoko — a ruiva comentara, ajoelhando ao seu lado da cadeira, com os olhos acastanhados olhando gentilmente para a Miura.

– Sou Hana — a roxeada falara curta e grossa, a tal Kyoko olhara para a outra, repreendendo-a com o olhar, no entanto, Hana somente revirara seus olhos castanhos – Kurokawa Hana – completara, um pouco a contra gosto, e pode ver um leve rubor sobre as bochechas da mesma.

– Ohayoo, sou Miura Haru – comentou, tentando ser gentil para as duas, na qual estavam tentando amável consigo.

Conversaram um pouco, e aos poucos o trio poderia percebendo a classe enchendo-se de alunos, à medida que as horas iam passando. A novata olhava, vez o outra, absortamente, para a porta a sua direita, tentando ver, se em algum momento, o menino que vira mais cedo, retornava.

No entanto, era algo sem sucesso. A aula já iria começar, e não podia nem se quer ver sinal do menor aparecendo dentre aos alunos.

– Haru-chan – fora dispersa de seu raciocínio ao ouvir a voz de sua nova amiga chamar-lhe — Está esperando alguém? – Kyoko perguntara, com os olhos acastanhados um pouco semicerrados, e com um brilho curioso cortando o castanho achocolatado.

– Você conhece um garoto que senta ali? – a Miura apontara para a mesa em que as coisas dele estavam. Os fones de ouvido jogados de qualquer maneira sobre o livro grosso, um pouco amassado e empoeirado, e a mochila acinzentada com detalhes laranjadas, jogada de qualquer jeito no chão.

– Dame-Tsuna? — Hana perguntara, de certa forma curiosa. Não entendia como Haru poderia conhecer o pequeno acastanhado que sempre sentava solitariamente sobre os cantos do fundo da classe.

– Ele é... – a ruiva começara, um pouco pensativa — Ninguém sabe muito dele... – hesitou em continuar, dando ainda mais curiosidade a Miura — Ele é esquisito, não fala com ninguém, é quieto no seu canto – concluíra, com a expressão um pouco aflita enfeitando suas feições belas.

– Ele sofre bullying, é normal não acha? – interrogara. Pelo o pouco que sabia sobre esse assunto, sabia que a forma mais pratica de alguém tentar defender-se contra essas agressões, era ao máximo, tentar se isolar do resto do mundo.

– Ele é um bolsista aqui na escola, pelo menos o que dizem, como se isso mudasse algo – estalou a língua no céu da boca, em um ato irritadiço — Ele é o nerd da sala, fica lendo no seu canto e não fala com ninguém, dizem que ele se acha superior – comentara Hana, revirando os olhos. Não achava aquilo do menor. Ele somente era tímido e retraído.

No entanto, mesmo achando aquilo tudo, nunca tomou uma atitude para tentar mudar tais fatos. Até mesmo acostumara-se com aquilo.

– Então Dame-Tsuna não combina como apelido – afirmara. Se o garoto era inteligente, não podiam simplesmente chama-lo de bom-em-nada.

– Ele é um desastre nos esportes, não fala com ninguém, vive com um livro na mão ou ouvindo música, poucas vezes sua voz é ouça, e olha que ele veio para cá quando tinha 12 anos – Kyoko explicara, mesmo que a Miura ainda não concordasse com o apelido. Talvez fosse somente seu instinto amável sufocando seu coração.

Não puderam falar muito sobre o garoto. O professor entrou em sala, e nada do menino de capuz em face. Haru estava preocupada, e de certa forma, cada vez mais curiosa.

Fez suas apresentações para a turma, um ritual que toda a pessoa tinha de fazer no Japão, e logo após, os alunos falaram seu nome, apresentando-se para si, alguns mais gentis que outros. Descobrira o nome dos garotos de hoje mais cedo era, Gokudera Hayato, para o prateado e Yamamoto Takeshi, a estrela do basebol da escola, para o moreno.

Depois de alguns minutos de aula, algo que ocorriam incrivelmente calmo, a porta da sala se abriu, mostrando o garoto de hoje cedo, um pouco encabulado por todos terem voltado seus olhos contra si, e principalmente, por estar recebendo uma bronca do professor pelo seu atraso.

– Sawada Tsunayoshi, não se atrase para as aulas — o professor ralhou, e deu um sorriso, algo mínimo, mas que demonstrava certa afeição. Talvez Reborn gostasse do pequeno Sawada. Mas aquilo somente era uma hipótese.

O agora, denominado Tsunayoshi, entreabriu os lábios, sussurrando algumas palavras, mal puderam ouvir o que escapara dos lábios rosados do menos, e a conclusão mais certa é que poderia ter sido um “desculpe-me”, no entanto, não estava tão correta disso.

A aula passou rápido, durante o intervalo, Haru ficara com Hana e Kyoko. Não sabia onde Tsunayoshi se metera, mas havia ficado cada vez mais curiosa em relação ao castanho, a medida que seu tempo na escola ia passando.

Durante o intervalo, Haru também pudera ver o demônio de Namimori, Hibari Kyoya, brigando com Gokudera e Yamamoto, e com mais um cara também, um albino de olhos acinzentados, cujo qual ficava gritando “EXTREMOS”, em um timbre de voz deveras alta. Kyoko comentara consigo que era seu irmão, Sasagawa Ryohei, aluno do terceiro ano do ensino médio, em outras palavras, um ano mais velho.

Não tardara para que a aula logo tivesse um termino. Haru começara a arrumar se material, pensando se talvez, pudesse falar com o castanho na hora da saída. Entretanto, quando se virara em direção à cadeira do mesmo, tudo o que pudera observar fora o vazio da mesma.

Indignada por tal coisa, logo tratou de despedir-se de suas duas novas amigas, seguindo o caminho para sua casa. Andava distraidamente, com a cabeça presa no estranho aluno, Sawada. Entretanto, antes mesmo que pudesse pensar em algo a mais, fora cortada de seus pensamentos, por gemidos de dor um pouco alto.

Seu coração pulsou mais rápido do que o normal, e adrenalina começara a ser drenada em suas veias com força. Sentiu as pernas tremerem um pouco, e a curiosidade despertando sua mente inteira. Tudo o que pode fazer, era agir com instinto. Guiara-se, da maneira mais calma que podia, em direção aos gemidos de dor, que provinham de um beco, um pouco mais a sua frente.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^ Ass: Walker Bem é isso por hoje xD Ass: Okumura Até o proximo Ass: Walker U3U Ass: Okumura