De Baixo do Capuz
17 Capitulo 17 – Replay e close...! Que casa é essa?
Notas iniciais
– O que foi? – a voz de Reborn cortara o silêncio que estava presente no quarto do Sawada, o mesmo devaneava sobre sua cama, enquanto suas bochechas brincavam em um tom róseo.
– Vou fazer o trabalho com a Kyoko-chan, Hana-chan e Haru-chan de Vipper, amanhã aqui em casa – suspirou enquanto reprimia o travesseiro contra a sua face, cujo um tom de vermelho brilhante a enfeitava.
– Me surpreende – Reborn pronunciara-se rindo – Acho que posso armar algumas coisas – comentara enquanto sua mente trabalhava em malicia e planos diabólicos.
– O que você vai fazer? – Perguntara preocupado, tendo plena consciência de que Reborn seria capaz de muito.
– Verás amanhã – e Tsuna não pode deixar de gemer em protesto ao ouvir aquilo. Sabia que não conseguiria mais nada de seu tutor.
– x -
Tsuna suspirou, outro dia, outro momento... Data em que as garotas marcaram de ir a sua casa para fazer o trabalho. De certa forma, estava animado, de outra, encontrava-se nervoso e tomado por temores.
Estremeceu, sem saber o porquê de aquele arrepio percorrer sua espinha, ao ouvir o sinal anunciando o termino da aula.
– Vamos? – perguntara Hana, podia jurar que a garota tinha brotado ao seu lado, mal percebera quando a mesma chegara perto de si. Assustou-se erguendo-se da cadeira em um pulo.
– A-Ah, sim... Minha casa fi-fica um pouco l-longe daqui... Posso chamar o Lancia-san se quiserem para nos b-buscar de carro – comentara, o blush em suas bochechas aumentara levemente quando os olhos das garotas ficavam depositados em si.
– Quanto tempo até lá, Tsuna-kun? – Kyoko perguntara com um leve tom de curiosidade, ela andava também até sua casa, quem sabe poderia fazer o mesmo com a do castanho sem ter que incomodar ninguém.
– Cerca de cinco a sete músicas – respondeu, como se aquilo fosse normal, no entanto, pode ouvir uma risada provinda das três meninas a sua frente.
– Que resposta é essa Sawada? – indignara a Kurokawa, depois de concegruir controlar suas risadas, fazendo o castanho levemente corar.
– Eu meço o tempo em músicas... Não pode ser tão anormal – respondeu baixinho, com medo de que uma resposta poderia ser dita a sua frase. Ele tinha que ter um pouco de normalidade em sua vida.
– Poderia ser pior – as três se entreolharam antes de voltarem a rir, fazendo cada vez mais o Sawada encabular-se. Cessaram o riso, antes que o castanho a frente delas, pudessem vir a morrer pela drenagem excessiva de sangue em seu sistema nervoso e central.
– Isso é maldade – murmurou o Sawada, enquanto guardava seu material escolar. Levemente atrapalhado e com as mãos tremendo em nervosismo.
– É engraçado brincar você Sawada – Hana respondera, fazendo o moreno encabular-se e soltar de sua mão o caderno deposta na mesma, no entanto, em um ato reflexo conseguira o pegar.
– Não para mim – respondeu em sussurro, e antes que alguma delas poderia perguntar o que tinha dito, a face tampada pelo seu capuz virara-se em direção as três e sorrindo um pouco pequeno, mas gentilmente chamara-as – Vamos? – perguntou enquanto depositava a mochila em suas costas, recebendo um aceno positivo de cada uma.
Andaram um pouco, brincando com alguns comentários e vez ou outra algumas brincadeiras. Algumas trapalhadas – provindas mais de Tsuna e Haru -, ocorriam durante o caminho não tão grande a ser percorrido.
Andaram uns cinco quarteirões, até chegar à área nobre de Namimori. A curiosidade abrangia a Sasagawa e Kurokawa... O que elas poderiam estar fazendo ali?
Andaram mais um pouco em meio a ruas decoradas em um clima leve e florido. O lugar era amplo e com plena a certeza abrangia luxuosas casas e carros. Tsuna mordeu o lábio inferior. Viver ali era bom... Mas algumas vezes não se sentia satisfeito. Talvez fosse egoísmo e ambiciosidade em demasia.
Andaram mais um pouco sobre os olhares observadores, agora das três. Haru não tinha reparado muito o caminho quando viera para cá. Muitas vezes por estar com pressa, escuro ou de carro. O local era realmente bonito.
Paparam em frente a um portão dourado, com um ‘V’ estampado no mesmo, era de consciência que o local era enorme e que o exagero fazia-se presente no dono de local tão grande.
Tsunayoshi suspirou, resistindo a vontade de bater sua cabeça contra o muro de sua casa. Olhara de canto dos olhos em direção a Kurokawa e a Sasagawa, vendo-as maravilhadas e impressionadas.
Voltara a olhar a frente, antes de digitar os números para desbloquear o portão. O mesmo não tardou a ser destravado.
– Vamos – chamou-as, vendo as duas, que desconheciam o local, engolirem brevemente seco.
Andaram pelo enorme caminho a sua frente, voz o outra dirigindo as orbes castanhas em direção a qualquer peculiaridade exótica pelo caminho. Notoriamente estavam cada vez mais curiosas.
Quando o fim da trilha chegara, uma casa de expansão enorme fora revelada. Até mesmo Haru deixava por se impressionar, parecia que quanto mais viesse ao local, aquela mansão aumentaria de tamanho.
– Entrem, fiquem a vontade – Tsuna pronunciara-se enquanto abaria a porta de entrada da casa, dando direto a sala de estar do local, enorme, como ou até mais que o esperado.
As três entraram, logo dando de cara com uma mulher, vestindo algo mais formal, de cabelos acastanhados e curtos, olhos da mesma cor intensa, parecia bastante com Tsunayoshi. E o moreno quando acabara de entrar em casa, pareceu levemente surpreso.
– Mãe? – indignara. Tanto ela como seu pai somente chegariam de viagem daqui a mais ou menos uns oito dias.
– Tsu-kun – a mulher sorriu largamente e de forma encantadora em direção ao seu filho – Não sabia que tinha visitas em casa – comentara a mulher ao reparar que seu filho trazia consigo mais três garotas.
– Eu nem sabia que você estava em casa – pronunciara-se de forma um tanto quanto seca e ríspida. Estava acostumado a ficar sozinho em casa e de fato, a presença e sua mãe, mesmo que amigável, incomodava-o um pouco.
– Só vim pegar um documento que seu pai esqueceu – alegara a mulher enquanto mostrava um envelope de coloração amostardada em mãos.
– Você veio só de Nova York para isso? – erguera uma de suas sobrancelhas, em algo levemente raivoso.
– Mas seu pai disse que era importante – respondera em um tom manhoso, em quase repreensão em direção ao seu filho.
– Desisto – pronunciara-se enquanto suspirava. Sabia muito bem o por que de seu pai querer retirar sua de perto dele por alguns dias. Maldito.
– Are, are Tsu-kun, que mal – choramingara a mulher, antes de caminhar em direção ao seu filho e dar-lhe um abraço apertado, junto a um beijo em sua bochecha, fazendo-o corar. – Nos vemos em oito dias Tsu-kun – despedira-se acenando em direção as meninas e indo em direção à posta da sala, abrindo a mesma – E ah. Cuidado para não me dar netinhos antes da hora – e depois dessa fala, fechou a posta de madeira rustica com tudo.
As meninas coraram como nunca – mesmo que Hana tentasse disfarça aquilo -, Tsuna encarou a porta por alguns segundos, tentado assimilar a situação.
Cerca de cinco segundos depois, um grito de ‘Hie’ pode ser ouço por toda a Namimori.
– D-Desculpem pela m-minha mãe – pedira constrangido depois de alguns minutos hiper ventilando. As três até mesmo esqueceram por segundos seus constrangimentos, rindo do menor que se embaralhava com seus pensamentos e ações.
– Bem, Sawada, onde vamos gravar? – perguntara a Kurokawa. Seus olhos observavam meticulosamente a sala m que estava.
– Provável que no jardim – pronunciara-se.
– Então... – Kyoko começara a se pronunciar, no entanto, antes mesmo que mais uma palavra fosse provinda de seus lábios, uma figura de terno aparecera na porta, interrompendo-o.
– Primeiro vocês vão se ajeitar para gravarem – Era Reborn a tal figura. Seus lábios trançavam um sorriso perigoso e o mesmo dizia que a negação não era uma opção.
Ao seu lado tinha duas mulheres, Uma de cabelos róseos e olhos verdes, era conhecida como Bianchi era uma das empregadas da mansão e nutria uma paixão não tão discreta por Reborn. A outra era mais nova, tinha duas marinhas-chiquinhas em seus cabelos, trançadas. Seu nome era I-Pin.
– Vocês veem com a gente – Bianchi agarrara a mão de duas das garotas, Kyoko e Haru, arrastando-as para um cômodo mais a fundo da casa.
– Preparem-se para ficar com o visual dos século XVIII – pronunciara-se I-Pin pegando o braço de Hana enquanto a mesma reclama sobre algumas coisas.
– Vamos Dame-Tsuna – chamou Reborn, olhando o moreno que piscava, sem entender muito – Vou deixa-lo com a aparência de um Lorde para suas Ladys – Reborn sorriu malicioso, subindo em direção ao quarto do moreno.
O mesmo só pode corar. Esse dia poderia ficar mais esquisito?
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