De Baixo do Capuz

18 Capitulo 18 – Quase um filme


Notas iniciais
Yoo o/ É a Walker u-u Volta do Nyah e eu to quase chorando de felicidade aki ;u; De qualquer forma, para compensar o tempo perdido... Um cap xD Espero que gostem n.n

Tsuna suspirou, suas mãos passaram-se por cima do fino tecido de algodão que compunha o paletó de seu terno, retirando qualquer impureza que o mesmo pudesse vir a apresentar. Não é como se realmente tivesse algo, entretanto seu nervosismo e as manias de perfeccionismo de Reborn fizera tal ação em um ato reflexo.

– Você fica bem em traje de gala Dame-Tsuna – Reborn riu do nervosismo do Sawada. O mesmo encarava-se no espelho passando a mão pelo terno, cabelo, engatava os dedos juntos e os estalava. Provavelmente já vinha a uns dez minutos fazendo tais ações.

– Sem ofensas Reborn... Mas como eu vou esconder minha cara?! – perguntou em pura agonia, mordendo o lábio inferior e os olhos castanhos nublando-se em completo desespero. Maldita hora em que concordara em por aquele maldito terno. Reborn realmente tinha que comprimir sua vontade de rir do sofrimento alheio. Era notório que se divertia à custa do desespero do pequeno Sawada.

– Não se preocupe – sorriu pequeno, entretanto, nada de sadismo, somente algo levemente amigável, e antes que Tsunayoshi pudesse interrogar sobre aquele sorriso nos lábios do maior, o mesmo guiara uma de suas mãos a cima de sua nuca, em sua cartola negra de lista amarelada e depositou-a verticalmente sobre os cabelos desgrenhados do menor.

O acessório tampava parcialmente a face do menor. Por ser de adulto, a mesma era um pouco maior que o normal, caindo perfeitamente sobre os olhos do pequeno, tampando o emaranhado de sentimentos a mostra naquela imensidão castanha. Era um pouco mais para o lado esquerdo, tampando também, parte de sua face nesse mesmo lado.

Os olhos voltaram-se de relance para o espelho. Certamente conseguia disfarçar muito bem seu rosto, claro que não tão longo como seu capuz normalmente alaranjando ou cinza, mas ainda era um bom interceptor para sua real aparência, algo menor, mas ainda muito bom. Mas aquilo de certa forma era o lado positivo, afinal, mostrava os lábios pequenos e cheios de Tsunayoshi, junto ao tom rosado que o mesmo abordava. E consecutivamente, poderia ver-se quando o mesmo os mordiscava em momentos de desespero.

Aquilo o deixava inegavelmente sexy.

Ainda mais quando um terno em tom variados de grafite e negro era posto em seu pequeno corpo. Algo que se enquadrava perfeitamente em seu corpo e marcava as formas que o mesmo tinha, Era um terno diferente da atualidade. Os braços com movimentos um tanto quanto limitados pelo paletó negro colado nos mesmos, com detalhes grafites riscando levemente o tecido e em seus botões, que o mesmo tom o abrangia. O paletó era curto na frente, entretanto na parte de trás seguia até mais ou menos a batata da perna, em pontas negritas e finas do tecido do mesmo. As pernas postas em uma calça colante em tom grafite que destacava as coxas tornadas. Sapatos formais franceses em tom grafite complementava o look completamente misterioso e neutro.

– Se por uma arma na sua cintura, te garanto que vira um Hitman de século XVIII – o que não era de total mentira. No entanto, Tsunayoshi mandou um olhara atravessado para seu tutor, fazendo com que o mesmo risse um pouco mais.

– De qualquer forma... – suspirou um tanto cansado, olhando-se de soslaio mais uma vez — Obrigado – resmungou baixinho, um pouco envergonhado, as bochechas tinham um leve pigmento em vermelho. Rodou os calcanhares e virou-se em direção a porta de seu quarto, dirigindo-se a sala de estar no andar de baixo.

***

Estava sentado no sofá de sua sala, suas mãos seguravam um pequeno aparelho celular, jogando qualquer jogo que pudesse vir a lhe distrair naquele momento de puro tédio. Fazia mais ou menos meia hora de que as esperava, não que estivesse irritado ou coisa do tipo, tinha levado uma hora para se arrumar... Entretanto quando diziam que mulheres realmente demoravam, não estavam brincando.

Logo passos puderam ser ouço provindos da escada de madeira que interligava os andares da casa, e não tardou para que os donos de tais passos leves, entretanto altos, e cinco figuras revelarem-se no termino da dimensão de madeira do local.

– Desculpem a demora – anunciou a mulher de cabelos róseos e olhos esmeraldas. Tinha um sorriso em seus lábios que demostrava vitória e orgulho, ao seu lado, outra garota de cabelos negros e entrelaçados em tranças. Tinha o mesmo sorriso em seus lábios.

– Bianchi-chan e I-Pin-chan fizeram um ótimo trabalho – uma voz que Tsunayoshi conhecia um pouco melhor recentemente pronunciara-se, Kyoko. A mesma descia delicadamente a escada em tons amadeirados de sua escada.

Vestia um vestido estilo século XVIII, tingido em tom rosa bebê, extremamente rodado e com camadas Faille por cima de sua saia. Esse tipo de tecido era jogado em camadas cada vez mais claras, aumentando o peso e os detalhes da peça. Provindo da cintura, em uma fenda fina que aos poucos alargava em um tecido de Cetim branco. No mesmo era bordado em linhas douradas e entrelaçadas, flores em estilo Art Nouveau.

Sua cintura era presa em uma faixa dourada, amarrada em laço de quatro pontas em suas cotas. A parte superior do tecido, onde abordava seu busto era um tom rosado, em um modelo tomara-que-caia. No entanto, um tecido dourado circulava seus ombros e caiam em linha reta perante o busto, em tiras de tecidos rendados em desenhos que aos poucos se formavam.

Em seu cabelo algo com um chapéu pequeno, com uma flor rosada enorme e trabalhada em dourados, prendiam-se de lado em seu cabelo ruivo, que digno de passagem estava levemente cacheado em finos cachos soltos. Tecidos finos e brancos viam da mesma, caíam levemente de lado, ao mesmo lado que o chapéu de séculos atrás caía. O lado direito.

Em sua face maquiada, encontrava-se em seus olhos o branco em contrates com o rosado, junto a um lápis prata no mesmo, aumentando um tanto o tamanho das orbes castanhas. Em seus lábios brincavam um tom de goiaba, em contraste com o tom claro das bochechas.

Cordões e pulseiras douradas, fora os anéis cheios de pedras reluzentes e brilhantes, junto ao salto dourado em seus pés, com detalhes em pedrinhas brilhantes, deixando-a mais alta.

– E rápidas – outra voz anunciara, um timbre mais ríspido e duro, mesmo que ainda feminino. Era Hana.

Hana vestia-se um tanto diferente, vestia-se como um garoto. Algo que a mesma concordara em fazer ao longo da pequena trama que os quatro tramariam para fazer o casal tão famoso de Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil.

Sua roupa parecia-se com a de Tsunayoshi. Era uma blusa curta, em tom azul marinho, tinha botões dos dois lados de seu busto e cintura, ao exato, três, em espaços relativamente grandes separando-os. Os mesmo eram em tons pratas e ligavam-se por correntes para cada simétrico a si.

A blusa em azul marinho entrava por dentro de uma calça colante em tom preto. Jogado por cima de seus ombros uma capa negra, que praticamente ia ao chão. Pouco faltava para alcançar. Em sua cabeça uma cartola longa e fina. E em uma de suas mãos – junto a um anel prata másculo -, uma bengala negra com uma pedra escarlate onde se encaixava sua mão para encaixar seu acessório.

A cima de seus lábios, um estranho e longo bigodinho, na qual se balançava bambamente por onde os lábios da mesma mexiam-se. De fato, engraçado.

– Sim, sim – a última voz na qual Tsuna reconheceu fora Haru. E no momento em que seus olhos acastanhados foram postos em direção a sua dama.

A Miura usava um vestido na qual a base da cor era branco, em seu seio, tinha um decote não tão extravagante, entretanto, as alças que deveriam derivar de seu busto e seguir em uma linha vertical, as mesmas seguiam em alças horizontais caídas pelos ombros.

Das mesmas entrelaçavam-se fitas, duas fitas em cada braço, de coloração purpura, engatando-se entre o pano esbranquiçado da alça do vestido. As fitas sedosas caiam em comprimento um longínquo pelos braços de Haru e balançavam levemente com os movimentos graciosos que a mesma fazia.

Em sua cintura um tecido marfim de rendas bordadas manualmente caia em um corte em estilo ‘V’, em bordadas onduladas, onde deveria ser o começo da saia rodada do vestido que a mesma usava.

Sua saia branca era drapeada, encurtando levemente o longo vestido, e consequentemente mostrava babadinhos franceses bordados a suas pontas, com laços marfim presos ao mesmo e ao começo da saia. Era o suporte para que tecido avolumasse-se e drapeasse-se. Os laços eram suavemente encaixados sobre o tecido em exatamente cinco deles, juntamente aos cinco drapeados da peça.

Em seus braços luvas roxas seguiam-se pelos mesmos um pouco a cima de seus cotovelos, entretanto, em seus dedos, as mesmas somente encaixavam-se em um fino fio de lycra em seus dedos mediano.

Em sua cabeça, um chapéu marfim com detalhes roxos, como pequenas flores presas em suas abas e a faixa purpura que cortava o mesmo, era posto levemente inclinado por sua cabeça. Do mesmo desferiam-se panos leves e marfins, atrapalhando a visão do belo rosto da Miura.

A face de Haru era pintada com um lápis negro em contorno de seus olhos lilases acastanhados, e em suas pálpebras, o tom de lilás em contraste com marfim até meado dos mesmos. Em seus lábios um batom vermelho pimenta os pintava, juntamente ao vermelho claro de suas bochechas.

– Fecha a boca ou vai babar – Reborn avisou em sussurro para o seu aluno, o mesmo tinha os lábios entreabertos e os olhos levemente arregalados enquanto as fitava, desde Hana, com a calça branca colante e o seio levemente comprimido contra a blusa azul marinho, a Haru e Kyoko com aqueles vestidos deslumbrantes de século XVIII.

– A-Ãn? – perguntou abobalhado, desviando o olhar enquanto suas bochechas coravam de forma exuberante. Reborn somente o olhou, antes de rir silenciosamente, mesmo que concordasse que as três estavam de tirar o fôlego.

– Mou, Tsuna-kun... – ouviu a voz de Kyoko chamando-o, em um tom levemente arrastado e quem sabe até mesmo manhoso – Até na hora do vídeo vai esconder a face? – os olhos castanhos estavam um tanto quanto emburrados, mesmo que tivessem um contrate de curiosidade.

– S-Sim – respondeu voltando a desviar o olhar. Daquela forma mal conseguiria falar simples frases perto das três.

– Agora Tsunayoshi – Reborn chamou-o, um sorriso de lado e malicioso brincava nos lábios finos do Hitman – Falta você escolher quem vai ser sua Doroteia – e por algum motivo, o Sawada sentia que coisa boa não proviria daquela escolha.

– Q-Q-Que? – perguntou surpreso. Como poderia escolher entre Kyoko e Haru para ser sua dama sem ofendê-las?

– Não se preocupe – quanto Tsunayoshi foi perceber Bianchi estava do seu lado e com um sorriso um tanto quanto maligno em seus lábios, algo bem parecido com o da I-Pin... Fora os risinhos que as duas soltavam enquanto encaravam-se.

Como não temer? Ele sempre acharia garotas assustadoras naquela forma.

***

Tsunayoshi realmente tinha motivos para temer. As duas haviam colocado uma faixa negra por cima de seus olhos e o guiara até o centro da sala, girando-o rápido em sem parar. Agora estava parado no meio da sala, ou ao menos achava que estava, completamente tonto, desorientado e não entendia porcaria nenhuma daquilo.

– E-Estou to-tonto – comentou enquanto tentava equilibrar-se sobre duas pernas, sentia sua cabeça girando e seu equilíbrio nem se quer mais existia.

– Essa é a intenção – a voz de I-Pin soou, pode estremecer quando reconhecera a voz de uma das garotas que fizeram aquilo com ele.

– Siga uma linha reta – ouviu Bianchi pedir uma missão completamente impossível – A sua frente tem Kyoko ou Haru, a quem você chegar primeiro, será sua Doroteia – tinha certeza que ao termino da frase tinha ouço um riso maligno provindo da mulher de cabelos róseos.

– Boa sorte Sawada – Hana comentara. Tinha certeza de que a Kurokawa comprimia um de seus sorrisos sarcásticos.

Tsuna suspirou, resistindo a vontade de gemer em protesto. Mordera seu lábio inferior, mal sabendo que aquela ação causava arritmia nos corações ingênuos das garotas, antes de seus olhos mudarem de cor. De dourado acastanhado, ficara em um tom dourado alaranjado.

Aquilo fora o suficiente para que se equilibrasse o necessário e seus pés trançassem uma linha reta em direção a uma das garotas.

Quando finalmente alcançara alguém, ou melhor, seus dedos entrelaçaram-se com outros, ao sentir uma mão feminina erguida para si, pode retirar o pano que tampava sua visão e apreciar a face de sua Doroteia.

Não foi surpresa, não para o seu coração, quando a pessoa a sua frente era Miura Haru, com aqueles olhos lilases penetrando por de baixo da cartola seus olhos alaranjados.

– Cram, cram – Reborn tossiu, algo falso, fazendo com que o casal agora formado, Gonzaga e Doroteia, virassem-se levemente encabulados em sua direção – Hora da filmagem, não acham? – sorriu diabolicamente... Tsuna tinha certeza que estava ferrado.

Notas finais
Mais para a enrolação xD Mas pode crer q no proximo sai ao menos um pouco da filmagem u-u Nos vemos o/ Já'né