De Baixo do Capuz
16 Capitulo 16 – O que há de baixo do Capuz?
Notas iniciais
Tsunayoshi suspirou. O sinal que avisava o termino das aulas havia por acabado de tocar. Lentamente começara a arrumar seu material escolar em cima de sua carteira, antes de ser abordado por Haru, Kyoko e Hana.
– Então, está tudo certo, né Tsuna-kun? – indignara a Sasagawa sorrindo. Os lábios levemente rosados trançavam um pequeno sorriso e as bochechas estavam levemente coradas.
– S-Sim – murmurou baixinho, sentindo-se completamente constrangido. Podia sentir o par de olhos castanhos das garotas contra si e de alguma forma aquilo o envergonhava.
– Nos vemos amanhã então, Sawada – acenara em despedida Hana, enquanto sua bolsa escolar por cima de seus ombros e guiava-se em direção a porta de saída da sala, a passos um tanto quanto lentos.
– Até amanhã Tsuna-kun – sorriu Kyoko mais uma vez, antes de seguir junto com Hana, seguiria como sempre, com a morena maior até sua casa.
– Nos vemos Tsuna-kun – e pela primeira vez, Haru falara algo, o sorriso em seus lábios fez as bochechas do Sawada aumentarem o rubor furiosamente. Riu do jeito adorável que o moreno agia, antes de correr em direção à porta da saída para ver se ainda conseguia alcançar as outras duas.
Inocentemente, nem sabia que deixara o Sawada para trás, com o coração martelando em sua caixa torácica.
Meio atrapalhado e encabulado, Tsuna terminou de guardar seu material. Seus lábios tinham um pequeno sorriso, quase imperceptível no mesmo, e quando se encontrava pronto para abandonar sua cadeira e classe, a porta da mesma foi aberta com brutalidade.
Demorou, mas havia chegado. Takeshi, Hayato e Ryohei estavam entrando pela mesma, sendo que o último tinha uma cara de pura ira. Quais as possibilidades do mesmo saber que faria um trabalho com sua irmã?
– Maldito! – Ryohei andou em passos largos e repletos de raiva em sua direção. Seu coração começou a bater mais rápido e tudo o que podia fazer era recuar, como um animal indefeso.
Merda, se quando ele não fazia nada já era saco de pancada, imagine quando fazia algo, ainda mais com o líder do clube de boxe de sua escola completamente irritado! Ferrou.
– Maa maa Senpai... Cuidado para ele não fugir – alertara Yamamoto, com as mãos despreocupadas atrás de sua cabeça em um sorriso nenhum um pouco sã em seus lábios. Os olhos âmbares estreitavam-se perigosamente.
– Tsk – o Gokudera estalara a linga no céu da boca — Yakyu Baka, você realmente acha que ele consegue escapar? – riu Hayato. Seus olhos verdes brilhavam em malicia e pareciam gostar da sena que começava a ver.
Ryohei chegou perto do castanho agarrando-o pelo pulso antes de empurra-lo com força sobre qual quer cadeira ao seu lado. A costa do moreno chocou-se dolorosamente contra a quina da mesma. Teve de morder o lábio inferior para comprimir o grito de dor que quase escapara de seus lábios.
– Quem lhe deu o direito de falar com minha irmã? – indignara enquanto chutava as costelas de Tsuna. Um grito abafado escapou de seus lábios. A falta de ar fez presente em seu pulmão e as lágrimas, de dor, pela primeira vez em anos vieram aos seus olhos.
No entanto, recusava-se a chorar. Ao menos algum orgulho, ele teria de guardar.
– Senpai, cuidado para não mata-lo. – alertara Takeshi em um tom falso de preocupação – Não queremos perder o brinquedo, né? – riu divertido junto a Hayato. Ryohei somente sorriu de lado, antes de agarrar os pulsos de Tsunayoshi e comprimi-lo contra a parede com somente uma de suas mãos.
– Por que não tiramos essa merda de capuz? – perguntou o líder do clube de boxe. O sorriso em seus lábios não pode deixar de aumentar. O que aquele maldito queria tanto esconder de todos com aquela peça de roupa.
– Boa ideia – sorriu Takeshi – Já lhe demos privacidade de mais, não? Que tal acabarmos com essa merda de segredo? – riu pegando o celular em seu bolso. Que tal algumas fotos?
O que poderia ser o rosto de Dame-Tsuna? O porquê de escondê-lo? Como seria o garoto? Deformado? Queimado? Cheio de cicatrizes? Duvida que começava a nascer.
– NÃO! – suplicara o moreno. Não, eles não podiam! Merda! Eram anos escondendo aquela face, não podia simplesmente revelar-se agora. Debateu-se contra o corpo de Ryohei, tentando de qual quer forma sair daquele aperto. Reborn havia o ensinado sobre aquilo, como se livrar de situações como aquelas, no entanto, o medo e o desespero eram tantos, que nem se quer lembrava-se como.
– Tentado lutar pela primeira vez? – perguntara Takeshi enquanto aproximava-se junto com Hayato.
– Eu sou campeão estadual de boxe, nem tente Dame-Tsuna – riu o Sasagawa. Mas de qual quer forma, ter o corpo do moreno debatendo-se contra o seu era mil vezes melhor do que tê-lo integrando-se facilmente a suas surras.
Hayato mordeu o lábio inferior. Por algum motivo, ele não gostou daquela situação. Bater no moreno ainda tinha graça, mas vê-lo suplicando por aquilo, havia o incomodado.
Estava do lado de Takeshi, vendo o mesmo com a câmera do celular já ativada e Ryohei pronto para retirar a peça de roupa do menor, pode ver em câmera lenta a mão do líder do clube de boxe ir em direção ao capuz de Tsunayoshi.
O moreno tremia, e seus olhos castanhos arregalavam-se. Estava com medo.
No entanto, a adrenalina drenada nas veias do prateado fora maior. Agarrara a mão de Ryohei em um ato impensável.
– Hayato? – arqueara uma sobrancelha o Sasagawa, sem entender o porquê daquilo.
– Solte-o cabeça de grama – pediu Hayato, os olhos verdes penetrando os olhos prateados.
– Por quê? Está com pena? Poupe-me cabeça de polvo. Você nunca sentiu pena dele quando o batia... – comentara Ryohei. Que merda era aquela? Takeshi encontrava-se na mesma situação. Hayato tinha amolecido por acaso.
Já Tsunayoshi não sabia se sentia alivio ou preocupação. Por que Hayato estava fazendo aquilo?
– Não é pena, okay?! – fez uma pergunta retorica. – Olha, ele me salvou uma vez na aula de educação física. Só estou devolvendo o favor. Não tenho intenção nenhuma de ajuda-lo... Só não quero mais essa divida – os olhos verdes brilharam com algum sentimento de raiva e culpa.
– Tsk – Ryohei estalara a língua do céu da boca, antes de soltar Tsunayoshi, que caíra arrastando-se pela parede. Sentia-se completamente aliviado.
– Tsunayoshi – Hayato o chamara pelo nome, o desprezo visível em sua face quando seus olhos castanhos dirigiram-se em direção a mesma – Não pense que farei isso de novo. Pode ter certeza, que da próxima vez que tiver oportunidade, acabo com sua raça – e Tsuna não tinha duvida alguma de que o Gokudera realmente faria aquilo.
Os três estalaram em uníssono a língua em céus da boca, antes de saírem em direção à saída da sala.
O Sawada tremia no chão da mesma, enquanto sentava-se em cima de suas pernas, com o coração desesperado em seu peito.
Essa foi por pouco. Muito pouco. Sentia-se completamente ferrado agora. Teria que ao máximo, evitar de ficar sozinho.
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