De Baixo do Capuz

13 Capitulo 13 - Marshmallow


Notas iniciais
N//W: Mais um =w= N//O: Saiu cedo este, não acham? N//W: É para compensar a demora do cap passado. N//O: E para avisar, que os capítulos vão coltar a demorar. N//W: Essa fic é bem grande. Julgo que passe dos capitulos 30. N//O: E é trabalhoso escrever ;c N//W: Esperam que curtam o 'encontro' dos dois xD

Chegaram ao restaurante, na qual continha o nome de Maledizione Del Cielo. Haru estranhou o nome, não era Japonês. Muito menos inglês. Arqueou uma sobrancelha, a palavra Cielo, era lhe familiar. Pelo que se recordava, era Céu em uma língua que não se recordava qual.

Adentraram ao local. Espantara-se na hora, do quão grande, e de aparencia rica e cara, tal local era.

– Buona sera, cosa vogliono? (Boa noite, o que desejam?) — um garçom vestido em um terno, na qual a Miura julgou parecer-se muito com um pinguim, tinha a aparência de um senhor de idade, mas a face era bem gentil havia os chamado. Falava uma língua complicada, na qual não entendera nada.

– Buona. Un tavolo per due, per favore. (Boa. Uma mesa para dois, por favor.) — se impressionou com a habilidade em que Tsunayoshi falava a língua estranha. E como o sotaque japonês não se fazia presente em sua fala.

– Ho bisogno del tuo documento d'identità (Preciso de sua identificação) — comentou o garçom

– Sawada Tsunayoshi — comentou o moreno, e essa foi a única coisa que a Miura entendeu do dialogo inteiro. Estava um pouco constrangida por não entender a língua

– Oh, Sawada-sama! Mi segua. Per favore. (Siga-me. Por favor) — comentou o garçom, fazendo uma breve reverencia. As bochechas de Tsunayoshi coraram levemente.

– Vorrei anche pianificare una cena, sette, il Giovedi, è? (Gostaria também, de marcar um jantar, as sete, na quinta, tem como?) — perguntou ao garçom, antes de começarem a sair da sala de recepção do restaurante, para começarem a entrar realmente no local.

– Naturalmente avete Sawada-sama. (Claro que tem) — comentou o garçom, sorrindo levemente.

– Grazie (Obrigado) — terminou o moreno. Agora os três estavam parados enfrente a duas portas, na qual as maçanetas eram douradas e esculpidas um Leão, enfeitando-as. O garçom as abriu.

Haru engasgou com o ar, com a cena que viu.

O restaurante era enorme. Era chique. E de aparência cara. Diversos pratos italianos eram servidos para muitas pessoas. Todas altamente vestidas em trajes de gala e roupas de marca cara. Alguns até faziam questão de colocar a etiqueta para fora, para mostrar o quão caro foi à roupa.

Na opinião da Miura, eram idiotas, mas a garota não pode deixar de se sentir envergonhada com as roupas que trajava. Uma simples calça jeans e uma blisa de manga comprida lilás.

Afinal, nunca saberia que um simples passeio na loja de bolos, daria nisso.

– Não se envergonhe — comentou o Sawada, vendo a garota olhar timidamente para o restaurante e reparando nas roupas que trajavam. Haru corou ao ser percebida — Você está mais bela do que as essas garotas com esses trajes estravagantes de mais... Chegam a ser cafona. — o tom de vermelho brilhante nas bochechas da garota só aumentou.

– O-Obrigada! — exclamou meio atrapalhada, arrancando alguns olhares de meninas mimadas que riram de seu jeito.

Envergonhou-se e abaixou a cabeça, para somente sentir uma mão em baixo de seu queixo.

– Sollevare la testa, o cadute corona (Erga a cabeça, ou a coroa cai) — o garçom comentou para a Miura. Ela somente virou a cabeça de lado sem entender a fala.

– Erga a cabeça, ou a coroa cai. Foi o que ele disse. — comentou o Sawada — Concordo com ele. – sorriu docemente para a morena.

– Obrigada — comentou a menina sorrindo. Sentia-se melhor, com aquelas simples palavras.

– Grazie (Obrigada) — traduziu o Sawada.

– Non che. Ma alla fine, veniamo al vostro tavolo. Sei il migliore che abbiamo, per una bella coppia come voi. (Não de que, mas enfim, chegamos a vossa mesa. É a melhor mesa, para um belo casal como vós) — comentou o garçom.

Tsuna corou, como nunca antes, arrancando em leve riso do garçom. Enquanto a Miura não entendeu nada.

– Grazie (Obrigado) — comentou ainda encabulado. O garçom sorriu, antes de retirar-se. — Essa é nossa mesa Haru. — comentou o Sawada, enquanto puxava uma cadeira para a Miura sentar-se.

Sorriu envergonhada para o cavalheirismo do moreno, antes de sentar-se.

– Desu! Tsuna-kun! Esse é um restaurante lindo, Haru está encantada. — comentou a morena.

– Serio? Que bom que gostou — sorriu para a morena, que se encabulou mais.
A mesa era perto de uma janela, na qual tinha uma bela vista para o jardim do restaurante. O jardim era repleto por diferenciadas flores, e um pequeno lago enfeitava o local. O lago refletia a lua cheia e as milhares de estrelas que enfeitava o céu.

A mesa em que se sentavam era vermelha com detalhes em dourado, os guardanapos eram pretos, junto às taças de cor escura. Os pratos também eram negros. Diferente do habitual.

Pegaram o cardápio, na qual era também negro escrito em dourado, para escolher os pratos.

– Desu! Não entendo nada! — comentou a Miura, ao reparar que o cardápio era escrito em italiano.

– Traduzo para ti — sorriu sugestivamente o Sawada.

No final, escolheram seus pratos para o garçom trazer.

A Miura comeria Rondelli de queijo com Piadina. E o Sawada comeria um simples risoto de misto. De legumes e camarão. Nas bebidas foram lhes oferecido vinhos e coisas do gêneros. Mas foram educadamente negados. Pediu no lugar, um suco de fruta, a Miura tomaria um de maracujá com hortelã e Tsuna um de limão com laranja. A sobremesa ficou como petit gateau de chocolate para os dois.

Estavam comendo o prato principal — já que como entrada, as Bruschetta já vinham servidas em hora — em silêncio.

Mas Haru tinha uma duvida e iria tira-la, enquanto olhava atentamente para o moreno.

– Tsuna-kun — chamou-o, ganhando o olhar do mesmo, que sorriu para ela. — Por que... Seus pulsos estão enfaixados? — perguntou curiosamente para o moreno, que de leve engasgou-se.

– S-Só os t-torci, a-ao cair da escada! — exclamou sem que ideias melhores invadisse sua mente.

– Mas... Tem sangue nas ataduras — comentou a Miura, vendo o leve avermelhado que as bandagens continham.

– ... — o moreno não tinha o que responder — Vamos trocar de assunto, certo? — comentou desviando o olhar da garota.

Antes que a mesma pudesse concordar ou discordar, o garçom veio para trocar os pratos, ao perceber que os dois haviam acabado de comer, colocando em mesa, as sobremesas.

O clima que se estabeleceu na mesa foi tenso e envergonhado. Mas goi quebrado ao som do toque de celular de Tsunayoshi.

Desde que eu poderia me lembrar.
De tudo que está dentro de mim
Apenas queria me encaixar (oh oh oh oh oh)
Nunca fui ninguém para os dissimulados
Tudo o que eu tentei ser
Só não combinava comigo (oh oh oh oh oh)
Se eu te dissesse o que eu era
Você viraria as costas para mim?
E mesmo se eu parecesse perigoso
Você ficaria com medo?

Tsunayoshi nunca gostou tanto daquela musica, como agora.

– Desculpe, tenho que atender — comentou o Sawada, levantando-se da mesa, atingindo uma postura seria, que a Miura nunca pensou em ver no tímido Tsuna.

Passaram-se cerca de alguns minutos, a Miura até tinha acabado de comer. Esperou mais alguns segundos, quando dois homens de terno a abordaram.

– Miura-san? — perguntou um dos caras

– Sim? — Haru sorriu para eles

– Sawada-sama teve que sair a negócios, ele nos pediu para acompanha-la até sua casa, pode vir com a gente? — perguntou o segundo cara.

– Desu! Tsuna-kun é realmente ocupado! Vamos então, obrigada — sorriu para os dois, os caras se entreolharam e sorriram.

– Vamos Miura-san — e guiou a garota até a porta de saída e assim por diante.

Segundos mais tarde Tsuna retornou a mesa, não vendo Haru, sua Hiper Intuição começou a martelar sua mente.

– Sawada-sama. Inviato a liberarlo. Il conto della cena è già stato pagato. (Mandaram entregar-lhe. A conta de seu jantar também já foi paga) — um garçom chamou o jovem Vongola. Entregando-lhe também uma pequena tira de papel.

– Eh? Grazie (Obrigado) — pegou o papel, lendo o que estava escrito.

Tsunayoshi-chan,
Roubamos a Haru-chan um pouquinho.
Se tiver sorte, ainda pode recupera-la.
Mas do que estou falando?
Haha, seu sangue é Vangola!
Cuidado Tsunayoshi-chan, se não for rápido, Haru-chan também irá morrer por sua culpa!

Millefiori.

Arregalou seus olhos e correu em direção a saida, sobre o olhar atento de muitas pessoas. Chegou a calçada, não sabendo para onde tinham levado a garota e nem a quanto tempo.

Sua Hiper Intuição dizia para ele correr rápido para a esquerda.

Correu com toda a adrenalina sendo drenada em suas veias. Como se tudo dependesse de si. E era o que realmente estava acontecendo.

Correu muito, para ver uma vã preta parada em uma esquina de um beco, tinha três pessoas caminhando para ela.

Reconheceu uma.

Era Haru.

– Haru-chan! — gritou o Sawada, como um timbre de voz elevado que nunca usara na vida, chamando a atenção da garota, que se virou para trás, sorrindo para ele. — Sai dai! Agora! — voltou a gritar, chegando cada vez mais perto da menina.

A menina assustou-se e tentou se livrar do aperto que os dois lhe causaram, e quando finalmente se livrou, iria correr o mais longe deles e o mais perto de Tsuna, mas no momento, viu uma mão indo alcançar seu pulso.

Tsuna chegou à garota, e agarrou o pulso que ia prendê-la, virando-o. O pulso do cara fez um estalo, havia se quebrado, nas melhores das hipóteses.

Haru correu para Tsuna, ficando do lado dele.

– Corre, agora — falou o Sawada

– Não é preciso, Tsunayoshi-chan — uma voz eletronica chamou-o. Tsuna ficou tenso na hora, percebendo que o jeito em que lhe chamara, foi o mesmo da carta. — Não vamos fazer mais nada, foi rápido dessa vez — pode sentir que a voz do outro lado da linha sorriu. Os dois caras, antes com Haru, subiram na vã, enquanto o de pulso machucado olhava mortalmente para o Sawada. — Bye, bye Tsunayoshi-chan. Haru-chan. — despediu-se a voz, antes de jogar algo para os dois, na calçada.

Era um...

Marshmallow??????!!!!!!!

Haru olhou para o doce com curiosidade. Enquanto mais uma vez, a Hiper Intuição de Tsuna, lhe perfurou a mente.

Em um ato rápido, segurou cintura da garota, enquanto a mesma soltou um grito assustado e a colocou atrás de seu corpo.

Em menos de um segundo, o marshmallow explodiu. Em milhares de pedaços fofos, grudentos, pegajosos, brancos e que queimavam para caramba!

O Sawada apertou a garota em um abraço forte.

Um abraço que não fez no primeiro encontro dos dois.

Um abraço, na qual a menina se encaixou muito bem naqueles braços.

– Que bom! Consegui salva-la. Desculpe-me. — comentou o Sawada, em um tom quase choroso. Se separando do aperto que a pouco estavam. Viu a face surpresa da garota e que um pequeno pedaço de marshmallow lhe queimava a pele, retirou a coisa grudenta das bochechas da garota. Estava queimada. — Machucou-se. Desculpe-me.

A menina nem sentia sua bochecha arder com a queimadura, estava preocupada com o menino a sua frente.

– Você também — retirou um pedaço da face do Sawada, lhe cariciou a bochecha.

– Não é nada, Reborn é pior — sorriu envergonhado.

– Precisa curar-se — falou a Miura — Não quero vê-lo mais machucado por idiotice minha.

– Haru, a culpa foi minha. — falou o Sawada

– Prometa-me! Prometa-me que não se machucara novamente por mim — com os olhos da Miura lacrimejando, nunca poderia negar-lhe algo.

– Eu... Eu prometo. — falou e sorriu, sacando as lágrimas dela — Só não chore por mim novamente — falou olhando para a Miura, por alguns segundos seus olhos ficaram laranjas

– Baka — deu um soco de leve no peitoral do castanho, antes de esticar o dedinho mindinho para o Sawada. Pouco ligando se o ato era infantil.

Prometeram de mindinhos.

O abraçou forte, com o mesmo retribuindo o ato.

– Vamos, para minha casa. Vou tratar de seus ferimentos — falou o Sawada para a Miura.

– Não precisa... — comentou envergonhada

Mas aqueles olhos laranja lhe penetrando a alma, não pode negar, acabou concordando, acenando com a cabeça. Recebendo um lindo sorriso do Sawada.

Notas finais
N//W: Achei fofinho o final. N//O: Tirando o que explodiu. Um marshmallow ._. N//W: Não tinha nada melhor u-u N//O: ... Bem, espero que tenham gostado. N//W: Já'né