De Baixo do Capuz

14 Capitulo 14 - Residencia Sawada


Notas iniciais
N//W: Gente, o cap saiu com a graça de Kami! N//O: Esperam que curtam, está maior mas não tem muito avanço assim na fic... N//W: E tirem os pensamentos pervos da mente, por que não acontece nada u-u N//O: Nem sei se isso é realmente um romance... Cap 14 e nem selinho teve ._. N//W: uma fic 2786 beeeem leeeeeentaaaaa! N//O: Espero que curtam o cap

Pegaram um taxi no caminho para a casa do Sawada, a Miura aproveitou o pequeno intervalo de tempo para ligar para seus pais, avisando-os que hoje, não dormiria em casa. Convenceu-os de que iria dormir na casa de uma amiga – e claro que percebeu o olhar de reprovação do taxista ao ouvir tal mentira -; no final, acabou por conseguir passar a noite fora.

Tsunayoshi observava todos os movimentos da Haru, ela era, não, é linda. Desde seus movimentos avoados e cheios de emoções, com a face sempre tão pura e inocente. O sorriso como se quisesse lhe animar, os gestos tão carinhosos...

Observou-a por tanto tempo que nem percebera que havia acabado por chegar a sua casa; olhou assustado para o motorista do carro quando o mesmo avisou que estes haviam chegados aos seu destino.

Corando levemente por sua falta de atenção, pegou o motorista do carro, antes de retirar-se, do carro, ajudou a Miura a retirar-se do veiculo e a guiou para o portão de sua casa, agora iluminadas por poucas lâmpadas e a luz da lua.

A senha foi digitalizada no aparelho de segurança do portão. Quatro números: 2786, foram o necessário para fazer o enorme portão da mansão destravar-se.

O caminho até a residência era longo. E o jardim estava aterrorizante na visão de Haru, a cada pequeno movimento em que o vento proporcionava nas folhas, a menina se estremecia dos pés a cabeça.

– Tsuna-kun! Estou com medo! – exclamou ao ver os arbustos se movendo em um canto quase sem iluminação do jardim.

Por que aquele caminho tinha de ser tão grande?

Sua perna ainda doía levemente por causa daquele pedaço de marshmallow.

Mas claro que não incomodaria Tsunayoshi com aquilo.

– Espere um pouco Haru-chan, estamos chegando – desviou seus olhos castanhos para ver a menina, percebeu que a mesma tinha uma certa dificuldade em movimentar-se com sua pena esquerda.

Provavelmente estava queimada do marshmallow de mais cedo.

Resistiu a vontade de estalar a língua no céu de sua boca.

– Desculpe-me – murmurou parando rapidamente, antes de segurar a Miura pela cintura e leva-la ao seu colo, em estilo noiva.

A mesma somente pode gritar assustada com o movimento repentino do castanho.

– Tsuna-kun...? – perguntou insegura ao fitar os olhos castanhos, um pouco mais úmidos que o normal, esquecendo-se momentaneamente que estava muito bem acolhida nos braços do Sawada, e que na hora do susto, acabou por segurar bem apertado a blusa azulada do moreno.

– Está doendo? – a voz era calma, profunda. E um dia, o que era lindos olhos castanhos, tornaram-se orbes laranjas tão quentes, que somente faltou derrete-la com um simples olhar.

Tsunayoshi não pode controlar sua raiva. Estava com raiva de si mesmo por ser tão idiota ao ponto de deixar sua amiga, primeira amiga, machucar-se por bobeira e descuido seu.

Tolo. Se praguejava em sua mente.

– O que doeria, Tsuna-kun? – Haru mal percebera que já estavam bem perto da residência, e agora as luzes estavam mais fortes. E tal coisa deveria faze-la perder o medo.

Mas que medo? Perdera qual quer, quando aqueles braços lhe envolvera com seu calor.

– Sua perna. Estava mancando. Seu rosto. Está sangrando. – falou suspirando pesado. A Miura sentiu-se culpada por fazer o pequeno se preocupar tanto consigo. Talvez se fosse mais forte...

Fechou os olhos com o sentimento de fraqueza que tinha em seu peito. Mal percebera que continuara com os mesmo ainda continuamente fechados.

– Estou bem, fisicamente – respondeu em um pequeno murmúrio, enquanto Tsunayoshi abria a porta de sua residência, com certa dificuldade, por ainda ter a Miura em seus braços.

– Deve estar abalado emocionalmente com o susto, certo? – perguntou sorrindo com melancolia. Os lábios rosados do Sawada foram apertados um contra os outros em um movimento de preocupação.

– Não... Estou assim por te ver machucado. Por te ver assim por minha causa – pode sentir os passos do Sawada agora, mal percebera que o mesmo subia as escadas de sua casa com si ainda envolta de seus braços.

– Não fui sua culpa – sentiu os braços largando-lhe sobre uma superfície macia.

Sentiu saudades do calor e proteção que o mesmo lhe causava.

Mas reparou em algo... Se não estava nos braços do Sawada, onde estava?

Abriu os olhos castanhos – com contrastes em violeta -, vendo-se no quarto do garoto. O mesmo estava com uma de suas portas embutidas de seu quarto escancarada, retirando um par de peças de roupas.

– Desu! Já estamos aqui? – exclamou a garota, surpreendida por nem ao menos ter percebido que chegara a residência dos Sawada’s.

Deixou corar-se momentaneamente ao lembrar-se de que provavelmente Tsunayoshi tinha lhe carregado pelos milhares de metros. Ao menos ele não parecia irritado com aquilo.

Ou lhe achado preguiçosa.

Parecia somente preocupado.

– Deve haver alguma roupa de minha mãe que caiba em ti. – comentou o Sawada olhando para a Miura e estendo uma mão amistosa, a mesma somente balançou a cabeça em concordância – Quer ajuda novamente? – perguntou, as orbes laranjas pareciam ainda não ter abandonado sua face.

Tsuna era tão mais calmo e profundo com elas. Diferente, mas ao mesmo tempo idêntico.

– Não, estou bem – com a ajuda de Tsunayoshi, ergue-se da cama, na qual antes repousava com a cabeça sobre os travesseiros macios.

Tinha o cheiro dele.

Não pode deixar de corar com tal pensamento.

Andaram sobre os corredores da casa, sobre o chão de madeira escura.

As luzes dos outros cômodos pareciam apagadas, meio assustador – ao menos tinha Tsunayoshi com ela -, e não pode deixar de se sentir curiosa sobre tal assunto.

– Tsuna-kun, estamos sozinhos aqui? – perguntou fitando as orbes, por um segundo elas pareciam ter vacilado, e corpo do moreno congelado. A Miura sentiu-se arrependida por tais palavras, entretanto, antes mesmo que pudesse desculpar-se, a voz do moreno cortou-a.

– Sim, meu pai está de viagem por três dias. Minha mãe vai fazer plantão na agencia e os empregados não dormem aqui, vez o outra. Reborn tem sua vida pessoal. Deve estar com a Yuni, Natsu ficou no pet shop... – respondeu. Sua voz parecia estar acostumado com aquela resposta solitária, e com o próprio sentimento.

Mas como qual quer pessoa, tinha sentimentos. E dessa vez, era tristes, e não os tímidos – ou agora mostrando-se um pouco mais confiantes -, sentimentos.

– Desculpe-me! – exclamou em quase grito, sentindo-se culpada pelo sentimento horrendo que o coração do moreno deveria estar sentindo.

– Normal – deixou-se responder, sorrindo levemente para a garota, a fim de reconforta-la ao se sentir culpada.

Era ela que tinha que reconforta-lo! Não ao contrario!

Como era fraca.

– Chegamos – a voz do Sawada avisou-a.

Era o quarto dos pais de Tsunayoshi.

Era o dobro do quarto do filho, tamanho exagerado. Como o tamanho da residência – na qual a Haru acha que ocupa mais ou menos três a quatro quarteirões, na qual era até exagerado para o próprio condomínio na qual moravam, mesmo sendo o condomínio mais luxuoso de Namimori.

– Wow! Que lindo! – exclamou ao ver as paredes pintadas em brancos, com somente uma lilás bem fraco. As cortinas eram lilás, junto a flores brancas – rosas de diversos tamanhos -, a cama perto de uma enorme janela somente de vidro, com mesinha de centro no meio, na qual tinha uma enorme quantidade papel... E muito mais.

– ... Acho que sim... – murmurou não sabendo muito bem o que responder a Miura. Mas antes de mais alguma coisa, foi em direção a uma das portas do quarto de Sawada Nana e Sawada Iemitsu.

Abriu-a, revelando as roupas de sua mãe.

Eram somente as parte de roupas casuais, e a Miura já achou muito.

– Escolha alguma... – o Sawada murmurou

– Não tem importância? – a Miura estava receosa por fazer tal coisa.

– Mamãe não vai se importar... Ela não deve nem perceber que uma roupa vai faltar nesse guarda-roupa enorme... – o Sawada murmurou, mas tinha certeza que sua mãe não ligaria.

Nana poderia ser distante e nunca quase está em casa. Mas era a pessoa mais doce e compreensiva que Tsuna conhecera – não que tenha conhecido muitas.

– Então... – os olhos de Haru rodearam o guarda-roupa inteiro, até seus olhos baterem em uma pequena blusa de alcinha, branco com flores negras, uma pequena fita negra amarrada abaixo do busto, e um short negro, que não deveria passar muito mais que a metade de suas coxas – Pode ser esses...!? – foi mais uma pergunta do que uma real afirmação.

Tsunayoshi somente sorriu – pequeno como sempre, mas a Miura não pode deixar de notar que estes pequenos sorrisos estavam mais constantes -, balançando a cabeça em um sinal positivo.

– Quer tomar um banho? Acho que vai ser melhor... – comentou o Sawada, por alguns segundos as bochechas ganharam um blush, enquanto dava a sugestão a Miura. A mesma, um pouco encabulada, concordou.

Guiou a menina até o banheiro da casa, apontando um lugar onde ficava as respectivas coisas na qual a Miura poderia usar.

Tsuna foi para o banheiro de seu quarto, onde lá, se arrumaria.

–--- x ----

Haru saiu do banheiro, a blusa ficou justa em seu corpo, o short era bem pequeno, mas ainda não poderia ser considerado indecente, chegava a metade de suas coxas.

Corou um pouco ao pensar que Tsunayoshi lhe veria assim, mas confiava no moreno e sabia que ele nunca lhe faria nenhum mal.

Seguiu para o quarto do moreno.

Abriu a porta, esquecera de bater, já que nunca tinha muito o costume.

Como se arrependeu – ou não.

Vira o castanho somente com uma box preta, e o cabelo sendo secado por uma toalha, o corpo definido estava a mostra, com as gotículas de água escorrendo do mesmo – pode notar também os diversos machucados escondidos por bandagens que provável tinha acabadas de ser feitas, são não sabia se pelo marshmallow, ou se eram mais antigas.

Coraram bruscamente quando os olhos castanhos se chocaram.

Haru se atropelou em palavras enquanto fechava a porta em um grito.

Arrastou as costas pela porta de madeira do quarto do castanho, suspirando, a imagem que foi lhe proporcionada por no máximo dois segundos não sai de sua mente.

Como Tsuna podia se esconder tanto assim...? Era tão... Lindo.

Ouviu a maçaneta da porta mover-se e em um ato reflexo, levantou-se do chão, encarando o castanho – ainda corado – que estava parado ali lhe encarando.

Trajava uma simples regada negra e uma bermuda branca

O mesmo corou mais um pouco antes de desviar o olhar.

– H-Ha-Haru-chan... – há quanto tempo ele não gaguejava assim com ela? Deixou um sentimento de nostalgia lhe invadir o peito

– Desculpe-me Tsuna-kun! – exclamou a garota, com medo de que o garoto voltasse a ser tão trancafiado como era. Logo agora que estavam se dando tão bem...

– Tudo bem – sorriu ainda com as bochechas em tão de vermelho.

O castanho deu passagem para a garota entrar em seu quarto, pode ver no quarto, uma cama extra, na qual antes estava embutida em baixo da cama de Tsuna, a mesma estava arrumada, com um travesseiro de aparência bem macia em cima da mesma.

– Se incomoda de dormir aqui? – perguntou o castanho, os olhos castanhos haviam voltado cheios de sentimentos embrulhados como sempre fora.

– Não – sorriu a Miura, a mesma olhou para o relógio em cima da mesinha de centro do quarto de Tsuna, marcava mais ou menos nove e meia. Ainda estava cedo, e não sabia o que fazer – Nee, Tsuna-kun, vamos fazer algo? – perguntou a menina olhando ao redor do quarto do garoto

– Ver um filme...? – sugeriu, tão inocente quanto sempre fora.

– Certo! – a Miura exclamou sorrindo para o castanho.

– Gênero em especial? – perguntou a Miura, a mesma colocou o dedo indicador a baixo do queixo, pensativa.

– Comedia! – a Miura tinha um plano em mente e gostaria de coloca-lo em pratica – Que tal... Meu malvado favorito? Pode ser meio infantil... Mas... – a Miura corou minimamente tentando se explicar.

– Eu tenho os DVD’s... Não se preocupe... – o castanho sorriu com o jeito atrapalhado que a mesma ficou.

– Serio? – os olhos de Haru brilharam com tanta emoção que o Sawada surpreendeu-se.

Sorriu antes de mostra-la o DVD 1 e 2 do desenho. Enquanto murmurava encabulado que animações lhe agradavam.

Desceram para a cozinha pegar algumas coisas para fazer a mini seção de cinema no quarto de Tsunayoshi.

Haru ficou impressionada com o quanto de bolo tinha na geladeira, quando o moreno pediu para ela pegar um de morango e chocolate e outro de laranja com mel. O pior era que eram os bolos inteiros.

– Não é melhor levar somete os pedaços que vamos comer Tsuna-kun? – sugeriu a Haru.

– Se deixar eu como os bolos da geladeira inteira – O moreno falou em tom monótono enquanto colocava pipoca em uma travessa. Como o moreno poderia comentar aquilo casualmente? Tinha muito bolo na geladeira!

A Haru choramingou que se comesse bolo de mais engordaria, e o moreno sorriu para a mesma, fazendo-a murmurar como ele era mal por não engordar depois de comer bolos e bolos... Mas encabulou-se quando Tsuna simplesmente falou: Não se preocupe, você é perfeita de qual quer forma.

Como ele podia falar essas coisas tão normalmente e corar com simples coisinhas?

A Miura estava prestes a explodir de vermelhidão.

Subiram as escadas com os lanches separados em duas bandejas. Cada um segurava uma. Na qual tinha desde coisas salgadas, bebidas e coisas doces.

Sentaram-se na cama, rodeados de travesseiros, depois de Tsuna colocar o filme para rodar na televisão um pouco grande de mais de seu quarto.

Haru ria a cada minuto do filme, dar crises de risadas naqueles minutos de filme tornou-se bem normal, e só piorava quanto mais o filme passava.

O lanche já havia acabado e agora as bandejas estavam na mesinha de centro.

Haru riu mais uma vez de uma palhaçada qual quer do filme. As vezes encostando sua cabeça em um ato inconsciente no ombro de Tsunayoshi.

Tsuna somente se limitava a sorrir, mas não das palhaçadas dos Minions. Mas sim do jeito que Haru agia. Ela era tão linda...

Corou com os pensamentos.

Tal coisa estava começando a se tornar constante em sua mente. E talvez começasse a achar que estava perdidamente apaixonado por ela.

Fato complicado e encantador.

Haru com certeza o recusaria.

Afinal, ela era linda, extrovertida... E ele somente era dame-Tsuna.

Sorriu melancólico com o pensamento.

Haru pareceu perceber algo em Tsuna, pois virou-se subitamente para o moreno.

– Tsuna-kun... Por que você não ri? – perguntou à morena. Enquanto ela quase morria por falta de ar entre suas risadas, o pequeno moreno parecia nem ligar para o filme.

– Eu sorrio. Olha – e assim deu um sorriso para a morena, os pequenos de sempre.

– Eu estou dizendo de gargalhar... Eu quis assistir esse filme por esse motivo. Ter ver rir... O som de sua voz assim – a menina parecia triste pelo seu plano não ter dado certo.

– Haru-chan... – o moreno tentou aproximar-se dela, mas a mesma sorriu antes mesmo que ele se quer encostasse nela, derrubou-o na cama, em um movimento rápido e começou a fazer cosquinha no Sawada.

Mas para sua decepção o mesmo nem se quer soltou um mínimo riso.

– Eu não sinto cosquinha Haru-chan – o moreno sorriu, um pouco maior que o normal, antes de inverter as posições e começar-lhe a fazer cosquinha pela extensão de sua barriga, pescoço e pé.

– Hahahah! Esper- Hahahahah! Tsun- hahahaha! – ria descontroladamente, enquanto tentava suplicar para o moreno parar de lhe torturar com cosquinhas.

Depois de um bom tempo, com um moreno sorrindo em diversão, o Sawada deixou a Miura respirar em paz.

Arfou, deixando o ar tão suplicado invadir seus pulmões.

Riu para o moreno, o mesmo retribui-a com um leve sorriso.

– Acho que está na hora de irmos dormir – comentou o Sawada, pulando para a cama de baixo.

– Eh? Não sou eu que vou dormir aii? – perguntou a Miura.

– Nunca! Haru-chan tem que ficar no melhor – não que a segunda cama fosse ruim, mas Tsunayoshi realmente queria que Haru ficasse da melhor forma possível.

A menina corou, enquanto o Sawada desligava a televisão.

– Boa noite Haru-chan – o Sawada murmurou com sono, era perto de uma hora da manhã e ainda teriam aula no outro dia.

Haru ainda estava sentada na cama, tentando formular a situação.

Ainda encabulada, deitou-se na cama, na hora em que sua cabeça encostou-se no travesseiro de Tsuna, o cheiro embriagante do moreno invadiu seu sentido.

Era bom, e ela gostava.

E durante essa noite, ela dormiria embriagada e abraçada sobre o cheiro cativante do castanho.

Notas finais
N//W: E aee, como foi? N//O: Tsuna percebeu uns sentimentos aii, mas não está tão certo assim... N//W: As tretinhas rolaram xD N//O: Espero que tenham gostado ^^ N//W: Até o proximo N//O: U3U