De Baixo do Capuz
12 Capitulo 12 - Encontros e acasos
Notas iniciais
Despediu-se das três garotas, e foi andando em direção a sua casa. A escola já havia terminado e hoje foi um dia calmo. Estranhara até o comportamento de Ryohei, Takeshi e Hayato, mas acabou aproveitar a pouca sorte que tinha, e ir para a Vongola. Precisava falar com os integrantes que ontem mesmo haviam chegado de viagem.
Despreocupado, começou a andar em direção a empresa de seu pai e avô. O fone de ouvido tocava uma musica aleatória, que consequentemente, era de uma de suas bandas preferidas.
Cantarolou baixinho, a música, até chegar a Vongola. Dessa vez, somente iria pegar um pacote com Asari, G e provável que Knukcle também estivesse com os dois.
Andou até o local, quando viu a porta da recepção o capuz tampava seu rosto, sendo irreconhecível para a maioria dos funcionários. Parou perto do recepcionista, para perguntar onde os três estavam, o mesmo foi curto e grosso, bem diferente de como havia sido, ontem à noite.
Agradecendo, saiu do local, com um sorriso irônico em lábios. Mas logo foi em direção a sala, na qual o homem falou que estavam.
Bateu na porta, recebendo um ‘Entre’ de uma voz familiarmente calma, Asari. Sorriu um pouco, antes de abrir a porta. No meio do processo, que só requisita uma de suas mãos, usou a livre para diminuir o som da música. Olhava para baixo pro conta daquilo.
– Como estão? Espero que tenham se estalado bem – comentou o castanho menor, ainda olhando para baixo, terminou habilmente o processo que conhecia muito bem, antes de erguer seus olhos para cima, esperando a resposta de Asari.
Se surpreendeu com o que viu.
G, Asari e Knukcle não estavam sozinhos. Ryohei, Takeshi e Hayato provavelmente estavam matando a saudades de seu irmãos.
– Bem ao EXTREMO Sawada! – gritou Knukcle, com seus extremos de sempre. Sorrindo amigavelmente para o moreno, ainda não haviam percebido que o menor, se encontrava paralisado.
– Dame-Tsuna? O que faz aqui? – perguntou Takeshi, franzindo uma sobrancelha. Estranhou também o fato de que seus irmãos tinham uma afinidade com o menor.
– É provável que ele seja o entregador da Vongola – comentou Hayato, despreocupado. G estalou a língua no céu da boca, pronto para reclamar com seu irmão mais novo.
– O que você está falando Hayato? – perguntou, curioso com o tratamento que o próximo líder da Vongola recebia de seus guardiões.
– Oras, ele é Dame-Tsuna, o que mais ele poderia estar fazendo aqui? – perguntou Ryohei, começando a não entender o por que das caras incrédulas que seus irmãos mandavam para os três.
– Oye. Ryohei! Sawada é... – Knukcle começou, mas antes mesmo que o moreno pudesse continuar, um único movimento em negação, quase imperceptível, da mão do Sawada, foi o necessário para o fazer ficar quieto.
Os mais velhos perceberam o ato e resolveram se calar. Tinha alguma coisa naquela história entre a chuva, tempestade, sol e céu... E eles iram descobrir, mais tarde interrogando seus irmãos mais novos.
– Ne... Sasagawa-san, p-poderia me dar os en-envelopes? – perguntou o Sawada timidamente. Suas bochechas tinham um blush.
Mais uma vez, os três mais velhos da sala, se encasquetaram com a súbita mudança do menor, com a simples presença de seus irmãos.
– Aqui... – entregou Asari ao menor, que fez um gesto de agradecimento breve com sua cabeça.
– Para que esses envelopes? – perguntou Takeshi, curioso com o que eles poderiam ter
– V-Vou e-entrega-los ao dono, Y-Yamamoto-san – comentou o menor, causando cada vez mais desconfianças, cada um por motivos diferentes, nos outros seis da sala.
– Tch – Gokudera estalou sua língua no céu da boca, dando um arrepio no moreno.
– A-Ano... A-Até mais – e depois de tal coisa, se pois a sair do comodo, fechando a porta com cuidado.
Os três irmãos mais velhos, olharam pera os seus caçulas, que continham algum sorriso brincando em seus lábios.
Se entreolharam.
Iriam descobrir o que tinha acabado de acontecer.
E não era necessário ter uma Hiper Intuição, para terem seus palpites.
Tsuna saiu da sala o mais rápido que pode. Tinha o envelope em mãos. E parecia que este, continha algumas informações valiosas.
Andou em direção a sua casa. Enquanto alguns pensamentos corriam por sua mente.
Era questão até que os antigos guardiões soubesse que Tsuna estava tendo alguns probleminhas com alguns guardiões.
Sentia sua Hiper Intuição lhe furando a mente.
Precisava começar a agir.
Chegou em casa e foi logo em direção ao seu quarto. Colocou os envelopes em cima da mesa. De qual quer jeito. Antes de se virar para a pessoa sentada em sua cama.
Reborn estava lá. E como sempre impecável.
– Parece que a Mileffiori deu seu primeiro passo – comentou olhando os envelopes na mão de seu aluno.
– Sim... Espero que Yuni descubra o que aconteceu com sua mãe – comentou se jogando em uma cadeira qual quer.
– Como o resto dos Arcobalenos – murmurou reborn. Apertando seu punho contra a mão.
– Vocês se preocupavam com a Aria-san, não? – falou o menor, nunca vendo Reborn ficar assim, a não ser quando se tratava de seu pai.
– Hn... – murmurou, nunca admitiria que se preocupava com a mulher. Tinha uma relação de mãe e filho com a mulher – Mas e você? Tem que marcar com seus guardiões, de se encontrarem – falou Reborn, sorrindo.
– Eu sei. Vou ver se reservo um restaurante. Tenho certeza que Mukuro e Kyoya destruirão metade do local, mas é preciso ser em local mais quieto. – comentou o moreno, olhando de relance os envelopes em suas mãos.
– Mas como você sabe que eles poderão no dia que marcar? – perguntou o mais velho
– Hayato largaria tudo por Cielo. Takeshi nunca recusaria um pedido de Cielo. Ryohei tem sua curiosidade. Nas quintas Kyoya não tem nada para fazer. Mukuro não vai ligar se ele puder lutar com Kyoya e Lambo me vê como um irmão mais velho. Ele vai. – comentou o castanho – Falando nisso, estou com saudades de Lambo
– Tsc. Pirralho vaca. – murmurou Reborn
– Fala isso, mas o vê como um irmão também... Agora ele deve ter seus dez anos. – comentou o Sawada
– Não fale o que não sabe Dame-Tsuna – praguejou o maior, Tsuna somente sorriu – Vá logo marcar nesse restaurante ou eu atiro em você – e depois de tal fala, na qual Tsuna sabia que seu tutor poderia fazer, Reborn sumiu do cômodo e Tsuna foi se arrumar.
Colocou uma blusa em tom azul. Uma calça jeans clara. Um casaco branco por cima, sem mangas e uma sapatilha branca com detalhes azuis.
Ajeitou o cabelo de forma que não ficasse tão alto. Mas como sempre era impossível.
Suspirou fundo antes de sair de casa.
Iria marcar em um restaurante que costumava ir quando seus pais tinha que ter alguma reunião de emprego ou algo do gênero.
Não ligava muito para esse tipo de coisa, mas tinha que ser algo à altura de uma reunião da Vongola. Principalmente quando se tinham cabines para tal coisas. A prova de som e invasão sobre os assuntos.
Andou distraidamente antes de se esbarrar em alguém.
Não viu quem era, somente por reflexo, pegou a pessoa. Envolvendo pela cintura. A mesma colocou seus braços preso no pescoço do Sawada. Só tinha certeza que era uma mulher.
Suas faces estavam perto de mais.
Reconheceu-a. Era Haru.
Encabulados, se separaram.
– Tsuna-kun, desculpe-me. – murmurou corada.
– T-Tudo bem. – o blush também brincava com as bochechas do moreno.
– Está fazendo o que aqui, Tsuna-kun? – perguntou a garota, voltando ao seu jeito extrovertido de ser.
– Tenho que ir marcar algo – comentou o castanho.
– Serio? Eu estou perdida. De novo – comentou fazendo um leve bico em seus lábios pintados pelo rosa claro do gloss.
– T-Tem algum compromisso a-agora? Por que não vem c-comigo? D-Depois lhe levo para a sua casa. – comentou corando minimamente.
– Serio? Não vou incomodar? – perguntou sorrindo amigavelmente.
– Não – os olhos da menina brilharam de emoção, enquanto um sorriso brincava com os lábios do Sawada – Vou em um restaurante, aproveitamos e comemos algo lá – sorriu convidativo o moreno.
Na hora em que a fala foi pronunciada. O estomago da Miura roncou, fazendo-a corar em um vermelho brilhante. Tal ato arrancou um sorriso divertido do Sawada.
– Acho que sua resposta vai ser sim – provocou o moreno, fazendo a garota corar mais.
– Pare com isso Tsuna-kun! – exclamou desviando o olhar do garoto – Ou eu não vou – provocou
– Vamos bobinha – deu um peteleco de leve na testa da menina. Antes de em um ato inconsciente, pegar a mão da menina e guia-la.
A Miura só pode corar.
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