De Baixo do Capuz

4 Capítulo 4 - Castanho - Reescrito


Notas iniciais
Yoo gente ^^ Ass: Walker Como estão? Ass: Okumura Bem, tem mais um hoje :DD Ass: Walker Espero que gostem :) Ass: Okumura Chega de enrolo Ass: Walker Está aii XD Ass: Okumura

De Baixo do Capuz

Capitulo 4 — Castanho

"Um dia me perguntaram:

– O que você viu nele?

– O que faltava em mim. — respondi."

– Miura Haru.

Passaram-se uma semana. Haru ganhara o habito de conversar com Kyoko e Hana sempre que dava, acabando por ficar bastante amiga das duas garotas, mesmo que vez o outra as duas pedissem para que a Miura afastasse-se de Tsunayoshi, caso não quisesse ser rotulada com esquisita. Era somente um aviso, mas a castanha nunca ligara para rótulos, o mal do ser humano.

Durante a semana, também conversara vez o outra com o Sawada, durante o intervalo ou a hora da saída, por mais que a garota era quem tinha a cota maior de palavras, enquanto Tsuna acomodava-se com frases que mal se quer chegavam a seis palavras. Tsnayoshi parecia gostar mais de ouvir, principalmente Haru, do que falar.

Gokudera, Yamamoto e Ryohei também pareciam ter esquecido um pouco mais o acastanhado, sempre que estava com Tsuna, a Miura tentava afastar os três de seu novo amigo, queria afasta-los completamente do Sawada. O único problema era quando o dono de suas preocupações sumia do mapa em um passe de mágica. Tal coisa atormentava cada vez mais a pequena. Como ajudaria Tsunayoshi nessas condições?!

Era notório que os professores tinham um enorme carinho pelo Sawada, principalmente quando certos adolescentes não estavam em classe juntamente a Tsuna. Talvez aquilo fosse o motivo de tantas intrigas na vida do pequeno moreno, ser querido e abrangido pelos “Sensei’s”. Ou somente o instinto do ser humano em abusar dos mais fracos. Haru tinha suas dúvidas.

Era aula de matemática com o Fong, e três pessoas durante seu perdido de classe não estavam presentes, Gokudera Hayato, Yamamoto Takeshi e Sawada Tsunayoshi. A Miura não duvida nem um pouco que Sasagawa Ryohei também não estava presente em sua aula. Aquilo a deixava aflita. Mordera o lábio inferior em um ato automático movido a preocupações para com Tsuna.

Haru estava perdida nos devaneios um tanto quanto tensos e agoniados, quando a porta da sala se abriu, Yamamoto Takeshi e Gokudera Hayato foram quem abriram-na e no momento passava pela mesma, nem pediram licença ou nada, simplesmente entraram, sem qualquer preocupação, envolvidos por uma conversa bruta e alta, xingando-se. Fong com uma calma invejável, tentou argumentar alguma coisa, não surtindo efeito. No fim acabou dando um suspiro cansado, massageando uma de suas têmporas, chamando-os novamente a atenção dos dois, que dessa vez respondera com um olhar um tanto quanto mortal.

– Hayato e Takeshi, onde estavam? – perguntou educadamente, tentando manter a postura que no momento, encontrava-se levemente desgastada pelos seus dois alunos. Gokudera Hayato era um gênio, mas, Deuses, era completamente abusado. Yamamoto Takeshi fazia o estilo de qualquer estudante inglês bom em esportes, achava-se. Mesmo estando no Japão.

– Noé — Yamamoto respondera com um sorriso debochado brincando em seus finos lábios. Seus olhos âmbares penetravam no do professor, desafiando-o em um duelo mental e visual.

– Noé? — Fong arqueou uma sobrancelha, deixando a duvida transparecer pelos seus olhos negritos, arrancando um sorriso também debochado da normalmente carranca de Gokudera, fazendo o lecionador entender que dali viria mais uma piadinha completamente idiota.

– Noé da sua conta – o albino respondera, fazendo uma alta gargalhada espalhar pela maioria da turma. Fong não se abalara ou abaixara o rosto, continuou a encarar os dois, como se concordasse com o pensamento de Haru de que Takeshi e Hayato eram realmente casos perdidos.

– Oh, poderiam se retirar da minha sala e ir para a da diretora, engraçadinhos? — Fong sorriu docemente para os dois alunos, fazendo o riso, que também contagiara-os, cessar por completo.

– Tch — murmurou os dois ao mesmo tempo em desagrado. Fong era difícil de lidar, menos um pouco que Reborn, mas ainda sim.

– Mas alguém quer fazer companhia a eles? – interrogou com uma voz afável e podia só ouvir-se o som de grilos cantando na sala, o silencio foi geral, agradando o pedagogo.

– Com licença — um murmúrio provindo do lado de fora interrompeu o silencio tenso, e o logo o dono do mesmo abriu a porta — P-Posso entrar? – Tsunayoshi logo revelara-se como dono daquela voz, fazendo um sorriso espalhar-se pelos lábios de Haru, enquanto o mesmo perguntava, sua voz era baixa e sua roupa estava um pouco suja, ao perceber tal coisa, a Miura ardeu em raiva. Aqueles malditos.

– Tsunayoshi, entre, por que o atraso? – o professor perguntara com a voz preocupada, mas provavelmente, ele sabia a resposta. Como a turma inteira sábia e ninguém se mobilizava para fazer algo. Isso irritava Haru, da mesma forma que não era forte para enfrentar aqueles três.

– Desculpe-me — fora tudo que Tsuna limitou-se a falar, e como se estivesse acostumado com tal resposta vaga e realmente estava, Fong suspirou, deixando o menino em paz.

Tsunayoshi entrou e se sentou no lugar, tentando não chamar atenção, mas a tentativa fora falha, os olhares iam sobre si e alguns murmúrios também: 'o queridinho dos professores chegou' a voz de um menino qualquer soou, carregada de desprezo 'ele poderia chegar um ano atrasado, mas com certeza entraria' ouvia outra voz...

Será que eles não entendiam o que ele passava? A Miura não podia deixar de perguntar-se, aquela turma seria capaz de ser lerda a aquele ponto?! Estava na cara! O mundo só pensa em si mesmo a esse ponto?! O garoto entrara mancando, seu casaco estava sujo de sangue...! E tudo que aqueles malditos sabiam falar era que o Sawada era queridinho dos professores?!

O mundo é repugnante.

– Que ajuda Tsuna-kun? – Haru perguntara levantando-se da cadeira e indo em direção a Tsunayoshi, pegando a mochila da mão do acastanhado, durante o processo o casal podia ouvir mais murmúrios: 'Ela vai mesmo ajudar ele?' um idiota interrogara 'Vai ver ela quer ganhar ponto com os professores' ouviram outro 'Haha, desse jeito vou ser amigo do Dame-Tsuna também' alguns riram 'Nem por pontos que eu ficava perto desse esquisito' e assim os murmúrios continuaram por toda a sala. Idiotas...

– Não deveria ficar tanto tempo perto de mim... – O Sawada falara baixinho — Vai ser chamada de esquisita – o tom de voz um tanto quanto indiferente tomava conta das palavras, Tsuna estava acostumado a ser deixado de lado assim. Mais uma pessoa não faria tanta diferente, certo? Então por que tais palavraras machucaram-no ao escapar de seus lábios?

– Não se preocupe, Desu – Haru surpreendeu-o, respondendo animadamente enquanto exibia um de seus belos sorrisos. Vendo a animação alheia, e percebendo que por enquanto ela não ia deixa-lo, sorriu, algo mínimo, mas sorrira. Haru deixava-o alegre.

***

Era hora de Educação Física com Colonello. Uma das quadras estava interceptada pois o gramado estava reposto por estar demasiado desgastado, então, uma das quadras estava sendo dividida entre garotas e garotos.

Havia divisão de horários, intercalando o jogo por sexo. Primeiramente seriam os garotos a jogar, para depois serem as meninas, já que semana passada fora ao contrario. As garotas foram sentar nas arquibancadas, enquanto os garotos iriam jogar queimado. Algo básico.

Yamamoto e Gokudera eram os lideres dos grupos e obviamente adversários, eles trocavam seus xingamentos. Pela reação da turma isso já era normal. Sempre fora. O último a ser escolhido foi Tsuna, já que mostrava-se ruins em espertes, e acabara por ficar no time de Yamamoto.

O jogo ocorria bem, a primeira bola foi na direção de Tsuna, que não fez nenhum movimento, não importando-se com tal coisa. A bola acertou-o e o Sawada teve de ir para o campo dos queimados.

Tsunayoshi estava sentado no chão da quadra, com os fones de ouvido, ouvia música em quanto o jogo ocorria, sem preocupar-se com nada. Os principais alvos eram Gokudera e Yamamoto, já que tinham um ótimo atletismo, enquanto rapidamente pegavam bolas e revidavam-nas.

Uma hora Yamamoto pegou a bola e jogara-a para pegar certeiramente em Gokudera, mas o albino habilmente desviara, sorrindo para sua ação. O que ninguém previa, fora a bola acertando violentamente uma caixa de som pendurada em um dos cantos da quadra, fazendo a frouxa ligação da mesma com a parede, que era a partir de uma estrutura de ferro frágil, quebrar.

Yamamoto era zoado pelo seu amigo quando vira a caixa de som prestes a cair em cima do prateado que se encontrava distraído, brincando com o orgulho de Taleshi. No exato momento que olhos âmbares se arregalaram, os acastanhados com traços dourados de Tsuna abriram-se, em alerta.

– Gokudera — muitas pessoas gritaram, a caixa de som cairia certeiramente em Hayato. Gokudera olhou para cima e percebeu em que situação estava, entretanto, acabou ficando parado em estado de choque pelo risco que corria. Não sabia o que fazer. Travara completamente.

A caixa de som caíra, cobrindo seu âmbito com uma fina camada de poeira, interceptando a visão de todos ali presente. Será que Gokudera tinha sido massacrado por aquele objeto deveras pesado?! Ele não era das melhores pessoas, mas aquilo fora um tanto quanto bruto e sangrento — Gokudera — mais pessoas gritaram em desespero, preocupados com o amigo, a poeira impedia qualquer coisa a ser vista, dando ainda mais tensão a tudo.

– Cof, cof — o som foi reproduzido pela voz de Hayato, a poeira abaixou finalmente, deixando o campo de visão novamente livre. Gokudera estava salvo, com alguns arranhões e um pequeno corte no supercilio, mas salvo.

Quem tinha o salvo fora Tsuna, e outra coisa, seu capuz acabra por sair de sua cabeça em meio a toda aquela movimentação, revelando um cabelo espetado castanho, mas que logo fora coberto, mal dando a chance de ver sua face, Haru no momento contentava-se em saber que seu amigo era um acastanhado de cabelos repicados e rebeldes.

– Kyahhhh — algumas garotas gritaram, a blusa de Gokudera tinha se rasgado, revelando um ótimo peitoral. Usável, o pensamento passou na mente da Miura assim que vira as formas em trabalho aos poucos sendo marcadas pelo corpo belo do albino.

Virou-se para Tsuna que encontrava-se com a blusa também rasgada, e surpreendentemente, revelando um ótimo peitoral. Mordeu o lábio inferior, com força, querendo ser uma daquelas gotinhas de suor que escorria pelo corpo do castanho que se mostrava mais trabalho, de uma forma perfeita para o tamanho do Sawada, que o de Hayato. Da mesma forma que Haru babava, algumas meninas também, dando-a certa raiva.

Humilhavam-no, agora sentiam alguma atração?! Ultrajante. Tsuna não precisava de meninas como aquela... Raiva, ou o que ela pensava ser, tomou-a por alguns minutos.

Os dois estavam no chão, deitados, as respirações descompassadas, até Tsuna levantar-se e ajeitar rapidamente sua roupa — ou o que tinha sobrado dela — e iria sair dali a passos rápidos. Ou teria feito aquilo, se Gokudera não tivesse agarrado seu pulso, causando certa preocupação a Haru, que interferiria no momento caso achasse necessário.

– O-Obrigado, tch – Gokudera falara, em um tom um tanto envergonhado, abaixando a cabeça para não deixar que ninguém visse o blush que tomara suas bochechas. Mururou algumas coisas desconexa, largando o pulso de Tsuna, o mesmo sumira rapidamente do campo de visão de qualquer pessoa ali presente, que no momento, encontrava-se boquiaberto. Agradecimentos provindos de Hayato não eram muito normal, Haru constara.

Quando se deu por si, nem se quer via sombra de Tsuna, Queria pergunta-lo se estava bem, e tudo mais, estava preocupada. Mas um tumulto tinha se formado ao âmbito de Hayato, perguntando se o prateado estava bem e se quem tinha lhe salvado fora realmente Dame-Tsuna – detalhe que fora confirmado, meio a contra gosto, por Gokudera. O que mais impressionara a Miura, era que ninguém se importou com o fato do Sawada estar bem ou não.

Quando as coisas finalmente acalmaram-se, Haru fora atrás de algum professor, Reborn no caso, para ver se o mais velho tinha visto Tsunayoshi na escola, acabando por ter a resposta que o pequeno acastanhado tinha ido embora, parecia que estava cansando mentalmente.

– Eu posso lhe dar o endereço de Tsuna se quiser – Reborn acabara por falar assim que estavam prestes a encerrar a conversa. Haru sorriu, ansiosa.

– Ficaria grata – respondeu, o homem acabou dando um mínimo sorriso para aquilo também, antes de dar-lhe – Avise ao Tsuna-kun que passarei em sua casa mais tarde – e com o coração em palpitação, deu as costas a Reborn.

A palavra ansiosa era pouco para o que sentia no momento.

Notas finais
Espero que tenham gostado :) Ass: Walker Queremos reviwns Ass: Okumura Bem até o proximo Ass: Walker U3U Ass: Okumura