Notas iniciais
Desculpa a demora, eu realmente andei muito ocupado ultimamente com escola, tecnico e outras coisa ai, mais finalmente ta ai o capitulo, espero que gostem

Demorou um pouco para me recuperar de meus ferimentos causados pela ultima “brincadeirinha” que participei, já estava morando junto com Lucy a mais ou menos umas duas semanas, não havia mudado muito nossa vida.

Estava realmente surpreso com a ação de Lucy ao matar aqueles dois caras, e sua justificativa também não foi a mais convincente, entretanto tinha um pouco de razão, eu sozinho não duraria um minuto se eles realmente quisessem me matar.

Apesar de ainda ter muitas duvidas sobre esse assunto, de uma coisa estava certo, para vê-la sorrir, ou mesmo em paz eu seria capaz de tudo.

Realmente estava gostando muito dela, mais do que jamais gostei de alguém, daria minha vida por ela sem pensar duas vezes.


Logo que me recuperei completamente fui encontrar uns amigos, em um bar onde costumávamos sair, no caminha fui abordado por um cara alto bem magro e com uma barba pra fazer, muito suspeito por sinal, já estava preparado para o pior quando ele disse:


– Calma, calma! Abaixe seus punhos garoto – garoto!?!? Ele acha que e sou o que?? – tenho informações que podem lhe ser uteis.


– Como assim?Quem é você antes de mais nada?


– Pode me chamar de Steve – obviamente esse não era seu nome, mais não me importo com isso – se não me engano você é Gray, aquele que declarou guerra contra a Pandemonium.


– Isso mesmo, como você sabe disso?


– Aprenda garoto, não há nada que eu não saiba. Entretanto não vim aqui para falar sobre isso... Eu não gosto muito desses caras também, se é que você me entende, logo não tenho habilidade, muito menos coragem para enfrenta-los, mais você pelo visto tem muito dessas qualidades.


– Aonde você quer chegar?


– Calma garoto, estou quase chegando lá. Como dizia... não gosto desses caras andando por ai, e estou disposto a “financiar” você nessa empreitada, primeiro saiba que todos os membros da Pandemonium tem uma tatuagem de um “P” na nuca, é sempre bom estar atento caso algum esteja próximo... A gangue tem por volta de 40 a 50 membros, sendo que dois você já deu conta.


– o que me garante que você não é um deles? E esta simplesmente tentando me enganar? E por que até agora não veio ninguém atrás de mim?


– Eu sou um espião entre eles, estou infiltrado com a intenção de derruba-los e assumir seu lugar como a gangue que toma conta da cidade. Não quero te enganar, você pode me ser muito útil caso se alie a mim, ainda mais se chamar a Lucy para vir junto. Eles não vieram atrás de você ou da Lucy até agora por que eu dei um jeito de atrasar suas ações por um tempo, mais não durará por muito tempo. Alguma outra pergunta?


– Que tipo de financiamento estamos falando?


– Do tipo que eu vou te dar o equipamento necessário para acabar com esses caras de uma vez por todas. Por hora pegue isso – falou entregando-me um tipo de soco inglês com garras – deve dar para o gasto até eu arranjar coisa melhor. E não se esqueça, eu sei de tudo, não pense em fazer merda por ai pivete.


Aquele cara realmente era estranho demais para o meu gosto, falarei com Lucy sobre isso quando chegar em casa, agora tenho que ir falar com aqueles meus amigos.


Quando cheguei ao tal bar, estava cerca de meia-hora atrasado, estavam todos lá, eram três no total, Yamato, um cara alto e forte, por volta dos 20 anos, velocidade e inteligência não são o forte dele, Joe, é magro ágil cabelos longos e negros olhos fundos e uma cara de poucos amigos e o ultimo, ou melhor, a ultima é Annie, apesar desse nome de princesa ela é realmente uma das pessoas mais agressivas e rebeldes que já vi em minha vida, tem por volta de 1,70m de altura, cabelo curto e loiro sempre anda com roupas pretas, geralmente de couro.


– você ta atrasado, Porra! – gritou Yamato


– Foi mal galera, tive um imprevisto vindo pra cá


– Que tipo de imprevisto? – perguntou Annie


– Um cara ai que veio falar comigo... Nada de mais.


– Ai tem... O que você andou aprontando dessa vez? – era a vez de Joe me questionar


– to falando que não é nada de mais!


– Que seja não me importo mesmo – Annie disse dando de ombros


– podemos conversar logo? – disse Joe – Fiquei sabendo que você esta morando com aquela amiga sua... Lucy né?


– Sim, e o que tem de errado nisso?


– Nada, só queremos saber o motivo disso. Você nunca foi de ter intimidade assim com outros, e do nada resolve morar com uma garota que você conhece a quase seis meses. Explique isso ai, no que você esta metido?


– Não posso dizer exatamente, posso acabar colocando vocês nisso também, e se algo acontecer a alguém por minha culpa, nunca me perdoarei.


Após varias horas de interrogatório acabei me irritando e indo embora sem falar detalhes obre o que estava se passando, não podia colocar eles nessa briga. É uma luta minha, minha e da Lucy.

Quando voltava para a casa já estava anoitecendo, me perguntava se algo tinha acontecido com Lucy enquanto estava fora, a preocupação de deixa-la sozinha em casa não me deixava em paz.

Logo que cheguei fui recebido com um forte abraço e um sorriso sincero de Lucy.


–Bem vindo de volta! Estava me perguntando se iria se atrasar para o jantar que preparei para nós!


Fiquei aliviado que nada aconteceu na minha ausência, mais ainda não havia me acostumado com o fato de viver junto a Lucy, não que seja algo ruim, é que nunca tive tanta intimidade com alguém assim antes.

Foi um jantar ótimo conversamos sobre varias coisas, de tudo, menos sobre o perigo que nos rondava, após o jantar fui direto para meu quarto, estava muito cansado, e aquele dia havia sido muito exaustivo.

No dia seguinte acordei com um forte barulho na sala de estar da casa, quase que imediatamente peguei as garras que ganhei ontem desci as escadas e dei de cara com um cara muito alto e muito forte, quase um armário de tão grande, no chão avistei Lucy, aparentemente desacordada. Ao ver aquilo senti uma sensação de fúria crescendo dentro de mim, e ao ver a tatuagem de um “P” em sua nuca percebi que não precisava me segurar com esse cara, mesmo que ele seja muito maior que eu, eu não podia perder.

Logo que o cara me viu já veio pra cima de mim como um trem tentando me atropelar, e eu fui ao seu encontro também, assim que ele me agarrou e começou a me esmagar com seus braços eu enfiei as laminas de minha garra em sua barriga, que era o único local que eu conseguia alcançar, de imediato ele me soltou e caiu no chão de joelhos, com as mãos na barriga, e gemendo de dor. Dei um chute em sua cara que o fez cair de costas, apontei a garra para seu pescoço perguntando:


–Quem te mandou aqui, qual o nome e onde ele esta?


–Pode me matar se quiser, mais não direi nada, vai ser pior se eu falar.


–Você morrerá de qualquer jeito, se colaborar de dou uma morte rápida e indolor, caso contrario me divertirei com você um pouquinho...


Ele ficou em silencio, parecia estar pensando no que decidiria, mas eu estava com um pouco de pressa então enfiei as laminas de minha garra em uma de suas mãos, fazendo-o gritar de dor.


–E então, já decidiu como vai ser? Vai falar por bem ou por mal?


–Você acha que eu queria estar aqui? Eu podia estar agora com minha família me divertindo e conversando numa boa, mais o meu chefe os fez de reféns e só os libertará se eu matar você e levar aquela garota para ele, se eu te contar tudo o que sei você me promete que vai atrás delas, minha mulher e minha filha, por favor...


Cara, na boa, isso ta começando a ficar complicado, a única que me interessa aqui é a Lucy, será que para salva-la terei que ajudar todo mundo agora? Pelo visto não tenho outra escolha né...


– Vai comece a falar, onde sua mulher e filha estão presas?


–Elas estão escondidas em uma casa a três quarteirões daqui, é uma casa bem pequena e em construção ainda, a única da área, não tem como errar. Você vai salva-las?


–É vou salva-las sim, mais antes disso você tem que me falar quem e onde seu chefe está.


-O nome dele ninguém sabe ao certo, mais o chamam de Abigor o demônio comandante de 60 legiões do inferno, deus da honra e da glória, diz que na batalha do Juízo Final ele irá derrubar muitos anjos antes de cair, e ele nunca fica muito tempo no mesmo lugar, portanto é quase impossível saber ao certo onde ele está você nunca o acha, ele que acha você.


Mais uma vez eu me fudi nessa merda, só descobri o nome do infeliz e que ele deve mandar em muita gente, nada que me seja útil. Mas como eu já prometi que salvaria a família desse cara, não tenho escolha a não ser ir lá busca-las. Ô vida de cão...


–Olha cara, você não me disse realmente nada de útil, mais como eu só gente boa, vou salvar sua mulher e filha, e você fica me devendo essa ta bom. Qual é seu nome?


–Obrigado, eu me chamo Siegfried.


Logo após as apresentações fiz uns curativos na mão e barriga desse tal de Siegfried e chamei uma ambulância para ele, fui socorrer Lucy que ainda estava desmaiada no chão da sala, aparentemente não tinha sofrido um golpe muito forte, a coloquei deitada no sofá e tentei acorda-la, logo recobrou a consciência.


–O que aconteceu?Onde estou?- perguntou Lucy confusa


–Calma, já está tudo acabado por enquanto, só descanse um pouco que eu tenho que resolver um assunto pendente ai. Volto logo.


–Aonde você vai?Se tiver a ver com a Pandemonium eu vou junto, pode ser perigoso.


–Nem pense nisso, você vai descansar, enquanto eu resolvo isso. E não pense em me seguir, entendeu!


Logo que sai de casa, avistei Steve esperando do outro lado da rua.


–O que você quer agora?- perguntei


–Fiquei sabendo que você vai resgatar umas pessoas ai... Pensei em te dar uma forcinha com essa sua “boa ação”. Pegue isso, pode ajudar um pouco – ele tinha em mãos um colete de kevlar, uma Benelli M4 (uma espingarda calibre 12) e munição.


– Como você ficou sabendo o que eu ia fazer? E por que decidiu me ajudar?


–Se esqueceu de que eu sei de tudo por aqui, e eu vou te ajudar por que não seria interessante para meus planos te ver morto agora, você ainda tem muito que fazer antes de morrer.


Apesar de me sentir usado por esse cara, ele realmente pode me ser útil ainda, e quando eu tiver realizado meu objetivo dou um jeito nele, mais vamos deixa-lo achar que me controla por enquanto.

Fui em direção a tal casa que Siegfried tinha me indicado, foi realmente muito fácil de acha-la, era a única em construção na área como havia dito. Dentro da casa eu podia ver dois caras armados com revolveres e facas, e as duas reféns presas de costa uma para a outra em cadeiras. Parecia fácil, fácil demais... Ai tem coisa.

Entrei na casa pela mesma janela a qual havia observado os membros da gangue, logo que entrei já atirei em um com a escopeta, o outro me deu dois tiros no peito, que não surtiram muito efeito graças ao kevlar, o que me deu tempo de atirar nele também, olhei ao redor e não vi mais ninguém. Fui em direção as duas reféns e as soltei, a mulher parecia estar assustada, porém aliviada, a menina estava em estado de choque, já era de se esperar depois do que ela viu.


–Vocês estão bem?- perguntei a elas


–S... Sim, quem é você?- Disse a mãe


– Gray, vim aqui para resgatar vocês, relaxe seu marido esta bem.


–Obrigada, muito obrigada mesmo.


–Não se preocupe com isso, vamos sair logo daqui antes que mais alguém apareça.

Saímos dali sem problemas, elas foram em direção ao hospital em que Siegfried estava eu obviamente fui ver Lucy. Quando cheguei em casa, ela estava arrumando toda a bagunça que fora causada pela briga, ela já parecia estar melhor.


- Que bom que você voltou a salvo, e que colete e arma são esses? Isso são tiros?


-Calma esta tudo bem agora.


-O que aconteceu? Conte tudo agora – contei a historia toda a ela – hm então foi isso, você sabia que podia ter morrido – diria ela quase chorando de preocupação – nunca, nunca mais faça isso sozinho de novo entendeu. Você é a única família que eu tenho, se você morrer eu não terei mais ninguém, eu... eu... eu te amo!


Aquela frase realmente me abalou, eu não esperava por aquilo, finalmente descobri o que era aquele sentimento que tinha por ela.


-Eu também te amo como nunca amei ninguém antes.


Nos beijamos, foi um beijo intenso e apaixonado, senti a melhor sensação do mundo naquele momento. Por ela eu faria de tudo, até o mais impossível e insano ato de heroísmo ou de ruína, mataria, morreria, tudo por ela, tudo...

Notas finais
iai Reviews?? *-*