Days Of Revenge
5 Capitulo 4
Notas iniciais
Conforme informações dos meus amigos, a Pandemonium estaria ocupada por alguns dias resolvendo problemas na cidade. O que seria uma boa chance de descobrir o envolvimento da Lucy com essas pessoas e também seu objetivo. Mas quem me ajudaria? Ela certamente não me responderia tudo. Foi nessa hora que me veio um nome a cabeça: STEVE.
Decide descansar até mais tarde e logo no almoço iria encontra-lo em um restaurante por perto.
Quando desci a cozinha Lucy estava colocando a comida na mesa, mal percebeu que eu tinha chegado ou estava me ignorando (acho que isso é coisa da minha cabeça).
- Bom dia Lucy – disse com um sorriso no rosto. Ela não me responde, então pensei que não tivesse me ouvido, repeti minha pergunta dessa vez mais alta. Obtive apenas uma resposta.
- Ola Gray. Foi tudo o que ela disse, com uma voz ríspida e sem me olhar nos olhos. Nesse momento percebi que tinha algo errado, mas como eu tinha outros assuntos a resolver apenas deixei isso pra depois.
Chegando ao local combinado alguns minutos mais cedo, avistei Steve sentado em uma mesa. Fui me sentar com ele... Após alguns minutos de conversa, cheguei ao ponto onde queria.
- Steve você sabe qual é o envolvimento da Lucy com aqueles caras?
- Bom Gray, não sei de muita coisa, além de que todos se juntaram para um propósito, de principio bom, mas o Jui fugiu desse propósito e a Lucy o abandonou, quando Lucy o abandonou ele jurou tê-la de volta ou ninguém mais teria. É tudo o que eu sei te dizer.
-Hmm. Alguma coisa me dizia que ele sabia da historia toda, mas eu não queria ficar muito tempo fora de casa. Despedi-me de Steve e fui ver como Lucy estava, a forma como ela agiu comigo hoje não saiu da minha mente por um minuto sequer.
Quando cheguei ela estava sentada no sofá desenhando, e novamente evitou me olhar. Meu Deus por que isso esta me incomodando tanto? Foi quando soltei sem pensar.
- Lucy o que esta acontecendo? Eu fiz alguma coisa de errado ou você já se cansou de que eu fique aqui na sua casa? Ela finalmente me olhou com olhos de espanto, por breves segundos e depois ficou fria.
- Não esta acontecendo nada, é coisa da sua cabeça, só estou cansada com tudo que houve nesses últimos dias. Se você me da licença eu vou ficar no meu quarto, tem comida na geladeira caso queria.
Quando ela terminou de falar me deu um olhar que dizia muita coisa, só que eu não conseguia saber o quer era! Mas fui comer alguma coisa e depois fui pro quarto, comecei a pesquisar para tentar descobrir tudo o que pudesse da ligação entre Lucy e a Pandemonium. Fiquei horas procurando, mas não achei muita coisa e isso era simplesmente frustrante. Joguei-me na cama e adormeci do jeito que estava.
No dia seguinte acordei coberto e sem os sapatos, soube que Lucy estivera ali e também viu o que eu procurava na internet. Isso não é uma boa coisa.
Depois de me arrumar desci tomar café com ela, que estava linda como sempre e mais fria que nunca, o que eu já esperava pelo teor do que ela viu em meu computador. Nós falamos pouco, ela continuava fria e sem realmente me olhar. Assim foi por vários dias, enquanto eu juntava pistas.
Cansado de ver que as pistas não me traziam nenhuma ajuda, resolvi começar a me preparar para quando a Pandemonium atacasse novamente. Liguei para Steve e pedi várias coisas com que pudesse me proteger e a Lucy também (claro que ela não sabia de nada disso).
Eu estava preocupado com o que vinha acontecendo entre nós nesses últimos dias, não suportava o modo como ela estava agindo e também não vi nenhum motivo evidente para que me tratasse assim, apenas decidi que a trataria assim também (pelo menos tentaria), mas é difícil agir assim com quem se ama...
Passado dias fui fazer compras, voltando eu percebi que estava sendo seguido por dois caras logo me veio a cabeça que era alguém da gangue. Quando eles se aproximaram me seguram, eu revidei e as compras foram parar no chão.
- Calma cara, nós não queremos te machucar, apenas conversar. Estamos do mesmo lado Gray! — Como esse cara sabe meu nome?
- Quem são vocês e o que querem comigo?
- Nós somos aliados pode se dizer assim. Meu nome é Louis e ele é o John. Estamos sabendo que você esta prestes a comprar uma briga feia com a Pandemonium e não queremos nem saber seus motivos. O que nos interessa é te ajudar até onde for preciso. Nossa única exigência é que você também não queira saber dos nossos objetivos.
- Como posso saber se isso não é uma armadilha? Que você não é um deles? E o que vocês ganhariam com queda da Pandemonium?
- Calma, amigo, tudo será respondido no momento certo. Quanto a sermos da gangue, fique tranquilo e veja se temos a tatuagem. Aqui não é um bom lugar para conversarmos, vamos pra outro lugar, será que você pode me encontrar na minha casa daqui uma hora?
-Tudo bem, daqui uma hora vejo vocês.
Enquanto pegava as compras do chão eles me entregaram um papel com o endereço, próximo ao centro. Parecia claro apesar da hora, fui pra casa o mais rápido possível. Quando cheguei não vi Lucy, deixei as compras na mesa e subi pro quarto. Na cama tinha um bilhete dizendo:
“Precisei sair e não sei quando volto não se preocupe comigo
Lucy”
Onde essa garota foi? Ela mal falou comigo durante esses dias e simplesmente sai e nem diz pra onde ou por que! Mas como estava atrasado peguei uma blusa e fui para local combinado.
Chegando lá eles me esperavam na porta. Uma casa pequena, quando me aproximei Louis fez sinal para que entrasse.
Entrando havia uma sala com uma mesa e dez cadeiras, me pergunto por que tantas se éramos só nos três. Foi nesse momento que percebi que não éramos três na casa e sim cinco.
- Sente-se Gray – disse Luiz.
- Pensei que seriamos só nós Louis, o que esta acontecendo agora?
- Desculpe, não falei dos outros, pois estávamos na rua e poderiam estar nos observando. Esses são Josef e Mark, sei que no inicio você não saberá diferencia-los, mas é só notar as cores. Josef sempre esta usando roupas claras e Mark sempre com escuras.
Sentei-me e os observei, João calado como sempre e os garotos não davam a impressão de ter mais de 20 anos. Foi ai que nossa conversa começa...
Lucy POV
Depois de deixar o bilhete na cama de Gray, decidi ir visitar o tumulo dos meus pais, coisa que desde quando essa confusão começou, eu não fiz. Odiava o fato de mentir para alguém, principalmente quando esse alguém era Ele.
- Oi menina – disse a senhora que vivia passeando no cemitério.
Senti-me segura com toda a familiaridade que cercava o lugar, mas parecia que faltava alguma coisa... Deixei a flor sobre os túmulos e contei a eles o que tinha acontecido ultimamente, quando cheguei à parte de Gray, senti um vazio no peito. Era isso que faltava! Ele não estava aqui e não nos falamos direito há dias, tudo por minha causa, mas quem sabe um dia ele entenda.
Voltei correndo para casa, precisava vê-lo! Já estava escuro quando eu cheguei, mas abri a porta e gritei varias vezes seu nome, a resposta do silencio foi dolorosa. Acendi a luz e fui pra cozinha, foi quando eu vi sacolas de compras, eu mal dirigia a palavra a ele e ele ainda se importava? Foi gentil e comprou ate mais que o necessário! Ele é um idiota, como ele suporta e por quê? Ele me ama ao ponto de se sujeitar a passar por tudo, a morrer por mim? Varias possíveis respostas passaram pela minha cabeça, mas as perguntas não paravam de surgir. O choro foi meu único consolo e serviu de resposta por enquanto! Só tive uma certeza no meio disso tudo, não importa quem ou quantos, eu faria tudo para proteger Gray de Jui e de qualquer outro.
Gray POV
Após longa conversa, eles queriam abraçar minha causa, justamente como Steve disse que seria eu não queria dividir minha luta com mais ninguém, mais como esses caras tem seus próprios motivos acho que não posso impedi-los de lutar, meu único temor era caso eles resolvessem trocar de lado, pode ser que os motivos deles não sejam tão fortes quanto os meus e possam ser corrompidos, mais não cabe a mim julgar os motivos deles, e sim o que eles tem a me oferecer, e na minha situação, toda a ajuda é bem vinda.
— Eu agradeço e aceito a ajuda de vocês para derrubar a Pandemonium – disse enquanto me levantava da mesa em que estávamos preparando-me para ir embora
— Não Gray, nós que agradecemos – disse Josef se se levantando e agarrando minha mão para me cumprimentar – Agora temos que pensar em um nome para nosso grupo – disse todo animado enquanto me fazia sentar de novo – vamos lá... Alguma ideia?
John permaneceu calado como sempre, os gêmeos se entreolharam e um deles, Mark se não me engano, disse com um tom sórdido:
— Eu acho isso uma besteira, por que simplesmente não acabamos com eles? Fácil, rápido, eficaz, todos saem ganhando, perfeito!
-Pode ser muito arriscado caso nos falhemos nossa primeira aproximação, saberão logo quem somos fora que a sensação de outra gangue tomando o espaço deles vão os incomodar demais e os deixará em pânico. – disse reclinando-me na cadeira e colocando uma mão no queixo – Acredito que a Pandemonium tenha feito algo para cada um de nós e queremos vingança, certo?
Todos acenaram positivamente com a cabeça.
— Então que tal o nome de “Days of Revenge”, porque a partir de hoje todos os dias serão dias de vingança para nós.
-Ta ai cara! Gostei! Eu voto pra ser esse o nome, alguma outra opinião?
O silencio reinou sobre aquele lugar, logo estava decidido, naquele momento nasceu a resistência contra a Pandemonium, agora realmente acredito que possamos derruba-la.
-Agora que estamos todos resolvidos, acho que vou embora, pois tenho coisas a resolver ainda – sai logo que terminei de falar ignorando completamente os comentários insistentes de Josef para que ficasse.
Horas já se passaram desde que sai de casa, acho que já está na hora de voltar já que pode ter acontecido algo na minha ausência, estou preocupado com o que pode ter acontecido com Lucy, se já voltou ou ainda esta fora.
Logo que cheguei em casa Lucy voou pra cima de mim, quase me levando ao chão, estava chorando e me abraçava com força.
- O que foi? Aconteceu alguma coisa?
- Desculpa!
- pelo que exatamente?
- ter te tratado tão mal ultimamente.
- Relaxa, já passou, não tem mais o que falar sobre isso.
- Mesmo assim, me perdoa?
- Claro que te perdoo, eu te amo e quando se ama alguém, coisas assim são facilmente esquecidas quando são resolvidas. Mas porque fez isso?
- Estava tentando te proteger, mais pelo visto não consegui fazer nem isso. Sou uma inútil.
- Pare com isso agora, você é incrível e tudo pra mim, enquanto ficar assim só vai piorar as coisas, e eu tenho uma coisa pra te contar.
Contei todo o ocorrido naquele dia referente aos caras que havia conhecido, ela pareceu de certa forma preocupada que nem eu no começo mais acabou aceitando bem a ideia, até querendo conhecê-los para unir-se a nós, parece que agora sim a balança vai virar ao nosso lado.
Notas finais
Reviews? ^^
Fale com o autor